Resumption

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Oieee. Hoje eu estou muito feliz! Você não param de ser perfeitas comigo. Amo isso. Recebi não uma, mas DUAS recomendações aqui e quase chorei de emoção, é tão bom ter esse trabalho reconhecido, recer esse carinho. Então STELA Muito obrigada, achei muito carinhoso da sua parte, me emocionei. Sei que gastar um pouco do seu tempo escrevendo uma recomendação é uma grande prova de carinho. THAATY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! amo você, eu digo isso quase todo dia, mas é a mais pura verdade. como vivo sem minha parceira de capa e conselho? Adorei a recomendação, adoro que está aqui desde sempre! Sem palavras. OBRIGADA!!!!! Esse capítulo é para vocês! BEIJOS

Pov – Clarie

Ele disse que se apaixonou, que sou perfeitinha, e que vai ficar sempre bem perto, que nada vai me ferir. Caramba! Ele disse coisas bem bonitas, e foi carinhoso, muito, não imaginava que era daquele jeito quando gostamos da pessoa.

Sexo é a pior e a melhor coisa do mundo, mas acho que só com ele é a melhor coisa do mundo, todo o resto foi nojento, achei que na hora eu nem fosse sentir nada, tolice, se já me derretia toda só com os beijos, como podia ser menos que isso? Não foi, foi mil vezes melhor que os beijos. Por isso as pessoas se casam, porque depois que começam a se sentir assim só querem viver sentindo.

Olho em volta, esse agora é meu quarto, que divido com meu namorado Daryl Dixon, essa parte deixou ele nervoso, mas acho que só porque ele tem um pouco de vergonha. Vou tomar bastante cuidado, nada de ficar agarrando ele na frente dos outros.

Vai ser do jeito dele, ele que vai decidir isso, quando não estivermos no quarto vou ficar no meu canto, para ele não se sentir envergonhado, não quero que ele desista de mim. Preciso cuidar de tudo, assim ele sempre vai estar comigo.

Ao mesmo tempo que agora quero muito viver, estou pronta, se morrer foi mesmo perfeito e todo sofrimento valeu a pena.

Daryl se move dormindo, vira de costas, seu rosto em minha direção, é bonito, muito bonito, suas costas ficam a mostra e vejo as cicatrizes, forço um pouco a visão.

Me lembro da pequena e rápida história sobre sua família, a mãe morreu, mas o pai... Entendo só de olhar, foi ele, o pai de Daryl fez aquilo, eu sei, simplesmente sei e entendo tudo sobre ele. Sobre o porque ele é fechado, entendo porque as coisas são difíceis para ele, quero tocar, dizer que estou aqui, ajuda-lo a esquecer.

Acho que não esqueceu, acho que está longe disso, meu coração se aperta, e descubro que meu amor é ainda maior. Me domina por inteiro, até assusta um pouco.

O que faço quando ele acordar? Como devo me comportar? Queria tanto acordar e ele estar aqui e agora ele está e não sei como tenho que fazer, como as garotas que namoram fazem.

Me arrumo ao seu lado, ele está espalhado na cama, ainda bem que sou pequena ou já estaria estirada no chão, a ideia me faz sorrir. De olhos fechados ele tateia a cama, será que me procura? Sua mão encontra minha cintura, num movimento ele me puxa para ele ao mesmo tempo que se vira de lado.

Nos encaixamos e isso é bom e engraçado, dormindo ele também é forte. Fecho os olhos aproveitando o contato, sinto seu nariz passar por minhas costas me causando arrepios, a mão que descansava em minha cintura começa a se mover espalmada, sobe lenta em direção ao meu seio.

Que jeito bom de amanhecer o dia. Será que vai ser sempre assim? Me movo para olhar para ele, seus olhos ainda estão fechados, metade do seu corpo está sobre o meu e agora seus lábios estão em meu pescoço, então ele para. Fica imóvel, abre os olhos. Olha para mim, depois para nossos corpos. Parece confuso.

─Nossa! Eu estava...

─Sonhando? – Digo quando ele sorri apoiando a cabeça na curva do meu pescoço. Ele afirma. – Pareceu um sonho bom.

─E era, mas acho que estou gostando mais de estar acordado. – Ele continua a me tocar, as mãos passeiam por meu corpo, os lábios seguem seu caminho por minha pele, meu corpo respondendo cheio de desejo, aquilo é incrível, me sinto arder mais uma vez.

Ele se move mais, me beija longamente, me sinto bem livre, sem medo e participo daquilo, toco sua pele, me deixo levar pela emoção. Arquejo só com seu toque.

─Clarie... – As palavras que viriam depois ficam presas, não importa, apenas aproveito aquele momento perfeito, os movimentos aceleram, é tudo ainda melhor que na noite anterior. Ele sonhou com aquilo, sonhou comigo em seus braços, me sinto orgulhosa, e quando chega o clímax estou nas nuvens, depois ficamos quietos, apreciando o momento perfeito, ele me beija.

─Bom dia! – Digo sorrindo, ele ergue uma sobrancelha risonho, é lindo de ver.

─Precisa buscar suas coisas. Tirar do quarto da Sasha.

Gosto dele possessivo, ele se importa. E isso é tudo que preciso, afirmo e ele me beija mais uma vez.

─Acordei você? – Ele me pergunta e sorrio negando.

─Mas se tivesse acordado tudo bem. – Coro um pouco, ele me arruma em seus braços. – Eu estava aqui sem saber como devia me comportar e você resolveu isso.

Daryl ri, passa a mão pelo cabelo bagunçado, me arrumo mais em seus braços. Ele suspira. Olha pela janela, ainda era bem cedo.

─Tenho que procurar o Rick, tenho coisas importantes para tratar com ele, saber como está o Morgan. Dar uma olhada na moto, arrumar umas coisas.

Ele tem um dia cheio de coisas e para mim só mais um dia inútil.

─E eu não tenho nada, só mais um dia longo pela frente. Todos se encaixaram, menos eu.

─Você tem sim um trabalho, é recrutadora.

─Uma que fica aqui dentro enquanto você vai lá fora?

─Uma que vai na próxima vez que eu for.

Sorrio vitoriosa. Mesmo assim eu não sei quando vai ser isso e até lá fico sem ter muito o que fazer.

─O que eu vou fazer enquanto estiver aqui?

─Treinar, eu acho que tenho um professor incrível, vai gostar.

Daryl me olha, tudo bem treinar. Acho boa ideia.

─Está certo, eu posso fazer isso se acha importante.

─Ficar viva é seu trabalho, as coisas estão bem ruins lá fora, se não tivesse tanto medo de me separar de você nunca te levaria.

─Essas coisas que fica dizendo fazem meu coração bater forte.

─Não precisa ter medo.

─Não de medo Daryl. – Ele me olha e fico corada. – De... São bonitas, meu coração acelera, dizer que tem medo de se separar de mim é emocionante.

─Ah! – Ele diz apenas.

─O que é tão ruim lá fora? – Melhor eu saber se vou mesmo lá com ele.

─Tem gente lá, gente ruim, muito perigosa, gente...

─Como os canibais? Ou os policiais do Grady?

─Não Clarie. Monstros de verdade. Sem motivação eu acho, apenas a besta desperta dentro deles.

Me assusta ouvir, me aperto a ele, agora meu coração se contorce e sim é de medo.

─O que viu?

─Zumbis com a letra W na testa. Muitos. Gente que esteve viva e deu de cara com eles, marcados como gado.

─Isso é sério, encontramos um aqui perto, acha que esse grupo está perto daqui?

─Perto e longe. – Ele me diz e não entendo.

─Não sei se é um grupo grande que está por toda parte, ou um grupo menor que esteve por perto e agora está mais distante. Caímos em uma armadilha, uma de arrepiar, preparada por eles. Com detalhes bem sórdidos, muitos zumbis e todos marcados com esse W, Morgan nos salvou.

─Eu sabia! Se meteu numa grande confusão, eu sabia que não tinha nada de deu tudo certo.

─Estou aqui, o Aaron também, deu tudo certo sim.

─E se o Morgan não aparecesse? – Não quero chorar e parecer fraca, mas não consigo evitar.

─Sei lá, eu tinha dado um jeito. O que importa é que temos que ficar de olho, e que se sairmos lá fora...

─Agora que não fico mesmo aqui. – Nem quero pensar em um dia ele simplesmente não voltar.

─Eu sei, vai comigo, agora sei o que tem lá fora e vamos tomar cuidado.

─Ótimo.

─Mas vai treinar, se tivesse estado comigo... – Agora ele me abraça, beija meus cabelos, depois meus lábios. – Vamos, não dá para passar o dia aqui.

Assim que deixamos o quarto eu tomo o cuidado de me afastar um pouquinho dele, descemos, ele procura por Rick eu sigo para cozinha, preparo café, tem alguns biscoitos para serem assados e faço isso enquanto vejo pela janela os dois conversando.

Acho que para Rick Daryl conta todos os detalhes, sinto só pelo olhar de Rick, um arrepio percorre meu corpo.

─Bom dia. – Dou um pulo de susto e então lá está Morgan, abro um grande sorriso só de me lembrar que ele salvou Daryl, estou em dívida com ele.

─Bom dia Morgan. Estou assando biscoitos e o café está pronto. – Ele faz um ar surpreso, sim ainda não nos acostumamos com todo aquele luxo, imagino que ele então sem se fala. – Obrigada.

─Sorrisos, biscoitos e gratidão logo cedo. Que lugar é esse?

─Seguro é o que dizem, não sei bem. A gratidão é por ter salvo Daryl, se arriscou por um desconhecido.

─Toda a vida é preciosa.

─Sim! – Gosto de ouvi-lo, de olhar para ele. É uma figura carismática, um rosto honesto, sereno. – A dele então é muito preciosa para mim. Mais do que tudo.

─Então estou feliz de ter me arriscado. – Ele aceita a xicara de café que ofereço a ele. Depois tiro os biscoitos do forno. – Como fazem isso? Parecem muito bons.

─Eu realmente não sei, Carol faz isso, eu só coloquei no forno. São mesmo ótimos. – Pegamos um cada um, estão bem quentes e assopramos um pouco, sorrimos um para o outro.

─Morgan! – Daryl surge na cozinha, a besta nas costas, os dois apertam as mãos e Daryl pega um biscoito.

─Então eu a conheci. – Ele me aponta. Troco um olhar com Daryl. – Sabia que tinha um motivo para estar tão apressado. E acho que definitivamente é um bom motivo.

Sorrio, Daryl fica um pouco sem graça, mas afirma sem saber o que dizer.

─Rick me disse que não tem certeza se vai ficar?

─Ainda não sei se estou pronto. – Ele diz depois de mais um gole. – Mas ainda estou aqui.

─Sei como é, ainda não sei se eu estou pronto, nenhum de nós tem muita certeza. Tanto tempo lá fora.

Morgan afirma como se compreendesse. Depois olha pela janela, então vê minha lança encostada perto da porta, está ali porque sempre que saio da casa eu levo, ou levava, agora Daryl não acha boa ideia.

─De quem é essa lança? – Ele pega a arma, olha para ela, sente o peso, as lanças.

─Minha.

─E eu a achando uma mocinha indefesa. Boa arma.

─Ela é. – Daryl se apressa, não gosto de ouvir isso. – Está treinando, mas não sabe o bastante, encontrou a lança faz pouco tempo. Pensei que podia quem sabe ajudar.

─Treina-la? – Ele me olha, olha para lança. – Quer mesmo isso? Quer ser boa com isso? Precisa?

─Sim. Eu quero, não quero ser boa em matar, acho que ninguém quer, mas eu preciso, tem pessoas que quero que sobrevivam, pessoas que me importo, tem pessoas lá fora também, gente que não sabe sobre esse lugar, mas que poderia estar sob a proteção desses muros. Quero ajudar a encontrar essas pessoas.

─É um bom motivo. Me convenceu. Não sei quanto tempo eu vou ficar, se vou ficar, mas hoje eu estou aqui, então enquanto eu estiver aqui podemos treinar.

─Obrigada.

─Mas sou linha dura! – Ele me avisa. Olho para Daryl, ele dá de ombros. – Se o marido aprova então vamos aprender a viver.

Marido quase faz Daryl engasgar, mas se ele não desfaz o mal-entendido eu que não vou fazer isso, primeiro porque me sinto segura sendo a mulher dele, faz parecer que as pessoas não podem se aproximar. Depois é bom e pronto, era o que queria ser.

─Falei com o Rick. – Daryl avisa a Morgan. ─Sobre as coisas lá fora, sobre aquele seu encontro com os lobos, e todo o resto.

─Bom. Vocês têm muita gente aqui. Crianças. – Ele olha Judy pela babá eletrônica. – Filha do Rick?

─Sim. – Morgan pensa um momento, depois olha para Daryl. – As coisas estavam quentes por aqui. Ainda não tive uma boa conversa com Rick, mas acho que está na hora. Vi o Carl, e a Michonne, é bom, são boas pessoas.

─Ele cresceu.

─Muito. Não foi fácil para mim. Me trouxe... – Morgan se cala, eu não sei sua história talvez um dia ele conte. – Vou ver o Rick. Quem sabe me encontro mais tarde, vamos ver... – Morgan estica o pescoço para olhar pela janela da cozinha. – Aqui atrás parece ótimo.

─Vou estar lá. – Afirmo decidida. – Duas horas?

─Perfeito.

Ele acena e nos deixa, Daryl me sorri, não me movo em sua direção como queria, apenas sorrio. Ele come mais um biscoito sentado no balcão.

Do nada a cozinha se enche de gente, Glenn, Maggie, Carl com Judy, Carol, todos conversando, Maggie me sorri, pisca contente ao ver meu rosto feliz. Acho que ela entende o que aconteceu.

─Vou treinar com o Morgan. – Conto a ela, que afirma meio incerta.

─Confia nele?

─Ele nos salvou uma vez. – Carol comenta.

─Era bem doidão na época. – Carl comunica colocando Judy no balcão ao lado de Daryl. Ela olha para cima e sorri para ele que sorri de volta.

─Tudo bem aí Bravinha. – Judy responde com um resmungo comprido, parece uma conversa. – Eu sei, eu sei. Que tal um biscoito para relaxar? – Ele dá um para ela que leva a boca contente. Carl sorri satisfeito.

─Vou fazer uma ronda lá fora, o Abraham quer buscar umas coisas lá no lugar de sempre, vou ver se está seguro.

Glenn comunica. Todos olhamos para ele, ainda está com o olho roxo, ele nos olha irritado.

─Estou bem pessoal, isso logo some e meu ombro está ótimo.

─Você fica. Eu vou. – Mich avisa. Olha para sala onde sua espada estava presa a parede. Caminha até lá, ficamos observando, com uma reverencia ela a retira, devolve as costas.

Definitivamente esse grupo não está pronto para uma vida pacata fechados em uma comunidade. Quero ser como eles, estar com eles, ou isso ou nunca vou estar à altura de Daryl Dixon.

─Vou com você. – Rosita surge na cozinha. – Tara está bem, acordou e o Eugene está com ela. Estou livre.

─Nos vemos. – Michonne diz deixando a casa seguida por Rosita.

Caminho para o quarto para arrumar minhas coisas enquanto o restante conversa na cozinha. Prometi a mim mesma que não ficaria grudada em Daryl, não quero que ele sinta qualquer pressão.

─Desistiu? – Ele me pergunta parado na porta do quarto de Sasha.

─Do que? – Pergunto fechando minha cochila, não tem muita coisa, apenas algumas roupas que juntei ao longo do tempo, e outras que estavam aqui quando chegamos e se tornaram minhas.

─De ficar no meu quarto.

─Nosso! – Digo ficando de pé e trazendo a mochila comigo. – Vim pegar minhas coisas.

─Me deixou lá em baixo sozinho. – Sozinho? Tinha meia dúzia de pessoas com ele e eu o deixei sozinho. Finjo não notar isso.

─Desculpe, não quis atrapalhar. – Ele pega a mochila de minhas mãos e leva para seu quarto, coloca na cama, depois caminha para mim.

─Vou ficar por perto nesse treino, não sei se gosto muito disso.

─Você pediu a ele.

─Vamos ver o quanto linha dura ele é. Se achar que é demais nunca vai dizer. Mas eu sim.

Sempre bem perto ele tinha dito, começo a achar que não era apenas figura de linguagem, bem perto queria dizer bem perto mesmo e simplesmente amo aquilo.

Descemos e seguimos para o ponto de encontro, eu com minha lança, Daryl com sua besta, ninguém a afasta dela. Se tivesse que escolher entre eu e a besta acho que perderia. Sorrio com a ideia.

─Que foi? – Ele me pergunta sentado ao meu lado nos degraus da varanda.

─Pensei que entre eu e sua besta eu perderia.

Ele olha para ela, move de um lado para outro, a encosta de novo no degrau a seu lado.

─Ela é importante, salvou algumas vidas, a minha muitas vezes, a de outras pessoas que me importo, mas está aqui para manter você viva, ela existe para você não deixar de existir.

─É isso, o tipo de coisa que faz meu coração acelerar e não é de medo.

Ele estava pronto para responder, mas então Morgan surge, traz um bastão com ele, para diante de mim, me olha firme.

─Está pronta? – Afirmo ficando de pé, levo a lança comigo.

─Sim. – Ele balança a cabeça em negação.

─Não está. Não está nem perto disso, mas um dia vai ficar. Postura errada. Falta de atenção, mente cheia de pensamentos. Temos muito a fazer Clarie. O dia mal começou.

─Então não vamos perder tempo. ─ Tento parecer decidida, no fundo acho que estou, ele dá um meio sorriso. Daryl cruza os braços e se encosta mais, deixa claro que não vai a lugar nenhum.

Notas finais
Obrigada!!! As coisas estão se desenhando para futuras aventuras. Espero que tenham gostado. BEIJOS