Resumption

67 Capitulo 67


Notas iniciais
Oiiiiiiiiii Capitulo especialmente dedicado as duas lindas que me recomendaram e encheram meu coração de muito amor!!!!!!!!!! Estou muito emocionada. Amo essa história e cada vez que alguem faz uma recomendação e sinto que gosta tanto quanto eu fico muito feliz e grata. AYIA suas palavras foram muito carinhosas. fiquei feliz de ler sua recomendação. MANDY_CAT sempre uma querida comigo, leitora antiga das minhas fics, te adoro viu? Obrigada por estar sempre por perto. AYIA E MANDY_CAT espero que esse capitulo que não é o bastante, mas uma forma de agradecer agrade vocês. OBRIGADA meninas!!!!! BEIJOSSS

Pov – Carl

─Está linda. – Judy resmunga tentando dizer meu nome. Ela vem se esforçando, algo como papa já sai quando ela chama nosso pai. O resto são só resmungos e sorrisos dependendo do grau de amor que ela sente pelo interlocutor. – Agora que tal ficar aqui no berço com seu ursinho? Quer ele? – Balanço o brinquedo e ela estica os braços animada. – Aqui está. Agora vou me livrar da sua fralda suja e já venho.

Pego a fralda e quando me viro a porta de baixo faz barulho. Algo cai um objeto de decoração talvez, mais um barulho de porta e silencio. Meus instintos ficam todos em alerta.

Me apresso até a janela, afasto a cortina e tudo fica nebuloso, de novo não. Todas as quedas que sofremos passam rápido em minha cabeça como um filme em alta velocidade. Pedreira, fazenda, prisão, todas as vezes que os mortos nos expulsaram de casa.

Deixo o quarto rápido e silencioso, fecho a porta depois de passar e dói deixa-la ali sozinha. Judy vai resistir, ela sempre resiste. Pego o rifle no quarto do meu pai. Não sou muito bom com ele, mas sem ele é muito pior.

Começo a descer as escadas lentamente. Ouvidos apurados, instintos em alerta. A porta da sala está entreaberta. Com a mão na maçaneta e os olhos varrendo a casa eu fecho a porta.

O que pode ter invadido a casa? Os mortos? Alguém em busca de abrigo? Gotas de sangue fresco no chão me dão uma direção e caminho evitando barulho, os passos lentos e o coração aos saltos.

O sangue me leva até o armário em baixo da escada. Toco a maçaneta juntando coragem. Queria poder ignorar aquilo. Me fechar com Judy no quarto e esperar acabar, mas não sou mais uma criança e como adulto eu preciso lutar.

Giro a maçaneta e tudo parece sempre lento, assustador e definitivo. Quando a porta se abre Enid está encolhida no chão. O sangue que deixou pelo caminho vem do braço.

Ela ergue o olhar e vejo seu desespero mudo.

─Não é uma mordida! – Ela me avisa.

─O que está acontecendo? Sai daí, precisamos cuidar disso.

─Eles chegaram, os mortos, uma horda deles, estão andando por aí. – Ela treme tanto que sinto que está em choque. Quando sai do armário meio aos tropeços vejo o ferimento profundo espirrar sangue.

─Carl! – A porta se abre quando Amber passa para dentro com uma pistola na mão e suada. Paramos os três nos encarando um longo segundo. – Mordida? – Ela pergunta.

─Não. – Enid se encolha se afastando.

─Está tudo bem Enid. Acreditamos. Como fez isso?

─Tentando sair, a placa de aço. Eu queria ajudar, juro que achei que podia.

─Amber me ajuda! – Peço começando a me assustar.

Amber ainda está paralisada na porta fechada com a pistola baixa na mão e um olhar perdido. Então ela pisca e reage.

─Precisamos conter o sangramento. Pega algo para fechar isso. Ergue o braço Enid. – Agora ela segurava a mão de Enid para cima e o sangue diminui um pouco, corro pela casa. Volto da cozinha com panos de prato e Enid começa a trabalhar. Coloca dois sobre o corte de uns quinze centímetros no antebraço esquerdo. – Agora vamos prender bem. Amarra Carl vai conter o sangue, se conseguirmos chegar a enfermaria minha vai ter que costurar.

─Como está lá fora? O portão caiu? Viram meu pai? – Minha cabeça gira no meio do meu completo desespero. Tudo confuso. Procuro a babá eletrônica na cozinha, está no balcão, Judy brincava no berço.

─Eu não vi ninguém, estava em casa e decidi ir a enfermaria falar com a minha mãe. Quando abri a porta um zumbi subia as escadas. Fechei, peguei a pistola e sai pelos fundos, tem muitos andando e só consegui chegar até aqui.

Amber conta e então arranhões na porta nos deixam mudos por um momento.

─Eles não podem entrar, ao menos não tão rápido. – Eu as tranquilizo. Depois eu e Amber encaramos Enid tremendo e ensanguentada. É sua vez de abrir o jogo. Amber oferece a ela um copo de água. Nos sentamos nos degraus da escada, meus olhos dançando entre a babá eletrônica e a porta da frente.

─Estava lá fora, vi quando começaram a entrar. Corri para buscar ajuda e me dei conta que tinha uma horda se juntando do lado de fora. Que derrubariam Alexandria ou nos deixariam ilhados aqui, quem sabe para sempre.

─E decidiu fugir enquanto era tempo? – Amber coloca todo seu sarcasmo nas palavras duras.

─Não. Juro que não, eu queria buscar ajuda.

─Ajuda? Ajuda do lado de fora? Quem Enid. Quem além dos mortos? – Amber pergunta.

─Tem mais gente. Eu os vi algumas vezes, estão construindo uma comunidade não muito longe. Num morro. Segui aquelas pessoas uma dezena de vezes. Quando os perdia eu acompanhava o som dos martelos. Não são ruins. Os observei.

─Mais gente? Uma comunidade? Sabia disso e se calou?

─Sinto muito Carl, tive medo do seu pai, de como vocês lidam com as coisas. Primeiro atiram e depois perguntam.

─Irresponsável! Egoísta! – Fico furioso, tanto que até Amber que sempre detestou Enid fica chocada.

─Calma Carl. – A mão de Amber em meu ombro não me acalma. ─Minha família está pelas ruas de Alexandria. Pai, Michonne, Maggie tem um bebê, Clarie está tentando ter um. Minha irmã está sozinha num berço do andar de cima e os mortos arranham minha porta.

─Não é culpa deles!

─É culpa sua. O barulho dos seus desconhecidos trouxe os mortos para nós e nem mesmo nos deu a chance de lidar com isso. Pretendia correr até eles e pedir ajuda?

─Ainda posso fazer isso. – Ela diz com o rosto fraco de tanto sangue que perdeu.

─Não seja tola! Por que desconhecidos arriscariam suas vidas por nós? Não vem ninguém! – Grito e o som na porta se intensifica. Me calo andando de um lado para outro. – Precisa deitar. Se isso acabar meu pai decide o que fazer com seus amigos do alto do morro.

Eu a ajudo a ficar de pé segurando seu braço e a obrigo a subir as escadas. Entramos no quarto de Judy, Amber ao meu lado um tanto chocada com meu comportamento. Tem uma cama ao lado do berço de Judy.

─Deita aqui Enid, descansa. – Amber a ajuda. Depois pega uma garrafa de água ao lado do berço. – Beba bastante. Vai se sentir melhor.

Vou para janela. Talvez consigo levar Amber até a enfermaria para ajudar. Não sei se é boa ideia. Mas pode haver gente precisando de cuidados e ela pode ajudar mais que a maioria.

Olho minha irmã. Não confio em Enid para cuidar dela. Finalmente descubro o que tanto a fazia ir lá fora. Devia ter pego sua mala e indo viver com eles já que preserva tanto suas vidas.

─Desculpe Carl. – Os olhos estão perdidos e não posso mesmo fazer nada se não afirmar com um movimento de cabeça. Desculpar não muda nada.

─Está tudo bem Enid. Quis proteger pessoas, qualquer um pode entender isso, sobramos tão poucos que toda a vida é sagrada. – Olho para Amber sem reconhecer sua postura.

─O que a gente faz? – As duas estão de mãos dadas e aquilo é muito para mim. Volto para janela. – Não posso deixar minha irmã aqui.

─Tem muitos lá fora. – Enid avisa. ─ Estavam entrando por um buraco no muro. Justo do lado que não foi reforçado.

─Fica com a Judy e eu tento chegar até minha mãe.

─Tenta Amber? Acha que vou te deixar sair sozinha? – Ela olha para o braço de Enid. A atadura já está ensopada de sangue.

─Preciso de material para suturar. – Ela avisa sem querer entrar em detalhes. – É profundo. Entende?

─Vou morrer? – Enid questiona com olhos arregalados.

─Não. Sabe fazer isso se tiver o que é preciso? – Pergunto a Amber.

─Sim.

Ergo o rifle, beijo a cabeça de Judy, depois caminho para a porta do quarto.

─Cuida de tudo Amber. Trago o que precisa e proteja minha irmã. Aconteça o que acontecer. Não saia daqui. Mantenha a pistola.

Não espero pelo drama de pedidos para tomar cuidado e beijos de despedida. Desço as escadas e passo pela casa em direção a porta dos fundos. Olho pela janela e tudo parece bem. Verifico se minha faca está comigo. Se não ouço tiros é porque não estamos desesperados a esse ponto ainda.

Passo pela porta, me certifico que deixei bem fechada e olho em volta, não são muitos vagando pela rua e decido que o melhor jeito de fazer aquilo é correndo. Então é assim. Vou correr, pegar o que preciso e correr de volta.

Corro pela rua o mais rápido que posso, vejo um pequeno grupo de zumbis debruçados sobre um corpo na calçada e não quero olhar quem pode ser.

Assim que chego próximo a enfermaria o número de zumbis é um pouco maior, talvez ali tenha mais movimento por conta dos feridos. Continuo a correr focado em entrar e quando estava perto da entrada três zumbis me cercam. Puxo minha faca. Acerto a cabeça de um deles e uma mão fria se fecha em torno do meu braço.

O aperto numa dura um segundo e logo sinto o corpo cair junto com mais um. Aaron e Eric estavam ali e me puxam para dentro.

─Carl, minha filha. – Denise pergunta com as duas mãos sobre um braço recém amputado.

─Segura na minha casa com minha irmã. Enid está ferida. Não é uma mordida, mas precisa de sutura Amber pode fazer. Vim buscar....

─Spencer, recolha o que ele precisa e vá junto! – Denise não perde tempo com explicações. – Aaron! – Denise o chama quando o homem de braço amputado começa a se debater. Aaron e Eric o seguram, tem duas senhoras sentadas num canto, uma mulher com um garotinho. Todos encolhidos e silenciosos.

─Vamos Carl. – Spencer toca meu ombro me despertando. Ele me entrega uma sacola.

Passamos os dois pela porta. Ele na minha frente eu logo em seu encalço, Spencer derruba um zumbi e caminhamos apressados, no meio do caminho precisamos enfrentar dois zumbis e já posso ver minha casa.

─Merda, zumbis entrando na casa da Jessie. – Ele paralisa um momento. Olha de mim para a casa quando um zumbi passa pela porta aberta.

─Consigo sozinho. Pode ir.

Nos separamos, eu corro para casa e entro pelos fundos por onde saí. Spencer some em direção a casa de Jessie e desejo que ele consiga salvar todos. Passo para dentro, fecho a porta e corro escada acima, quando passo pela porta da frente os zumbis já não estavam mais arranhando.

Algo ou alguém os chamou atenção. Tanto melhor eu acho. Subo correndo. Amber tinha Judith nos braços caminhava com ela no quarto enquanto Enid parecia dormir.

─Segura aqui a Judy, eu cuido disso. Vai dar certo. Como estão todos? Viu minha mãe?

─Sim. Ela está bem. Cuidando de feridos, Aaron e Eric estão com ela. Avisei que está aqui.

─Ótimo, então eu vou cuidar disso e depois vamos esperar que alguém chegue até nós. Seu pai quando tudo estiver melhor. Não se preocupe com ele. Tenho certeza que ele está bem.

É o que espero, que todos estejam bem, fomos forjados pela morte e devastação, isso nos fez duros, todos nós. Vamos sobreviver a isso, como sobrevivemos a todo o resto. Beijo a cabeça de Judy, ao menos estamos juntos. Eu e minha irmã, da última vez que nos vimos assim estávamos perdidos um do outro e pensei que tinha sido para sempre.

Pov – Daryl

Não sei como ela fez isso, mas Clarie fez. Deu a luz a nossa filha sozinha. Ao mesmo tempo que protegia Benjamin e só posso agradecer. Beijo a cabeça do meu anjinho.

─Consegue segurar ela? – Pergunto a Ben. – Preciso dar passagem aos outros, avisar que estão bem. Acomodar sua mãe na cama.

─Eu consigo. – Entrego o bebê que ele segura cuidadoso. Depois fico de pé e libero a passagem, os móveis são pesados e penso que talvez isso tenha apressado o parto. Abro a porta e Glenn entra apressado com Rick atrás de si. Abe está lá em baixo e Mich corre para perto de Clarie.

─Ah! Meu Deus! Tudo bem? – Ela pergunta segurando a mão de Clarie.

─Estou bem Mich, só cansada. É uma menina. – Então ela vê Glenn. – Maggie?

─Segura. Não se preocupa.

─Daryl, você cuida das coisas aqui. Agora que sabemos como tudo está vamos ver os outros e começar a limpeza.

Olho de Clarie para eles sem saber o que fazer.

─Não deixa eles sozinhos agora. Ela pode não estar bem o bastante. Assim que conseguirmos alguma segurança trazemos Denise. – Mich deve ter razão, é mulher sabe como as coisas são.

─ Obrigado.

─É uma linda garotinha. – Ela diz me dando um tapinha no ombro enquanto todos começam a descer.

Ergo Clarie nos braços, ainda não trocamos muitas palavras, mas primeiro quero garantir a segurança dela. Coloco minha mulher em nossa cama. Benjamin caminha lentamente com a irmã no colo. Se senta ao lado da mãe na cama.

─Vou colocar a casa segura. – Beijo os lábios de Clarie. – Está bem? Precisa de algo?

─Tudo bem. Só quero que fiquem perto de mim. Os três.

─Vamos ficar. – Beijo seus lábios mais uma vez e desço correndo. Reforço a segurança das portas, empurro uns móveis, depois aqueço agua para meu Bebê e subo com a banheira que aguardava seu usada há meses.

─Pai. Eu ajudei ela a nascer. – Bem me avisa com a irmã ainda no colo. Clarie deitada sem esconder seu esgotamento.

─Você? – Me espanto com a notícia, mas claro que juntos eles foram bem corajosos. – Me conta enquanto limpo sua irmã. Clarie, pode me dizer o que fazer?

─Posso amor. É só mergulha-la na agua e limpar nossa bonequinha. Queria fazer isso, mas...

─Mas precisa descansar. Já vou te ajudar.

Retiro o lençol que envolve nosso bebê. Olho para ela e não canso de admirar o milagre que é tê-la em meus braços. A nossa joia mais preciosa. Quando a coloco na água ela gosta. Tenta abrir os olhos, mas estão cheios de resquícios do parto, sangue e placenta secos pelo corpo. Lavo nossa filha enquanto todos ficamos em silencio reverenciando aquele momento.

─Filho, abre a gavetinha dela, pega uma toalha, uma fralda e uma roupa para a mamãe? – Ben atende Clarie no mesmo minuto. Quando tiro nossa garotinha da água e a enrolo na toalha levo para Clarie. Deito nossa filha sobre a cama e deixo que mesmo com dificuldade ela vista a filha. – Ben precisa dar um nome a ela.

─Vou mesmo fazer isso? Eu que escolho? – Ele pergunta a mim, os olhos confusos, tento sorrir, estou grato, mas a morte ainda nos cerca. Afirmo sem muita vontade de falar.

A garotinha está pronta. Me aproximo. Depois de limpar a cama das coisas de seu banho.

─vou ajudar sua mãe com um banho, fica com sua irmã.

─Deixa a porta do banheiro aberta pai, tenho medo. – Eu também. Queria dizer a ele, mas não posso. Então apenas faço um carinho em seu cabelo e ergo sua mãe. No banheiro eu a coloco de pé. Apoio seu corpo debilitado e a ajudo a tirar as roupas sujas.

─Precisamos limpar esse sangue e ter certeza que está bem. – Ela aceita em silencio e ajudo Clarie a ficar sob a água quente. Depois de algum tempo seu corpo relaxa um pouco.

─Tive muito medo, achei que ia morrer, pensei todo tipo de monstruosidades. – Ela chora e a abraço. – Pensei que nunca mais veria você.

─Estamos os dois aqui. Tudo vai ficar bem. Fica calma.

Ela respira fundo. Desligo o chuveiro e a ajudo a se secar e colocar uma roupa. Quero ergue-la, Clarie me impede.

─Preciso andar Daryl, não sabemos se esse lugar vai resistir.

Não posso negar isso, se tivermos que correr de novo para longe não posso carregar todos eles. Quero tranquiliza-la, não posso. Apenas beijo sua testa com carinho e seguro seu braço enquanto caminha lenta para o quarto. Benjamin tinha os olhos grudados na irmã e troco um olhar com Clarie, sinto que se entenderam.

─Mel. – Ele diz assim que nos vê. – O nome dela é Mel.

─Mel? Que nome bonito. Melany. – Clarie diz se sentando com cuidado ao lado dos dois. Eu a ajudo colocando travesseiros em suas costas.

─Não mãe. Mel e só, não Melany.

─Tudo bem. Eu gosto, gosta papai? – Clarie me pergunta e me dá um leve choque quando diz papai, ainda acho estranho ouvir isso de Benjamin.

─Muito. É uma boa escolha.

─Ninguém vai rir desse nome, é bonito, não feio.

─Como se sente Mel? Com fome? – Clarie a ergue nos braços.

Estou de pé, assistindo nossa filha respirar e sem aviso Clarie a coloca para mamar. Aquilo desperta toda ternura que há em mim e não conhecia. Fico tonto com tanta beleza a ponto de ter que me sentar.

─A gente vai ficar preso aqui dentro para sempre? – O otimismo de Ben me desperta.

─Não filho, vamos voltar a sair lá fora, não demora muito. É só o tempo de limparmos as ruas.

Meus olhos cruzam com os de Clarie. Ela é agora tão forte. O que fez hoje, sozinha. Dando a luz, protegendo nossa prole, isso é tão grandioso.

─Nós não vamos perder. ─As palavras deixam seus lábios cheias de força e coragem e concordo, se ela pode fazer isso eu posso limpar nossa terra e recomeçar.

Recomeço é a palavra, estamos sempre recomeçando, o importante é nunca parar de tentar. Encaro os olhos assustados de Benjamin, meu garotinho foi também um herói.

─Vamos ficar seguros pequeno duende, vem aqui vem. – Ele se aproxima de mim. Pego meu garotinho no colo. – Obrigado por hoje, foi um herói. Estou muito orgulhoso.

─Pai, eu disse para minha mãe que amo ela.

─Que bom. – Fico imaginando os momentos de pânico que passou e o abraço. Nenhum dos dois é muito disso, mas sinto que ele precisa disso e também preciso.

─Eu amo você também. – É bom de ouvir, principalmente vindo dele. Do meu garotinho difícil que teve sempre tanto medo.

─Também amo você. – Clarie chora com nossa filha nos braços. ─Tudo vai ser como antes. Não precisa ter medo. Nenhum de nós precisa ter medo.

Notas finais
Agora vamos consertar essa bagunça para essa familia poder aproveitar um pouco a vida né? BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSS