Revenge: O preço

28 Capítulo 28 - Happy Birthday Regina Part I


Notas iniciais
Aqui estou eu de novo, demorando um pouquinho mais que o normal, mas jamais desaparecendo.. lol Como estão? Espero que bem! Ando um pouco cansada devido a uns projetos aí... Torçam por mim! Boa leitura a todos!!!

Tive que prender a respiração para não sorrir ao ouvir aquela voz tão única. Antes mesmo que eu dissesse algo, Regina fechou a porta sem tranca-la e caminhou em minha direção sentando na cadeira a minha frente e cruzando as pernas de uma maneira totalmente provocante.

Emma: Não devia está trabalhando? – a fitei séria por cima dos óculos fazendo-a morder os lábios, escondi toda a felicidade em vê-la ali. – Aliás, a sala de Killian fica pro outro lado. – apontei para a porta de saída voltando a mirar os papéis. –

Regina: Estava com ele, avisei que viria ver minha cunhadinha. – sorriso sarcástico. – mas isso não importa. Eu realmente estou aqui por... você. – Regina inclinou completando a frase segurando a minha mão. Senti meu coração acelerar em meu peito só com aquele toque, me contive tirando minha mão de debaixo da sua. –

Emma: Rosas amarelas... Meu irmão é sempre diferente. – sorri retirando os óculos e mordendo a haste provocando-a. – Aposto que te deixou tão encantada que rendeu uma noite...maravilhosa. – encarei Regina, levantei uma sobrancelha e me mantive séria a fita-la, achei que estava ganhando aquele joguinho até que a morena levantou-se e caminhou lentamente até minha cadeira com um sorriso desafiador nos lábios, me puxou pelo braço fazendo-me ficar de pé segurando minha cintura, não tive forças pra desviar e nem queria. –

Regina: Rosas amarelas significam desconfiança, infidelidade... Não me agradam, prefiro lindas camélias brancas. – disse umedecendo os lábios, um silencio se instaurou na sala sendo interrompido pela própria. – Okay Emma, eu não transei com ele ontem à noite se é o que quer saber... e não queria mais fazer isso, mas você sabe que... – coloquei meus dedos em seus lábios impedindo que Regina terminasse a frase, eu sei que um homem precisa de sexo, não queria ter que imaginar o que eles iriam acabar fazendo mais cedo ou mais tarde. –

Emma: Eu sei Regina. Não preciso de detalhes. – tentei sair dos seus braços sendo impedida pelo brusco toque da morena que me apertou contra a mesa, prendendo sua perna entre as minhas, sentia o desejo corroer minha sensatez. – Me solta Regina, alguém pode entrar a qualquer momento, me solta...

Regina como sempre, fez o que só ela era capaz de fazer, esqueceu que podíamos ser pegas e me beijou com desejo, um beijo voraz cheio de caricias e paixão com as melhores sensações que só aquela mulher sem limites conseguia me causar, suas mãos passeavam em minhas costas enquanto as minhas estavam uma a bagunçar seus cabelos e a outra acariciando seu braço, mordi seu lábio inferior o sugando no final e a soltei com pressa, se não parássemos ali sabíamos onde aquele beijo iria chegar, e definitivamente aquele momento era improprio. Sorrimos uma pra outra com uma malicia que só nós duas entendíamos, não resisti e dei um tapinha na bunda de Regina que me olhou irritada e depois sorriu de um jeito lindo, incrível como me enlouquecia ver aquela mulher com postura de rainha sendo...normal? Isso. Quando estava comigo Regina era normal. Nossos olhares deixavam claro que “estávamos bem”.

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~Regina volta a narrar~

As férias haviam chegado, e com ela o meu aniversário, desde que meu pai morreu essa é uma data em que preto é a minha cor; visito o seu túmulo, bebo um bom vinho e espero esse dia triste e solitário chegar ao fim, deixei claro para Killian que era somente um dia qualquer, se aquele imbecil aprontar algo, juro que arranco o coração daquele retardado. Emma e eu nos víamos pouco, trocávamos alguns beijos e logo tínhamos que voltar para as empresas ou para nossos...arg...cônjuges. O que só aumentava mais a minha vontade de estar com ela, confesso que chega a ser assustador a falta que sinto quando estou longe de Emma, aquela mulher tem o poder de enfraquecer minha felicidade a cada documento que eu assino para associar minha empresa a de seu pai, cada dia mais perto de acabar com David Swan...Cada dia mais perto de perder Emma para sempre. Se tem uma frase que adoraria eliminar da vida é “não se pode ter tudo.”

15 de julho

Acordei às sete da manhã com a ligação de Killian, devo ter xingado o rapaz em oito idiomas diferentes, respirei fundo e tive que suportar ouvi-lo cantando parabéns e falando coisas fofas que obviamente afastei o celular da orelha para não ouvi-las, e por fim Killian me convidou para um jantar, tive que aceitar, já bastava tudo que eu estava fazendo para não ir pra cama com ele, era só um dia comum, poderia jantar com meu namorado em um dia comum, certo?! Quando consegui levantar já se passavam de oito, o interfone tocou com o porteiro avisando que havia entrega para mim, pedi que subisse, já podia imaginar o carro alegórico de presentes que Killian deveria ter me mandado, vestia apenas uma camisa masculina cinza bem grande, fui fazer o meu café, a campainha tocou e atendi da forma que estava sem cerimonias, meu dia acabava de ficar completamente... iluminado? É, pode ser. Uma loira linda na minha porta com um imenso buquê de rosas vermelhas e uma caixa em formato de coração..

Emma: Isso é jeito de atender a porta? Podia colocar sei lá...uma calça? – a loira falou já entrando sem ao menos esperar que eu desse espaço, selou meus lábios, fechei a porta e fitei os presentes querendo mata-la. – Ah! Não são meus, Killian te mandou, o porteiro iria subir pra entregar, mas decidi aproveitar e fazer o favor. – Emma me entregou e sem ao menos olhar do que se tratava joguei os presentinhos no sofá e fui terminar meu café. –

Regina: Como conseguiu fugir do seu noivinho a essa hora da manhã de um sábado? – falei de costas para a loira que estava sentada no balcão, senti meu corpo queimar sob seus olhares. –

Emma: Eu não fugi. Todos sabem que vim passar o dia com você, ninguém quer que você fique sozinha e bom... eles acham que você seria mais paciente com a minha presença do que com a deles. – fiquei surpresa com aquilo, obviamente apenas assenti com a cabeça sendo indiferente, David provavelmente queria um dos seus na minha cola isso sim. Mas se esse alguém fosse Emma, então estava ótimo. –

Regina: O que foi? Acham que eu poderia me matar se ficasse sozinha? – sentei no banco ao lado da loira que revirou os olhos com o que eu disse. – É só um dia qualquer Emma, é assim faz onze anos. Desde a maldita...carta. – sussurrei lembrando do último aniversário que passei feliz, ainda com Kristin, antes de descobrir tudo de ruim que David havia feito. –

Emma: Carta?

Regina: Longa história, talvez um dia lhe conte. – sorri levantando-me e ficando entre as pernas da loira, nos beijamos com carinho nos encarando por alguns segundos. –

As mãos de Emma subiram pelas laterais das minhas coxas levantando a camisa até tira-la por completo, o sorriso da loira a me ver somente de calcinha foi indisfarçável, logo seus lábios vieram de encontro ao meu corpo beijando-o e mordendo-o com fome, gemi ao sentir o calor da boca da loira em meus bicos rígidos, mordendo, sugando e massageando os mamilos com a língua, arranquei as roupas de Emma com pressa a puxando para o sofá, sentei em seu colo e rapidamente senti suas mãos descerem até meu sexo penetrando um dedo e em seguida outro, rebolava rapidamente no colo da loira gozando como louca, Emma me jogou pro lado e se ajoelhou a minha frente passou os lábios em minha tatuagem e finalmente desceu sugando todo o meu prazer em um oral delicioso, sentou em meu colo ficando na mesma posição que eu estava antes, passei a penetra-la com dois dedos dando investidas rápidas enquanto minha boca se deliciava em seus seios, não demorou muito para que Emma também me servisse do seu liquido saboroso. Deitei-a no sofá e passei a beija-la e acaricia-la até senti-la recuperada. “O que você verá é um completo privilegio Swan!” Sussurrei na orelha da loira que me olhou sem entender quais eram minhas intenções, levantei e fiquei de quatro por cima de Emma em um 69, era uma posição incomoda pra mim, me sentia sem o controle da situação já que era uma troca, mas com Emma era exatamente essa minha vontade, uma troca, e naquela posição deliciosa, entre línguas e dedos gozamos juntas.

Regina: Estamos atrasadas. – falei ainda deitada sobre o peito da loira que apenas respondeu com um “pra quê?” – Se vai ficar no meu pé o dia todo, então terá que me acompanhar a um lugar Swan.

Sem ao menos perguntar qual era o lugar a loira obedeceu, tomamos um banho rápido e nos arrumamos, as onze já estávamos de saída, era no mínimo estranho deixar que Emma fizesse parte desse meu momento, mas estranhamente eu me sentia segura ao lado dela, mal sabia eu o erro que estava cometendo. Paramos em frente ao cemitério da cidade, senti minhas mãos travarem no volante, era sempre uma tortura está naquele lugar, Emma desceu do carro sem dizer nenhuma palavra, abriu minha porta e estendeu a mão para mim me trazendo uma paz completamente única, uma segurança ridícula que eu jamais havia sentido na presença de ninguém.

Emma: Eu estou aqui com você Regina! Estou aqui com você! – em silencio peguei algumas flores no banco de trás e estendi minha mão esquerda para a loira que a segurou firme, apoiei-me em seu braço e caminhamos em direção ao túmulo do meu pai, era fácil encontra-lo, Henry era um homem importante para a cidade, seu túmulo ficava em um lugar digamos, especial. –

Quando chegamos ao lugar senti um frio na barriga enorme, era sempre igual, toda a dor daquela manhã em que recebi a noticia, a dor de ler aquela carta, a dor de ter crescido sozinha nesse mundo cheio de maldades, tudo voltava de uma única vez, respirei fundo buscando forças ao lado de Emma, ajoelhei-me sobre o túmulo como costumava fazer e coloquei as flores.

Regina: Não tem um dia que eu não sinta a sua falta papai! – as lágrimas desceram desgovernadas, Emma se afastou me dando a liberdade para aquela...conversa. – Lembra no último aniversário que passamos juntos, você me levou pra Disney e deixamos a mamãe super chateada porque ela preferia fazer compras... haha’ Você cancelou uma reunião tão importante pra ficar comigo. – respirei fundo novamente. – Ela é linda não é papai? Sei que se ela não fosse filha daquele maldito assassino você ficaria muito feliz em tê-la como nora, Emma é tão especial que não parece filha dele. Você deveria ter me dado uma forcinha aí de cima e não ter colocado-a no meu caminho sabia?! Seria mais fácil. Mas eu prometo que nem mesmo esse sentimento que bate no meu peito vai me impedir de fazer justiça, e me vingar dele. Está bem perto papai, a próxima vez que eu vier visita-lo será para comemorarmos juntos, eu prometo! – acariciei seu nome sobre a placa e me deixei chorar, senti uma mão forte apertar meu ombro, Emma se abaixou do meu lado. –

Emma: Também posso dizer algumas palavras? – olhei séria, confusa talvez, mas assenti que sim. – Henry, lembro pouco de você, mas sei que sem você não teríamos o império que temos hoje, e meu pai não seria nada. Quero mesmo te agradecer pela filha incrível que você tem, muito durona e insensível às vezes, mas eu juro que tô tentando conserta-la, eu vou cuidar dela pra você... eu prometo! – Emma me abraçou de lado e sorriu acariciando meus cabelos, me senti depois de tantos anos...completa. –

Ouvir aquelas palavras de Emma doeu no fundo da minha alma ao mesmo tempo em que senti uma felicidade absurda. Como pode alguém tão boa ser filha de um ser humano tão desprezível? Definitivamente não tenho a reposta. Não queria perde-la, espero ser digna do seu perdão um dia... Ou não.

Voltamos pro carro e Emma assumiu o volante, entrei no carona e a olhei esperando o motivo dela está ali.

Emma: Tive uma ideia, estamos famintas e dar maior trabalho ir atrás de algo...podemos...hn...ir pra minha casa e almoçarmos todos juntos que tal? É até melhor em relação ao Killian. – Emma estava um tanto nervosa, trocava as palavras, era péssima com mentiras às vezes, na hora entendi do que se tratava. –

Regina: NÃO ACREDITO SWAN! SHIT! Era esse o plano o tempo todo? Acho bom começar a falar tudo ou sou capaz de..arg...te matar. – Dei um soco no vidro fazendo Emma arregalar os olhos, odiava me sentir trouxa ou ser a ultima a saber de algo. –

Emma: Desculpa Regina, você conhece Killian e misturado com meus pais já deveria imaginar que não ficaria assim. Se eu não viesse, meu irmão teria vindo... só queria um pouco desse dia com você. – sua voz calma como um desabafo mais uma vez me desarmara, Killian era mesmo um idiota, um idiota muito fofo pra uma namorada retardada, não pra mim. Respirei fundo buscando calma. –

Regina: Quem vocês convidaram?

Emma: Ninguém, é uma fête privée. – A loira tentou brincar desistindo ao ver minha cara fechada, seu Francês sempre fazia eu me render. –

Regina: Eu juro que ainda mato o seu irmão Swan. – nos encaramos sérias e caímos na gargalhada feito duas bobas. Um beijo demorado que pareceu uma despedida me deixou uma sensação ruim, ignorei e seguimos para a mansão Swan...arg. –

Notas finais
Chegou o aniversário da Regina, e esse dia vai ser longo... E essa conversa das duas com o Henry?! *---* Cadê os leitores fantasmas? Cadê meus amiguinhos? Olha, quero todo mundo comentando esse capítulo em, o que acham que pode acontecer? Até loguinho!!!