Revenge: O preço
41 Capítulo 41 - Por Favor, Não me odeie!
Notas iniciais
Com a mão na maçaneta respirei fundo antes de gira-la, estava destrancada, quantos sinais para me afastar de Emma eu iria ignorar? – Pensei. Fui abrindo a porta devagar, para minha sorte as dobradiças eram silenciosas, sem pensar duas vezes arqueei minha cabeça porta a dentro observando o lugar, sorri ao ver o rosto de Emma iluminado por um abajur que emitia uma luz azul suave. Entrei devagar fitando todo o espaço antes de fechar a porta e me encostar na mesma pensando no que fazer depois dali, aos poucos fui me aproximando da cama de Emma, o perfume espalhado por todo o ambiente era suave, tranquilo, me trazia uma paz que não sentia em lugar algum, a verdade é que eu sabia exatamente o motivo de estar ali, sabia exatamente o que queria e tinha a dizer, entretanto, mais uma vez lembrei que o amor nunca havia sido uma prioridade e que meus sentimentos por Emma haviam sido deixados de lado no momento em que optei por deixa-la acreditando que fui pra cama com Ariel mesmo sabendo que aquele era o momento de conta-la e talvez nos dar a oportunidade de tentar algo, tentar... ser feliz?! ser feliz?!
Ser feliz com a filha de um assassino, feliz enquanto David permitisse porque certamente seria capaz de fazer algo com a própria filha para mantê-la longe de mim. Emma não faz ideia do pai que tem, por todos os motivos do mundo tinha que deixa-la em paz. Mas antes precisava dizer-lhe o que meu..arg...coração tanto sentia vontade.
Emma? – sussurrei torcendo para que a loira não ouvisse, senti a frustração corroer-me a alma ao ter meu desejo atendido. Sim, a loira dormia como um anjo, seus cabelos espalhados pelo travesseiro, seu lençol cobrindo-a até a cintura, Emma era linda de todas as maneiras, como uma pessoa assim poderia se apaixonar por alguém como eu? Esse era o momento de dizer algumas coisas que jamais, em hipótese alguma diria em voz alta e depois dessa noite jamais voltaria se quer a dizer em pensamento.
Regina: Sei que prometi deixa-la em paz, mas preciso dizer algumas coisas que jamais poderiam ser ditas em voz alta, ao menos não por mim. Jamais conseguiria dizer olhando em seus olhos Swan. – disse baixinho sentando-me com cuidado ao lado da loira, a encarei dormir, respirei fundo mais uma vez e continuei. – Sinto muito Emma, realmente sinto muito... por ter entrando em sua vida, por ter bagunçado tudo, por ter quase destruído seu noivado. Sinto muito pelas suas lagrimas, pelas noites que não dormiu por minha culpa, por cada dor que causei a você e que causarei em breve, mas se lhe serve de consolo – sorri – foi exatamente igual comigo, nunca bebi tanto quanto bebi cada vez que pensei ter perdido você, o que é engraçado já que você nunca foi minha não é?! Te desejei desde o momento que a olhei ao lado daquela mesa de bebidas, era você, sempre será você, saiba disso! – fiz uma pausa organizando meus pensamentos, mesmo sabendo que falava sozinha, já me sentia melhor só por tê-la perto. – Vai doer muito vê-la casar com ele Emma, a segunda pior coisa se quer saber... e saiba que cada vez que eu olha-la sentirei sempre a mesma coisa que senti quando a vi descendo as escadas e dizendo ser a irmã de Killian, meu rosto irá arder, meu coração disparar, minha pele arrepiar, essas sensações ridículas que só pessoas idiotas sentem, o problema é que sou completamente idiota por você. Por favor não me esqueça, não me odeie. Ela nunca mais irá incomoda-la Emma, nunca mais irá ter que se preocupar com aquela maldita, eu prometo! Quando eu for embora e você me odiar, espero que ainda sim lembre de Bahamas, do meu apartamento, da minha sala, dos vasos, espero que mesmo assim sinta minha falta tanto quanto sentirei a sua. Desculpe ter que dizer tudo isso agora quando você não pode ouvir, mas a última coisa que precisa é de mais interrogações em sua cabeça, nunca te disse nada sobre mim direito, mas não tem o que ser dito, perdi meu pai e uma semana depois Cora me largou com meus avós, fui preparada para assumir a OceanTur e assim o fiz, descobri quem matou meu pai e larguei Kristin para poder me vingar, desde então não amei outra vez, não me diverti outra vez, acho que nem sorri outra vez, bom, até conhece-la. Mas se quer saber, gosto de fotos, de piano e música clássica, gosto de animais, gosto de piadas sem graça, gosto de olhar o céu, gosto de dançar... mas eu amo, amo de verdade ver as pessoas paralisadas diante do som dos meus saltos, amo a forma como intimido os outros, amo o medo que sentem diante de mim e a forma perdida como falam quando os encaro, eu amo ser quem sou Emma, talvez eu consiga fazer o que gosto depois que me for, mas nada terá graça porque não será com você. Não vai ser a mesma coisa sem seus olhos, seu cheiro, seu toque, seu gosto, sua presença, seu sotaque francês, sua disposição pra sexo rsrs’ não vai ser a mesma coisa sem você, mas tentarei com todas as minhas forças, ele vai se arrepender do que me fez e então finalmente terei paz. – acareciei o rosto da loira com carinho e depositei um beijo suave em seus lábios, com todo cuidado para não acorda-la – eu.. eu te... realmente gosto de você Emma Swan! – Mais uma vez não conseguia dizer tais palavras, as lagrimas desceram sem consentimento, as enxuguei com pressa e me pus de pé encarando-a novamente, cheguei a pensar ter visto uma lagrima descer dos olhos de Emma, mas antes que pudesse ter certeza a loira se moveu me deixando assustada a ponto de sair daquele quarto praticamente correndo. Voltei para a cama com Killian sentindo o incomodo que a realidade causava, estava feito!
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Os dias se passavam lentos, estranhos, diferentes eu diria. O trabalho era minha fulga, sempre que a saudade de Emma batia eu tratava de abrir minha caixa e olhar cada coisa que havia ali dentro, era como injetar a realidade em minhas veias, um tratamento de choque cruel ter que lembrar e relembrar de quem a loira era filha. Seu casamento cada dia mais próximo me deixava quase depressiva, nunca me cansaria de repetir o quanto o amor nada mais é que um veneno.
Sentada em minha cadeira conferindo alguns papeis, Belle anuncia a entrada do meu...arg...namorado.
Regina: Mande-o entrar!
O sorriso do homem era tamanho, infelizmente corresponde-lo dependia de um esforço quase gigantesco eu diria, fiquei de pé para cumprimenta-lo recebendo um beijo caloroso do qual correspondi por pura obrigação sentindo o nojo de sempre.
Regina: Fugiu do trabalho para me visitar querido?
Killian: Tinha que te dar essa notícia pessoalmente meu bem. – o homem me tomou em seus braços e sorriu cafajeste, apenas assenti para que ele continuasse. – Você sabe que temos um elo forte em Paris não é?! Muitos de nossos negócios vêm de lá, quase todos os parceiros ou investidores, enfim, estamos movimentando as documentações finais para a união de nossas empresas e para isso é necessário viajarmos para lá. – Killian sorriu malicioso me fazendo ter uma expressão indecifrável até mesmo pra mim. –
Regina: Não tem como resolvermos isso por aqui mesmo? Já viajo demais Killian, não posso está sempre confiando meus negócios nas mãos de secretarias ou diretores.
Killian: Não há outro jeito. – sua expressão fora triste diante da minha falta de empolgação. – É só uma semana Regina, passará rápido e teremos tempo para resolver tudo e ainda fazer uma viajem inesquecível! Há muito tempo não fazemos nada legal juntos, na verdade, nunca fizemos algo assim.
Seus olhos me encararam de uma maneira que quase me fez sentir culpa, que diabos de tanta sensibilidade era essa que ultimamente havia tomado conta do meu corpo?! Precisava retomar o controle, precisava da velha Regina, faltava pouco, tão pouco que eu já podia sentir o cheiro de vingança no ar me embriagando de satisfação.
Regina: Finalmente conhecerei Paris com mais calma|! – sorri largo de uma maneira completamente falsa recebendo um beijo apaixonado daquele pobre coitado. –
Passamos mais algumas horas conversando sobre passagens, datas, documentações, reuniões e tudo mais que estava sendo perfeitamente organizado para a nossa viajem que aconteceria em cerca de quatro dias, não havia nenhuma empolgação mas bastante necessidade, tanto de esquecer a loira quanto de acabar com David.
Uma nova reunião havia sido marcada na Dreams para falarmos das negociações em Paris, saber que havia alguma possibilidade de encarar Emma era um completo tormento e como se todo castigo ainda não fosse suficiente, a loira foi exatamente o primeiro rosto que vi ao entrar na sala de reuniões..
Regina: Bom Dia! – respondi com o tom mais superior que tinha sentando na cadeira de frente a loira que respondeu ao meu bom dia com um simples sussurrar sem se quer olhar-me. Havia apenas David, Killian, Neal, Emma e mais três homens na sala. David fez um quase discurso sobre tudo que ocorreria durante a viajem, em minhas olhadas de canto para Emma podia ver suas pernas impacientes, talvez aquele assunto a incomodasse, na verdade isso era obvio, ótimo. – Faremos tudo da melhor maneira possível, não se preocupem!
Killian: Será uma viajem... maravilhosa! – disse lançando-me um olhar sugestivo que correspondi descaradamente fazendo Emma bufar, deixando David e os outros sem graça. Os homens pediram licença deixando nossa “família” a sós. –
David: Espero que aproveitem essa viajem não só para os negócios, mas também para fortalecer o relacionamento dos dois, Paris foi importante para Emma e Neal, espero que seja assim pra vocês. – Assentimos em acordo, senti meu estomago embrulhar quando ouvi o nome dos dois, disfarcei da melhor maneira, claro. Emma levantou-se e já saia sem dizer nenhuma palavra, mas acabou sendo puxada pelo noivinho entrando em nosso círculo de conversa. –
Neal: Aquele lugar é incrível de todas as maneiras, eu e Emma aproveitamos muito, foi graças aquele lugar que o nosso noivado foi concretizado e minha felicidade ao lado de Emma foi finalmente selada, não foi amor? – disse abraçando-a de lado fazendo-me desviar o olhar para um ponto qualquer, voltei a encara-los quando Emma infelizmente decidiu se manifestar. –
Emma: Aproveitem cada minuto, eu e Neal ficamos lá por cinco meses e ainda não sentimos que curtimos tudo, e vocês serão só uma semana então façam valer a pena tanto quanto nós fizemos valer a nossa viajem. – a loira o olhou de um jeito doce que me fez querer vomitar, Neal acariciou os braços de Emma e por um segundo fiz todo o esforço possível para não empurra-lo para longe daquela mulher que apesar de tudo... me pertencia. –
Regina: Não estamos indo para brincar de turistas querida. – lancei um olhar desafiador junto de um sorriso dotado de ironia, de repente havíamos nos colocado em um perigoso duelo. – Aliás conheço aquele lugar muito bem, difícil algo que me surpreenda, mas garanto que iremos aproveitar muito bem nosso tempo livre. – encarei-a mordendo o lábio inferior deixando-a nitidamente desconcertada, os olhares de Killian e Neal já passavam de divertido para confuso, de repente aquela conversa havia se tornado uma discussão pessoal. –
Emma: Eu sei que vão. – Emma desfez a expressão irônica, minhas palavras pareciam ter novamente surtido o efeito desejado, ciúmes, era ótimo causar isso em outra pessoa, deplorável era o fato de que eu também sentia o mesmo. A loira tentou sair sendo puxada por Neal que a segurou um tanto quanto incomodado com o que acabara de acontecer, achei estranho a expressão do homem, entretanto ignorei. Emma então voltou a olhar-me e prosseguiu. – Aliás senhorita Mills, se precisar de algumas dicas, eu sei de lugares muito interessantes pra vocês fazerem coisas...hm... legais?! – Tremi em cima de meus saltos ao ouvi-la me chamar daquela maneira que só era dita nos nossos melhores momentos de prazer, sim, estávamos nos provocando sem sensatez alguma deixando os homens daquele lugar com uma enorme interrogação na cabeça. –
Regina: Já disse que conheço muito bem aquele lugar Swan, não se incomode. Faremos de uma semana algo bem melhor do que, digamos, cinco meses. – sorri arqueando a sobrancelha deixando-a sem resposta. –
David: Okay, já entendemos que as duas querem ser as donas da viajem mais inesquecível. – o homem sorriu fazendo com que Killian e Neal fizessem o mesmo enquanto continuávamos a nos encarar com total provocação. – Só quero que você Neal, e você Regina, possam fazer meus filhos completamente felizes! – Emma e eu nos olhamos com tristeza?! Sabíamos que aquilo era algo impossível. –
Regina: Preciso ir. Licença. – disse seca puxando Killian pela mão para fora daquela sala de reunião, me despedi do meu namorado e voltei para minha empresa afim de trabalhar e claro, pensar na frieza e provocação da loira que não teria novamente em meus braços. –
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Já era fim de tarde quando Belle anunciou mais uma visita inesperada, dessa vez era Ruby quem me dava a honra de sua presença, a menina entrou com um sorriso torto, apontei para a cadeira para que sentasse, depois de nosso último encontro havia evitado a menina de todas as formas, agora que Ruby sabia sobre eu e sua irmã não podia arriscar. Continuei fitando alguns papeis sem olha-la, o silencio ficou presente por alguns segundos até a garota quebra-lo.
Ruby: Soube que você vai passar uma semana com Killian na França.
Regina: Sim, temos negócios lá. – limitei-me a dizer enquanto assinava documentos. –
Ruby: Engraçado, porque não havia necessidade alguma de vocês viajarem, sempre tem representantes franceses vindo aqui, e de repente vocês deverão passar uma semana em outro país... – o tom irônico de Ruby era obvio, se era a minha atenção que a garota queria ela havia acabado de conseguir, levantei minha cabeça encarando-a com certa indiferença como quem esperasse algo mais. – Não acha estranho que vocês de repente tenham que viajar para resolver algo que só irá se concretizar de fato daqui a alguns meses?
Regina: Não tenho tempo para adivinhações Ruby, onde quer chegar? – Ajeitei-me em minha cadeira encarando-a com total indiferença, estava confusa, mas não havia a mínima necessidade de deixar isso transparecer. –
Ruby: Costumo ir a Dreams quase todos os dias na hora do almoço, ontem foi um desses dias que passei lá e decidi fazer uma visitinha na sala do meu irmão como de costume... – bufei impaciente deixando claro que aquela historinha me irritava, Ruby pigarreou e sorriu sem graça. – Okay, a questão é que ouvi Killian e Neal conversando sobre essa tal viajem de vocês, não ouvi muita coisa, o que sei é que Neal cancelou a vinda dos franceses para que vocês pudessem resolver isso...pessoalmente. Killian tem sentido você distante e acha que essa é a chance perfeita de vocês ganharem intimidade. Tudo com a ajuda de Neal.
Regina: E... – embora essa informação houvesse de fato me deixando incomodada, ainda não havia motivos para que eu demonstrasse algo, tinha que fazer Ruby acreditar que o que tive com Emma fora uma total perca de controle e que minha escolha era...arg...Killian. –
Ruby: Ele acha que você recusou o pedido de noivado porque estava insegura, mas agora que você anda mais presente e como ele disse mais...carinhosa. – a menina disse em um tom de voz dotado de ironia. – Essa é a oportunidade perfeita para um pedido de casamento irrecusável. – não havia nenhuma expressão no rosto de Ruby, ela estava pela primeira vez indecifrável, me analisava como quem esperasse uma tomada de decisão que na verdade já havia sido feita noites atrás quando sai do quarto de Emma, senti uma pontada forte no peito, não tinha mais como fugir e nem do que fugir, ou ia embora de mãos vazias ou ficava e fazia as coisas acontecerem como planejei durante anos. –
Regina: Estou ansiosa! – sorri largo inclinando-me sobre a mesa encarando Ruby que parecera incrédula, a menina balançou a cabeça em negativo várias vezes e pôs-se de pé me encarando como uma mulher. –
Ruby: Achei que você fosse mais corajosa, espero que saiba o tamanho do erro que você tá cometendo, e se machuca-lo Regina... – disse me encarando com total seriedade, juro que riria se não sentisse o quão sério ela estava falando, Ruby não tinha como me enfrentar, mas as coisas que a garota sabia podiam fazer um belo de um estrago, então era melhor me conter. –
Regina: Exijo respeito Ruby! – disse também ficando de pé. – Olhe só pra você, é somente uma menina, não sabe nada sobre sentimentos ainda, mas já lhe adianto, não é como nos contos de fadas que você ainda assiste querida! – falei seca encarando-a com as duas mãos postas sobre a mesa, meu olhar era um gelo, totalmente contrário ao que sentia por dentro. –
Ruby: Vou dizer pela última vez, sei reconhecer o amor quando vejo um, e você irá casar com o irmão dela. Acho que quem não sabe nada de sentimentos por aqui é você. Casamentos são feitos para durar, é uma entrega e um elo eterno. E você e Emma estão o fazendo com as pessoas erradas, sinto muito por ela! Mas sinto mais ainda por você, que decepcionante. – Nunca pensei que chegaria ao nível de receber lição de moral de uma garota que tinha quase metade da minha idade, infelizmente eu sabia que as palavras de Ruby eram verdade, mas já estava feito, Emma não podia ser feliz comigo e eu não podia abrir mão dos planos que levei uma vida para construir. –
Regina: É só isso Ruby? – Endureci meu olhar cruzando meus braços. –
Ruby: Nem mesmo um milagre será capaz de mudar você! – diferente do tom que Emma certamente usaria para dizer-me aquilo, Ruby falou doce, com pena, seus olhos pareciam com uma decepção de quem realmente acreditava que eu pudesse fazer algo, a menina então saiu porta a fora mais uma vez me deixando com um turbilhão de sensações desesperadoras.
Fiquei a pensar sobre o porquê Neal parecia tão empolgado em me ver com Killian, e sua expressão na reunião ao impedir que Emma saísse da sala, cheguei a pensar que ele pudesse saber de algo, mas o homem era uma múmia apaixonada, impossível. Neal era um babaca burro e cheio de amor, não acreditaria que Emma não o ama nem se nos visse aos beijos.
Quando eu entrasse naquele avião com Killian, sabia que de uma vez por todas era a minha vingança a escolhida e que Emma era meu grande preço, pelo visto voltaria noiva e pronta para reinar em cima do desespero da família Swan.
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