Ricordare è Vivere
7 Uma Explosão, Um Lençol e uma Borboleta
Notas iniciais
Sara entrou de cabeça no trabalho e resolveu que era a melhor coisa a fazer para não pensar na engabelação de Hank e nas negativas e insensibilidade de Grissom. O problema é que o caminho estava difícil já que o mesmo tratou de deixa-la em vários casos com ele.
Como estava alguns dias trabalhando bem ao lado dele, resolveu tentar convida-lo para jantar mais uma vez e ver se dava sorte. Num turno tentou algumas vezes falar com ele, só que o supervisor estava muito solicitado no dia. Decidiu continuar a trabalhar e falar depois, entretanto quando retornava para a sala de convivência ocorreu uma explosão. Várias pessoas foram atingidas, incluindo ela e Greg.
Quando coloca Greg na ambulância, Grissom vê Sara sentada e ao chegar perto repara uma ferida feia na mão da mesma:
GG: Querida isto não está bonito!
SS: Estou bem e a limpeza vai ser uma coisa grande, temos que começar...
GG: Você precisa de pontos!
SS: Eu estou bem!
GG: (falando com um paramédico) Você cuida da mão dela por favor?!
Eles se levantam, e resignada, só resta a Sara ir para o hospital.
Quando volta, vai para o trabalho com Nick e Brass. No final do turno estava decidida a terminar a missão que havia começado mais cedo.
SS: Vc tem um minuto?
GG: Eu estava de saída.
SS: Bom você e eu estamos de folga esta noite.
GG: Você devia estar de licença.
SS: Eu estou bem!
GG: Você teve sorte e eu não estou falando da explosão!
SS: Você falou com o Brass?
GG: E com Nick.
SS: Nós pegamos o cara...
GG: Isso é tudo o que você tem pra me dizer?
SS: Você quer jantar comigo?
Grissom fica espantado com o convite só que não podia aceitar. Tinha um exame cedinho no outro dia.
GG: Não..
SS: Por que não? Vamos jantar e ver o que acontece?
GG: Sara eu não sei o que fazer a respeito disso (apontando para eles)...
SS: Eu sei e talvez quando você souber já seja tarde demais.
Grissom tinha uma consulta importante no dia seguinte. O que já tinha conversado com Heather se agravou. Foi diagnosticado com otosclerose (hereditário da sua mãe) e para resolver o problema necessitava de uma cirurgia chamada de estapedectomia. Dois dias depois Grissom fez a cirurgia no ouvido, mas só Catherine sabia do procedimento e de que ele ficaria 20 dias fora se recuperando. A loira disse para a equipe que ele precisou ficar com a mãe, uma meia verdade já que ele realmente estava com ela.
Sara tinha decidido que o melhor era esquecer Grissom, não daria mais corda para os gracejos dele. O chefe retorna ao trabalho e a tensão entre eles esta horrível, notado por todos, ranger de dentes toda hora.
LABORATÓRIO, SALA DE REUNIÕES
Os membros da equipe estão reunidos em volta da tela onde Grissom exibe fotos do local do crime. Todos atentos. Sara anota algumas observações em seu tablet.
GG (frio): Sara, você vai ser deslocada para o outro caso. Nick assume esse aqui.
SS (franze a testa): Mas eu já estou há dois dias nesse caso, Grissom. Conheço cada detalhe. Por quê essa troca agora?
O silêncio se instala. Todos olham discretamente.
GG (em tom duro, impessoal):
Porque eu sou o supervisor, e minhas ordens devem ser cumpridas. Agora.
Um baque. Sara congela por um segundo. Tensão evidente. Ela fecha o tablet com força e se levanta sem dizer uma palavra. Passa pelos colegas tentando manter a compostura.
SS (olhar baixo, voz contida): Entendido, senhor.
Sai da sala. Catherine e Nick trocam olhares desconfortáveis. Greg finge ajustar alguma coisa só para não encarar ninguém.
CW (depois de um segundo):
— Isso foi mesmo necessário?
GG (olha para ela, depois abaixa o olhar, como se percebesse o exagero)
VESTIÁRIO FEMININO | POUCO DEPOIS
Sara está sozinha, sentada no banco de madeira, os olhos marejados. Passa as mãos nos cabelos, nervosa. A respiração pesada denuncia o esforço que faz para não desabar.
Depois, já mais tranquila e resignada por ter perdido o caso em que estava, viu em uma sala um lençol pendurado com marcas de sangue. Deveria ser do caso que Grissom estava . Leu o pré relatório e foi analisar o lençol. Perdeu até a noção do tempo e seus pensamentos foram interrompidos pela entrada de Grissom que ia passando mas parou ao vê-la na sala.
GG: Conferindo o meu trabalho?
SS: Oh, eu só estava dando uma olhada.
GG: No que está pensando?
SS: (vai em direção ao lençol, pendurado na parede) Bom, o corpo dela estava neste vão.
(vira-se para ficar de frente com Grissom)
O agressor estava por cima dela.
GG: O que explicaria como a cera passou dele para ela.
SARA: (sorri, balançando a cabeça) Exato
SS: Me segura??
Grissom olha pra ela por um momento e segura os seus pulsos e os leva contra a parede... Fica o tempo inteiro olhando pra ela, enquanto a perita esta concentrada em demonstrar sua teoria na prática.
SS: Ela teria lutado.
(Mexe um pouco os braços, demonstrando)
Sara esta falando de forma sussurrante, talvez tensa pela extrema proximidade de Grissom que cola nela cada vez mais;
SS: Mas logo ela desistiu. Depois, ao se levantar, ele teve que apoiar as mãos sobre o lençol.
(Grissom levanta as sobrancelhas, e vai descendo as mãos lentamente e morde a língua de lado por um momento...)
GG: Assim...
(até próximo da cintura de Sara!)
o que explica como a cera passou dele para o lençol .
Sara fica olhando para o lado como forma de ganhar folego, os corpos estavam colados e ela podia sentir tudo nele. Então finalmente era vira o rosto para ficar de frente e se assusta ao notar que ele não desvia o olhar. Estão tão próximos que ela esta sentindo a respiração dele e as mãos dele ainda estão na sua cintura, apoia sua mão em um dos braços dele e nota que algo mais esta querendo se manifestar e Grissom não esta afim de esconder dela.
Então ela responde:
SS: Isso!!!
Sara sabia que precisava sair dali por que senão iria matar toda a saudade que estava dele. De repente se solta e …
SS: Grissom preciso falar com você sobre um assunto.
GG: Fala
( Estava frustrado por ela ter saído dali, estava excitado e louco de desejo por ela.)
Sara iniciou a conversa com um misto de emoções, fazendo ela falar coisas sem sentido. Decidiu encerrar a conversa. Saiu dali quase correndo em direção ao banheiro onde lavou o rosto, mas o incêndio continuava. Com ele também não estava diferente e não conseguia aplacar aquela euforia. Os dois acabam indo para o mesmo lugar, uma sala afastada que guardavam arquivos antigos. Quando Grissom chegou, Sara já estava. Um olhou para o outro e a perita só pensou :
“ Deus isso é provação”
Grissom parecia um felino, trancou a porta e foi em direção a Sara puxando para um canto:
GG: Pelo amor de Deus Sara, nada esta me acalmando..
Encosta o corpo nela e mostra de que falava.
SS: Eu estou com um calor que nada esfria, mas não podemos ter nada, você não sabe o que fazer sobre nós...
GG: Realmente não sei o que fazer sobre nós dois mas sei o que fazer agora e se você quiser acho que nossos problemas estarão resolvidos por hora.
Começou a beijar o pescoço de Sara que não tinha respondido ainda, mas já estava agarrada no cabelo dele e pensou:
“Que se dane ser só uma rapidinha, o importante é ser com ele” Quando notou, sua boca já estava sendo devorada. Não tinham muito tempo , tinham que ser rápidos pois estavam no laboratório. Logo que o clímax chegou...
GG: Sara eu...
SS: Grissom não precisa falar nada. Este momento é de dois adultos que necessitavam um do outro e problema resolvido...
O telefone de Grissom toca.
GG: Grissom!!
CW: Gil onde você está? Necessitamos de ajuda aqui pra pensar sobre o caso...
GG: Cath a Sara me ajudou e já tenho a resolução do caso. Vou até aí lhe explicar.
Desliga o telefone.
GG: Tenho que ir, mas eu queria …
Salva pelo telefone dela...
SS: Sidle!
GS: Mulher onde você esta? Tô te procurando, preciso de ajuda...
SS: Estou indo Greg , Tchau !!
Desliga o telefone e "tchau pra você também Grissom". Sara sai rindo e bem leve.
Turno terminado e em casa Grissom tomava banho pensando na loucura que fez e cai na gargalhada. Nem na época de estudante havia feito loucuras assim.
GG: “Sara, Sara só você pra fazer isso comigo.”
O clima de paz entre os dois ficou só na sala. Ao longo dos dias o clima continuava tenso com muita participação de Catherine como se fosse álcool na fogueira. Várias discussões ásperas, novas retiradas de casos e etc..
Na correria do dia a dia chega um caso que vai abalar todas as estruturas do chefe. A equipe inteira é requisitada, dois corpos numa casa e bastante sangue. O corpo do homem foi dilacerado e o da mulher deixado no banheiro. Quando Grissom olhou o corpo da jovem, perdeu o ar e a força das pernas. A vitima era mega parecida com Sara.
“ Jesus Cristo se fosse Sara acho que morreria”.
Depois do susto, Grissom liberou as tarefas para todos, mas deixou Sara com a parte de fora da casa. Ela ainda questionou mas sem sucesso. Grissom não queria que ela visse o corpo e pediu isso a Catherine que repassou a mensagem a Nick.
Grissom não saía de dentro da casa, impressionado com a semelhança física e durante a investigação viu que Debby tinha gostos semelhantes aos de Sara e isso o estava torturando. Perdido em pensamento se assusta com o celular:
GG — Grissom!
SS — Hei!
GG: Sara ouça, estou num local que o telefone esta chiando. Ligarei de volta!
SS- Eu consegui uma amostra de pele dentro do cano da banheira.
GG Amostra de pele? Isso é ótimo repasse para o Greg...
SS: Eu já dei! Hey, você quer que eu vá até aí para te ajudar?
GG: Não eu estou bem! Falo com você depois... E desliga rapidinho! Sara não entende nada...
SS: Eu hein!! Que que deu nele??? As horas passam e Grissom não sai da casa.
Catherine vai até ele:
CW: Grissom você não foi para casa??? Esta há 16 horas no ar, o seu corpo vai pifar. Vou buscar umas coisas na geladeira para você comer.
GG: Sabe que vamos ter que repor o que comermos?
CW: Come e fica quieto, aproveita e deita um pouco.
Enquanto isso no laboratório, Nick esqueceu do recado de Cath e pediu pra Sara ir no necrotério tirar as digitais de Debby. Sara alheia a tudo foi.
Cath ligou para Nick
NS: Stockes
CW: Nick você já tirou as digitais do corpo de Debby?
NS: Não Cath estava ocupado com outras analises, mas pedi para Sara e ela já está lá você preci... Foi interrompido pelo grito de Cath
CW: VOCÊ PEDIU PRA QUEM?? EU NÃO TE AVISEI PARA NÃO DEIXA-LA VER O CORPO!!!
NS: Foi mal, esqueci!
CW: Ok agora já foi. Estou voltando e falo com ela;
Quando volta ao laboratório já encontra com Sara que pergunta por Grissom, mas a loira informa que ele ainda está na cena do crime. Cath vai fazendo perguntas rodando para ver se Sara percebeu a semelhança, mas ela não deixa transparecer, então Cath resolve ser mais direta:
CW: Se eu não te conhecesse bem, eu pensaria que era você naquela mesa...
SS: Eu realmente não prestei atenção no rosto dela...
( a perita estava sem graça)
Quando você encontrar o Grissom, você diz a ele?
Sara resolve sair rapidinho
CW: OK
(Cath estranha... Fica olhando, levanta a sobrancelha e não entende nada!)
A equipe investiga vários profissionais que saíram com Debby ( a amiga era requisitada) mas não estavam fechando o ciclo. Quando Grissom mexe no porta joia dela um luz surge e junto com Hodges que também descobre um ingrediente num produto para cabelo que fez com que passassem a desconfiar de um dos suspeitos mas precisavam fazer com que ele confessasse, pois as provas não eram suficientes para detê-lo, então o convocam para depor. O suspeito era o Drº Lurie, ex caso de Debby.
Durante o depoimento, Drº Lurie não entrou no jogo de Brass e Grissom. Acabou sendo liberado.
SALA DE INTERROGATÓRIO, CSI
Dr. Lurie termina seu depoimento, frio e inflexível. Jim Brass se recosta na cadeira, cansado da falta de cooperação. Ao lado, Grissom o encara em silêncio por um instante. Sara observa tudo do outro lado do espelho, imóvel.
JB: Estamos perdendo nosso tempo. Você não vai falar.
Brass se levanta e caminha até a porta.
JB: Tá livre, doutor.
Lurie começa a se levantar, ajeitando o paletó, mas antes que saia pela porta, Grissom fala. A voz calma, mas carregada de algo denso, íntimo. Brass para, curioso. Lurie também.
GG (sem encarar diretamente):
— É triste, não é, doutor?
Pausa.
— Caras como nós... homens de meia-idade que permitiram que o trabalho consumisse tudo. A única hora em que tocamos outras pessoas é usando luvas de látex.
Ele solta um suspiro leve, quase imperceptível.
— Acordamos um dia e percebemos que não vivemos. Trabalhamos... apenas isso. Mas aí... alguém aparece.
Olha para o chão, a voz embargando levemente.
— Alguém jovem. Linda. Brilhante. E você percebe que poderia se importar com ela. Que poderia ter algo verdadeiro. Mas isso significaria arriscar tudo.
Do outro lado do espelho, os olhos de Sara se enchem de lágrimas. Ela sabe. Ele está falando dela.
GG (continua):
— Eu não consegui. Eu me escondi. Mas você... você arriscou tudo. Viveu o que eu não tive coragem de viver. E quando ela te deixou, você não soube lidar .Ela lhe tirou isso e deu a outra pessoa... e você estava perdido! Então você tirou a vida dela... Você matou os dois e agora você não tem nada!
DR. LURIE — Eu ainda estou aqui!
GG: Está?
Lurie sai. Grissom fica sentado, visivelmente abalado.
Do outro lado do espelho, Sara permanece imóvel, chocada. Uma lágrima escapa. Ela encosta a testa no vidro, como se quisesse atravessá-lo. Mas não entra. Nem diz nada. Só sente.
Brass observa Dr. Lurie se afastando, andando com passos pesados em direção à saída. Ele respira fundo, pensativo. Ao virar-se para sair também, percebe algo através do vidro da sala de observação. Franze o cenho e entra.
INT. SALA DE OBSERVAÇÃO
Sara está parada, imóvel, encarando Grissom do outro lado do espelho, que ainda permanece sentado na sala de interrogatório, o olhar perdido. Os olhos dela estão marejados, mas firmes. Brass entra devagar.
JB (surpreso, suavemente): Sidle...
Ela se vira lentamente, limpa os olhos rapidamente com as costas da mão e tenta parecer neutra.
SS: Brass, você tá bem?
JB (ainda absorvendo a cena): Tô... por quê?
SS (meio sem jeito):
Você tá parado aí com uma cara estranha.
Brass força um sorriso. Ele já entendeu. O discurso de Grissom foi sobre ela. As peças se encaixam como um quebra-cabeça finalmente resolvido. Mas antes que ele diga qualquer coisa...
SS (apressada): Bom, eu já vou indo.
Ela pega a bolsa e já está quase na porta quando Brass tenta intervir.
JB: Sara... por que você não convence o Grissom a ir pra casa? Ele não dorme há três dias.
Ela para, de costas para ele. Fala sem se virar.
SS (baixa, firme):
Brass... eu não quero que ele saiba que estive aqui.
Sem dar espaço para resposta, ela sai da sala. A porta se fecha com um leve clique.
Brass volta para a sala e entra devagar. Grissom continua ali, sentado, olhos fixos no nada.
JB (com tom leve, quase paternal):
— Vamos, professor. Você precisa de um banho e oito horas de sono. No mínimo.
Grissom olha para a mão, depois para Brass, e por fim se levanta, derrotado e silencioso. Saem juntos, deixando para trás uma sala cheia de palavras não ditas.
Dias passando e Sara andava triste, chateada, pensando em tudo que havia acontecido e as palavras de Grissom que martelavam em sua cabeça. A bebida estava cada vez mais presente em sua vida.
Mudanças ocorre no laboratório e ganha-se um novo chefe e uma nova funcionaria na equipe do noturno. Quem são???
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