Ricordare è Vivere
47 Honeymoon
Notas iniciais
No avião, os dois não conseguiam disfarçar a alegria que transbordava em cada gesto. Entre sorrisos cúmplices e olhares cheios de ternura, pareciam dois adolescentes descobrindo o amor pela primeira vez. De mãos dadas, começaram a brincar sobre qual seria a primeira coisa a fazer em Paris: ele dizia que queria levá-la direto para a Torre Eiffel ao anoitecer, enquanto ela insistia que queria perder-se pelas ruelas de Montmartre antes de qualquer outra coisa.
Entre risadas, foram traçando o roteiro da viagem como quem sonha acordado: Paris seria só o início. Depois, seguiriam de trem para outras cidades, cada parada se tornando um novo capítulo dessa lua de mel perfeita. A sensação era de que o mundo inteiro se abria diante deles — mas nada parecia importar mais do que a presença um do outro, juntos, no mesmo caminho.
GG: Você sabe como se originou o nome Lua de Mel?
SS: Não!
GG: Há diversas versões sobre como se originou a lua de mel. A mais concreta é que a lua representa o órgão reprodutor feminino. E o mel representa o sêmen do homem, obtido após a relação sexual realizada em tal período.
SS: Interessante, principalmente a parte do mel kkkkk Paris é a cidade perfeita para começarmos nossa viagem: romântica, charmosa e iluminada. Um cenário ideal para viver os dias mais intensos da lua de mel.
Quando o avião pousou em Paris, ainda era manhã. O céu estava levemente acinzentado, mas isso em nada diminuía o brilho que irradiava do casal. Assim que saíram do aeroporto, ela respirou fundo o ar frio e sorriu, como se quisesse guardar aquele momento na memória para sempre. Ele, atento, apenas a observava, encantado com o jeito dela de se maravilhar com as pequenas coisas.
No caminho até o hotel, os dois não pararam de olhar pela janela do carro, comentando cada detalhe da cidade que parecia ter sido desenhada para histórias de amor. Ao chegar, mal deixaram as malas no quarto: ansiosos, decidiram caminhar sem destino certo.
As ruas de Paris recebiam os dois como velhos conhecidos. Passaram por cafés charmosos, ouviram o som distante de um acordeão e se perderam de propósito em vielas estreitas, rindo a cada esquina. O ápice foi quando, ao virar uma rua, a Torre Eiffel surgiu diante deles — imponente, mágica, quase inacreditável.
Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a num abraço.
— Bem-vinda a Paris, mon amour.
Ela fechou os olhos por um instante, absorvendo o momento, e respondeu com a voz embargada de emoção:
— Nunca imaginei que pudesse ser tão perfeito…
Não queriam perder nem um minuto e partiram para fazer um piquenique escolhendo o Jardim de Luxemburgo, local é de fácil acesso, muito limpo, arborizado e repleto de estátuas de artistas consagrados, o local é perfeito para estender a toalha e passar horas tranquilas e deliciosas. Depois foram para um dos bairros mais elegantes de Paris, Saint-Germain-des-Prés, é movimentado pelos seus cafés, cinemas, teatros, museus e jardins. Contemplaram o pôr do sol no topo do Centre Georges Pompidou e resolveram retornar para o hotel e aproveitar a noite no quarto mesmo.
Usaram com fervor a banheira do quarto, mesmo com Sara reclamando dos germes, e depois a cama. Exaustos, com a esposa deitada com as costas apoiadas em seu peito, Gil aproveitava para fazer carinho na barriga dela.
GG: Se me dissessem lá atrás que hoje estaria casado com você, prestes a ser pai, eu não acreditaria. Estou tão feliz que não sei mensurar em palavras.
SS: Bom, analisando e relembrando como você era antes, realmente não imaginava nós dois neste cenário atual. Estou nos céus, muito, muito feliz.
GG (sorri, apertando-a mais contra o peito): Você transformou a minha vida. Antes, eu só tinha certezas sobre insetos e o silêncio. Agora… tudo faz sentido porque tenho você.
SS (vira o rosto para olhar para ele): E eu, que sempre tive medo de não pertencer a lugar nenhum, encontrei meu lar em você.
GG (fazendo um carinho suave na barriga dela): Nosso lar só vai crescer. Em alguns meses seremos três…
SS (emocionada, de olhos marejados): E será o começo da nossa maior aventura.
Ele a beija devagar, como se quisesse gravar na memória aquele instante de paz absoluta. A cidade lá fora pulsa, iluminada e vibrante, mas para eles o mundo inteiro cabe naquele quarto, naquela cama, naquele abraço.
Pela manhã partiram para mais um dia de passeios. Começaram o passeio pela Pont des Arts que é onde os casais prendem os cadeados com a primeira letra de seus nomes numa crença de que o amor fica ‘preso’ e que eles sempre voltavam à Paris. Dali partiram para o lugar que era o sonho de Sara conhecer e Gil viu sua esposa se emocionar ao ver a Torre Eiffel, que é lindíssima. Parecia uma criança encantada com o primeiro brinquedo. Aproveitaram bastante e depois foram fazer um cruzeiro pelo Rio Sena, que é um dos belos cartões postais de Paris, e navegar em suas águas aproveitaram para apreciar os pontos turísticos, como palácios e monumentos, claro namorar um pouco. Curtiram o pôr do sol e depois jantaram em um dos restaurantes da região onde fica a Torre Eiffel. Retornaram ao hotel rapidamente para um banho e troca de roupa, pois iriam assistir o espetáculo Moulin Rouge.
Pela manhã após o café os pombinhos partiram para uma das cidades mais românticas do mundo: Veneza. Qual foi a primeira coisa que fizeram? Um tour de gôndola. Durante o trajeto pelos principais canais de Veneza é possível observar e apreciar um pouco mais sobre cada ponto turístico. O hotel em que estavam hospedados tinha no terraço um bar que, durante a noite era um deslumbre, pois além de ficar todo iluminado ele também proporciona uma das paisagens mais incríveis de Veneza. Gil é quem ficou encantado com a vista. Resolveram dar uma volta:
GG: Amor, você tem se sentido bem aqui, não estranhou a mudança de clima?
SS: Não meu anjo, os enjoos me incomodaram no início, mas agora tenho ficado bem. Uma gravidez tranquila principalmente com os seus cuidados.
Envolveu o pescoço do seu amado com seus braços e lhe deu um beijo profundo e demorado.
GG: Nossa, acho que me apaixonei mais.
SS: Bobo
A lua de mel continuou ainda por Milão, Roma, Lisboa, Zurique, Munique e Lisboa.
Retornaram para os EUA e Gil se surpreendeu com Sara pedindo para ir em SF visitar a mãe e depois ir para a casa de Beth.
Antes disso passaram na consulta de pré natal e puderam ouvir o som do coraçãozinho do bebê, o que deixou o entomologista com os olhos marejados, já a futura mamãe deixou a lágrima cair.
GG: Olha nunca imaginei que é tão emocionante o processo da gravidez, passamos por cada etapa que vai te surpreendendo. Eu sou o homem mais feliz do mundo, casado com a mulher que amo e ( se agacha para ficar na altura da barriga de Sara) o pai mais coruja, orgulhoso do planeta.
De mãos dadas, Sara e Gil atravessaram o jardim até encontrarem Laura sentada em um banco de madeira, cuidando de algumas flores em pequenos vasos. O sorriso da mãe ao ver a filha foi imediato, embora carregasse aquele ar melancólico que nunca a abandonava.
SS: Oi, mãe! Como você está?
LS (erguendo o olhar e se levantando devagar): Oi, filha! Estou bem. Vejo que trouxe seu namorado. Como vai?
GG (com um sorriso gentil): Oi, Laura. Estou bem, mas… não sou mais namorado. Agora sou marido da sua filha.
Laura piscou algumas vezes, surpresa. Só então reparou na barriga discreta de Sara sob a blusa. Os olhos dela se arregalaram, e um suspiro emocionado escapou de seus lábios.
LS: Vocês… vão ser pais?
SS (segurando a mão da mãe): Sim, estou com quase cinco meses de gestação.
LS (com a voz embargada): Minha menina… você vai ser mãe.
Por um instante, o silêncio se fez. Laura estendeu a mão e, com delicadeza, tocou a barriga da filha, um gesto tímido mas cheio de carinho.
LS: Já sabem o sexo do bebê?
GG: Ainda não. Deixamos para descobrir quando voltarmos para casa, mas prometemos avisar você primeiro.
Passaram a tarde juntos no jardim, improvisando um piquenique sobre a grama. Entre frutas, pães e risadas leves, conversaram sobre lembranças antigas, sobre o futuro, e até sobre o desejo de Sara de trazer a mãe para Las Vegas em breve. Quando chegou a hora da despedida, Laura parecia mais serena, como se a visita tivesse acendido nela uma chama de esperança.
SS (abraçando-a forte): Logo vamos conseguir sua transferência, mãe. Quero você por perto, para acompanhar tudo.
LS: Vou esperar, filha. E vou rezar para que esse bebê venha cheio de luz, assim como você trouxe agora para mim.
Sara se emocionou, deixando escapar algumas lágrimas, mas saiu dali sentindo-se mais leve. De mãos dadas, ela e Gil seguiram rumo à próxima parada: a casa de Beth.
Depois de se despedirem de Laura, seguiram viagem até a casa de Beth. Assim que estacionaram na frente, Sara sorriu ao ver a sogra já à porta, quase pulando de alegria.
BG: Finalmente! Eu estava contando os dias pra ver vocês!
SS (abraçando a sogra com força): Também estava com saudades, Beth.
Beth fez questão de levá-los para dentro, onde já havia preparado um lanche simples, mas acolhedor. A conversa fluía fácil, repleta de risadas e memórias antigas, até que a campainha tocou.
BB: Ah, deve ser a minha convidada. Esqueci de avisa-los que ela viria. Ela está trabalhando comigo agora e espero que não se importem dela se juntar a nós.
Sara e Gil se entreolharam, despreocupados. Mas quando a porta se abriu, o ar pareceu mudar de repente. A mulher que entrou era elegante, de postura firme e sorriso seguro.
BG: Sara … quero lhe apresentar, Julia Holden.
JH (olhando diretamente para Grissom): Olá, Gil. Quanto tempo…
GG (um pouco tenso, mas educado): Julia… não imaginava que estaria aqui.
Sara arqueou levemente a sobrancelha, percebendo o clima.
SS: Vocês se conhecem?
JH (sem perder o tom confiante): Mais do que conhecer. Gil e eu tivemos uma história, há alguns anos. Prazer em conhece-la Sara.
O silêncio pairou por alguns segundos, pesado, até que Beth tentou quebrar o gelo, servindo café às pressas. Mas era tarde: Sara já sentia um incômodo crescer por dentro, tentando manter a calma enquanto observava Julia sorrir com demasiada familiaridade para o gosto dela.
Sara manteve um sorriso educado, mas seus olhos já denunciavam um incômodo. Voltou-se para Beth, tentando disfarçar a surpresa.
SS: Interessante… você não tinha comentado que também vinha uma “velha conhecida” do Gil.
Beth, sem graça, passou a mão pelos cabelos.
BB: Eu… não achei que fosse um problema.
JH (rindo baixo): Ora, não precisa ser um problema. Afinal, tudo isso é passado, não é, Gil?
GG (olhando para Sara, firme): Sim, completamente passado.
Sara respirou fundo, apoiando a mão sobre a própria barriga, como se buscasse se centrar. Ainda assim, não resistiu a um comentário carregado de ironia.
SS: Passado que aparece justamente agora… curioso, não?
Julia arqueou a sobrancelha, como quem se divertia com a provocação, mas antes que pudesse responder, Grissom se inclinou e segurou a mão de Sara, num gesto de apoio.
GG: Sara, você sabe que nada se compara ao que temos.
SS (olhando-o com intensidade): Eu sei. Mas também sei que fantasmas antigos adoram bater à porta quando menos esperamos.
O silêncio se instalou por alguns instantes. Julia sorriu, como se tivesse vencido uma pequena batalha invisível, enquanto Beth tentava puxar outro assunto para aliviar o ambiente.
Por dentro, Sara se sentia dividida: queria confiar plenamente em Gil — e sabia que ele não lhe dava motivos para duvidar — mas a presença daquela mulher mexia com algo profundo nela, reavivando inseguranças que acreditava já ter superado.
O clima parecia prestes a azedar quando Beth, quase instintivamente, buscou refúgio naquilo que mais a fazia sorrir ultimamente: o bebê.
BG (com os olhos brilhando): Sabe, Sara, eu estou roendo as unhas de tanta ansiedade pra saber o sexo. Já até comecei a comprar algumas coisinhas neutras… Olha só.
Ela abriu a sacola que carregava e tirou um par minúsculo de sapatinhos brancos, um macacão amarelo e, por último, uma joaninha de pelúcia. Gil caiu na risada assim que viu o bichinho.
GG: Uma joaninha?
BG (rindo também): Claro! Meu neto ou neta precisa começar cedo a aprender sobre o mundo dos insetos. Vai se inteirar rápido com o mundo do pai.
Os três — Sara, Gil e Beth — riram juntos, e a tensão que pairava no ar se dissolveu por um momento. Até mesmo Julia esboçou um sorriso contido, mas logo percebeu que não havia mais espaço para ela naquela conversa tão íntima.
JH (se levantando, elegante): Bem… acho que vou deixá-los à vontade. Foi bom revê-lo, Gil. Prazer em conhecê-la, Sara.
SS (com um aceno polido, mas firme): Igualmente, Julia.
Assim que a porta se fechou atrás da ex, Beth suspirou, aliviada.
BB: Desculpem se causei algum desconforto… não foi minha intenção.
GG (apertando de leve a mão de Sara): Não se preocupe, mãe. Está tudo bem.
Já era noite quando se despediram de Beth que resolveu ir para o quarto. Os dois foram para o quarto deles, iluminado apenas pelo abajur na mesa de cabeceira. Gil deixou o casaco sobre a poltrona enquanto Sara se sentava na beira da cama, visivelmente pensativa.
GG (aproximando-se devagar): Amor… está tudo bem?
SS (suspira, evitando o olhar dele): Não sei.
GG: É por causa da Julia, não é?
Sara ergueu o olhar, os olhos marejados, e assentiu.
SS: Eu sei que não deveria me sentir assim, eu sei que o passado é passado… mas quando ela entrou naquela sala, tão segura, olhando pra você daquele jeito… eu me senti pequena. Como se estivesse competindo com alguém que já foi importante na sua vida.
Gil se ajoelhou diante dela, tomando suas mãos.
GG: Sara, olha pra mim. Você não está competindo com ninguém. Julia fez parte de um capítulo antigo, que acabou há muito tempo. A única história que me importa agora é a nossa.
SS (com a voz embargada): Mas e se um dia eu não for suficiente?
GG (acariciando a barriga dela, firme): Você já é tudo. Você, e agora esse bebê, são meu presente e meu futuro. Nada mais.
As lágrimas escorreram silenciosas pelo rosto de Sara, o qual ela atribuí aos hormônios. Gil se ergueu e a puxou para um abraço apertado, envolvendo-a como quem protege o que tem de mais precioso.
GG (sussurrando ao ouvido dela): Julia pode até ter sido uma parte da minha vida… mas você é a minha vida inteira. Nunca duvide disso.
Sara fechou os olhos, sentindo o peso das inseguranças aliviar-se. Ali, no peito dele, encontrou o refúgio que sempre buscara.
Resolveram para aliviar um pouco o clima, ir a um barzinho.
SS: Acho legal lugares assim porque você fica à vontade, conversa, bebe a bebida de sua preferência de forma tranquila.
GG: Gosto daqui exatamente por isso, um lugar tranquilo.
SS: Já pensou em voltar para cá quando aposentar?
GG: Você gostaria que morássemos aqui?
SS: Sinceramente? Sim, gosto daqui.
Gil estava dando beijos no rosto de Sara quando ela vê a aproximação de Donald e Virginia:
SS: Gil...
DA: Boa noite casal!! Aproveitando a folga Grissom?
GG: Boa noite para vocês dois e sim estamos aproveitando. Vejo que vocês também.
VA: Como vão vocês Sara e Grissom?! Uma vez por mês deixamos um dia para nós, uma forma de sair da rotina.
SS: Que legal, gostei da ideia!
GG: Virginia e Donald vocês aceitam ficar conosco aqui?
VA: Por mim, sem problemas e tenho certeza que Donald vai se comportar, né?
DA: Sempre me comporto.
Sara estava com uma bata e quando levantou um pouco para se ajeitar na cadeira o casal percebeu a barriga da perita.
VA: Que coisa boa Sara, você está grávida?! Quantos meses?
SS: Estou com 05 meses.
VA: Fico muito feliz por vocês dois, vejo o quanto estão felizes juntos.
DA: Quer dizer então que a família Grissom vai aumentar?! Quando Ted, meu primogênito, nasceu parecia que um novo mundo havia se aberto para mim e na verdade era, agora tinha uma criaturinha dependente de mim, que seria motivos de minhas noites sem dormir ( os 04 riram), enfim é um momento que você Grissom vai curtir pra caramba.
VA: Beth deve estar radiante com essa notícia?
GG: E como está
Ficaram conversando durante um tempo e o engraçado foram as mulheres levando seus maridos que estavam "altinhos" para casa. Pela primeira vez Grissom e Donald se divertiram juntos e isso deixou as esposas felizes. Falando nelas, enquanto os dois bebiam e relembravam o passado, as duas trocavam figurinhas sobre várias coisas, incluindo a gestação. Sara estava animadíssima no papo com Virginia.
Pela manhã Sara e Beth riam da cara de Grissom com ressaca e a senhora estava toda feliz por seu filho ter formado uma família, seu coração estava explodindo de alegria.
Fim de férias, fim da lua de mel e a dupla retornou para a labuta freneticamente.
De volta à rotina, o laboratório fervilhava. Todos queriam mimar a “mamãe do pedaço”. Sara recebia chocolates, frutas, cafunés inesperados, enquanto Catherine não perdia a chance de brincar:
CW (rindo, cruzando os braços): Se esse bebê nascer mimado, a culpa é de vocês todos. E olha, confesso que estou com ciúmes desse excesso de zelo…
Sara revirava os olhos, mas o sorriso denunciava que estava adorando a atenção.
À noite, no aconchego da cama, o clima era outro: só os dois, o silêncio confortável e a ansiedade pela consulta no dia seguinte.
SS: Fiquei pensando… e se for menino, o que acha de Arthur?
GG (abrindo um sorriso bobo): Arthur? Meu nome do meio? Colocar no meu filhote? Você só pode querer me deixar ainda mais apaixonado do que já estou. Adorei!
SS (brincando): Então já temos o “Arthurzinho”. Mas… e se for menina?
GG: Anne. O que acha de Anne?
SS (saboreando o som do nome): Anne Sidle Grissom… gostei!
GG: Ou Arthur Sidle Grissom! De qualquer forma, já são nomes perfeitos para o bebê perfeito.
Sara riu, e Gil aproveitou para puxá-la mais perto, acariciando seus cabelos.
GG (com olhar brincalhão): Mas amanhã a gente descobre o que vem por aí. Hoje, o que eu preciso mesmo é receber um carinho da minha esposinha linda.
Ela arqueou a sobrancelha, fingindo indignação.
SS: Carinho, é? Tenho certeza que não está falando de massagem nos pés.
GG (sussurrando, já beijando seu pescoço): Não, nada de pés…
E a noite, mais uma vez, se encheu de risos, beijos e entrega. Grissom estava em êxtase não só com a disposição de Sara, mas com a certeza de que, juntos, estavam vivendo a fase mais feliz de suas vidas.
Dia seguinte e lá estavam no consultório para realização da ultra. O supervisor não escondia seu nervoso. Batia os pés, andava de um lado para o outro. Quando Sara fora chamada, ele não largava sua mão. O exame transcorria tudo bem até a medica avisar que já dava para ver o sexo da criança e eles confirmaram que queriam saber:
Médica: Bom, vocês vão ter em alguns meses ...
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