Resumption
21 Capitulo 21
Notas iniciais
Pov – Daryl
Não sei mais se é boa ideia Morgan treinar Clarie, ela está muito feliz, Morgan pareceu muito interessado, com toda aquela inocência dela ele pode.... Que ideia estúpida eu fui ter, nem conheço o cara.
Cruzo os braços me arrumando na escada, não arredo o pé daqui até ela acabar, que se dane se vão me achar um babaca possessivo.
Já vi que ela não quer muito ficar perto de mim, depois que deixamos o quarto sinto que tem qualquer coisa entre nós, uma leve distância que ela impõe. Eu devia adorar aquilo, mas acontece que estou odiando.
─Clarie vamos começar pela postura. – Morgan se aproxima dela, me olha meio de lado, mas segue em frente. – Coluna reta. – Ele espalma sua mão nas costas dela, o bastão encostado em seu corpo enquanto com a outra mão empurra seu ombro.
Precisa mesmo tocar nela? Clarie sorri. Precisa mesmo sorrir?
─Assim?
─Isso, agora deixo os pés perpendiculares... Isso mesmo, um pouco distantes para achar seu centro e te dar equilíbrio.
E os zumbis esperam enquanto isso? Não gostei.
─Joelhos levemente dobrados. Perfeito. – Ele sorri olhando depois de tomar alguma distância. – Grave a postura. Sinta seu corpo. Não pode esperar que os zumbis ou inimigos fiquem parados enquanto organiza sua postura. Isso tem que ser automático, quase como respirar. Vem aqui. – Ela caminha para mais perto dele. – Agora volte e se posicione como ensinei.
Clarie obedece, compenetrada me esquece sentado ali assistindo, não ganho nem mesmo um olhar.
─Assim? Fiz certo?
─Exato. Vem de novo, agora mais uma vez. Assim, essa deve ser sempre sua postura, falei treinar quero você assim.
Chato, ela vai enjoar logo, nem pegou na lança ainda, ele faz o estilo guru sensível, desnecessário.
Finalmente ganho um olhar dela, apresso um sorriso falso no rosto, o dela é largo e honesto, mas não dura um segundo, ela se volta para ele.
─Zumbis querem seu sangue Clarie, não te veem realmente, não estão preparados para você, é só carne, é muito mais fácil, não antecipam seus movimentos. – Discurso cansativo e muito lugar comum, todo mundo sabe disso. – Mas a fome deles é perigosa, além disso não andam sozinhos, pelo menos não na maioria das vezes, sinto que caçar em conjunto faz sentido para eles agora. Não acho que seja coincidência.
─Acha que eles estão evoluindo assim? – Ela pergunta entre interessada e assustada.
─Não importa, precisa apenas lutar. Mas precisa apurar seus sentidos, senti-los, se perde tempo se concentrando no que está na sua frente o que está do lado te ataca.
─Como faço isso? – É mestre ninja, como ela faz isso? Explica.
─Esqueça as pessoas Clarie. Não pense nelas, se estão vivas, se estão em perigo, apenas se concentre no inimigo, o pânico, a pressa, isso te mata, e mata quem quer proteger.
─Difícil!
─Necessário, mas vem com o treinamento. – Ela afirma, toda interessada. Reprimo uma careta. – Vá pegar sua lança, vamos ver como a segura para lutar.
Ela caminha dois metros até mim, sorri quando se abaixa ao meu lado e pega a lança, sorrio de volta, mas ela corre para a posição inicial.
─Onde aprendeu Morgan? – Clarie pergunta.
─Sem perguntas, e porque está pensando sobre isso? Porque está pensando sobre qualquer coisa que não seja ficar viva?
─Desculpe, vou me concentrar. – Toda educadinha, nem conhece o cara já está cheia de reverencias, curiosa sobre ele. Bem feito que ele não quer papo.
─Conhece algumas leis da física? – Guru ninja cientista.
─Não me lembro muito dessas coisas de escola.
─Tudo bem, vamos esquecer as leis da física, mas tem que entender que se segurar sua lança do modo certo ela fica mais leve, te dá mais força e rapidez.
─Como faço? – Ele se aproxima de novo, me movo um pouco, Morgan arruma sua mão no centro da lança.
─Algumas vezes vai usar uma mão só, outras as duas. Vamos treinar isso também.
─Ótimo! – Ela sorri de novo.
─Hoje só vamos nos concentrar em tirar a lança do ombro e acerta-la rápido na mão. – Clarie obedece, os dois passam vinte minutos repetindo exercícios, aposto que amanhã ela vai correr dessa chatice.
Então ele decide mudar os exercícios, começa com alguns movimentos de ataque, ela fica atenta e depois o imita, ele toca nela mais uma vez para corrigir sua postura no ataque, então mais meia hora de repetições, ela está mesmo gostando daquilo? Não estou acreditando.
Fico mais uma hora sentado ali, ela toda feliz, Morgan atencioso e sério tenho que admitir. Depois finalmente ele decide que estava encerrado.
─Por hoje chega, amanhã treinamos mais, isso já vai te dar muita dor nos braços e ombros.
─Muito obrigada Morgan.
─Amanhã, mesma hora, mesmo lugar.
─Vou estar aqui, quero muito ficar pronta.
─Vai ficar. – Morgan me acena, pega seu bastão e se afasta, ela volta para perto de mim, o rosto corado, um sorriso largo, se senta ao meu lado.
─Achou que fui bem?
─Foi. – Tento ser gentil, não sei fingir muito. Ela acho que sente.
─Fui uma droga, não precisa mentir para me agradar. – Entristece. Feliz Dixon?
─Ei, claro que foi bem, ele mesmo disse, elogiou um monte de vezes.
O sorriso volta, os olhos brilham, devia dizer que foi muito ruim e era melhor desistir, mas sua segurança está em primeiro lugar, não pretendo permitir que se ponha em risco para usar o que está aprendendo, mas é bom que esteja pronta.
─Vou entrar e ajudar no que for preciso. ─Ela me diz com um olhar delicado, meio perdido. ─Não tenho um trabalho como todos então posso arrumar e cozinhar, quem sabe cuidar da Judy. Disse que tudo bem de vez em quando.
─Disse. – Sim eu disse, vê-la com Judy me lembra Beth, e nada me tira da cabeça que passar seus dias cuidando de Judith talvez a tenha deixado despreparada para o que teve que enfrentar. – Mas não quero que seja sua responsabilidade, não mais do que do pai ou do irmão.
─Prometo, vou só ajudar em casa. – Ela se levanta sobe as escadas correndo e some para dentro, nem um beijo? Nada, apenas tchau e se vai?
─Vou achar o que fazer. – Digo a mim mesmo, até porque estou feito um grande idiota sozinho.
Vou para garagem de Aaron, quero fazer uma revisão na moto, se sair com Clarie não quero correr o risco de ficar sem moto. Se ela não achar que sair comigo é menos interessante que ajudar em casa e treinar com Morgan.
Começo meu trabalho, limpar desmontar umas peças. Um tempo depois Eric surge com uma bandeja.
─Cadê ela? – Me pergunta olhando para o banquinho vazio.
─Fazendo sei lá o que. – Responde voltando atenção a moto.
─Trouxe comida, Aaron me contou do sufoco, e sobre você se oferecer... Você sabe, aquela coisa toda. Obrigado. – Dou de ombros, ele sorri, coloca a bandeja na bancada e ocupa o banco. – Eu sei que talvez ache que não foi grande coisa, mas isso diz muito sobre você, fico feliz de ser você com ele lá fora.
─É isso que fazemos. – Já usei essa frase antes, em outro contexto, com um velho amigo.
─Pensei que a Clarie viria, está tudo bem com vocês?
─Eric isso não é algo que eu goste de falar.
─Ah! Claro, nem é da minha conta, desculpe, mas depois de tudo que ela passou, gosto muito da Clarie, seu coração é tão puro que parece que ela tropeçou e caiu no meio do apocalipse, não perdeu a doçura.
─Nem a inocência. – E isso me preocupa, acho que estou é com outro sentimento, não gosto nem de pensar, mas se for ciúme se tiver que brigar por ela... Não sei fazer isso.
─Acho que ela não sabe como fazer as coisas, adoro que ela é atrapalhadinha.
─Sim, ela é! – Acabo sorrindo.
─Vou te deixar trabalhar, cuida dela, Clarie é minha figura feminina. Uma linda!
Eric se levanta e me deixa. Não é o que tenho feito? Cuidar dela? E para que? Depois de uma noite perfeita e inesquecível, depois de dizer que somos um casal ela me larga solto e sozinho.
Como só quando não aguento mais de fome, volto a me enfiar no trabalho, espero por Clarie, anoitece, nada dela aparecer.
─Daryl? – Aaron surge, tem uma ruga de preocupação. – Ainda aqui?
─Sim. Muito barulho?
─Não, só que... Achei que é meio tarde.
─Me perdi no tempo, eu vou indo.
─Tudo bem? – Ele me pergunta quando limpava as mãos. – Brigou com a Clarie?
É isso que significa ser um casal? Tudo que acontece é culpa da nossa história? No caso no momento é mesmo, estou bravo, queria que ela ficasse perto de mim como antes, mas ela só se mantêm longe. Está claro que é bem de propósito.
─Eu... Está tudo bem.
─Se precisar conversar. – Ele ri. – Eu sei, conversar não é muito seu negócio, mas disse que está tentando e se abrir é parte de tentar, não precisa ser comigo. Eric é meu melhor amigo. Só dá certo se for assim.
─Eu escuto, não é como se não ouvisse. Mas... Vou nessa, tentar falar com ela.
─Boa noite. – Me despeço com um aceno de cabeça.
Entro, a casa está meio vazia. Não vejo Clarie e subo as escadas, quero um banho e quem sabe descobrir se ela está bem. Tem um abajur aceso, nada mais, ter um abajur já é por si estranho, Clarie está deitada, ela me olha sem sair da cama.
─Oi. – Ela cumprimenta.
─Oi. Vou tomar um banho. – Não ouço resposta, entro no banho, deixo a agua quente cair sobre meu corpo, isso é o apocalipse, essa coisa de casa e comida me enfraquece, não devia ter como principal preocupação se Clarie e eu estamos bem ou não.
Me seco, eu tinha perdido tudo, só estava de pé pelo Rick e seus filhos, cai junto com Beth, mas Clarie me fez ter mais uma vez vontade de sobreviver, porque então seria errado ser o centro de minhas preocupações? Volto para o quarto, Clarie está quieta, me olha seguir para a cama.
─Estava no Aaron?
─Na garagem trabalhando na moto.
─Está com fome?
─Eric me mandou comida.
─Claro, me esqueci disso. – Ela se senta, dobra os joelhos e encara os dedos da mão. – Pensei que vinha comer, não veio.
─Achei que ia até lá.
─Não me convidou. Não quis te atrapalhar.
─Não atrapalhava antes, porque atrapalharia agora?
─Me convidava antes. – Ela me diz, por nada nesse mundo me olha.
─Achei que não era mais preciso essa formalidade. Está com alguma dor?
─Não. Queria que eu fosse? Lá no Aaron, ficar com você?
Quero fugir daquilo, mas para dar certo tenho que começar a falar sobre tudo.
─Sabe que sim, sempre ficava lá comigo, esperei você a tarde toda, ficou muito ocupada aqui? Quem sabe treinou com Morgan.
─Me pediu para assistir ao treino, eu não treinaria sem você por perto, nem vi o Morgan mais. Ajudei um pouco com o almoço, depois fiquei um pouquinho com a Judy e foi só.
─Então devia ter ido ficar comigo. – Ela me olha, não entendo. Quero saber o que é, mas não sei e fica aquele impasse.
─Maggie ficou um tempo comigo, conversamos. Ela está com a Deanna.
─As duas se dão bem, Rick está tomando controle aos poucos.
─Mich disse que tem zumbis a caminho, algo longe, mas acha que podem se juntar com um outro grupo, horda como vocês chamam.
─Não esqueci da sua pistola, vou cuidar disso amanhã. Melhor garantir. Porque não está olhando para mim? – Me canso da conversa vazia, ela me olha.
─Acho que estou com um pouco de vontade de chorar. Estou sentindo que talvez não me queira aqui, talvez não tenha gostado muito de como foi com a gente.
─É o que acha? Mesmo sabendo que sonhei com o que aconteceu com a gente? Depois de parecer termos feito planos? Quer dizer, isso foi há algumas horas.
─Foi. Mas agora não sei onde é meu lugar, se fico perto ou longe, se sou uma namorada chata e sem vida que só te persegue por ai ou se finjo que tenho o que fazer e te deixo livre para voltar quando quiser.
─Podemos começar essa conversa com você mais perto? – Convido e ela vem para perto de mim, sinto alivio, é isso que quero, Clarie aqui, é isso que preciso dizer a ela.
─Tive saudade.
─Eu também.
─Foi mesmo? – Ela me olha e tem um sorriso no rosto, beijos seus lábios. – Depois do treino eu fiquei com vontade de ficar perto de você, mas parecia que não estava ligando.
─Eu? Fiquei sentado lá feito um idiota e diz que não estava ligando? ─ Me irrito um pouco, ela tenta se explicar.
─Pareceu bravo por estar ali, fiquei pensando nisso o tempo todo, nem olhava muito só de medo de estar irritado comigo.
─Acho que... Gosta do Morgan?
─Gosto, ele é um senhor sábio, acho que sendo bem mais velho parece mais experiente.
─Acha ele velho? – Sorrio, gosto de sentir que ela tem uma visão respeitosa e distante dele. Pode ser que eu esteja sendo idiota.
─Como assim? Ele parece bem fisicamente.
─Falo como homem.
─Tipo ciúme? – Aquilo sim parece deixar Clarie feliz, seus olhos brilham, muito engraçado, queria ver se fosse o contrário.
─É! – Respondo contrariado.
─Mas namoro você e gosto, não quero ninguém que não seja você, tenho medo de te perder, eu sinto sua falta, sinto saudade, como pode pensar que eu iria querer outro? Além disso ele é como... Não sei, um conselheiro.
─Então tem medo como eu? – Ela me olha surpresa. – Sim eu tenho um pouco, estava achando aquele treino meio íntimo e não quero que fique sozinha treinando com ele, e gosto que fique perto, mas quero que faça o que tem vontade, não o que é melhor para mim.
─Ainda é meu namorado então? Falei para Maggie que achava que não queria mais ser, ela disse que eu preciso sempre conversar e mostrar como me sinto e acho que é o certo, mas você não vinha nunca.
─Estou aqui agora.
─Mas não me respondeu.
Sei um jeito de responder a isso, beijo Clarie, um beijo, um beijo e meu corpo já arde pelo dela. Esse beijo convida outros e vamos nos deitando e ela suspira, mas espalma as mãos em meu peito, me encara.
─Somos?
─Somos! – Digo sorrindo. Depois vem aquela necessidade que tenho dela, as coisas são intensas, é bom ver aqueles olhos sempre tão doces arderem de desejo, sentir que corresponde tão avida por mim quanto eu por ela, gosto que é corajosa, que a timidez não a domina a ponto de tirar seu calor e ela deixa os desejos gritarem, dominarem.
Por fim vem a calmaria, com ela o apocalipse ganha leveza, ares de início e não fim. Mas me dá um medo descomunal de perde-la, dessa vez ela está sobre mim, a cabeça em meu peito, esperando a respiração se acalmar, meus dedos sobem e descem por suas costas.
─Fugiu de mim hoje. – Digo e ela encosta o queixo em meu peito para me olhar.
─Está certo, fiz isso um pouco, queria te deixar bem despreocupado, quando estamos lá perto das pessoas não chega muito perto, fiquei com medo de ficar bravo.
─Sabe que tem coisas no meu passado que me deixam mais fechado. Isso não significa que quero você longe.
─Temos um passado e estamos deixando ele guiar nosso futuro, não quero isso, não quero perder você porque tenho medo.
─Então não me perca. – Me movo, agora sou eu sobre ela, seus cabelos se espalham na cama. – Fica perto como antes.
Sinto minhas palavras mexerem com ela, produzirem olhos brilhantes, rosto corado. Eu faço isso, essa é a maior novidade de minha vida, eu movo coisas dentro dela como ela dentro de mim.
─Eu gosto muito de ficar perto, é só o que quero.
─Então é assim que vai ser.
─E vou com você lá fora? – Suspiro resignado, ela me beija.
─Sim.
─E meu treinamento, continua? Com o Morgan eu digo.
─Eu disse que sim, porque pararia?
─Porque tem ciúme do Morgan. – Dito por ela parece bem ridículo e irritante, ela está adorando mesmo me ver assim.
─Eu não tenho ciúme de você. Eu tenho... Tenho... – Busco uma palavra mais leve, não encontro. – Ciúme. É tolice minha e continua, o homem é bom tenho que admitir, quero você capaz de se defender se um dia eu... – Ela tampa minha boca, seus olhos ficam marejados, sinto uma leve palidez surgir.
─Nunca pode dizer isso, não vou me defender de nada nem de ninguém se algo te acontecer, se isso... É minha razão, se lembra? Minha razão para continuar.
E ela é meu coração. A engrenagem que faz meu mundo girar.
─Não vai se entregar, não quero ouvir isso.
─Então é melhor ficar vivo e nunca deixar de lutar. – Beijo Clarie, depois me arrumo ao seu lado pensativo, isso que nos une é muito forte, intenso e diferente, nem parece ter começado aqui, é como se sempre tivesse existido.
─No fim é sempre o Eric cuidando de você. – Ela me diz do nada, ergo a cabeça para olhar para ela deitada ao meu lado. Sinto sua decepção. Mas suas palavras me deixam perplexos. – Quando saiu ele preparou coisas para levarem. Agora te deu comida enquanto estava aqui te esperando.
─Eu nem quero pensar o que isso pode significar! – Ela me olha, depois me abraça.
– Que gosto de você, que quero que precise de mim.
─Eric cuida do Aaron, para ele preparou coisas para levar e hoje... Bom me largou sozinho, não devia reclamar de alguém ter feito algo por mim. – Provoco seu sentimento de culpa como castigo pela insinuação.
─Um dia de namorados e já deu tudo errado, não sei nada disso mesmo! – Ela se martiriza. Adora usar a palavra namorados, posso me acostumar com isso, não tenho escolha de qualquer modo, ela é minha, não vou ficar longe. – Morgan pensa que é meu marido.
─Vamos garantir que ele continue pensando. – Ela me sorri. – E chega desse assunto de Morgan e todo o resto, vamos só...
─Ser um casal que namora na hora de dormir?
─Boa menina. E preciso de você sim. De você viva. – Agora chega de palavras, vamos continuar de onde paramos.
─Era eu no seu sonho, não é? – Ela pergunta quando mais uma vez minhas mãos percorrem seu corpo, sinto sua pele se arrepiar e ela se aproximar.
─O que acha? – Pergunto com meus lábios descendo lentos por seu pescoço.
─Que é melhor não deixar espaço para sonhos.
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