Resumption
52 Capítulo 52
Notas iniciais
Pov – Clarie
─Posso leva-lo para casa quando ele acordar? – Pergunto a Denise que fechava o último curativo no ombro.
─Vai dar conta de fazê-lo ficar quieto? Por que Clarie os homens da sua vida são muito difíceis.
─Eles são, mas são perfeitos também. Eu posso cuidar dele, acho mesmo que ele vai se acalmar um pouco.
─Nesse caso tudo bem. Ele dormiu a noite toda?
─Como uma pedra, os dois. – Olho para Ben ainda adormecido no sofá. Falamos baixinho para não acorda-los.
─Nada de febre os ferimentos parecem em boa recuperação, a cor já voltou um pouco, o olho desinchou. Acho que ele caminha para a recuperação, uns três ou quatro dias de cama e estará pronto.
─Que bom. Então eu cuido de tudo. Obrigada Denise, você é um grande presente para esse grupo.
Ela sorri, toca meu ombro e me pede com os olhos que a acompanhe até a varanda. Sigo com ela e fechamos a porta quando chegamos do lado de fora. Ventava e cruzo os braços me protegendo do frio.
─Clarie eu realmente não quero me intrometer na sua vida. Acontece que cheguei aqui com o Spencer e me sinto meio responsável por ele. Queria me desculpar pelo comportamento dele com você.
─Não precisa. Não acho que ele volte a me incomodar e não acho que tem qualquer motivo para se sentir responsável. Ele não tem nada a ver com você ou Amber.
─Spencer acho que era um tipo de homem mimado que tinha tudo que queria antes do fim do mundo, acho que não se deu conta realmente de como as coisas são agora. O modo como ele tratou você foi inaceitável e avisei a ele.
─Eu fui boba em ter medo, depois percebi que ele era só um idiota mimado e o coloquei em seu lugar. Estou bem, o Daryl está, resolvemos nossas questões, acho que de algum modo torto isso mais ajudou que atrapalhou.
─Ótimo, e depois do soco que levou ele deve ter entendido que não se brinca com a vida das pessoas. Está com metade do rosto inchado e roxo. Foi correndo me pedir cuidados. Pela primeira vez recusei um paciente. Mandei que se virasse.
─Daryl acertou ele? – Não sabia disso, penso como me sinto e simplesmente não me importo.
─Sim. Um bom soco. Mas apenas isso, achei que seria pior. Se quer mesmo saber acho que suas palavras o feriram muito mais. – Sorrio vitoriosa. Que bom que pude mostrar a ele como me sinto. – Eu vou ver a Amber. Tenho que tentar acalma-la um pouco, ela está furiosa com Enid.
─OH! Mas eu também estou. Nem quero dar de cara com ela tão cedo. Ela colocou em risco tudo que mais me importa no mundo. Minha família.
─Penso que ela pode estar desenvolvendo algum quadro clinico de depressão ou qualquer coisa do tipo. Ninguém passa por tudo isso impune e ela não tem mais nenhum laço. Um parente, amigo próximo. É sozinha.
─Eu sei. Por isso passei por cima do que ela fez. Mas ainda quero distância.
Denise suspira. Olha para a rua gelada. Arruma a gola do casaco.
─Bom. Já tirei o soro e refiz os curativos, deixei um kit pronto para você. Pode leva-lo para casa e se algo mudar me chama. Vou indo.
─Obrigada. – Digo mais uma vez. Ela acena e segue para casa. Volto para dentro. Benjamin estava na cama com Daryl uma mão em sua testa muito concentrado.
─Onde estava mãe?
─Aqui na porta, fui agradecer a doutora.
─Meu pai não tem febre e já acordei ele. – Sorrio, Ben está decidido a manter Daryl de olhos abertos.
─Obrigada Ben. – Caminho até a cama e meus olhos encontram os dele. Daryl me dá um leve sorriso. – Como se sente?
─Ainda está toda suja de sangue. – É sua resposta inconformada.
─Você também. – Digo me sentando a seu lado, ele segura minha mão. – Denise disse que podemos ir para casa.
─Ótimo, então vamos.
─Acho que vou pedir ao Rick...
─Eu consigo andar Clarie. Não é tão longe. O Rick já me arrastou até aqui.
─Achei que era isso que faziam.
─Posso ajudar? – Ben pede.
─Pronto, o Ben me ajuda.
─O Ben? Ok. Vou conseguir um carro. São dois quarteirões. Não sai daí até eu voltar. – Não espero por uma resposta. Deixo a enfermaria e sigo em busca de Rick. Encontro Aaron na porta de casa.
─Estava indo ver o Daryl. Como ele está?
─Melhor, pode levar a gente para casa de carro?
─Claro. Vamos. Imagino que ele está insuportável.
─Imagina certo! – Respondo quando entrava no carro a seu lado. Dois minutos depois paramos na porta da enfermaria. – Está bem humorado para aguentar as reclamações?
─Não se preocupe. – Ele brinca. Quando entramos Daryl está sentado na cama. Vestido e calçado.
─Não disse que ajudava mãe. Calcei o sapato no meu pai.
─Obrigada filho.
─Uma ajuda? – Aaron oferece e então Rick entra com Carl.
─Sabia que não te encontraria deitado. Que susto nos deu. – Rick diz apertando sua mão. – Pelo menos serviu para termos ideia das coisas lá fora. Como se sente?
─Estou bem. Já fiquei pior.
─Duvido. – Rick diz rindo. – Indo para casa?
─Finalmente. Não sei porque me trouxeram para cá.
─Era mais perto. – Rick responde trocando um olhar com Aaron. – Ajudamos você apesar de não precisar de ajuda.
─Isso o carro está na porta. – Aaron avisa. – De carro não faz esforço e acabamos com isso de uma vez.
Suas palavras deixam Daryl sem opção, ele não gosta de ser um problema, de precisar das pessoas, então quanto mais rápido acabar melhor para ele.
─Os lobos acabaram. – Daryl avisa. – Os caras estavam esperando a chegada de Travis e os outros. Receberam uma mensagem que o grupo vinha dominar uma comunidade aqui, acharam que eles estavam a caminho. Não imaginavam que já tínhamos dado fim a eles.
─Será que estamos mesmo livres deles? – Rick pergunta preocupado.
─Tenho certeza que sim. Com esses lobos não temos mais que nos preocupar. Mas precisamos ficar de olho. Eles podem ter deixado armadilhas naquele estilo deles. Todo cuidado quando alguém for lá fora. É bom avisar.
─Vou reunir as pessoas que vão lá fora e avisar. Agora vamos para casa.
Daryl se põe de pé, demora para ficar pronto para caminhar. Sinto pelo seu olhar que está com dor. Mas depois de dois passos já se sente mais firme e caminha com a ajuda de Rick e Aaron. Eu e Ben os seguimos.
─Levem ele eu vou andando com o Benjamin.
─Não mãe, eu vou com meu pai para ver se ele não tem febre. – Benjamin avisa quando chegamos na porta do carro depois de toda dificuldade que é descer meia dúzia de degraus.
─Vem Ben. – Daryl o chama com uma mão que apoia em seu ombro.
─Vejo vocês lá então. – Caminho em direção a casa e quando chego Rick e Aaron ajudavam Daryl a subir os degraus, Ben abre a porta fica segurando para que o grupo passe, quer de todo jeito ajudar e me emociona ver como aquele garotinho irritado e isolado só precisava de um pouco de amor.
─Obrigado. Eu me vido daqui. – Daryl avisava quando chego na sala.
─Melhor a gente te ajudar de uma vez a chegar no quarto. – Ele me olha pensando em recusar, mas meu olhar firme o impede e gosto de saber que tenho algum poder sobre ele. Quando chega no quarto finalmente livre de ajuda ele suspira grato.
─Volto mais tarde quando estiver descansado. – Rick avisa.
─Eu também venho mais tarde. O Eric está preparando uma torta para você. – Daryl me olha com um sorriso cínico, se diverte o idiota. Aaron olha de um para o outro. – O que? Não gosta de torta?
─Amo! – Daryl me provoca.
─Bom então até mais tarde. – Os dois descem as escadas e Benjamin senhor da casa os acompanha.
─Acho que o Aaron pensa que não sei cozinhar ou deve estar te achando muito magrinho. – Eu podia ignorar, mas é mais forte que eu.
─Deus me livre de alguém descobrir essa sua implicância. – Ele reclama rindo. Ben volta correndo pela escada.
─Pronto. E agora o que eu faço?
─Agora vai tomar um banho e fazer sua lição, enquanto seu pai toma banho, depois preciso que fique aqui cuidando dele para mim.
─Sim. Eu posso fazer isso. – Ele se anima e deixa o quarto correndo. Eu coloco roupas para Daryl e para mim sobre a cama.
─Vamos?
─Como assim vamos? Não vai me dar banho, sou bem crescido, posso fazer isso sozinho.
─Quem começou com essa história de economizar água foi você. E preciso de um banho e ajuda para todo esse sangue seco grudado em mim.
─Clarie...
─Levanta o pé para eu tirar seu sapato. – Bato em sua perna, ele pragueja e resmunga e vai repetindo tudo a cada pedido meu e não para até estarmos nus os dois sob o chuveiro.
─Não é boa ideia Clarie. – Ele reclama e sorri. Acho a ideia muito boa. O tiro no ombro o impede de erguer o braço e começo a lavar seu cabelo. – É sério Clarie. A ideia é bem ruim.
─Porque? – Pergunto quando ajudo com os dedos a água a tirar a espuma de seus cabelos. – Já estivemos aqui juntos.
─Por isso. As recordações e você sabe. Só tomar banho. Não sei, não é para mim.
─Não resiste? – Brinco esfregando seu peito para tirar algumas manchas de sangue.
─Realmente não.
─Por que é um homem?
─Por que é você. – Ele me diz e meu coração descompassa.
─Bem que podia me beijar. – Eu digo e ele nega.
─Nem pensar... Beijos nesse caso são tortura. Começo a sentir saudade dos lobos me torturando.
Meu coração dói com a recordação. Nunca vou me esquecer das cenas que presenciei tentando ser forte. Com medo de estar assistindo sua morte. Ele afasta meus cabelos molhados.
─Desculpe. Não quis que lembrasse de nada. – Ganho um leve e casto beijo, depois ele se afasta. – Pronto. Estamos limpos. – Ele passa a mão por meu queixo com sabonete, me puxa para molhar o local. – Agora sim. Nada de sangue. Obrigado pela ajuda.
─De nada. Foi muito bom.
─Mas o próximo venho sozinho.
Ele diz desligando o chuveiro e acabando com a minha diversão. Estendo uma toalha a ele.
─Não pode. Precisa de mim para lavar o cabelo amor. Não consegue erguer o braço.
─Que apodreçam!
─Se apodrecer vou ter que cortar.
Ele faz careta. Olho um momento para ele se secando, Daryl para o que está fazendo e me vira de costas pelos ombros.
─Sem contato visual. Para de me torturar. – Me visto de costas para ele sem parar de rir. Quando me viro de volta ele estava com calça e tentando colocar uma camisa.
─Sem camisa Daryl tenho que fazer um curativo. Dois na verdade. – Pego a toalha caída a seu lado e começo a passar em seu cabelo, ele me envolve a cintura. – Não queremos que fique doente.
─Está cheirosa. – Ele diz me beijando de leve mais uma vez. – Chega! – Ele diz me empurrando de modo delicado. Benjamin bate na porta. – Olha o menino. Entra!
─Que fujão. – Brinco feliz por deixa-lo mais leve. Mancando e com a mão no abdômen ele caminha uns passos para se deitar. Ben pula na cama. Assim que Daryl se deita toca sua testa.
─Como estou?
─Sem febre. O que a gente vai fazer agora?
─Não tenho ideia. Sou um refém aqui. Pergunta para sua mãe.
─Vão dormir. Conversar, o que quiserem. Vou fechar os ferimentos e descer para preparar o jantar. Lavar roupa e... – Daryl me segura o braço quando começo a remexer no kit de primeiros socorros.
─Não pode só ficar quieta um pouco? Eu sei que deve ter passado boa parte da noite acordada e a outra parte dormindo em uma cadeira. Não gosto de precisar de você. – Meus olhos entristecem. – Mas preciso, posso admitir isso e acredite é ir bem longe para mim. Agora pedir ajuda quando não quero fazer isso para alguém que mal se aguenta de pé será mesmo um inferno.
Ele tem razão, sei que é difícil para ele estar dependente, sei o quanto ele não está preparado para nada disso e realmente me sinto um tanto cansada.
─Você está certo. – Posso ceder um pouco por nós. Nada é tão urgente que não possa esperar umas horas. – Vou fechar isso e me deitar um pouco.
Fecho os ferimentos. O do ombro é um pequeno buraco de bala, tem dois pontos fechando, o do abdômen é bem maior. Oito pontos e está bem feito, não foi tão superficial como ele acredita. Só posso mais uma vez ser grata por não ter pego nenhum órgão.
─Pronto. Quer colocar a camisa agora?
─Não, estou sob as cobertas. Estou bem. Vem deitar. – Sorrio. Guardo o kit e quando caminho para cama Ben desce rápido.
─Onde vai pequeno duende? – Ben nos olha confuso, tem um olharzinho pidão que me dá vontade de aperta-lo.
─Vocês vão dormir. – Ele se explica a Daryl que me olha com um leve sorriso.
─E se eu tiver febre? Quem vai ficar de olho nisso? Acho melhor deitar ai do lado da Clarie e ficar de olho em mim.
─Tá bom então eu fico. – Ele se deita ao meu lado mais que depressa. Arrumo suas cobertas. Depois me viro para Daryl e faço mesmo, ajeito suas cobertas.
─Não faz careta o combinado é que te deixo cuidar de mim se me deixar cuidar de você. – Ele afirma. Me puxa para seus braços. Solta um gemido com o movimento. – Sinto que não vou ser caçada na cama.
─Não vai. Por uns dias vai ter que vir sozinha. – Ele brinca. – Boa noite Ben.
─É de dia ainda pai.
─Eu sei, estamos enganando a Clarie, assim ela dorme e deixa a gente em paz um pouco.
─Um dia ainda vai querer me dar banho, sinto que esse dia vai chegar e você vai ouvir um sonoro... – Ele me olha, os olhos azuis sorrindo para mim. Meu Dixon perfeito em seus mil defeitos.
─Um sonoro? – Ele questiona.
─Um sonoro, estou indo amor. Agora mesmo. – Rimos os dois. Depois sinto um cansaço insuportável me invadir, meus olhos pesam e adormeço quase que instantaneamente.
─Os lobos estavam vindo me pegar? – Acordo com a conversa sussurrada de Ben e Daryl. Não abro os olhos, ainda sinto um certo esgotamento e tudo parece bem e só quero ficar assim quietinha ouvindo os dois.
─Não. Eles queriam Alexandria. Estavam esperando o Trevis.
─Que burros né? – Daryl ri. – Deixa eu ver se tem febre. Nadinha.
─Que bom. Assim amanhã já posso sair da cama. – Sem chance, eu penso de olhos fechados.
─Se a minha mãe deixar.
─Ela é muito chata. – Daryl reclama.
─Não é não. Acho ela bem legal e bonita.
─Isso ela é. A mais bonita que já vi.
─Por que ela está dormindo tanto?
─Por que ela foi muito corajosa lá fora. Matou um montão de zumbis. Depois cuidou de mim a noite toda. Agora ela vai descansar.
─Quer que eu pego mais um pedaço da torta do Eric para você?
─Eric? – Abro os olhos completamente desperta. – Eric esteve aqui? – Pergunto me sentando.
─Sim, como Aaron. Trouxe torta e eu e o Ben já comemos. Sinto muito, mas seu amigo já me alimentou. – Ele provoca.
─Bobo! – Passo a mão no rosto, arrumo um pouco os cabelos e olho pela janela. – Isso é um fim de tarde? – Eles afirmam. – Dormi o dia todo?
─Dormiu.
─Não acredito nisso. Está bem? Precisa de alguma coisa?
─Não mãe eu cuidei de tudo, dei torta para o meu pai e agua e abri a porta para o Aaron e o Eric e depois fechei e já comi e vi toda hora se meu pai tinha febre e não tem.
─Ainda bem que ele tem você. Já que pelo visto não sirvo para nada.
─Deixa de ser boba. Agora fico mais tranquilo de pedir ajuda. Vai comer alguma coisa.
─Eles demoraram?
─Cinco minutos.
─Vieram aqui no quarto te ver e não acordei?
─Sim. Para de se preocupar com isso. – Daryl me faz um carinho no rosto. – Está mais corada. De manhã estava com um ar cansado de dar medo.
─Eric mandou dizer que está de olho em você. – Benjamin me avisa. A frase me desperta. Ele não esqueceu. Eu sim. Apaguei a história da gravidez da mente mais uma vez. Essa fuga absurda não serve de nada. Cedo ou tarde vou ter que lidar com isso. Tarde eu decido saindo da cama. Não hoje. Nem amanhã, talvez quando Daryl sair dessa cama. Um problema de cada vez.
─Vou ver se essa torta vale a pena. Depois vou cuidar dos meus afazeres. – Sigo para o banheiro. Quero lavar o rosto e despertar.
A torta é mesmo muito boa. Tenho que admitir e acabo com dois pedaços em cinco minutos. Dormir da fome. Depois me sinto ótima. Lavo nossa roupa, minhas luvas são agora parte do meu cotidiano e quero que sequem logo. Volto para cozinha e preparo um purê de batatas e abro duas latas de atum. É o bastante depois de toda a torta que comeram.
Quando volto ao quarto Daryl dormia e Benjamin fazia lição. Ele me sorri, um sorriso tão tranquilo e verdadeiro que meus olhos marejam. Quase perdemos tudo. Me sinto explodir de felicidade.
─Eu na escola amanhã?
─Vai. Não se preocupe que cuido da febre do seu pai. Está com fome? – Ele nega. – Então deixa eu ver como andam essas suas lições.
Pego seu caderno, ele vai me mostrando tudo. Tem uma boa letra. As lições estão todas certas. Sorrimos um para o outro.
─Agora eu posso acordar meu pai?
─Não precisa.
─Eu não gosto quando ele fica de olho fechado, tenho medo.
─Não precisa. Seu pai está ótimo Ben. Não tem chance dele morrer.
─Nenhuma chance. – Daryl diz abrindo os olhos. – Vou até jantar na mesa da cozinha.
─Vai ficar onde está. Me fez me apaixonar por você Daryl, agora tem que lidar com meu amor e com o medo que temos de perder você. Isso é seu problema agora. Então não pode ignorar isso e nos deixar preocupados.
─Ninguém pode dizer que não tentei. – Ele diz desistindo da briga. Pisco para Benjamin.
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