Notas iniciais
Olá pessoas! Leiam as notinhas finais, por favor! Boa leitura x)

“Confiança é algo difícil, quer encontremos a pessoa certa para confiar ou confiemos na pessoa certa para fazer o errado. Mas, entregar seu coração é o mais arriscado de todos. No final, a única pessoa que podemos confiar de verdade é em nós mesmos. Dessa forma, uma das saídas possíveis é ter uma vida dupla, criar várias vertentes de si mesmo, esconder-se por trás de um personagem que beira à perfeição. Porém, depois de tanto tempo usando a máscara de outras pessoas, será que ainda sei quem realmente sou? Talvez.” – Santana.

Geralmente a maioria das memórias que todos têm da infância é feliz. Dias quentes de verão cheios de amor e luz, e a certeza de que a mais forte tempestade passaria no instante que estivéssemos protegidos pela redoma dos nossos pais. E por um tempo, pelo menos, sempre passaram. No entanto, para Santana as coisas tomaram um rumo distinto ao da maioria das pessoas, não houve cumplicidade, perdão ou qualquer outro sentimento protetor. Apenas sua vida foi arrancada brutalmente no instante em que virou em tese uma órfã, acrescido pelo fato de seu pai ser considerado o homem mais perverso do país, aquele capaz de trair sua própria pátria e roubar a vida de centenas de pessoas. Ao longo dos anos a latina soube muito bem curar as suas feridas, por mais que houvesse marcas inertes em sua vida até hoje.

Contudo, essas cicatrizes pareciam não doer mais, seus sentimentos estavam anestesiados por um único motivo: vingança. Sim, ela é o combustível propulsor de todas as ações de Santana, é o que a faz acordar diariamente e ter a coragem de enfrentar os olhares das pessoas. Sem dúvida, o primeiro passo foi dado com sucesso. A aproximação com Quinn Fabray havia sido feita e saiu melhor do que a morena imaginava. Já passava do meio dia e Santana aguardava sentada no grande sofá de couro da sala de sua casa. Ela aguardava por Quinn, que como prometido, iria buscá-la para almoçarem juntas em um fino restaurante de Huntington. A latina vestia um requintado vestido bege um pouco acima do joelho, seus cabelos presos em um pequeno coque e uma maquiagem leve em seus olhos. Balançava as pernas como quem estivesse ansiosa, mas na verdade Quinn estava atrasada e a latina não gostava nem um pouco de pessoas que não fossem pontuais. Mais um ponto negativo para Quinn. Porém, quem se importa? Para Santana a loira é apenas mais uma peça manipulável do seu jogo para atingir em cheio Victoria e Conrad Fabray, os verdadeiros culpados por sua vida destruída.

Não demorou muito e a campainha deu dois rápidos toques. Ao abrir a porta, Santana se deparou com uma Quinn bem vestida, usava uma saia de cintura alta e uma blusa preta que contrastava com a cor de sua pele. Os saltos modelavam suas longas pernas dando-lhe a vantagem de estar ao mesmo nível da morena. Da mesma forma que as sinapses do cérebro de Santana se atrapalharam por alguns instantes apenas ao ver a loira, os circuitos nervosos de Quinn praticamente entraram em colapso. Ela tinha certeza que nunca viu uma mulher tão bela a sua frente, uma beleza genuína e ao mesmo tempo capaz de tornar-se padrão para comparar qualquer outra mulher. Padrão ouro, ou seria diamante? De fato Quinn não sabia explicar, sua feição já entregava todos os seus sentidos naquele momento, a melhor opção era falar alguma coisa antes que Santana pudesse supor qualquer coisa sem sentido.

Santana.. é.. você esta linda! – falou a loira conseguindo arrancar um sorriso bobo daqueles lábios morenos a sua frente.

– Imagina Quinn.. você também esta! – disse a morena um pouco envergonhada sem encarar a loira a princípio, mas que aos poucos foi subindo seu olhar percebendo o quanto os olhos da loira possuíam um intenso brilho.

– Então.. vamos? – falou Quinn com um sorriso. Santana saiu para a varanda externa da sua casa e trancou a porta. As duas caminhavam em direção ao Elantra prata da loira, com certeza mais um dos mimos de Conrad. Prestes a entrar no veículo Quinn percebeu que havia esquecido o seu celular em casa, e como eram visinhas, um pequeno desvio se fez necessário antes do almoço propriamente dito. Oportunidade perfeita, onde Santana pode conhecer Victoria pessoalmente, ou melhor dizendo, a latina fora apresentada oficialmente a Rainha Fabray, sempre impondo sua pose de esposa e mãe ideal, mas que na verdade todos os seus discursos permeavam a falsidade e cinismo, artes inerentes àquela família. A visita não durou muito tempo, apenas suficiente para Santana perceber que mais uma peça estava introduzida no seu jogo.

Já dentro do veículo e devidamente prontas para o tão esperado almoço, por vezes as duas mulheres trocavam olhares rápidos, sorrisos bobos e poucas palavras. Santana admirava a paisagem portuária perdida em seus pensamentos, apenas interrompidos pela suave voz da loira: – Parece que você não conhece muita coisa por aqui! Estou certa? – lançou um olhar para a morena ao parar no semáforo.

– É.. eu morei alguns anos da minha infância aqui, mas não lembro de muita coisa! – respondeu Santana em um misto de verdades e mentiras.

– Entendo. Então, pode deixar que eu faço questão de te levar em todos os lugares legais dessa cidade, não que sejam tantos assim, claro! – Quinn deu uma risada que foi correspondida pela outra mulher.

– Ok! Parece que eu arrumei uma guia turística particular! – disse a morena.

– Sempre ao seu dispor! – respondeu Quinn exibindo uma pose profissional.

– Então, qual nossa primeira parada? – perguntou Santana se jogando na brincadeira.

– Surpresa! Estamos quase chegando.. – disse a loira diminuindo a velocidade do carro para entrar em uma rua transversal à principal onde havia vários restaurantes.

Quinn aproximou seu veículo próximo a um estabelecimento chamado Fasano, uma típica casa de gastronomia italiana de Huntington. O manobrista assumiu a direção enquanto um recepcionista do restaurante abria a porta do carro para que Santana pudesse sair. O restaurante era simples, mas ao mesmo tempo requintado ao estilo das famílias mais tradicionais da cidade. As duas mulheres acomodaram-se em uma mesa na parte interna do restaurante, e enquanto escolhiam o que comer conversavam sobre assuntos aleatórios. Não é de se negar que Santana sempre achou Quinn totalmente fútil, uma típica patricinha americana. Porém, até então a conversa fluía de uma maneira sutil e agradável, cujo esse tipo de leveza a morena não sentia a um bom tempo.

– Mas então, desde que chegou a cidade você esta morando completamente sozinha? – perguntou Quinn interessada no assunto ‘Santana’.

– Aham. Por incrível que pareça estou sobrevivendo bem à base de congelados e café! – falou Santana rindo daquela descontração toda.

– Nossa! Aposto que o seu namorado deve estar morrendo de saudades.. – falou Quinn insinuando algo para que pudesse colher informações necessárias aos seus interesses.

– Se eu tivesse um, acho que sim! – respondeu a latina percebendo as reais intenções de Quinn, era exatamente onde ela queria chegar.

– Uau, não acredito que você esta sozinha! Não, me fala a verdade, vai! Você tem alguém sim, seria absurdo você estar solteira, Santana! – disse a loira jogando um charme.

– Pode acreditar! Eu ainda não encontrei a pessoa certa, homem ou.. – Santana dissimulava suas palavras colocando sentido em cada uma delas.

– Você é...?? – Quinn perguntou como quem apenas quisesse confirmar o que cogitou desde o início.

– Bi. Algum problema quanto a isso? Você não se sente confortável? – a morena se fez de vítima, ela sabia muito bem que a lista de mulheres que Quinn havia ficado dava para montar três times inteiros de futebol.

– De maneira alguma! Você é bem decidida e isso é raro hoje em dia. Talvez um dia eu também chegue lá – a loira deu uma pequena risada e agradeceu a todos os santos por aquele clima desconfortável ser interrompido com a chegada dos seus pedidos. Comiam devagar, apreciavam o sabor ao mesmo tempo em que prolongavam os minutos da simples presença uma da outra. Continuavam conversando, mas desta vez os assuntos eram mais simples: dos compromissos diários da morena até mesmo os hobbies da loira. Quinn costumava praticar hipismo nas horas vagas, seu desempenho na montaria talvez fosse a única coisa que conquistou por mérito, sem haver qualquer interferência de seus pais. Outro dote de Quinn que Santana teve a oportunidade de conhecer foi a poesia. Durante a adolescência a loira costumava escrever inúmeros versos, inclusive eram de tão boa qualidade que seu professor de literatura a recomendou para uma universidade especialista no assunto. No entanto, quando Quinn chegou a falar com seus pais sobre essa possibilidade, recebeu logo uma negativa, jamais Conrad gostaria que um de seus filhos perdesse tempo com coisas fúteis. Sim, para o homem a literatura não passava de uma coisa de desocupados, Quinn deveria fazer faculdade de administração ou direito e no futuro assumir a presidência da Fabray Global.

Entre conversas leves e risadas, o almoço entre Quinn e Santana foi bastante agradável, até que não foi tanto sacrifício assim para a morena. Na saída do restaurante, Quinn convidou a latina para caminharem um pouco sobre os decks que haviam do outro lado da rua que estavam. A paisagem era deslumbrante: inúmeras lanchas, barcos e velejos ancorados à margem de um cenário tão urbano. Por mais que Santana tivesse aquela visão diariamente em seus dias, era bastante diferente observá-la com bastante atenção durante a caminhada, melhor do que apenas durante as suas passagens rápidas no carro.

– Sabe.. eu sempre tive vontade de velejar ou algo do tipo falou a morena praticamente em um desabafo sincero.

– E o que faltou? – disse Quinn parando de caminhar.

– Não sei, talvez oportunidade.. – a latina também parou de andar e encarava o mar a sua frente.

– Vem comigo.. – disse a loira pegando na mão da morena a conduzindo mais alguns metros à frente. Ao sentir aquele toque da pele de Quinn, aquele calor tão ímpar, seus dedos pequenos quase entrelaçados aos seus, Santana não teve nenhuma reação. Apenas soube que era seguro acompanha-la, mesmo sem ter a menor ideia de onde estava indo.

– Pronto! Não é lá grande coisa, mas.. prometo que vai ser legal! Vem! – disse Quinn tirando os seus saltos altos e mais uma vez esticando os braços para a morena pegar em sua mão. As duas garotas estavam em frente a uma grande lancha branca de nome ‘Sophie’, provavelmente mais um dos patrimônios da família Fabray. Não que Santana não quisesse embarcar, mas agora ela estava receosa se realmente era uma boa ideia.

– Não sei.. talvez outro dia, Quinn! – a morena tentou dar uma desculpa, mas se fosse possível estar escrito algo em sua testa com certeza estaria ‘estou com medo’. Dessa maneira, as expressões que Santana fazia com o rosto e seus braços cruzados foram suficientes para a loira traduzir o momento.

– Olha, não precisa ter medo! Eu te protejo! Prometo que só vamos dar uma volta rápida! Por favor, San..” – disse Quinn. A verdade é que a morena em momento nenhum tinha autorizado a loira chama-la daquela forma. ‘San’ era íntimo demais, coisa que até então elas não tinham. Contudo, a forma com que Quinn expressou todas aquelas palavras foram suficientes para dar um nó apertado no medo que Santana sentia, e por isso, ela resolveu aceitar o convite.

Quinn subiu na lancha que estava ancorada, pediu para que a morena também tirasse os saltos para que tivesse um apoio melhor. A loira novamente ofereceu suas mãos para que a latina pudesse subir em ‘Sophia’. Após acomodar Santana em uma das poltronas de couro que havia do lado direito, Quinn sentou-se ao seu lado, acionou os motores e solicitou para o funcionário do píer a retirada da âncora. A lancha partiu com leveza, deslizava sobre as águas gélidas de Huntington e Santana se contraía na poltrona com medo. Mas, ao sentir mais uma vez a pele de Quinn sobre a palma de suas mãos, todo o frio na barriga que sentia se dissipou como um líquido volátil. De fato foi um passeio rápido, não durou mais que trinta minutos e as duas mulheres aproveitaram para conversar se conhecendo melhor. Na volta para o deck, Quinn mais uma vez ajudou a morena a sair da lancha e ao ver o sorriso naquele rosto moreno, a loira teve certeza de que estava no caminho certo.

– E aí.. foi tão ruim assim? – perguntou Quinn.

– Foi perfeito! – respondeu Santana com um verdadeiro brilho nos olhos. Não havia falsidade, por incrível que pareça todos os minutos que passava ao lado da loira eram suficientes para exteriorizar seus verdadeiros sentidos.

– Mal vejo a hora de te levar para velejar! É muito bom.. – falou Quinn com um sorriso no rosto.

– Promessa é dívida! Lembre-se disso, Quinn Fabray! – disse Santana dando uma risada.

As duas mulheres caminharam mais um pouco, elas estavam tão distraídas com o passeio que nem perceberam que o sol já estava brando, o mar já havia mudado de cor, ou seja, em uma ou duas horas no máximo já seria noite. A tarde foi tão agradável, as conversas tão fluidas e como dizem por aí ‘tudo que é bom passa rápido’. Definitivamente havia sido como um relâmpago para as duas. Quando estavam quase chegando ao Elantra de Quinn, ela sem querer encontrou com um dos amigos de seu pai, George Thompson, um grande empresário do seguimento de imóveis dos Estados Unidos. Como praticamente uma máquina, mentalmente Santana buscou informações em seu cérebro associando o rosto e o nome daquele homem. Franziu sua testa e logo depois deu um pequeno sorriso, quase que interno, pois sabia exatamente que George esta na rede de culpados por seu pai ser incriminado.

– Oii George! Tudo bem? – perguntou Quinn educadamente, ela odiava todos os amigos de seu pai, normalmente tão fúteis e chatos como ele. Tomou uma nota mental de na próxima vez fingir que nem conhecia esse tipo de sujeito.

– Tudo bem sim! Vejo que já esta de saída.. é uma pena! Iria convidá-la para um café comigo e minha esposa! – disse George.

– Pois é.. uma pena mesmo! – a loira deu um sorriso falso. E ao perceber que o homem encarava a morena ao seu lado decidiu logo apresenta-la. – Desculpa George! Nem apresentei: essa aqui é a Santana Rivera, uma amiga minha.. – falou Quinn já abrindo a porta do carro para que o assunto não se arrastasse mais ainda.

– Prazer! – disse a morena cumprimentando o homem com um aperto de mãos.

Após algumas três ou quatro frases soltas, as duas mulheres se despediram de George e seguiram o caminho. O sol já estava mais próximo ainda do horizonte quando Quinn estacionou seu carro em frente à casa de Santana. A loira — praticamente como um gentleman que é – fez questão de acompanhar a morena até a porta principal. Para Santana, na pior das hipóteses que havia cogitado, aquele almoço com a loira seria apenas parte do seu plano, mas ao que parece não era tão ruim assim ter alguém com quem conversar que não seja sobre as injustiças que a vida lhe proporcionou. Ao passo que para Quinn, a latina além de bonita e de um charme incomparável, a conquistava de uma forma que ela não sabia explicar. Sentia-se livre ao olhar aqueles olhos castanhos, sua pele ruborizava todas as vezes que sentia o toque dela, mesmo que fossem apenas alguns segundos de mãos dadas. Quinn se aproximou mais de Santana, ficando de frente para seu rosto e não pode deixar de olhar para os lábios morenos.

– É.. eu adorei nosso passeio hoje – disse Quinn e Santana poderia jurar que sentiu o hálito quente e fresco da loira.

– Eu também! Bom, hoje eu pude descobrir muitas coisas sobre você.. – disse a latina com uma voz rouca.

– “O lugar que amamos é o lar. Lar que nossos pés possam sair, mas não nossos corações”. – citou a loira.

– Oliver Wendell Holmes, eu acho – respondeu Santana sem deixar de reparar que as duas estavam a apenas poucos centímetros.

– Eu deveria ter seguido a poesia – disse Quinn.

– Talvez ainda haja tempo.. – falou Santana sem conseguir deixar de olhar para os lábios rosados da mulher a sua frente.

Quinn apenas acenou positivamente com a cabeça e colocou uma das mãos na cintura morena, seus olhos não conseguiam seguir outro rumo que não fosse entre os lábios morenos e aqueles olhos castanhos a sua frente. A respiração de Santana estava descompassada, e ao sentir os lábios de Quinn contra os seus, teve uma sensação que não pode explicar. Afundou seus dedos nos fios loiros e começou a fazer um carinho na base dos cabelos de Quinn. O beijo era um breve roçar de lábios, mas que não demorou muito para Santana permitir sentir a língua doce da loira em sua boca, ao passo que também introduziu a sua na de Quinn. O beijo foi finalizando e rápidos selinhos eram distribuídos sobre os lábios. A loira colou sua testa na de Santana e novamente encarava aqueles olhos, mas desta vez eles possuíam um brilho diferente, as pupilas dilatadas denunciavam o quanto a latina havia gostado da atitude da loira.

– Tenha uma ótima noite, San! – Quinn beijou-lhe novamente, sendo mais breve desta vez.

– Boa noite, Quinn! – disse Santana falou se despedindo entrando na casa.

Quinn retornou para o carro com um sorriso bobo de orelha a orelha, fazia certo tempo que ela não se envolvia assim com alguém. Geralmente esse quesito durava apenas uma balada ou no máximo uma viagem de fim de semana com os amigos. Não tão distante dali, na sacada da grande mansão dos Fabray, Victoria observou a interação das duas mulheres alguns minutos atrás, inclusive o beijo que trocaram. Desde que conheceu Santana mais cedo ela sabia que havia algo estranho naquela mulher, não sabia exatamente dizer o que poderia ser, mas sentia que sua filha poderia estar sendo enganada, provavelmente a morena seria mais uma interesseira atrás de status social. Victoria pegou seu celular e digitou alguns números até que no quarto toque e um homem de voz grossa atendeu.

(Victoria): Eu preciso que você faça algo para mim..

(Homem): Vai ser um prazer ajudar, claro que se estiver ao meu alcance..

(Victoria): Claro que você o fará! Lembre-se da sua dívida! Eu não tenho muito tempo, então.. preciso que você pesquise sobre uma mulher: Santana Rivera. Procure saber tudo da vida dela, o que faz, verifique suas contas bancárias e imóveis, preciso saber tudo.

(Homem): Algo mais?

(Victoria): Não.

Victoria desligou o telefone e foi o tempo em que ouviu o barulho da garagem, sinal que Quinn havia chegado em casa. Há poucos metros dali, Santana pegou a caixa de madeira que seu pai lhe deu e buscou algumas fotos antigas. Como ela suspeitou, o homem que ela e Quinn encontraram estava com seu pai e Conrad em uma fotografia. A latina pegou seu celular e decidiu ligar para Noah e confirmar algumas informações que pediu para o rapaz investigar:

(Santana): Alguma novidade?

(Noah): Não, eles não se encontram desde a semana passada. Estou rastreando as ligações dele e também não há nenhum registro de contato com a Victoria.

(Santana): Me confirma por favor o nome do sujeito..

(Noah): George Thompson.

(Santana): Ótimo! Já sei exatamente o que fazer! Te passo as instruções amanhã de manhã..

(Noah): Ok, ficarei aguardando. Então, como foi o almoço com a patricinha?

(Santana): Normal.. nada demais.

(Noah): Beleza. Até amanhã.

Santana desligou o celular e por um momento sentiu-se estranha ao dizer que o almoço com Quinn não havia sido nada demais. A forma com que conversaram no restaurante, a caminhada pelo píer, sentir a mão da loira na sua, o passeio de barco e finalmente o beijo. Sim, este último ainda conseguiu arrancar um último suspiro da morena, encostou levemente sua mão em seus lábios e poderia praticamente sentir o gosto da loira em sua boca. Fechou os olhos e suspirou mais uma vez. Como é que uma garota poderia deixa-la assim? Deveria ser alguma turbulência hormonal, carência, seja lá o que for, mas Santana se negava a acreditar que havia gostado do beijo da loira. Porém, isso não iria durar tanto tempo assim.

Notas finais
Bom, só reforçando que infelizmente a fic só poderá ser atualizada aos domingos, sei que isso é um saco, mas eu realmente não tenho como escrever durante a semana. Minha rotina é super agitada! Prometo que em feriados ou folgas eu deixo um capítulo extra p/ vocês, ok? Espero que tenham curtindo esse primeiro contato das meninas. Por favor, não deixem de comentar :))