Ricordare è Vivere
2 O Primeiro Beijo
Notas iniciais
Grissom acordou disposto naquela manhã — algo raro nos últimos tempos. Seu pensamento não estava mais monopolizado apenas pelo trabalho; uma certa morena, de olhos curiosos e jeito determinado, invadia sua mente com insistência. Era como se um novo capítulo começasse a ser escrito ali, silenciosamente.
Na noite anterior, havia conversado com Catherine e Jim Brass, que não paravam de provocá-lo, querendo saber se ele tinha saído para se distrair. Ele negou, e não era mentira: ficou no hotel mesmo, revisando mentalmente as perguntas que faria naquele segundo dia de palestra.
Hoje, a palestra terminaria por volta do meio-dia, e Grissom já tinha decidido: convidaria Sara para almoçar. Era o pretexto perfeito para prolongar aquela conexão inesperada que começava a crescer.
No fundo, ele se sentia como um adolescente diante de um interesse pela primeira vez — uma sensação estranha, quase doce, que ainda lhe causava um certo desconforto. Sabia que havia uma diferença considerável de idade entre eles, mas durante o café, quando ela parecia tão à vontade, quase não sentiu que isso seria um problema.
Ou será que incomodava a ela, e ele que ainda não tinha percebido?
De qualquer forma, hoje, ele iria tentar descobrir.
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Sara despertava cedo, como de costume. Depois de tomar sua ducha rápida e se arrumar para as palestras, preparou-se para assistir uma sessão antes da palestra de Grissom.
Dessa vez, chegou quase no limite do horário, pois a palestra anterior atrasou um pouco. Ao entrar na sala, Grissom, que estava sério e concentrado, levantou a cabeça e abriu um largo sorriso ao vê-la. Por um momento, pensou que seus planos tinham ido por água abaixo ao perceber seu atraso, mas o sorriso indicava alívio e satisfação.
A palestra foi intensa e proveitosa. Sara aproveitou cada minuto, tirando dúvidas e absorvendo conhecimento com entusiasmo.
Ao final, enquanto ainda fazia anotações, ela foi surpreendida por uma voz calma ao seu lado:
Grissom: Olha, notando seu interesse pela matéria, tenho certeza que você vai crescer rápido na carreira e se tornar uma grande CSI.
Sara (sorrindo, meio tímida):
— Não exagere, Grissom. Suas palestras são ótimas, e já li vários artigos seus. Quero mesmo me aperfeiçoar para ser uma profissional melhor.
Grissom (com um olhar avaliativo, porém gentil):
— Tenho a impressão que quando você tem um objetivo, você luta até conseguir. Estou certo?
Sara (rindo leve): Kkkkk, verdade!
Ele a encarou por um instante, então lançou a proposta:
Grissom: Eii... está com fome? Será que você aceitaria almoçar comigo?
Sara (sem hesitar): Claro! E sim, estou com fome!
Grissom não conseguiu disfarçar a empolgação ao ouvir o sim.
Grissom: Poderíamos ir a algum restaurante fora do campus. Você poderia ser minha guia e me apresentar algum lugar?
Sara (com um sorriso de cumplicidade):
— Certo. Tem um restaurante italiano muito bom perto daqui.
Grissom (com um brilho nos olhos):
— Adoro comida italiana! Vamos matar quem está nos matando, então!
Os dois riram, e com isso, seguiram juntos rumo ao almoço — um pequeno passo que prometia muitas descobertas.
A conversa fluiu solta, leve e descontraída. Riram, falaram sobre interesses, trabalho, preferências… até que, num momento de sinceridade, Grissom resolveu tirar uma dúvida que estava há tempos martelando na cabeça.
Grissom (com um sorriso meio tímido):
— Posso perguntar uma coisa? Quantos anos você tem?
Sara (com um sorriso malicioso):
— Tenho 26. E sei que você tem 41, mas… por que a pergunta só agora?
Grissom (coçando a nuca, meio sem jeito):
— Ehh… para saber se você se importa de andar com um velho por aí.
Sara (rindo, divertida):
— Bom, não estou andando com nenhum velho. Mas se estivesse, não vejo problema nenhum. O importante é você se sentir bem com a sua companhia, independentemente da idade. E eu me sinto muito bem com você — nenhuma idade me importa. E para você, importa?
Grissom (sorrindo, sincero):
— Não, não importa. Aliás, aproveitando... você aceitaria ser minha guia pela cidade?
Sara (com um biquinho, cheia de charme):
— Quer dizer, você quer que eu seja sua guia aqui, Dr. Grissom?
Grissom (embasbacado pelo charme dela):
Com certeza!
Sara (animada): Aceito!
Sara informou que pediria alguns dias de folga para poder ter tempo de mostrar a cidade para Grissom, mesmo diante dos protestos do entomologista, que não queria atrapalhar o trabalho dela.
Sara (com um sorriso confiante):
— Eu preciso desses dias, Grissom. Vai ser bom para mim também, dar uma pausa no laboratório.
Ele fez uma careta, claramente relutante, mas não insistiu.
Eles seguiram caminhando juntos, conversando animadamente, até chegarem ao prédio do laboratório de Sara.
Na hora de se despedir, ela sorriu, levantou o rosto e deu um beijo delicado na bochecha dele.
O gesto simples fez com que Grissom prendesse a respiração por um instante — como se o mundo tivesse parado por um segundo só para aquele toque.
Sara se virou e entrou no prédio, enquanto ele ficou ali, parado, ainda com o coração acelerado.
De volta ao hotel, Grissom estava em êxtase, o rosto ainda iluminado pelo sorriso dela e a sensação daquele beijo suave. Naquela noite, sonhou com Sara, imaginando mil cenários e possibilidades.
Na manhã seguinte, chegou para a palestra cheio de expectativa — ansioso para reencontrá-la.
Mas, para sua decepção, Sara não apareceu.
A frustração bateu forte. Ele ficou preocupado, triste, sem saber onde ela poderia estar, e o pior: não tinha o telefone dela para saber notícias.
Imaginou que talvez ela tivesse ficado presa no trabalho ou acontecido algo inesperado.
Pouco depois, foi chamado para uma reunião com os professores da universidade.
Resolveu se concentrar naquela tarefa, tentando afastar o pensamento angustiante sobre a ausência dela.
Depois de descansar um pouco, Grissom teve uma ideia impulsiva: passar na frente do laboratório, torcendo para encontrar Sara.
Ficou no carro, observando discretamente. Cerca de 25 minutos depois, seu coração disparou ao vê-la chegando acompanhada de uma moça. Quando se preparava para sair do carro e chamá-la, um rapaz apareceu correndo e falou com ela todo empolgado.
Grissom congelou. O sorriso sumiu. Desviou o olhar, decepcionado.
— O que eu estou fazendo? — murmurou pra si mesmo.
— Achei mesmo que uma jovem linda ia querer passar tempo com um velho homem dos insetos? É melhor ir embora...
Suspirou fundo e abriu a porta do carro para ir embora. Mas, antes que pudesse entrar, ouviu uma voz que imediatamente o paralisou:
— Grissom!!!
Virou-se e viu Sara vindo apressada em sua direção, enquanto o rapaz e a moça a observavam ao fundo.
SS: Grissom, o que faz aqui?
GG (visivelmente constrangido):
— Oi, Sara! Você não foi à palestra e fiquei preocupado... Então vim aqui tentar saber de você. Mas não queria atrapalhar... Já estava indo. Te vejo na palestra de amanhã.
SS (rindo, tentando entender a pressa dele):
— Ei, por que essa correria? Você não está atrapalhando em nada. Fiquei presa no trabalho e depois fui à tarde no campus. Disseram que você estava em reunião. Só aí percebi que não tinha seu número pra avisar...
GG: Pensei a mesma coisa! Kkkkk...
SS:
— Vem cá, deixa eu te apresentar aos curiosos ali.
— Paola, Fred, esse é Gilbert Grissom. Grissom, essa é Paola, minha amiga, e Fred, o namorado dela.
GG (agora mais relaxado e sorridente):
— Prazer em conhecê-los!
(O tom dele era notavelmente mais leve ao ouvir que Fred era o namorado de Paola.)
Paola e Fred: Muito prazer!!!
GG: Bom, não quero atrapalhar vocês. Deixo vocês trabalharem... E Sara, amanhã minha palestra será a última do dia.
SS: Eu sei, Grissom. Mas vou ter que assistir e correr pro trabalho logo em seguida. Vai terminar perto do meu turno.
GG (um pouco sem graça):
— Ah, sim... Entendi. Então... será que posso te buscar na sexta de manhã pra um café? Tenho uma aula cedo e depois a palestra.
SS (abrindo um sorrisinho doce):
Claro, Grissom, aceito!
Sara pegou um papel da bolsa e escreveu o número de telefone dela, entregando para ele com um brilho nos olhos.
SS: Me liga assim que chegar, tá?
Eles se despediram ali mesmo, e Grissom voltou ao carro com um sorriso idiota no rosto — o tipo de sorriso que só alguém encantado de verdade consegue dar.
Sara ficou observando Grissom ir embora, com um leve sorriso no rosto, até que foi trazida de volta à realidade pela voz debochada de Paola:
Paola (arqueando as sobrancelhas):
— Amiga... que homem é esse??? Agora entendi aquela carinha sonhadora de hoje cedo. Ele é o tal passarinho verde, né?
SS (revirando os olhos, tentando disfarçar):
— Ok, dá pra parar, Paola?
Paola deu uma risadinha, mas antes que pudesse continuar com as piadinhas, o serviço chegou exigindo atenção total. A rotina do laboratório tomou conta da noite, que correu de forma tranquila.
No dia seguinte, Sara assistiu atentamente à última palestra de Grissom.
Mais uma vez ele a impressionou — conteúdo envolvente, postura cativante, e aquele jeito apaixonado de falar sobre ciência que a fazia admirá-lo ainda mais.
Infelizmente, não conseguiram conversar ao final, pois Sara precisou sair às pressas para mais um plantão no laboratório. Mesmo assim, ela saiu com o coração acelerado e um sorriso nos lábios.
Do outro lado, Grissom não tirava Sara da cabeça.
A ausência do contato direto naquele dia só aumentou a expectativa para o café da manhã que teriam juntos na sexta-feira.
Deitado na cama do hotel, fitando o teto escuro, ele suspirou.
A imagem de Sara não saía de sua mente — o jeito como sorria, como se expressava, até mesmo a forma como o corrigia com firmeza e doçura ao mesmo tempo.
E então, sua mente viajou...
— Como seria beijá-la?
Imaginou a aproximação, o cheiro suave do perfume dela, os olhos nos olhos, os lábios finalmente se tocando. Sorriu sozinho, virando de lado, quase envergonhado dos próprios pensamentos.
Estava ansioso. Como um adolescente.
Mas acima de tudo... estava apaixonado.
Na manhã de sexta-feira, Grissom acordou animado.
Reuniu algumas coisas com todo o cuidado — suco, frutas, pães, um pequeno bolo que comprara na padaria da esquina — e decidiu que aquele café da manhã seria especial. Nada de restaurante: ele queria um momento só deles.
Ligou para a perita e, quando atendeu, a voz que tanto queria ouvir soou:
SS: Sidle.
GG: Oi, Sara! Está saindo?
SS (com tom animado): Oi, Grissom! Me dê 10 minutinhos!
E ela foi pontual. Apareceu com um largo sorriso, que foi retribuído com brilho nos olhos pelo entomologista.
SS: Bom dia!
GG (sorrindo): Bom dia! Pronta para o café?
SS: Mais que pronta. E faminta! Onde vamos?
GG: Gostaria de te levar a um lugar calmo... e discreto. Vamos?
SS: Vamos!
Grissom a levou para os jardins da universidade, mas não em qualquer canto: escolheu uma parte mais afastada, arborizada e quase secreta, onde corria um pequeno riacho entre pedras e flores silvestres. Tinha ouvido o reitor comentar sobre aquele espaço e o visual não decepcionou.
Sara ficou encantada.
Ainda mais quando viu o cuidado com que ele preparara o piquenique. O gesto a deixou sem palavras por um instante.
Sentaram-se na grama macia, estenderam uma toalha e começaram a dividir o café da manhã enquanto conversavam animadamente. Grissom contou um pouco sobre sua rotina como professor, sobre os alunos que o surpreendiam e os que o desafiavam. Sara falou sobre Paola, o laboratório, os desafios que enfrentava sendo mulher em um ambiente muitas vezes competitivo demais.
Mas, conforme o tempo passava, o silêncio entre eles começou a falar mais alto que as palavras.
Olhares mais longos. Risos que vinham com um leve rubor. Um toque aqui, outro ali.
Até que Grissom, visivelmente nervoso, decidiu falar:
GG: Sara... estou doido para fazer uma coisa, mas não sei como você vai reagir...
SS (com um meio sorriso):
Então faz... e depois a gente vê.
As palavras dela foram um convite. E um desafio.
Grissom a puxou suavemente pelos braços, os olhos fixos nos dela.
— Venha.
Sara fechou os olhos.
E o beijo aconteceu.
Não foi tímido.
Foi um beijo intenso, urgente, molhado de desejo contido. Grissom a envolveu com firmeza, como se quisesse protegê-la e ao mesmo tempo não deixá-la escapar nunca mais.
As mãos de Sara pousaram nas costas dele, deslizando com suavidade, e um arrepio percorreu o corpo inteiro do criminalista.
Seus pensamentos se embaralharam.
Seu corpo respondeu com um fogo que o deixou em alerta.
"Só Deus sabe o quanto tive que me controlar para não ir além ali mesmo", pensou, enquanto os dois ainda se tocavam, ainda com os lábios unidos por mais alguns instantes.
Quando enfim se afastaram, ficaram em silêncio, sorrindo como quem guarda um segredo precioso.
Voltaram juntos, com a promessa de se ver novamente após o encerramento do ciclo de palestras.
Mas ambos sabiam que algo já tinha mudado.
E aquele beijo... tinha sido apenas o começo.
O coquetel de encerramento estava movimentado, repleto de professores, pesquisadores, convidados e alunos circulando com taças nas mãos e sorrisos ensaiados. O salão, decorado com tons sóbrios e elegantes, pulsava com conversas e risadas.
Mas Grissom não ouvia nada.
Assim que viu Sara entrando, o tempo pareceu parar.
Ela surgiu com um vestido preto que terminava logo acima dos joelhos, simples e sofisticado. O cabelo solto em ondas suaves e um leve brilho nos olhos. Nada nela gritava — tudo sussurrava elegância e charme.
GG (encantado):
— Você está... deslumbrante!
Sara sorriu com aquele ar leve de quem sabe o efeito que causou, mas não faz alarde.
SS:
— Obrigada! Mas acho que você deveria ir até onde estão os professores e o reitor, não é?
GG (quase esquecendo):
— Oh, sim... claro. Devo ir sim.
Fez menção de dar um passo, mas hesitou.
GG (baixo):
— Mas não poderia deixar de vir aqui... antes. Precisava te ver primeiro.
SS (com um sorriso contido):
— Fico feliz que tenha vindo.
Grissom assentiu, desviando o olhar por um breve momento para controlar a empolgação. Tocou de leve no braço dela, como um gesto de cumplicidade, e se afastou em direção aos colegas.
Sara o seguiu com os olhos, tentando disfarçar o quanto aquele elogio a abalara. Sua amiga Paola, que havia chegado pouco depois, não deixou passar.
Paola (murmurando):
— Nossa, amiga... ele te comeu com os olhos!
SS (rindo):
— Paola, pelo amor de Deus...
Paola (brincando):
— Não nego que fiquei com inveja. Que homem é esse? Ele pode ser seu "passarinho verde", mas com esse terno e esse olhar... virou um falcão, amiga!
Sara apenas riu, balançando a cabeça.
Sabia que aquela noite seria especial.
E mal podia esperar pelo momento em que ficariam a sós novamente.
O cerimonial seguia com discursos formais, agradecimentos e entrega de lembranças simbólicas aos palestrantes. Sara, no entanto, mal ouvia.
Paola foi logo disparando várias perguntas para Sara..
Paola: Oiiii!!! Como essa semana foi correria não consegui perguntar algumas coisinhas :
01. Que palestrante bonito é esse gente?
02. Você nem pra dizer que estava saindo com ele? 03. Amiga você esta caidinha por ele e não vem dizer que não por que enquanto falo você está o tempo todo olhando pra ele e pelo que vejo sendo retribuída.
Só ai que Sara virou para amiga com semblante espantado:
SS: Você respirou antes de disparar a metralhadora??? Kkkkk Respondendo suas perguntas: ããhhh Sim, Grissom é bonito e nós conversamos bastante já que trabalhamos no mesmo ramo. Ele não conhece a cidade, então temos saído e trocado experiências sobre a nossa profissão.
Paola: Mas você esta encantada por ele e pelo que vi há uns dias e estou vendo aquele olhar vindo do palco, o encantamento é reciproco.
SS: Sim, não vou negar que estou completamente envolvida por ele, mas não posso entrar de cabeça, moramos em cidades diferentes e etc..
Paola: Sara não seja severa com você mesma. Aproveite enquanto ele está aqui e deixe o futuro para depois. Bom vou procurar o Fred bjs
SS: bjs!!! Sara ficou pensando no que Paola falou.
Grissom, ali no palco, também estava lutando com seus próprios pensamentos. Sentia-se como um adolescente, perdido entre a racionalidade da idade e o turbilhão novo que Sara provocava. Tentava prestar atenção no que o reitor dizia, mas cada vez que olhava para ela... o resto do mundo silenciava.
Ele só imaginava poder sair dali logo com certa moça a qual não tirava os olhos e não conseguia parar de pensar:
“Não sei o que está acontecendo comigo. Estou agindo como um adolescente apaixonado. Tenho que lembrar que sou um adulto racional e é obvio que entre nós é difícil rolar algo maior. Mas não consigo parar de imaginar como seria tê-la nos meus braços, ainda mais depois daqueles beijos...” Seus pensamentos foram interrompidos quando o reitor o chamou para falar algumas palavras. Agradeceu o convite e como bem fora recebido por todos. Fora aplaudido intensamente.
Assim que a cerimônia foi encerrada, as pessoas começaram a circular mais livremente, música ambiente preenchendo o espaço enquanto garçons passavam com bandejas. Sara pegou uma taça de espumante e tentou parecer calma, embora o coração estivesse acelerado. Conversava com um conhecido, mas as palavras de Paola ecoavam em sua mente enquanto seus olhos insistiam em buscar Grissom.
Ele estava ali — elegante, compenetrado, conversando com um dos organizadores — mas vez ou outra lançava um olhar rápido em sua direção.
E quando os olhares se encontravam, era como se tudo em volta perdesse cor.
“Não posso entrar de cabeça”, pensou.
Mas ao mesmo tempo, por que não?
De repente, a voz familiar atrás dela.
GG (baixo, ao se aproximar):
— Espero que não tenha achado meu olhar insistente demais.
Sara virou devagar, encontrando o olhar dele de perto. Um brilho cúmplice. Um calor que crescia mesmo no silêncio.
SS (com um sorriso contido):
— Não. Só fiquei me perguntando por que você demorou tanto pra vir falar comigo.
GG (sorrindo):
— Fui liberado agora. Posso compensar o tempo perdido?
SS (erguendo a taça):
— Tem sorte de que gosto de boas companhias. Pode sim.
GG: Madame aguarde um momento!!
O entomologista foi até um garçom e pegou duas taças de champanhes. Sara estava terminando de conversar com um colega quando Grissom chegou.
SS: Foi bom ver você também tchau
Ele se aproximou um pouco mais, seus dedos roçando nos dela ao pegar também uma taça.
GG: A noite está linda. Mas acho que ficou melhor depois que você chegou.
Sara apenas sorriu, desviando o olhar por um segundo para controlar a expressão.
SS: Você está se tornando perigoso, Dr. Grissom.
GG (encarando-a suavemente):
— E você está se tornando inevitável, Sara.
Ela sentiu um arrepio. Respirou fundo, tentando se manter no presente.
GG: Vamos conversar num lugar menos barulhento?
SS: Vindo do famoso Drº Grissom é impossível negar.
GG: Engraçadinha!!!
SS: Não, não apenas observadora de tamanha fama que você tem.
GG: Ok senhora “observadora”, mas agora que tudo acabou poderíamos por favor fugir daqui e ter uma refeição que mate essa minha enorme fome??
SS: kkkkk podemos, mas teremos que sair a francesa já que sua pessoa é muito requisitada entre os convidados.
GG: Vamos!!!
Ambos deixaram o salão discretamente, em direção ao jardim iluminado por pequenas luzes entre as árvores.
Demoraram 45 min para conseguiram sair, porém tiveram que montar um plano. Resolveram se separar e se encontrar na escadaria da frente do local.
SS: Estou me sentindo como se estivesse fugindo da escola na hora de aula. Sara falou assim que Grissom chegou ao seu lado.
GG: É por uma boa causa. Esse pobre homem esta faminto e você, como mulher da lei, deve me ajudar.
Caíram na gargalhada e foram para o restaurante do hotel onde Grissom estava hospedado.
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