Revenge is everything
5 Guilt
Notas iniciais
“Na vingança, assim como na vida, cada ação tem uma reação equivalente e oposta. No fim, o culpado sempre acaba caindo. Culpa é uma angústia poderosa, você pode tentar dar as costas para ela, mas é justamente quando ela aparece atrás de você e te come vivo. Algumas pessoas lutam para entender a sua própria culpa, relutantes ou incapazes de justificar suas ações. Outros fogem, largando sua moral até que não haja mais nenhuma. Mas, eu fui em direção a minha culpa, eu me alimentei dela, eu precisava. Meu pai morreu sem nunca saber se algum dia eu iria acreditar em sua inocência. Para mim, culpa é um dos faróis que ainda iluminam o meu caminho” – Santana.
Há alguns momentos na vida que seguir a intuição se torna algo primordial nas ações do dia a dia, praticamente uma voz interna que incentiva e produz forças suficientes para tomar certas decisões. Errar ou acertar, perder ou ganhar, dentre outras possibilidades. Juntas são capazes de moldar um indivíduo, traçar sua personalidade em uma pessoa visionária ou um péssimo jogador. Santana sentia-se presa em um mundo estranho, seus pensamentos muitas vezes eram confusos, organizavam-se apenas em ordem de prioridade, que por muito tempo o primeiro lugar esta sendo ocupado por sua vingança. Os poucos momentos em que se sentia realmente livre são durante a noite enquanto dorme, naquele instante ela consegue elevar suas cargas de tal maneira que sua mente podia praticamente flutuar. Contudo, nem sempre era exatamente assim.
Depois do último dia conturbado, Quinn e a morena dividiam a mesma cama, embora a loira houvesse insistido que dormiria no sofá da sala. Santana não conseguiu resistir a uma Quinn fragilizada, ao mesmo tempo em que ela tinha certeza que não deveria ter piedade dos seus inimigos. Seu cérebro trabalhava em alta rotação, ela não conseguia dormir só de pensar nas milhares possibilidades do seu plano, ela jamais poderia arriscar perder a oportunidade de honrar seu pai. A noite avançava e Quinn parecia relaxar cada vez mais, totalmente oposta às sensações de Santana. Por um rápido momento a loira se moveu, inconsciente durante o sono, estabilizando seu braço ao redor da cintura morena. Santana de certa forma levou um susto com o toque, um frio lhe subiu no estômago ao sentir os braços quentes da loira a envolvendo. Sua respiração acelerada aos poucos foi diminuindo o ritmo, assim como seu cérebro e aqueles pensamentos conturbados que lentamente foram se dissipando. Santana sentia-se segura nos braços de Quinn, essa era a única coisa que ela conseguia ter certeza naquele momento. Totalmente relaxada, a morena se entregou e finalmente adormeceu.
Pela manhã Quinn despertava devagar, seus olhos abriam lentamente e ela não pode deixar de reparar a visão magnífica a sua frente: Santana. Seus braços ainda envolviam parte da cintura da latina, a sensação de acordar ao lado dela estava sendo incrível. Devagar Quinn procurou se levantar, deu um sorriso bobo quando notou Santana franzir inconscientemente a testa em protesto à ausência do seu toque, ela estava tão linda dormindo que Quinn poderia ficar ali o dia inteiro apenas admirando. No entanto, ela sentia que de alguma forma precisava retribuir a hospitalidade da morena, e nada melhor do que preparar um bom café da manhã.
Ainda de pijamas, a loira desceu as escadas em direção à cozinha, vasculhou alguns armários e a geladeira na busca dos ingredientes necessários. Cerca de trinta minutos depois, Santana acordou um pouco assustada, estava mais uma vez tendo pesadelos naquela semana. Notou a ausência de Quinn na cama e por isso decidiu procurar por ela. Conforme a latina se aproximava da cozinha, um cheiro característico de panquecas invadia suas narinas, e ao ver Quinn em frente ao fogão não pode deixar de achar aquela cena inusitada, afinal de contas normalmente patricinhas não sabem fazer nada além de compras no shopping.
– Caiu da cama? – perguntou Santana sorrindo.
– Pode-se dizer que por aí! Bom dia, San! – falou Quinn sorridente se dirigindo à mesa para colocar os pratos.
– Bom dia, Q! – Santana se aproximou e depositou um beijo na bochecha da loira e perguntou – Dormiu bem?
– Nossa, eu estava precisando muito de uma noite como essa! Acho que tirei uns 50kg das costas! E você, como dormiu? – perguntou Quinn.
– Dormi bem também! – Santana mentiu e deu um sorriso forçado.
– Ótimo! Desculpa a intromissão, mas quis retribuir um pouco o que fez comigo ontem, preparei um café da manhã pra gente. Fiz panquecas, não são as melhores, mas acho que não da pra morrer de fome! – falou Quinn indicando para que a latina sentasse.
– Hmm que mistérios mais você guarda, hein Quinn? A cada dia que passa eu descubro mais coisas sobre você! Aposto que essas panquecas estão deliciosas – disse a morena.
O clima durante o café da manhã foi bastante agradável, as duas mulheres conversavam bastante e de vez em quando trocavam olhares cúmplices. Sem dúvida se alguém observasse de longe aquela cena, diria que ali havia um casal apaixonado. Ao término do desjejum, Santana convidou Quinn para assistir alguns filmes na sala, cada uma sentou em um lado do sofá, espalharam alguns endredons para que pudessem se proteger do frio da manhã e conversavam assuntos aleatórios, mas algo parecia incomodar ambas, talvez aquela distância não estivesse sendo tão confortável. Quinn como sempre muito esperta fingiu que estava com frio e se aconchegou nos cobertores. – Você sente frio? – perguntou. Santana apenas desviou seu olhar da televisão, se virou e acenou positivamente com a cabeça.
– Sabe que pode se deitar no sofá se quiser, não é mesmo? Vem, fica aqui comigo.. – falou Quinn abrindo espaço para que a morena pudesse deitar apoiada em seu corpo. Elas permaneceram caladas por alguns minutos, obviamente fingindo que prestavam atenção no filme, mas seus únicos pensamentos remetiam a presença uma da outra. Quase como um animal acuado, Quinn esticou sua mão para fazer carinho nos cabelos morenos, seus dedos passavam entre os fios sedosos e traziam uma sensação ímpar. Já Santana apenas fechava os olhos com a aquele gesto carinhoso, sentia-se inexplicavelmente amada.
– Você é tão linda.. eu poderia ficar o dia inteiro só te olhando – Quinn quebrou o silêncio ainda fazendo carinho na morena.
– Tentando me conquistar, Quinn Fabray? – disse Santana exibindo um sorriso bobo.
– Talvez! Ainda não decidi porque sou muito exigente! – falou a loira em tom de brincadeira.
– Quais os requisitos então? – perguntou a morena se virando para ficar de frente a Quinn.
– Hmm deixe me ver... bonita, sensível, inteligente, meiga, de um sorriso encantador e latina! Talvez você se encaixe no perfil, ainda não sei.. – falou Quinn traçando uma rota de olhares entre os lábios e os olhos de Santana.
– E como eu descubro? – perguntou a morena. Seu coração palpitava, sentia seu estômago gelar e suas pernas tremerem. O que poderia estar acontecendo? Santana não sabia responder, apenas se entregava aquele momento sem raciocinar direito.
Quinn não conseguia parar de olhar para os lábios de Santana, parecia mais um imã sendo atraído por algum objeto metálico. Ela apenas se aproximou mais e delicadamente puxou sua nuca para que pudessem se beijar. Era um beijo apaixonado, lento, atencioso e cheio de carinho. Deitadas no sofá, Quinn traçava um caminho de carícias pelo corpo moreno, enquanto Santana sentia se corpo inteiro arrepiar com a dedicação daquela mulher. Suas línguas se tocavam devagar, quase como uma dança lenta, explorando cada milímetro da boca uma da outra. Ao se separar do beijo, Quinn não pode deixar de notar o quanto os olhos de Santana brilhavam, parecia mais o reflexo do sol no mar em dias de verão. Encostaram suas testas por uns instantes, entregues ao momento que dividiam. Santana apenas passava as mãos carinhosamente no rosto claro de Quinn, aquela mulher a sua frente parecia mais uma fortaleza que a livrava de todos os perigos, com a loira sentia-se protegida de qualquer possível dano, não havia ódio, angústia nem dor, apenas conforto.
Na mente de Quinn, parecia que tudo o que ela sempre procurou na vida estava a sua frente, uma pessoa que pudesse compreendê-la e principalmente livrá-la das grades que a aprisionavam naquela vida de aparências. Ela não conseguia pensar em mais nada além de ter Santana em seu cotidiano, compartilhar suas certezas e dúvidas e especialmente assumir um sentimento que brotou desde o instante que se conheceram. Respirou fundo, o ar pesado em seus pulmões fazia com que não fosse uma tarefa fácil, todas as células do seu corpo reuniram forças, ela precisava coragem para fazer o que nunca fez antes. – San, desde o dia que eu te conheci tive a certeza que havia algo entre nós. Nos últimos dias eu venho pensado muito e cada vez mais chego a conclusão que você é especial para mim.. muito! Então, pode parecer um pouco bobo, mas eu não consigo tirar da cabeça uma coisa.. – falou Quinn com uma voz doce, ela poderia jurar que estava tremendo e seu corpo inteiro buscava por paz de espírito.
– Nada que venha de você é bobo, Q.. fala! – disse Santana com sinceridade.
– Você quer namorar comigo? – perguntou Quinn. No momento que a última sílaba escapou de seus lábios seu coração batia tão acelerado que seria capaz de sair do corpo. Fechou os olhos, ela não era capaz de sequer encarar as expressões da mulher a sua frente. Já para Santana aquela pergunta a pegou de surpresa, ela realmente não aguardava que Quinn pudesse se apaixonar por ela, já que a loira nunca foi de se prender a ninguém, seja homem ou mulher. Os pensamentos da morena eram praticamente avalanches, iniciavam e terminavam uma após a outra sem interrupção. A priori seu objetivo era apenas se aproximar de Quinn, nada demais. De fato as coisas saíram do seu controle, ela não esperava desenvolver algum sentimento pela loira, mesmo que fosse piedade por ela ter sido criada por pais tão medíocres. Ao passo que seu cérebro dizia para ela não se envolver mais, seu coração indicava que protegesse Quinn. Sentia-se estranha e acima de tudo culpada.
– É tudo o que mais quero, Q.. – Santana respondeu impulsivamente e sem dúvida seus demônios internos iniciaram a terceira guerra mundial.
Quinn pode finalmente soltar o ar preso em seus pulmões, seus músculos enfim puderam relaxar após vários segundos de contração, não pode deixar de abrir um sorriso ao ouvir aquelas palavras de Santana. Totalmente ao contrário do dia anterior, hoje ela tinha a certeza de que dias melhores estavam por vir, pois ela estaria ao lado da morena. – Você não tem ideia do quanto me faz feliz! – disse Quinn fazendo um carinho no rosto moreno. Santana não conseguiu responder nada, as palavras simplesmente não saiam de sua boca, ela sentia o mesmo, mas não se permitia responder. Apenas beijou a loira mais uma vez.
– Será que eu teria a honra da minha namorada acompanhar no treino hoje a tarde? – perguntou Quinn ao se separar do beijo.
– Vai saltar? – falou Santana.
– Não, hoje não! Vai ser apenas um jogo de polo pra não perder o ritmo, se você puder ir.. – explicou a loira.
– Claro que eu vou, Q! Vou estar lá na arquibancada esperando pelo gol que você vai dedicar pra sua namorada aqui! – Santana sorriu.
– Essa minha namorada se acha muito! Acho que é porque ela é muito linda, não sei.. – disse Quinn se aproximando para beijar a latina mais uma vez.
As duas mulheres permaneceram naquele momento agradável até quase o horário do almoço, Santana preparou uma massa ao molho de tomate e ambas pareciam satisfeitas. No início da tarde Quinn foi para casa, pois precisava dormir um pouco e se preparar para o treino que aconteceria logo mais. Ela e Santana marcaram de se encontrar no local do jogo. Quando a loira chegou em casa, logo tratou de contar a mãe sobre seu namoro com a latina e deixou claro que Victoria não iria interferir de maneira nenhuma. Logicamente que Victoria não ficou satisfeita, ela ainda não tirava da cabeça a ideia de que Santana era uma golpista.
Já era quase final da tarde quando Quinn chegou local do treino, um grande campo gramado de aproximadamente 350m² localizando no centro de Huntington. Comumente Victoria e Conrad participavam ativamente dos treinos, fingindo torcer pela filha, mas que na verdade aproveitavam o momento para estreitar laços com outras famílias ricas da cidade. Na pequena arquibancada, Santana estava sentada observando atentamente o movimento das pessoas. Com seus óculos escuros, disfarçadamente direcionava seus olhares para Victoria e Conrad que pareciam discutir algo, mesmo que de forma discreta. De forma inesperada Quinn chegou e a latina não pode deixar de tomar um susto com a sua presença. – Eiii, te assustei minha linda? – perguntou a loira.
– Não! – Santana deu um sorriso. Ela observou Quinn com aquelas típicas roupas de praticantes de hipismo e não pode deixar notar o quanto ela estava bonita e sexy. Este último ela se negou mentalmente por ter pensado, ela ainda não se permitia a isso. – Preparada? – perguntou tentando desviar seus pensamentos.
– Sempre! Bom, já vai começar o jogo! Me deseje sorte.. – falou Quinn depositando um selinho nos lábios de Santana e saindo logo em seguida.
O jogo iniciou, oito cavalos corriam pelo campo gramado em sincronia. Devidamente montada, Quinn golpeava com o taco a bola, demonstrava destreza em todos os seus movimentos, com alguns poucos lances chegou próximo à área adversária e jogou toda sua força para direcionar a bola que passou através das balizas, estava marcado um gol para sua namorada. Quinn olhou para a latina na arquibancada e jogou um discreto beijo no ar, Santana não pode deixar de achar meigo aquele gesto, e por isso sorriu e devolveu o beijo.
Ainda estava no segundo período do jogo quando Santana percebeu Victoria sair do local para atender uma ligação. Seguiu a mulher até a parte externa do campo e observou todos os gestos e expressões que fazia em seu rosto enquanto falava ao telefone, parecia mais brigar com alguém. Não demorou muito e a ligação encerrou. Santana não pode deixar de ficar desconfiada, certamente iria investigar aquela ligação telefônica. No mesmo instante mandou uma mensagem para Noah para que o rapaz pudesse verificar o que poderia estar acontecendo.
Já era noite quando a partida de polo terminou, o time de Quinn venceu com larga vantagem e a loira ainda marcou mais quatro gols, todos eles dedicados para a sua mais nova namorada. A loira tomou banho por lá mesmo, trocou de roupa e seguiu com Santana para um restaurante próximo ao campo, pois ela havia combinado com os amigos de comemorar a vitória daquele dia. O clima foi descontraído, conversavam diversos assuntos, davam risadas enquanto apreciavam um bom vinho. Santana foi apresentada a alguns colegas de Quinn, nada que chamasse sua atenção. Ao final do jantar, a loira foi deixar Santana em casa, aquele primeiro dia de namoro estava sendo bastante agradável, ambas sentiam felicidade a cada expiração dada na presença uma da outra.
– Então, San.. acho que gostou de ir ao treino, estou certa? – disse Quinn.
– Claro que gostei! Principalmente porque você marcou muitos gols só pra mim! – falou Santana passando os braços ao redor da nuca da loira.
– O que posso fazer se sou boa em tudo que faço? – falou a loira passando a mão no rosto de Santana.
– Bobinha! – falou Santana e depois beijou a loira de forma intensa.
– Bom, já está ficando tarde, vou indo! – falou Quinn ao se separar do beijo.
– Dorme aqui – disse Santana com sinceridade. Ela nem sabia dizer de onde havia saído àquelas palavras, simplesmente escaparam de sua boca antes mesmo que ela pudesse raciocinar.
– San.. não sei.. – Quinn disse ao perceber sua face ruborizar diante daquele convite.
– Quinn, não é nada demais! Por favor.. – pediu Santana sorrindo.
– Ok ok, eu durmo aqui com você, minha linda! – Quinn se aproximou para um rápido beijo convencida.
Não demorou muito e as duas se prepararam para dormir, Santana vestiu seu pijama e entregou um para a loira, deitaram na cama e trocavam beijos e carinhos. Quinn não queria forçar nada, por isso respeitou cada limite da morena. A noite avançou até que as duas mulheres dormiram abraçadas, Quinn podia sentir o perfume dos cabelos castanhos espalhados em seu rosto, o corpo quente de Santana encostado ao seu funcionava como um verdadeiro embalo para um sono tranquilo. Durante a madrugada, Santana acordou com um leve bipe que seu celular deu, devagar se soltou dos braços de Quinn e foi até a cozinha atender a chamada.
(Noah): Olha, você não vai acreditar no que aconteceu!
(Santana): O que houve?
(Noah): Há pouco mais de duas horas George Thompson foi encontrado morto em um velho galpão, a principal suspeita da polícia é de suicídio.
(Santana): Merda, isso vai atrapalhar tudo!
(Noah): Calma! Há algo melhor! Seu amigo aqui descobriu que não foi suicídio, ele foi assassinado por um homem encapuzado.
(Santana): Como você sabe disso?
(Noah): Depois que você me mandou a mensagem sobre a Victoria eu comecei a seguir o George. Foi uma armação, Santana! O cara foi assassinado! Alguém queria ele fora do jogo. Eu não consegui seguir o homem do capuz, não faço a menor ideia de quem possa ser. Mas, quando eu cheguei em casa comecei a rastrear as ligações da Victoria e notei que a ligação que você observou é de um número privado. Bom, ainda não podemos ter certeza, mas tudo indica que a vadia Fabray mandou matar o George.
(Santana): Aquela filha da mãe! Olha, nós temos que ter cuidado! Vamos investigar isso e principalmente tentar descobrir se esse homem é o cúmplice da vadia ou não. Preciso desligar, a Quinn pode acordar a qualquer momento.
(Noah): Hmmm vejo que alguém esta se dando bem nessa história!
(Santana): Larga de ser idiota! Ela apenas serve para os meus interesses e ponto final. Amanhã nós conversamos, tchau.
(Noah): Bons sonhos, Santana.
A morena desligou a ligação e com cuidado voltou para o quarto. Quinn ainda estava dormindo na mesma posição, sua pele clara refletindo contra a iluminação natural da lua que entrava pela janela. Santana se aconchegou de volta em seus braços, sua mente precisava relaxar um pouco diante de todas aquelas informações. – Ela apenas serve para os meus interesses – repetiu silenciosamente em sua mente. Será que aquilo ainda era verdade?
Enquanto isso na mansão dos Fabray, Victoria não conseguia dormir, ela precisava da confirmação de que seu plano havia dado certo. Não demorou muito e o homem de sempre a mandou mensagem dizendo sobre o êxito da operação. Victoria pode relaxar todos os seus músculos, finalmente ela havia se livrado de um grande problema, pois quando tudo foi descoberto sobre a traição, George ameaçou contar para Conrad sobre o desvio de dinheiro feito por Victoria, tudo para que o casal não pudesse promover mais um escândalo na sociedade, deixando consequentemente George em maus lençóis. A rainha Fabray não pensou duas vezes, decidiu por um ponto final e armou tudo com o seu comparsa para que George pudesse morrer sem a suspeita de assassinato. Mais uma culpa que Victoria iria carregar, mais um crime em sua lista. Quando, como e as consequências daqueles atos só o futuro poderia dizer, e principalmente, somente Santana e Noah poderiam desmascará-la.
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