Ricordare è Vivere

3 Conhecendo e Aprofundando


Notas iniciais
Neste capítulo rola a primeira vez deles e também os pombinhos viram turistas por uma semana desbravando São Francisco. Procuramos colocar o máximo de pontos turísticos da cidade na história. Vocês verão o inicio de como foi a última noite de Grissom na cidade.

No restaurante do hotel onde Grissom esta hospedado, o jantar transcorria muito bem.

GG: Fala um pouco de você? Por que resolveu estudar Física?

SS: Eu sempre fui a nerd da minha turma, sabe? Desde pequena meus amigos diziam que até no Jardim de infância eu era a estudiosa. Eu sempre gostei de ler e de aprender coisas novas, física se tornou minha paixão. Não podia fazer outra coisa se não Física. E você? Por que Entomologia?

GG: Eu também era o nerd da minha sala e conhecido como o mudo-que-sabe-tudo. Quando me formei em Biologia resolvi me especializar nessa área já que sempre gostei de mexer com insetos. A entomologia é interessante, insetos são legais, as vezes até místicos. SS: Insetos não são aqueles que ganham grande empatia das pessoas mas aprendi com você a importância deles no nosso trabalho.

GG: Os insetos são os primeiros a encontrarem o local do crime e o cadáver tendo grande contribuição na investigação. Por meio deles fazemos a estimativa de IPM (intervalo pós-morte).Você sabia que existe um Museu da Entomologia?? Um dia te levo lá.

Sara se espantou com essa afirmação de Grissom já que pelo jeito pensava num futuro deles juntos.

SS (com um leve sorriso, fingindo casualidade):

— Um dia você me leva lá?

GG (olhos nos dela, tom calmo):

— Levo sim. Se quiser, posso te mostrar muitas coisas do meu mundo... se quiser fazer parte dele.

Sara não sabia bem o que responder. A sinceridade de Grissom a tocava, mas também a assustava. Por instinto, desviou o olhar para a taça de vinho, girando-a levemente nas mãos.

SS: Você fala como se já soubesse o que quer.

GG: E sei. Há muito tempo, se quer saber. Só nunca tive coragem de dizer em voz alta.

Um silêncio delicado caiu entre os dois. Não era desconfortável. Era denso. Cheio de possibilidades.

SS (baixando a guarda):

— Eu fico me perguntando como pode ser tão fácil estar com você. Parece que nos conhecemos há anos...

GG (com um meio sorriso):

— Talvez nossos cérebros nerds tenham uma conexão secreta. Ou talvez... a gente só se reconheça um no outro.

Sara sorriu. Dessa vez, foi um sorriso verdadeiro, sem defesas.

SS: Você me desconcerta, sabia?

GG (encarando com carinho):

— Se serve de consolo, você me desmonta inteiro.

Eles riram juntos, e a tensão emocional foi substituída por uma leveza doce.

SS: Então, Sr. Grissom... além de insetos, museus e IPMs, o que mais você pretende me ensinar?

GG (se inclinando um pouco sobre a mesa):

— Só se você me prometer que me ensina também... como sobreviver ao fato de não conseguir parar de pensar em você.

Sara sentiu o coração disparar. Ele não estava jogando. Era sincero. Ela sabia. E mesmo com o medo, mesmo com as incertezas, havia algo nela que queria mergulhar de cabeça.

SS (em voz baixa, íntima):

— Não vou prometer te ensinar, mas posso ficar perto... enquanto você aprende.

Grissom assentiu com um leve brilho nos olhos, como quem acabava de encontrar o caminho certo.

No restaurante havia uma pista de dança e começa a tocar You’re Still The One de Shania Twain. Grissom logo chama Sara para dançar. A morena envolveu seus braços no pescoço dele e ele segurou sua cintura. Conforme a música ia rolando os corpos foram colando cada vez mais. O entomologista estava hipnotizado pelo perfume dela, rostos colados, os carinhos que ela fazia em sua nuca estavam o deixando louco.

Envolvido pelas caricias e pela musica, Grissom não aguentou e com a voz rouca...

GG: Sara você aceita subir ao meu quarto??

Envolvida por tudo respondeu prontamente: Vamos

No silêncio do elevador, os olhares disseram tudo. Grissom mantinha os olhos fixos nela como se quisesse guardar cada detalhe em sua memória: os olhos castanhos iluminados, os lábios entreabertos, a respiração acelerada. Sara sentia o coração disparar e o corpo reagir só com a proximidade dele. Nenhum dos dois ousava falar — como se qualquer palavra quebrasse o encanto daquele momento.

Ao chegarem ao quarto, ele destrancou a porta com as mãos ligeiramente trêmulas e a convidou a entrar. Assim que a porta se fechou atrás deles, a perita fora direto olhar pela janela, falando de como anoiteceu rápido com a chuva intensa que caia.

SS: Vou ter que esperar a chuva diminuir para poder ir embora...

Grissom chega a abraçando por trás enterrando seu rosto no pescoço dela.

GG: Você fica linda olhando na janela...e por mim espero que a chuva não diminua.

Eles ficaram frente a frente por alguns segundos. Ela passou os dedos pela gola da camisa dele, e ele levou a mão até o rosto dela, acariciando sua bochecha com cuidado, como se ainda estivesse se certificando de que aquilo era real.

GG (num sussurro):

— Não quero te assustar, nem apressar nada...

SS (interrompendo, firme e doce):

— Você não está. Eu quero.

Ele a beijou — não como no jardim, mas com mais intensidade, mais fome, mais verdade. As mãos deslizaram com urgência, descobrindo o corpo um do outro entre beijos e suspiros. Roupas foram sendo tiradas entre toques, risos nervosos e olhares apaixonados.

Deitados, se exploraram com delicadeza e desejo. Grissom se mostrava um amante atencioso, respeitando cada reação de Sara, que se entregava sem reservas. Foi uma mistura de descoberta, carinho e paixão que fez o tempo desaparecer.

Depois, ela repousou a cabeça no peito dele, ouvindo seu coração ainda acelerado. Grissom acariciava os cabelos dela em silêncio, um leve sorriso nos lábios.

GG: Isso foi...

SS (olhando para cima): Inesquecível.

Ele a beijou na testa, puxando-a para mais perto.

GG: Não sei o que o futuro reserva... mas se depender de mim, quero viver muitos momentos assim com você.

Sara fechou os olhos, sentindo-se segura nos braços dele, como se ali fosse o único lugar certo no mundo.

Primeiro abriu um olho, a luz do sol que invadia o quarto fez espremer os olhos, o corpo estava dolorido da intensa noite que teve.. "que noite meu Deus” suspirou. Muitos beijos, abraços, sussurros, altos gemidos , arranhões... roupas ao chão, lençóis espalhados pelo quarto... Levantou-se e sem fazer nenhum barulho se dirigiu para a janela mas não sem antes admirar aquele homem que dormia profundamente. Que homem era aquele que havia entrado em sua vida feito um tornado. O sol não estava tão forte e fazia um ventinho gostoso, nem parecia que havia tido um intenso temporal na noite anterior. Estava tão distraída que levou um susto quando fora envolvida por dois braços fortes e uma voz rouca surgiu no seu ouvido.

GG: Bom dia!!!

SS: Bom dia!!! O dia está lindo, e tem uma brisa muito agradável...

GG: Depois de ontem, se amanhecesse chovendo eu iria adorar do mesmo jeito.

SS: Grissom, se bem me lembro, ontem você não queria que a chuva parasse.

GG: Para você não ter como ir embora e ficar comigo como acabou acontecendo e foi a melhor noite da minha vida. Sara queria pedir uma coisa??

SS: Pode falar

GG: Você poderia me chamar de Gil? Grissom fica muito formal e depois de ontem a noite eu...

Grissom fica vermelho mas Sara logo o ajuda..

SS: Tudo bem...Gil

Gil sorriu, aliviado, e encostou a testa na dela com carinho. Havia ternura em seu olhar — um tipo de vulnerabilidade que Sara não esperava ver nele, e que a tocou profundamente.

GG (baixo):

— Obrigado, Sara. Acho que nunca gostei tanto de ouvir meu nome assim.

Ela sorriu e passou os dedos suavemente pelos cabelos dele.

SS: Acho que estou gostando demais de te chamar assim. Gil…

Ele a puxou mais para perto e a beijou nos lábios com doçura, bem diferente dos beijos intensos da noite anterior — esse era calmo, íntimo, como quem confirma que está exatamente onde deveria estar.

Ele a aperta de novo e Sara nota que Grissom esta só de cueca e “bem animado”. Resolve aproveitar o momento e entre beijos e amassos a morena é carregada e só consegue gritar “Gil”. Logo estão fazendo amor no sofá mesmo.

Depois resolvem ir tomar banho só que demorou mais de 01 hora, sabem porque né?. Pediram café no quarto e decidiram que passariam o domingo inteiro assistindo filmes. Como iriam passar esses dias juntos Gil pediu para Sara ficar com ele no hotel e a morena resolveu seguir o conselho de Paola, viver o presente então decidiu que iria aproveitar essa semana com ele. Ligou para amiga para avisar:

Sara pegou o celular enquanto ainda estava deitada nos braços de Gil, que fazia carinho leve em seu ombro. Respirou fundo, abriu um sorriso e discou para Paola.

Paola (atendendo, voz divertida):

— Bom dia, sumida! Acordou onde, hein?

SS (rindo):

— No paraíso. Quer dizer… no hotel do Gil.

Paola: Sabia!!! E aí, me conta TUDO!

SS: Depois te conto os detalhes, mas liguei pra avisar que vou passar a semana com ele. Você tinha razão. Decidi viver o presente.

Paola (empolgada):

— Yesss! Finalmente! E viva o passarinho verde! Aproveita por mim também, amiga! Você merece um cara bacana e parece que ele é.

SS (sorrindo para Gil, que a olhava com ternura):

— Ele é… muito mais do que eu imaginava.

Paola: Beijo Amiga!

SS: Beijo pra você também amiga!

Desligou e virou-se para ele, que tinha um sorriso satisfeito e curioso.

GG: Passa a semana comigo então?

SS: É. Resolvi seguir os conselhos certos e o coração também.

Ele a puxou para um beijo calmo, intenso e profundo.

Grissom pediu um momento para ligar para Catherine.

CW: Então bonitão, aproveitando os dias na Califórnia??

GG: Vocês tinham razão, precisava descansar um pouco. Estou me sentindo bem mais leve.

CW: Descansando sozinho ou acompanhado??? Kkk

GG: Cath sua pergunta será ignorada

Sara que estava sentada ao seu lado ria das feições que ele fazia. Hora ficava vermelho, hora cara de espanto. Grissom ainda sorria da conversa com Catherine quando jogou o celular de lado e se virou para Sara, que o olhava divertida.

SS: Então, devo um agradecimento eterno à Catherine e ao Brass? Eles foram praticamente cupidos disfarçados de supervisores preocupados.

GG (rindo): Na verdade, eles só queriam me tirar do laboratório. Mas se eu soubesse o que me esperava aqui... teria vindo correndo.

Ele a deitou no sofá devagar, com aquele cuidado típico dele, os olhos presos aos dela, e começou a distribuir beijos carinhosos em seu pescoço e rosto. Sara segurou o rosto dele entre as mãos, completamente envolvida.

SS (sussurrando): Você é diferente do que imaginei. Melhor... mais doce, mais intenso... mais meu.

GG: Seu. Totalmente. Pelo menos enquanto essa semana durar... ou mais, se você permitir.

Se beijaram com vontade, sem pressa. Depois, deitados juntos, cobertos apenas por uma manta leve, começaram a traçar os planos para os próximos dias.

Segunda feira chegou e resolveram ativar o modo turista, sendo que o palestrante tinha sua guia particular. Sara resolveu levar Grissom nas cidades vizinhas que eram perto, fazendo um bate e volta. Foram em Sausalito, Vale do Silício, Oakland e Napa Valley.

Visitaram a região do Fisherman’s Wharf ,pegaram um lanche para viagem em um food truck pequenino, o Codmother’s food e aproveitaram para ir ao Píer 39 (É uma divertida colônia de leões marinhos e Gil ficou todo bobo com a empolgação de Sara).

A guia especial do palestrante informou que o melhor era passear pela cidade de bondinho.

SS: O Cable Car de San Francisco é o meio de transporte mais autêntico e mais cool da cidade. De carro, dependendo do destino, não vale a pena, o trânsito é ultra carregado.

GG: Esse aluno aqui é atento as dicas de turismo e principalmente admirado pela guia.

SS: Palhaço kkkk (bjs,bjs,bjs) Vamos!! Vou te levar no Boudin Bakery, lá tem uma sopa maravilhosa e sei que você vai adorar.

Grissom estava muito contente com os passeios, estava leve por poder se divertir sem ter a preocupação do trabalho e ainda mais na companhia daquela mulher que estava fazendo um bem danado para ele. Sara resolveu assumir a função de guia a altura e se empenhou em fazer Gil conhecer o maior número de lugares. Visitaram: Ferry Building; Chinatown; Alamo Square e as Painted Ladies; Golden Gate Park; Union Square – para fazer compras ( o supervisor comprou lembranças para os colegas) ;Coit Tower; Ponte Golden Gate ( Os dois resolveram ficar na Golden Gate View, o mirante do lado de Sausalito e aproveitando que havia aqueles fotógrafos de rua, tiraram uma foto.)

SS: Gil amei a foto!!! Ficou linda.

GG: Ficou linda porque você esta nesta foto.... a puxou para um beijo

Nesse momento o beijo é interrompido por uma voz masculina chamando pela amiga de Paola.

“Sara”

Os dois olharam para onde vinha a voz que Sara reconheceu logo:

“ Adam??” Grissom ainda estava abraçado a Sara e olhando de um para o outro até que Adam esticou a mão para cumprimenta-la, se soltaram e a morena retribuiu o cumprimento. Logo os homens se encararam e Sara apresentou:

SS: ÉÉÉ Adam esse é Gilbert Grissom e Grissom esse é Adam Rusty.

AR: Prazer em conhece-lo

GG: Prazer ( nada empolgado)

AR: Sara quando namorávamos você não era tão séria, formal. Você teria me abraçado, pulado no meu colo. Eu lembro do nosso primeiro beijo e ele foi aqui. Pelo jeito gosta de trazer todos seus namorados aqui.

SS: Adam primeiro me respeite e segundo me lembro de como me machuquei quando descobri que você mentiu para mim e quando o questionei sobre as mulheres na sua cama me machuquei literalmente, então nos dê licença porque temos uma passeio para fazer.

AR: Qual é Sara você é muito Caxias mas sinto falta de você, tú é quente. Sou homem e com necessidades, você não queria sempre atender aos pedidos e carências do seu namorado e …..

“CHEGA” Os dois se assustaram quando ouviram o grito de Grissom que até então estava calado.

GG: Olha aqui Adam não vou permitir que fale com Sara desse jeito.

Adam deu um passo para trás, surpreso com o tom firme e cheio de fúria de Grissom. Os olhos do entomologista ardiam de indignação, e ele instintivamente se colocou mais à frente de Sara, como se a quisesse proteger física e emocionalmente.

GG: Você teve sua chance e a perdeu. Agora meça suas palavras quando se referir a ela. A Sara que está ao meu lado não é um objeto, não é uma lembrança pra você se gabar. É uma mulher inteligente, sensível, íntegra — muito mais do que você parece ser capaz de entender.

Adam riu, sarcástico, tentando disfarçar o desconforto.

AR: Uau, achei que você fosse o típico nerd calado, mas tem pulso. Bom saber.

(depois, encarando Sara com um sorrisinho cínico)

— Parece que achou alguém que fala por você.

SS (fria e firme):

— Não, Adam. Ele fala comigo e não por mim, entendeu a diferença? Você nunca soube ouvir ninguém além do próprio ego. Agora por favor, suma da minha frente antes que eu peça para o segurança te tirar daqui.

AR: Sara, olha...

GG: Adam já deu!! Você é daqueles caras que querem ser vistos ,como sujeito homem, são os machistas que procuram difamar a namorada só com o intuito de inflamar o ego. Mulher deve ser respeitada e ponto. Não importa os lugares que costuma frequentar e não importa se ela tá afim de transar ou não. Dependendo do quão respeitoso você for, ela quem vai resolver se é pro teu bico — e não você! E se não for pro teu bico, entenda o recado, vaza e não olhe pra trás. Agora deixe-a em paz!

Adam ficou em silêncio por alguns segundos, encarou Grissom com certo desdém, depois olhou para Sara como se tentasse dizer algo, mas acabou apenas bufando e saindo.

Assim que ele desapareceu de vista, Sara respirou fundo, visivelmente abalada, mas ao mesmo tempo aliviada.

SS (em voz baixa):

— Obrigada, Gil... Eu achei que ele nunca mais fosse aparecer. Não estava preparada pra isso...

GG: Eu tô aqui. E você nunca mais vai precisar lidar com gente assim sozinha.

Ele a puxou novamente para perto, e dessa vez o abraço foi mais apertado, mais protetor. Sara sentiu o coração bater forte, mas dessa vez, era um misto de alívio e segurança. A presença de Grissom era como um escudo. Ali, nos braços dele, ela sabia que estava segura — e mais do que isso, sabia que estava amada de verdade.

GG: Sara vamos continuar nosso passeio? Temos que correr senão vamos perder o barco para Alcatraz.

Os dois saíram enquanto um Adam, de longe, os observava com cara de espanto. O cara o esculachou e saiu com a mulher que ele achava ser dele ainda. Teve que ouvir o riso dos amigos que estavam perto e ouviram o sermão de Grissom.

SS: Adorei a bronca que você deu no Adam!!

GG: Tenho nojo de homens que se acham os maiorais e odiei o jeito que ele falou com você.

Chegaram ao Píer 33 onde pegaram o barco para a Ilha de Alcatraz. Durante o passeio um guia levava as pessoas para visitar as celas de prisioneiros ilustres e ia contando algumas histórias do tempo em que Alcatraz era a prisão mais temida dos Estados Unidos.

Aproveitaram bastante os passeios, mas conforme os dias passavam o aperto no peito aumentava.

O dia da partida do palestrante estava chegando e eles sabiam que o coração deles estava marcado por um sentimento novo e que guardariam com carinho.

De volta ao hotel e abraçados no sofá...

GG: Sara, o universo inteiro conspirou para que eu te encontrasse. Você trouxe luz para os meus dias e noites, você se tornou a razão dos meus calafrios e borboletas na barriga. Sei que na segunda estarei retornando para Vegas mas saiba que vou voltar diferente, pois você mudou algo dentro de mim e não quero de jeito nenhum perder contato com você, quem sabe um dia você não vá trabalhar comigo.

Sara com os olhos marejados olhava para ele atenta, sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. Resolveu então beija-lo, beijo doce e calmo.

SS: Gil você também foi muito importante pra mim, em todos os sentidos. Nesses dias que passamos juntos, você entrou na minha vida de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa, engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal kkk enfim, também não quero perder contato com você e já dói saber que você tem que ir.

As lágrimas começam a cair.

Grissom enxugou cuidadosamente as lágrimas no rosto de Sara com as pontas dos dedos, os olhos azuis fixos nela, cheios de ternura e emoção. Ele puxou-a para um abraço apertado, como se quisesse guardar aquele momento para sempre.

GG (sussurrando): Eu entendo. Sinto a mesma coisa. Parece loucura, né? Tão pouco tempo… e ainda assim parece que te conheço há anos.

Ela assentiu, escondendo o rosto no pescoço dele, como se quisesse se proteger da realidade que já se aproximava.

SS (voz abafada): Por que o tempo sempre corre quando a gente está feliz?

GG (acariciando seus cabelos):

— Talvez pra nos lembrar de valorizar cada segundo. E olha… eu sei que segunda-feira chega, mas até lá, cada instante ainda é nosso. Vamos viver isso, sem medo, sem freio. Depois a gente dá um jeito. Eu não te encontrei à toa, Sara. Não acredito mais em coincidências.

SS (erguendo os olhos, emocionada):

— Você vai mesmo querer manter contato? Mesmo com a distância, com as rotinas diferentes, com a saudade?

GG (seguro, sem hesitar):

— Não só quero. Preciso. E se você quiser também, eu volto. Volto quantas vezes for preciso. Ou... posso dar um jeito de te levar comigo. Não agora, mas um dia. Só me diz que você me espera.

Ela sorriu entre lágrimas, um sorriso tímido e sincero, e encostou a testa na dele.

SS: Eu espero, Gil.

O beijo que selou essa promessa foi calmo, intenso e cheio de sentimentos que nenhuma palavra conseguia expressar direito. Ali, no silêncio do quarto, só havia os dois e o que estavam construindo: algo leve, mas ao mesmo tempo forte o bastante para desafiar o tempo e a distância.

GG: Vamos aproveitar esse último dia em SF intensamente sem pensar no amanhã??

SS: Ok vamos sim!!!

Decidiram que a noite iriam ao restaurante do hotel. Sem Sara saber, Grissom havia comprado um vestido para ela.

Quando saiu do banheiro a perita viu o presente em cima da cama.

SS: Gil??? O que....

GG: Gostou?

SS: É lindo!!

GG: Gostaria que essa noite fosse especial, inesquecível então comprei esse presente para você usar.

SS: Adorei e claro que vou usar; Deu um beijo demorado

Se arrumaram e logo desceram. Grissom percebeu alguns olhares masculinos em direção de sua acompanhante e viu surgir aquele sentimento de novo, CIÚME.

A pista de dança fora aberta e logo os pombinhos foram dançar.

Grissom colocou as mãos nos quadris de Sara, tentando não deixa-la ver que ele estava tremendo e ela envolveu seus braços no pescoço dele. A musica GOO GOO DOLLS de IRIS, estava tocando e Gil colou mais ainda seus corpos. A próxima música foi mais agitada. Era Believe da cantora CHER. Sara mudou a posição ficando com as costa no peito de Grissom e um dos braços em volta do pescoço dele para ter apoio na hora de rebolar, porém quando fazia isso instigava mais ainda o desejo que estava crescendo nele. Não demorou e logo ele a puxou para junto dele e com a voz bem rouca pediu para subirem, fazendo Sara notar que alguém mais estava acordado. Ela também estava eufórica, agitada, não sabia se tinha sido os drinks ou a dança sensual que culminou com a resposta do corpo de Gil que acendeu o fogo de ambos.

Narração Sara

Entramos no quarto e meu coração disparou. Naquele momento eu fiquei imóvel, ele começou a passar a mão de leve sobre minha perna, minha respiração ficava cada vez mais acelerada, ele olhou para mim e disse:

"hoje a noite é só nossa."

Notas finais
Bom gente, estamos chegando ao final da história dos dois em São Francisco. Próximo Capitulo continuamos a contar como foi a ultima noite de Grissom na cidade e temos a despedida deles. Logo, logo chegaremos a Vegas. Agora sim no próximo será um capitulo hot,hot,hot