Retribution: Vingança em Família
12 Choque entre Nobres
Notas iniciais
Rastros de destruição se espalhavam pela Soul Society em todas as direções e a origem era Rukongai. A cada minuto multidões de diferentes distritos adentravam os portões destruídos da Seireitei pilhando, matando e confrontando os shinigamis que ousavam interferir em seu caminho.
Para aquele povo que vivera oprimido por tantos milênios um único homem Kuchiki Kunrei tinha acendido a chama adormecida que os nobres tentavam de todas as maneiras apagar.
Eram pessoas sedentas em busca da dignidade que há muito lhe roubaram, mas em meio ao caos do que parecia um protesto uma chama cheia de ódio se espalhou e agora parecia irrefreável e para aqueles que lutavam desesperadamente tentando manter suas vidas, nenhuma voz parecia o suficiente para alcança-los e fazê-los parar com aquela loucura.
Uma explosão joga um shinigami em chamas pela Seireitei, ele gira o corpo ainda sob o efeito do impacto e amplifica sua reiatsu para oprimir as chamas, com uma cambalhota Ichigo pousa no telhado de uma residência com uma trilha de sangue descendo do peito enquanto Karazu pulava no mesmo telhado, mas a certa distância, sua máscara quebrada ao meio.
– Seu esforço em tentar me vencer é admirável, chego até a sentir o aumento de sua reiatsu, talvez trazê-lo ao berço da sociedade espiritual tenha amplificado suas forças. — Karazu comenta girando a lâmina.
– Errado, a Soul Society não tem nada a ver com isso, a única diferença é que agora posso lutar com tudo não me preocupando em atingir meus filhos sem saber se eles estão por perto, mas agora posso sentir as suas reiatsus próximas a Unohana-san e isso definitivamente me deixa mais tranquilo.
– Entendo, quer dizer que você foi derrotado por que estava se contendo naquela ocasião e que agora poderá me vencer usando um poder que não podia antes? — Karazu parece debochar, seu olho exposto pela máscara quebrada deixa isso evidente.
– Eu não acho, eu tenho certeza... — Ichigo leva a mão ao rosto e puxa sua máscara hollow, sua forma intimidadora o deixa pronto para uma nova investida de combate.
– Parece que não vou mais poder pegar leve também não é mesmo...? — Karazu retira sua máscara e a armadura dourada que cobria algumas partes de seu corpo, ele se posiciona.
Os dois avançam com tudo fazendo a casa ir pelos ares no primeiro impacto de suas lâminas.
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Do outro lado Rukia pulava para trás desviando dos socos esmagadores de Saito que fazia shinigamis voarem como papel, ela pula em uma parede e no impulso tenta atingi-lo, mas só consegue pegá-lo de raspão, Saito pega Rukia pelo pescoço quando ela tenta fugir, a pequena shinigami tenta se soltar, mas não consegue.
Mulher maldita, chega de tentar fugir e vamos logo acabar com isso de uma vez! — Saito desfere o primeiro soco.
Rukia repentinamente libera uma carga explosiva de sua reiatsu congelando automaticamente o braço de Saito que a segurava e a dor da queimadura de gelo faz seu adversário larga-la, a shinigami então limpa suas roupas e olha para ele que segurava o braço inutilizado.
– Eu avisei que aqui a história seria diferente... Eu e Ichigo não precisamos nos conter, vocês não são páreos para nós. — Rukia avisa.
– Gah! Maldita o que você fez com o meu braço!? — Saito não conseguia fazê-lo voltar ao normal.
– Eu inutilizei seu braço por completo, usei minha reiatsu para congelá-lo e agora não poderá mais usá-lo e caso tente, espero que lembre o efeito de um copo de vidro caindo no chão... — Rukia estava tão fria quanto sua aura gélida. — Mas não vou terminar fazendo apenas isso...
– Tsc! — Saito concentra sua reiatsu no punho ainda bom. — Se eu não puder vencê-la, então darei a minha vida causando o maior dano possível neste lugar!
– Isso eu não vou permitir...
Rukia fecha os olhos e sua reiatsu se expande, quando abre ela sussurra:
– Bankai...
Saito fica surpreso, aquilo não era esperado e a reação instantânea de Rukia elimina qualquer tentativa de fuga, tanto que ele só consegue enxergar uma grande névoa branca vinda em sua direção seguida de uma explosão gélida inexplicável.
– O que é isso?! Não!!!
Saito põe as mãos na frente do rosto em defesa, seu braço já inutilizado desintegra, enquanto o restante do corpo petrifica instantaneamente como se uma bomba atômica gélida tivesse caído sobre sua cabeça, ele vira pó e o vento o espalha por todo o lugar como se ele nunca tivesse existido.
Rukia estava parada olhando para o corpo congelado de Saito que se fragmentava e virara pó, ela mesma começa a respirar vagarosamente subindo sua temperatura enquanto pouco a pouco sua bankai se esvai.
– Hakka no Togame pode ser uma bankai poderosa... — Rukia cai de joelhos. — Mas também é muito difícil de controlar até hoje... Quanto mais poder eu alcanço, mais poder ela também exige... Preciso treinar mais... — Ela olha em direção às reiatsus de seus filhos. — Tomem cuidado meus filhos...
Rukia cai inconsciente.
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– ROAAARRR!!! — Hisana trocava golpes de espada com o servo de Kunrei, seus irmãos vindo logo atrás.
– Maninha!
Hisana sai da frente para Kaien chegar com uma investida cortante em espiral, sua irmã surge pelos flancos, mas o inimigo foge.
– Saburo Genbu não é um inimigo fácil de ser destruído. — O homem abre os braços. — Precisam fazer muito melhor do que isso para me vencer! — Ele aponta o canhão outra vez.
– Ele é rápido! — Masaki diz surpresa.
– Não percam o foco, ele deve ter outros truques na manga. — Hisana alerta.
– Você tem algum plano mana, por que atacar ou tentar ser oportunista não tá funcionando. — Kaien pergunta.
– E eu por acaso sou de fazer planos Kaien? — Hisana responde com ar sem graça.
– Eu tenho uma idéia. — Masaki os cutuca.
United We Stand — Divided We Fall
Alguns minutos depois os irmãos estavam lado a lado em posição de combate olhando para o inimigo.
– Prontos? — Masaki sussurra.
– Sim. — Respondem Hisana e Kaien em igual tom.
– Ilumine Amaterasu!– Masaki exclama.
– Resplandeça Tsukuyomi!– Kaien grita.
– Transforme tudo em caos Susanoo!– Hisana completa.
A zanpakutou de Masaki era totalmente dourada com uma fita cintilante presa a um pequeno sino com o formato de um sol no final do cabo, Amaterasu era a única zanpakutou considerada capaz de rivalizar com a beleza alva de Sode no Shirayuki, uma rivalidade justa vinda de laços sanguíneos.
Tsukuyomi era uma zanpakutou de lâmina curva cujo cabo possuía outra lâmina menor na ponta dando-lhe o aspecto de uma lua crescente, ela emitia uma vibração familiar em tons branco-azulados que atestava a vivacidade do poder de Kaien e o brilho sereno da lua.
Susanoo era uma zanpakutou de bainha ornamental com detalhes desenhados a ébano, ela era tão negra que se notava o brilho roxo fosco ao seu redor, além disso, a espada fagulhava tempestuosamente revelando o poder rebelde e caótico que se contorcia pela extensão da lâmina.
Unohana olhava admirada para as três crianças.
– As lâminas irmãs que nunca puderam ser empunhadas por ninguém na história da Soul Society hoje cantam nas mãos de crianças cheias de determinação... — Ela sorri. — Uma geração diferente... E mais digna de mudar as concepções deste novo mundo...
– Vamos!
Masaki e Hisana correm na frente a pequena desfere o primeiro corte rasteiro obrigando Genbu a pular e se defender de Hisana que o encara de frente no ar, Kaien vindo por trás joga sua zanpakutou como um bumerangue e Hisana chuta seu inimigo na direção da lâmina do irmão, mas ele rebate a espada sendo atingido por um chute, quando cai ele rapidamente se levanta com uma esfera de reiatsu na ponta da arma.
– Exploda! Genbu grita.
Kuroi! Kaminari mun!(Trovão da Lua Negra) Hisana grita e a descarga elétrica desce sobre Genbu que segura o golpe de Hisana rivalizando com sua própria reiatsu.
– Saisho ni! Mikadzuki! (Primeira Fase: Lua Crescente). Kaien crava sua zanpakutou no chão e pilares de reiatsu surgem do solo desenhando um círculo ao redor de Genbu, ele sabendo que seria preso tenta pular da zona de ataque, mas seus pés não se mexem, Kaien e Hisana sorriam. — Te pegamos. — O pequeno diz.
– O quê?! Não acredito que cai em uma armadilha criada por um bando de pirralhos! — Genbu se debate tentado tirar os pés da armadilha.
– Nem adianta tenta sair que não vai dar tempo. — Hisana aponta em uma direção. — E sim... Você caiu em uma armadilha criada por um bando de pirralhos. — Ela sorri cínica.
– Justo como eu previ. — A voz de Masaki surge por trás de um dos pilares de reiatsu criado por Tsukuyomi, ela concentrava uma grande quantidade de reiatsu na ponta da espada e ao que tudo indicava aquilo já era o suficiente.
– VAI! — Gritam Hisana e Kaien.
– Shiroi taiyō bakuhatsu! (Explosão do Sol Branco)– Ela sentencia e uma rajada dourada coberta por uma névoa branca atinge Genbu e explode verticalmente jogando Masaki e seus irmãos para trás.
– Ai, ai, ai, ai, ai! — Hisana levanta resmungando pegando Kaien que parecia um pedaço de carne arremessado no chão, os olhos da criança reviravam completamente desorientados. — Kaien, acorda ai. — Ela dá uma tapa no menino.
– Ai! Hisa-ne! Minha cabeça tá doendo! — Ele bate no ombro dela.
– Deixa de frescura e bora catar a Masaki que ficou pendurada igual cacho de banana naquela arvore. — Hisana aponta e começa a andar em direção à irmãzinha.
Kaien escala nos ombros de Hisana e puxa Masaki desacordada em um galho.
– Oi Masaki, acorde, Masaki! — Hisana a cutucava.
– Mana, acho melhor a levarmos para a tia Unohana. — Kaien sugere.
– Tem razão. — Hisana pega a irmãzinha nos braços e juntos se dirigem ao quartel do esquadrão.
Genbu se contorcia no chão alheio aos olhos das crianças, ele aponta seu canhão de kidou em direção a elas e se prepara para desferir um derradeiro ataque na tentativa de pegá-las desprevenidas.
– Malditos fedelhos... Eu morro, mas levo um de vocês para o inferno comigo...
Quando está para desferir o ataque um olhar sombrio vai de encontro ao seu, Genbu fica paralisado e sufocado diante da visão assustadora de Unohana que curava um soldado na entrada do esquadrão e que já aguardava a chegada dos filhos de Ichigo que distraídos acalentavam a irmã desmaiada.
– Maldição... Maldição... — Ele morre amaldiçoando seu destino.
– Tia Unohana!!! — Kaien corre na frente. — A Masaki não está acordando!
Unohana pega a pequena do colo de Hisana e a deita no chão fazendo um diagnóstico quase automático.
– Não se preocupem, Masaki-chan desmaiou por que sua reiatsu foi toda usada naquele último ataque, ela ficará bem. — Unohana sorri.
– Que bom, ouviu isso Hisa-ne!? — Kaien salta de alegria.
– Ouvi sim. — Hisana sorri para o menor, mas logo dirige a palavra para a capitã. — Unohana-taichou eu preciso pedir um grande favor, a senhora poderia cuidar de meus irmãozinhos? Eu preciso encontrar a mamãe.
– Tome cuidado Hisa-san. — A capitã diz.
– Sim senhora e obrigada.
– Hey! Eu quero ir maninha! — Kaien protesta.
– Kaien-kun, se Masaki-chan acordar e não ver você por perto ela vai ficar muito triste não é mesmo? — Unohana tenta convencê-lo.
Ele faz bico e olha para Hisana de maneira esquiva, a mais velha se ajoelha e toca em seus ombros.
– Não se preocupe, eu volto logo, tá? — Ela diz sorrindo.
Eles apenas se abraçam.
– Toma cuidado Hisa-ne!
A irmã mais velha apenas assente e some com um shunpo.
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QFVDC — Crônicas — Reign of Blood
Ichigo sente a reiatsu de Rukia explodindo e desaparecendo, logo em seguida a de seus filhos enfraquecem, porém, por sentir a reiatsu de Unohana por perto ele não se preocupa tanto quanto se preocupa com a esposa.
(- Rukia está muito ferida, ela com certeza usou sua bankai... Preciso alcança-la o mais rápido possível!). — Pensa enquanto encarava Karazu.
– O que foi Kurosaki Ichigo? Preocupado? Parece que sua família possui singularidades excepcionais não é de se admirar a derrota de meus aliados.
– Cale a boca. — Ichigo aperta o cabo da lâmina.
– Kurosaki Rukia foi obrigada a usar uma habilidade do qual nunca teve controle mesmo depois de anos e seus filhos não tiveram escolha a não ser usar as forças que lhes restavam para vencer um inimigo inesperado e você Kurosaki Ichigo... — Karazu aponta para ele. — Terá de fazer o mesmo se quiser ter alguma chance nesta luta.
– Você fala como se esperasse que eles fossem fazer isso...
Karazu sorri.
– E não deveria? Não existe nada que esteja acontecendo hoje que já não tenha sido previsto pelo meu senhor, como por exemplo, o fato de todos os capitães estarem ocupados e desesperados demais tentando conter uma população enlouquecida sem conseguirem tirar a atenção para outros acontecimentos, ou o fato de sua esposa estar debilitada demais para mover um músculo e sua filha se dirige neste exato momento em direção a sua mãe em perigo e perderá cerca de trinta minutos que será o tempo necessário para que uma surpresa muito especial guardada pelo senhor Kunrei não possa ser evitada.
Ichigo olha intrigado.
– O quê?! Do que está falando maldito!? Fale o que Kunrei planeja fazer em trinta minutos!? — Ichigo grita.
Karazu ri e aponta em direção à base da Central 46.
– Em trinta minutos as bombas implantadas há duas semanas nos pilares e base da Central 46 irão explodir e nossos soldados libertarão os piores criminosos trancafiados durante os séculos no subsolo da prisão Central.
Ichigo fica branco principalmente por que metade dos criminosos que ali estavam foram postos atrás das grades pelas suas próprias mãos.
– MALDITO! — O ruivo perde o foco da luta e tenta correr em direção à Central 46, mas Karazu aparece na sua frente.
– Se antes de trinta minutos você conseguir me derrotar talvez consiga fazer alguma coisa, mas será que possui o que é necessário para me vencer Kurosaki Ichigo? — Ele aponta sua lâmina para o shinigami. — Você é o único que poderá salvar Seireitei agora.
– TSC!.... Desgraçado! — Ichigo cerra os dentes com força e pula como uma fera sedenta em direção a Karazu.
O tempo era essencial.
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Hisana corria a toda velocidade, pois sentia a reiatsu de sua mãe que cada vez mais diminuía, sem pensar duas vezes a jovem voa com todas as forças em direção a Rukia encontrando-a muito fraca e com camadas de gelo cobrindo-lhe o corpo enquanto alguns soldados de Kunrei se aproximavam com espadas em mãos.
– MAMÃE!!! — A jovem ruge sem piedade contra os soldados esmurrando e cortando o que encontrava pelo caminho ou que ousava tentar se aproximar dela, quando percebe que não tinha mais ninguém por perto ela mesma sente o como havia cansado naquela investida gloriosa e aproveita um pouco do seu tempo para respirar, então se ajoelha perante a morena inconsciente. — Mãe! Mãe!
Rukia puxa uma cansada golfada de ar enquanto seus olhos procuram os de sua filha que a segurava nos braços.
– Hi... Hisana...
– Mamãe, aguente firme eu vou leva-la até Unohana taichou! Sem perder tempo ela corre em direção ao 4º esquadrão enquanto sua mãe mais uma vez fechava os olhos.
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Byakuya estava com um corte profundo no braço esquerdo e a dor era o suficiente para inutiliza-lo, mesmo que não quisesse os laços com sua família falavam mais alto e ele se preocupa ao sentir a presença de Rukia e dos outros enfraquecendo rapidamente, o capitão ofegava encarando Kunrei que tinha até aquele momento apenas alguns arranhões pelo corpo.
– Quando o vi pela primeira vez pensei ter encontrado alguém capaz de ser forjado à minha imagem, porém com os anos, seu caminho e propósitos seguiram os mesmos de meu pai e isso foi decepcionante. — Kunrei comenta olhando para o sangue de Byakuya em sua lâmina.
– Eu me orgulho da educação dada por meu avô, são ensinamentos passados após árduas lições aprendidas em vida, não sou uma arma para ser forjado com sua arrogância, o orgulho que herdei de meu avô me basta! Byakuya responde.
– O orgulho de seu avô o levou a ruína e fará o mesmo com você se não abrir os seus olhos para a realidade que vive... Mas isso não me preocupa, pois até o final deste dia você, Kuchiki Byakuya, estará forjado na minha arrogância e se tornará um entre muitos que farão a diferença.
Byakuya aperta o punho e sangue desce mais vigorosamente de seu braço ele range os dentes sentindo a dor, mas sem poupá-la segura o cabo de Senbonzakura com firmeza.
Kunrei sorri pelo esforço e corre em direção ao sobrinho sem piedade fazendo suas lâminas faiscarem no choque, eles trocam golpes afiados e concentrados fazendo o sangue do braço de Byakuya respingar em todas as direções, o capitão não aguentando pula para trás recitando um kidou de aprisionamento.
– Bakudou nº 61 Rikujou Kourou!
As barras douradas prendem o Revolucionário homem que cai no chão.
– Por essa eu não esperava. — Ele comenta não parecendo surpreso.
Usando sua reiatsu Byakuya começa a curar o braço ferido, mas Kunrei vendo o que ele pretendia começa a expandir sua energia contra o Bakudou fazendo as barras começarem a trincar.
– TSC! — O capitão sabia que não daria tempo, então arranca a peça da roupa e amarra ao redor do ferimento aproveitando os segundos que lhe restavam para tentar amenizar o dano da ferida.
Kunrei quebra as barras do kidou e voa em direção a Byakuya que desvia da investida poderosa do adversário pulando para os flancos e girando o corpo já ergue sua zanpakutou contra atacando-o. Kunrei defende e eles ficam medindo forças.
– Seu poder ainda não é o suficiente meu caro, lhe falta algo para alavancar suas forças e fazê-lo superar esta limitação que sua fraca consciência apluma sobre sua cabeça.
– É esse o diálogo que você sempre começa quando se acha melhor que todo mundo? — Byakuya sorri. — Mas é compreensível, pois anos atrás eu também tinha esse orgulho pomposo.
– Não confunda orgulho com lógica, eu meço seus poderes comparando com os meus e vejo a diferença exorbitante que existe entre nós.
– A única coisa exorbitante que vejo é sua arrogância sem precedentes, você não pode analisar tudo e achar que as coisas devem acontecer como quer. — Byakuya pressiona mais sua lâmina contra a de Kunrei.
– Eu posso sim... Tanto que planejei a morte de sua esposa. — Ele sorri.
Apenas para ver os olhos de Byakuya se enxerem de ódio.
– DESGRAÇADO! — O capitão joga o corpo pressionando ainda mais as duas lâminas. — Não ouse falar sobre a minha esposa!
– Não ouse? — Kunrei ri. — E quem é você para ditar as ordens Kuchiki Byakuya? — O homem começa a sobrepujar o ódio do capitão com sua força empurrando a lâmina de volta. — Eu faço o que quiser, falo de quem quiser e... — Os olhos de Kunrei mudam se tornando mais afiados. — EU MATO QUEM EU QUISER!
O revolucionário joga Byakuya com a pressão de seu poder, o capitão se arrasta no chão dando uma cambalhota e ficando de joelhos parte outra vez para o choque de lâminas que se tornam mais violentos e poderosos.
– Kuchiki Hisana era um verme! Um parasita se apossando da casa e nome de nossa família e você foi o culpado por coloca-la naquele meio sem perceber que a jogava direto na boca de predadores! — As lâminas cintilavam a cada choque fervoroso.
– Hisana era minha esposa não importasse a origem sua nobreza não precisava estar no sangue! — Byakuya perdia a razão, ele cabeceia Kunrei e pisa em seu peito fazendo-o arrancar terra do chão enquanto arrasta os pés, o homem olha um pouco surpreso de volta, mas Byakuya já voava em sua direção com a espada em riste.– Sua nobreza estava em sua face delicada! — O primeiro golpe de Byakuya abre a defesa de seu inimigo que com a face exposta leva um soco.– Estava em seu sorriso cálido! — Ele chuta o queixo de Kunrei que ergue no ar.– Na sua bondade! — Byakuya gira o corpo e desfere um chute giratório em Kunrei que voa arrancando terra do chão, o nobre capitão gira sua lâmina com a ponta para baixo.– Sua nobreza estava no amor que ela me dava e que você roubou de mim! — Exclama e larga sua lâmina no chão.– BANKAI!
As enormes lâminas surgem do chão e despencam sobre Kunrei como uma cascata de pétalas de rosas afiadas cobrindo-o por completo e explodindo fazendo a Seireitei tremer.
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QFVDC — Crônicas — Black Blade
A estratégia em deixar Ichigo nervoso havia dado certo e agora ele parecia previsível demais para Karazu que não apenas calculava por onde sua lâmina passaria como contra atacava com eficiência que a cada corte cansava Ichigo ainda mais.
– Não... Não... — O ruivo cerrava os dentes olhando na direção da Central 46.
– Dez minutos e tudo o que existe mantendo a Central 46 em pé será feito em pedaços, então todo e qualquer plano que exista para impedir o Senhor Kunrei será em vão. — Karazu fitava Ichigo.
– Não vou deixar! — Ele corre na direção do soldado revolucionário com a espada em fúria, Ichigo desfere vários cortes em uma velocidade impressionante, mas seu adversário esquivava de todas por causa da sua falta de paciência, mesmo lutando com sua bankai e a máscara hollow aquilo parecia ainda não fazer a diferença no embate. — Por quê? Por quê?!
– Por que não consegue me vencer? Simples, porque você não pode, eu sou o soldado mais poderoso sob ordens de meu senhor e ele jamais deixaria que Kurosaki Ichigo enfrentasse alguém de menor calibre, mesmo que você não tenha mais preocupações que restrinjam o seu poder eu também não tenho mais nada que me impeça de fazer o mesmo, você não foi o único que se segurou em nossa última luta.
– Gah! — Ichigo leva um soco e gira nos calcanhares para trás levando uma sequência de golpes devastadores que começam a pintar seu rosto em vermelho.
– Kunrei-sama é um homem revolucionário, um guerreiro sem precedentes que ficará gravado para sempre na história da Soul Society como aquele que mudou as concepções do mundo, que abriu os olhos daqueles que cegos pela corrupção e poder andavam sobre os cadáveres daqueles que nada tinham em vida e da mesma forma continuavam a não ter na morte! — Karazu batia no ruivo com muita raiva a cada palavra que saia de sua boca e por fim o arremessa no chão cravando sua espada em seu estômago e pisando em seu rosto.
Ichigo estava muito machucado e segurava o pé de seu inimigo que amassava seu rosto, ele conseguia ouvir claramente as palavras de Karazu.
– Vocês que nunca sentiram o gosto da miséria jamais compreenderiam a grandeza de nossos atos.
– E nem quero entender... — Ichigo começa a forçar os pés de Karazu para cima. — Se a lição que a miséria de vocês ensinou é a de espalhar caos e destruição no mundo, dor e sofrimento como um testamento daquilo que viveram então eu nunca vou querer compreender o que é essa miséria! — Ichigo explode sua reiatsu e Karazu pula para trás, o ruivo se ergue cambaleante e o encara limpando o sangue na boca. — Sua miséria não passa de uma vingança cega que traz sofrimento não apenas àqueles ao seu redor, mas a si mesmo... E eu não posso permitir que continue com isso!
– Dois minutos minutos Kurosaki Ichigo já é tarde demais! Não há mais nada que faça que seja capaz de impedir o pior!
– Mesmo que eu não consiga... Terei de fazer o meu melhor em diminuir as chances de vencerem essa guerra... — Ichigo ergue sua espada e uma reiatsu negra começa a cobrir seu corpo.
– Impossível! Você vai...!?
Uma roupa negra feita de reiatsu veste Ichigo cobrindo seu peito de ataduras e marcas tribais que sobem até o antebraço, os cabelos do shinigami crescem e seus olhos se tornam carmesins.
– Seu grande tolo, se usar esta habilidade nas atuais condições não apenas perderá toda sua reiatsu como a própria vida!
– Por que parece surpreso? Pensei que o seu objetivo fosse nos impedir...
– TSC!
Karazu fica atônito e embora não demonstrasse ele sabia que receber aquele golpe de frente o jogaria no vazio do esquecimento.
– Mas não se preocupe meu interesse não está em você...
Ao dizer isso Ichigo se vira em direção à Central 46 e Karazu olha surpreso.
– Não pode ser você pretende impedir a explosão suprimindo-a com sua própria reiatsu! Maldito!
Ichigo não dá importância à exclamação de Karazu e desfere seu ataque sem hesitar.
– MUGETSU!
– Não!!!!
Karazu pula na frente de Mugetsu, mas ele evapora como uma gota dágua no asfalto quente enquanto a trilha negra de reiatsu pura e intensa devasta tudo o que encontra no caminho levando incontáveis construções e tanto inimigos quanto aliados até atingir a base da Central 46 no exato momento da explosão se chocando com a energia de Ichigo que forma uma redoma negra suprimindo o calor e se comprimindo até formar uma explosão menor que leva os soldados que Kunrei que estavam ao redor impedindo que a passagem subterrânea da prisão central fosse destruída jogando vários escombros ao redor.
A reiatsu de Ichigo começa a diminuir e a energia que cobria seu corpo evapora como uma casca vazia o deixando muito debilitado, ele cai de joelhos sorrindo.
– Feh... Minha mulher vai ficar furiosa comigo...
As pálpebras de Ichigo ficam mais pesadas e ele tomba inconsciente completamente sem forças.
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Final Fantasy — The Black Mages — Dancing Mad (FF VI)
Hisana ao lado de Kaien vigiavam enquanto sua mãe e irmã eram curadas por Unohana, eles sentem a reiatsu calibrosa de Byakuya e se viram assustados.
– Tio... — Kaien sussurra.
– Hisana...
A jovem se vira e Kaien também acompanha a voz.
– Mamãe! — Exclamam se ajoelhando ao seu lado.
Rukia se levanta vagarosamente com a ajuda de Kaien.
– Mamãe não se esforce a senhora estava muito... — Hisana falava.
– Eu estou bem minha filha... — Rukia responde. — Estou apenas cansada, você sabe como minha bankai exige muito de mim.
– Mas, mas!
Rukia toca gentilmente em seu rosto.
– Não se preocupe você sempre foi muito nervosa minha filha, se acalme um pouco.
– Eh?
Kaien e Unohana riem, Hisana fica com as bochechas coradas.
– Ah... — Ela fica de cara emburrada. — É claro que eu estou nervosa, a senhora já se olhou no espelho para ver como está?
– Já estive pior, acredite.
– Mamãe, nós conseguimos derrotar um homem bem grandão e a Masaki usou um poder incrível!
– É mesmo meu amor? Estou muito orgulhosa de vocês. — Rukia sorri e abraça seu menino, mas o cansaço a vence e ela vagarosamente com a ajuda de Unohana se deita outra vez.
– O que nós vamos fazer mamãe? Há reiatsus sumindo em todos os lugares e eu estou muito preocupada com o papai e com o tio Byakuya. — Hisana pergunta.
– ... Não podemos interferir nas lutas de seu pai e seu tio, eles estão em um nível diferente do nosso.
– Mas eu quero ajudar o papai. — Kaien entristece.
Rukia sorri.
– Eu sei meu filho, mas às vezes estar longe e torcendo por aqueles que amamos é uma ajuda muito maior do que se imagina.
– Tá... Ele não parecia muito convencido.
Repentinamente eles sentem a pressão esmagadora da reiatsu de Ichigo e imediatamente reconhecem o que aquilo significava.
– Mamãe isso é?! — Hisana parecia ter visto um fantasma.
Ela suava frio.
– Ichigo... Ele vai usar Mugetsu!
– A senhora não o tinha proibido de usar?! — Kaien comenta também surpreso pela energia que sentia.
– Mesmo assim... Ichigo jamais usaria este ataque se não sentisse que é extremamente necessário arriscar tudo o que tem... Algo muito sério deve ter acontecido...
Eles vislumbram boquiabertos a grande muralha de reiatsu negra devastando uma parte da Soul Society até atingir a Central 46 formando uma explosão negra comprimida e desaparecendo em seguida.
– A Central 46?! — Hisana estava confusa.
– Kurosaki-san deve ter feito isso propositalmente para evitar alguma coisa... — Unohana falava, mas logo tira suas conclusões. — A Prisão Central...
– Entendo... — Rukia sabia o que ela pretendia dizer.
– Mamãe eu vou atrás do papai ele vai ficar completamente vulnerável depois disso, se o inimigo descobrir ele estará em sérios apuros! — Hisana não pede, apenas avisa e sai correndo.
– Espera por mim! — Kaien a segue logo em seguida.
Unohana sorri.
– Eles cresceram bastante não é mesmo Rukia-san?
– É... Não são mais aqueles bebezinhos que a senhora ajudou a vir ao mundo. — Ela responde com um sorriso.
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Byakuya olha impressionado para o rastro de destruição causado pelo cunhado, mas logo sua estupefação se torna preocupação ao perceber a reiatsu dele sumindo.
– Ele ficou completamente vulnerável... Alguém precisa ajuda-lo... Infelizmente não serei eu...
Ao dizer isso Byakuya se vira para os escombros feitos pela explosão de poder ocasionada pela sua bankai, um pedregulho rola no chão e fagulhas de reiatsu atravessam as frestas até voarem com a expansão do poder de Kunrei que estava cheio de escoriações pelo corpo e sangue escorrendo pela boca e testa.
– Estou impressionado, por um momento pensei que apenas jovens shinigamis cheios de entusiasmo eram movidos à emoção, mas nunca imaginei que seu poder pudesse me surpreender a este ponto.
– Você já cometeu muitos erros e eu pretendo me redimir dos meus. — Byakuya responde.
Kunrei sorri com escárnio.
– Shire, Kurimuzonku~īn (クリムゾンクィーン Rainha Carmesim).
A zanpakutou se torna totalmente vermelha e seu cabo coberto de espinhos.
– Finalmente pretende me levar a sério hum? — Byakuya posiciona sua espada.
– Você se tornou digno de respeito meu caro sobrinho... Mas também digno de sentir o temor...
Kunrei leva sua shikai em direção aos seus lábios e sussurra:
– Bankai...
A Soul Society nunca mais seria a mesma e Kunrei provaria à cardos e sangue que uma revolução era mais do que suficiente para mudar o destino de todo o mundo.
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Continua...
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NO DIVÃ COM A LYEEEEELLL!!!!!
EI cê tá na Fic errada! (*Chuta)
Tia Lyel Voltou!! Yurupiiii! Depois de 4 meses O_O...
Mas deixei meus motivos expostos e não podia deixar de voltar sem postar primeiro o capítulo de Retribution, pois tenho uma dívida com ele >_<.
É por causa desta dívida que anuncio que com o meu retorno nós vamos deixar QFVDC no cantinho ainda de férias enquanto a tia Lyel termina Retribution que provavelmente não passará do capítulo 15 tá? Não fiquem tristes, tia Lyel disse que ia voltar e voltou, mas para não ficarem tão chateados comigo eu tenho pelo menos uma notícia boa para dar a vocês, enquanto termino Retribution trabalho ao mesmo tempo de REedição de QFVDC desde o seu início, ou seja, se vocês forem dar uma olhadinha no primeiro capítulo de Crônicas tomarão um susto =X.
Crônicas está em qualidade excelente para aqueles que apreciam a boa leitura e vou logo avisando que vem com mudanças, não apenas trilha sonora e link de imagens, mas alguns diálogos foram alterados, outros acrescentados e alguns excluídos tudo em prol do bom aproveitamento do conteúdo da Fanfic, por isso se você acha que lembra de tudo da primeira temporada saiba que coisas novas estão presentes no enredo fazendo valer a pena reler, assim que terminar com Crônicas, farei a mesma coisa em Memórias e com isso espero não apenas remover os links que estão offline (minha conta do 4shared foi deletada =X), mas corrigir erros bobos que antes não conseguia enxergar por causa da memória fotográfica e tanto que se vcs ainda assim enxergarem algum coisa errada não esqueçam de avisar ok? quero cada vírgula em seu devido lugar desta vez. :D.
Outra novidade é que tia Lyel é oficialmente Cirurgiã-dentista agora (o/) e terminou o curso de atualização em prótese! Não passei no concurso que queria passar, mas nem tudo é perfeito né xD? O importante é não desistir e continuar tentando, uma hora eu consigo hehehe.
Galerinha venho aqui rapidinho para recomendar que leiam uma história muito boa chamada:
BLEACH: Darkness of the Past da Lady Michaelis
É uma história que tem tudo para dar certo, mas que poucos leitores estão dando o devido valor, Lady está reeditando a fanfic e apesar da inexperiência se esforça para postar um bom trabalho, por isso não custa nada dar uma olhadinha e deixar uma review para alegrar o coração da autora, a Fic é um pouco no estilo da minhas, então se você está habituado a acompanhar os meus trabalhos ler BDP é uma boa opção ok? E eu não estaria aqui arriscando meu nome se não reconhecesse o talento da autora :P.
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