Revenge: O preço

29 Capítulo 29 - Happy Birthday Regina Part II


Notas iniciais
Desculpem a demora,faculdade quando inventa coisa é pra acabar com a gente... Estamos entrando em uma nova fase da fanfic, então fiquei pensando e pensando.... Fiquei muito animada em ver novos leitores comentando *-* E cadê os outros em em? Sejam bem vindos e comentem, é muito importante saber o que pensam. Boa leitura morees!

No caminho Emma ligou para Killian e disse que estávamos chegando para o almoço, ela colocou no viva voz como exigi e seu rosto demonstrara o incomodo que era ouvir o irmão me encher de elogios, por fim paramos em frente à mansão..

Emma: Nunca te pedi nada Regina, então vou pedir agora. Finja que está surpresa e que gostou. Se não por Killian, faça por meus pais! – Pelos pais dela a única coisa que eu faria era extermina-los. Respirei fundo, fundo mesmo. –

Regina: Pensarei sobre isso dependendo do que verei lá dentro Swan. – Sai batendo a porta do carro com força, achei melhor não esperar por Emma, nossa proximidade podia soar estranha já que todos sabem que minha personalidade não me permite ser amigável. –

Toquei a campainha e Emma já se aproximava quando Mary abriu a porta me dando um abraço apertado do qual não tive nenhuma reação para corresponder, disse algumas palavras...arg...clichês e abriu espaço para que eu pudesse entrar, a casa estava normal e todos estavam presentes, Ruby me parabenizou e então veio Killian me envolvendo em seus braços e me dando um beijo cheio de paixão no qual tentei finalizar o mais rápido possível, busquei Emma com o olhar rapidamente e a vi abraçada a Neal, não disfarcei minha insatisfação com a cena, então acariciei o rosto de Killian com um carinho fingido..

Killian: Você viu o que tinha na caixa amor? – sussurrou próximo a minha orelha, não podia contar que ignorei completamente os presentes dele, então apenas abri um sorriso enorme. –

Regina: Depois falamos disso querido, vamos comer!!! – O puxei indo em direção à sala de jantar pra onde todos se direcionavam e logo David apareceu. –

David: Regina, posso falar com você um instante?

Regina: Claro. Licença. – levantei da mesa e fui guiada pelo homem até uma sala menor que ficava no final da imensa sala, era como um escritório, arqueei a cabeça buscando demonstrar toda a postura superior que eu tinha, David veio em minha direção e parou a minha frente. –

David: Vi você nascer Regina, acompanhei seu crescimento embora você lembre pouco. – ele segurou minhas duas mãos, senti um enjoo fora do normal. – Quando abriram o cofre do seu pai, todas as coisas foram entregues a Cora, mas tinha algo que era muito importante pra ele e guardei comigo como uma lembrança, mas agora quero que fique com você.. – David colocou a mão no bolso e minha alma congelou, olhava pra ele paralisada de raiva, medo... tristeza. –

David colocou em minha mão uma pulseira de prata, fiquei a encarar o objeto por algum tempo, sentia a raiva consumir cada centímetro do meu corpo, eu havia travado buscando não cometer a loucura que eu pretendia e iria cometer, ia sair daquela sala imediatamente, mas ele então continuou.

David: Seu avô deu essa pulseira a ele no dia da inauguração da Dreams, disse que era pra dar sorte e bom, funcionou. Henry tinha muito medo de perdê-la então a guardou no cofre da empresa, achei melhor não entrega-lo a Cora, fique com ela pra dar sorte a você Regina.

Engoli seco, dei a chance de vê-lo calado, aquele maldito só podia sentir muita inveja do meu pai, essa era a única resposta. E porque eu precisaria de sorte? Era uma ameaça? Não conseguia pensar, agi totalmente por impulso, minha mão foi de encontro à face de David com toda força que tinha, foi um tapa forte suficiente para fazê-lo virar o rosto, seus olhos então se voltaram para mim me encarando com certo espanto.

Regina: Você não tinha o direito de ficar com isto, não faz mais que sua obrigação em me entrega-lo, fique longe de tudo que tenha relação com meu pai David. – sai com pressa, praticamente corri em direção a sala de jantar, ouvi David chamar meu nome, ignorei. –

Voltei pra mesa tentando disfarçar a expressão de raiva e susto que carregava em meu rosto, guardei a pulseira no meu bolso, Killian perguntou se estava tudo bem e forcei um sorriso, David apareceu logo atrás, pela primeira vez me senti insegura e desprotegida, queria os braços de Emma, a olhei com um desespero que só a loira entenderia. O homem agiu como se nada tivesse acontecido, o que me deixara mais temerosa, ele sorriu e manteve-se animado durante a conversa que tivemos, Mary falava de aniversários, contou coisas sobre Emma e Killian que me fizeram sorrir e por alguns minutos eu esqueci o que havia acontecido antes.

David: Licença, vou resolver algo e já volto! – O homem sumiu pelos cômodos da casa e mais uma vez senti um frio na barriga, ele podia ser capaz de tudo, entretanto alguns minutos depois David apareceu com um enorme bolo de aniversário e todos levantaram e começaram a cantarolar como retardados, Killian não desgrudava de mim um minuto se quer. Detestava esse tipo de coisa, mas mentiria se dissesse que não me senti... feliz?! Por ter companhia, e por ter Emma embora ela não estivesse ao meu lado. –

Por um momento me deixei levar pela animação e união que aquela família tinha, mas por dentro havia apenas um enorme vácuo causado por aquele homem que estava bem na minha frente, cada sorriso que eu via naquele rosto eu pensava no quanto custou para mim e principalmente para o meu pai. Aquela felicidade foi construída em cima das minhas lagrimas e isso eu nunca vou perdoar. Fui acordada dos meus pensamentos pelo...arg... noivinho idiota da Emma, acompanhado por Killian que me envolveu em um abraço por trás..

Neal: E então... parabéns ao casal. Espero que vocês sejam tão felizes juntos quanto serei ao lado de Emma. – o homem sorriu para Emma que retribuiu forçadamente me fazendo rir de deboche. – Aposto que a resposta foi um sim. – Arqueei a sobrancelha mostrando que não havia entendido sua ultima frase, Killian fez alguns gestos que eu não vi, mas imediatamente Neal trocou de assunto deixando um clima desconfortável. – Mas...hn...e então... Como foi a viajem para Bahamas?

Regina: Maravilhosa. Consegui tudo que eu queria e um pouco mais. – sorri maliciosa observando Emma virar um copo de whisky de uma só vez, sabia que era difícil pra ela estar sóbria me vendo com seu irmão. –

Finalmente Killian me deixou sozinha com Emma e Ruby, pedi licença e fui até o banheiro, sempre carregava caneta e um bloquinho de anotações na bolsa, aquele dia estava sendo surpreendente de todas as formas e a única certeza que eu tive dentro de mim é que queria Emma de qualquer maneira, não importa quão caro custaria. Escrevi em uma folha do bloquinho:

“Quero você hoje Swan. As oito na minha casa para um maravilhoso jantar, pra quê esperar um mês? Tenho a resposta. Mas somente hoje, é a sua chance de me provar que o amor não é uma fraqueza.”

Sorri relendo aquilo, o que estava acontecendo comigo? Justo eu que aprendi a sempre ter o controle de tudo me sentia simplesmente perdida. É isso que chamam de amor? Esqueci qual a sensação de querer alguém por perto a vida toda. Esse frio na barriga, essa insegurança, esse medo de ter tudo e poder perder, isso é o amor? Bilhões de pessoas no mundo e tinha que ser justamente pela única mulher da qual eu não poderia me apaixonar? O destino é mesmo uma vadia. Sai do banheiro com o papel nas mãos e gelei ao me bater com David..

David: Eu entendo porque fez aquilo Regina, ele era importante e está morto.

Regina: E isso dói mais a cada dia que se passa... – completei entredentes, precisava voltar ao controle da situação, eu havia provocado-o e não sabia do que ele seria capaz se me visse como uma ameaça. – Sinto muito David! – o homem apenas assentiu me fazendo segurar a vontade de esbofeteá-lo mais uma vez. Respirei fundo e voltei para a sala. –

Cheguei por trás de Emma e coloquei discretamente o papel em sua mão esquerda enquanto conversávamos com Ruby. Agora eu precisava mudar meus planos com Killian e convence-lo a me deixar sozinha durante a noite. Antes de irmos embora olhei para Emma esperando uma expressão que servisse como uma resposta antecipada, seus olhos estavam assustados, o verde deles encontraram os meus quase perdidos, aquilo me deu uma sensação ruim, ignorei. Emma ressuscitou todos os sentimentos que eu havia deixado morrer ao longo dos anos, ela não seria capaz de maltrata-los a esse ponto...não seria. Passei o resto da tarde com Killian caminhando pela praça de StoryBrooke, ele tentava tocar no assunto do presente e eu tratava de desviar, fiz um imenso drama digno de um Oscar pedindo que me deixasse pensar o resto da noite sobre tudo que havia acontecido, ele sorriu de um jeito fofo sem motivo algum, mas consegui, consegui a minha noite ao lado de Emma.

Encomendei o jantar em um restaurante Italiano, imaginei que Emma poderia gostar. Coloquei um maravilhoso vestido preto tubinho e uma maquiagem simples que realçavam meus lábios, pretendia usa-los muito esta noite. As oito em ponto terminei de organizar tudo; a mesa a luz de velas no canto da sala que estava a meia luz, a cama repleta das pétalas de rosa do buquê que havia ganhado de Killian, sim eu fiz isso e teve uma serventia muito melhor...arg. Com o celular em uma mão e uma taça de vinho na outra fiquei a espera-la pensando no que eu diria, não tinha parado pra pensar nessa parte, eu estava desistindo da minha vingança? Provavelmente. Metade de mim sentia a dor de deixar pelo caminho a justiça pela morte do meu pai, só podia torcer para que David Swan afundasse na própria ambição. Nove horas e Emma não havia chegado, devo ter ligado umas oito vezes e dava apenas desligado, era isso? Emma havia desistido? Havia feito sua escolha? Lembrei do seu olhar perdido pela manhã.. Uma garrafa de vinho inteira já tinha ido e as lágrimas desciam. Ela não seria capaz... Me permiti ser fraca e jogar fora onze anos de dedicação por ela, Swan não poderia me machucar dessa maneira. Isso seria INACEITÁVEL! E tudo que tinha acontecido de manhã? Eu era uma interrogação em pessoa.

A ficha caiu quando vi o brilho do sol dar o ar da graça naquela varanda fria na qual eu me encontrava largada, com a maquiagem completamente borrada e uma garrafa de whisky quase ao fim, pela segunda vez, mas agora muito pior, eu havia acreditado, havia aceitado a derrota para o amor. E enfim descobri o que o amor é: uma fraqueza. A menos que alguém houvesse morrido, isso não tinha perdão. Estava no controle outra vez, e agora, com mais sede ainda de vingança.

Não havia mais lágrimas em meus olhos, a dor havia petrificado os vestígios de sensibilidade que ainda haviam em meu peito, abri a caixa que Killian havia me mandado com total brutalidade derrubando uma pequena caixa de veludo azul escuro no chão. Estava boquiaberta, não poderia ser verdade, abri a caixa e uma aliança Tiffany Setting saltou da mesma, um pequeno bilhete me fez abrir um sorriso enorme, jamais de felicidade, mas apenas dotado de uma imensa raiva e maldade.

“Sei que é cedo, mas tenho certeza do que quero, escolho você.” — Estava escrito.

Anel da Regina

Notas finais
Peço desculpas se acharem muito texto, mas não consigo deixar as coisas interminadas só pra segurar as cenas SwanQueen, elas se amam e o tempo tratará de reuni-las não importa o que aconteça, então novamente peço paciência meus pequenos *-* Regina deu um tapa em David :o Será que ele vai fazer alguma coisa? Quero matar a Emma, finalmente Regina enfraquece e ela não aparece pra pegar a mulher pra ela u.u será que aconteceu alguma coisa? OMG E quanto a Killian, foi um pedido de noivado? Socorro o que vem por aí tia Andressa? haahah' Comentem e não esqueçam de dizer o que estão achando, é muito importante pra mim e obrigada por acompanharem essa humilde fanfic! Até loguinho