Resumption

58 Capitulo 58


Notas iniciais
Oiiieeeeee Está meio corrido hoje. então vim postar e deixo os comentário para responder mais tarde ou amanhã. Obrigada demais pelo carinho de todo mundo. Fiquei feliz de saber que todo mundo está gostando do Bônus.

Pov – Clarie

Eu não estava pronta para isso. Pensei em uma crise de choro. Um retrocesso, mas nada tão intenso. Um retorno absoluto aos primeiros dias. Os palavrões. Clarie e Daryl e não papai e mamãe. Os gritos. Uma tentativa de fuga. Como posso lidar com isso?

Não consigo controlar o choro e não queria chorar porque sei que por dentro ele está se culpando por isso também. Eu sei que ele vai amar o irmão e proteger. É isso que vamos ensina-lo. É isso que Carl faz todos os dias. Isso é família e somos uma. Daryl me abraça quando fico de pé diante de Ben sem poder ao menos abraça-lo porque ele resiste.

─Desculpe. Não precisava ser tudo num dia só. – Daryl diz me envolvendo. Depois de ter enfrentado a crise dele e chorado por um longo tempo enfrentar Ben me esgota.

O garotinho de olhos magoados me encara de sua poltrona. Não sabe o que fazer. Tem medo e esse medo o cega e não consegue ver nada além do futuro abandono. Sinto um certo desespero me dominar com a ideia de que ele pode fugir de novo e sair lá fora e se algo acontecer ao meu garotinho eu simplesmente não resisto.

─Não deixa ele ir para o quarto. Não deixa ele fugir. Se acontecer alguma coisa eu não consigo.

─Ele não vai a lugar nenhum. Ben vai sentar aqui na sala e fazer a lição dele perto que você. Para ficar olhando para ele. Não fica assim nervosa. Pode passar mal. – Eu sei que não devia me comportar desse modo na frente de nenhum dos dois. Que tinha jurado ser forte para não deixa-los com medo, mas fui ao limite.

─Está doente Clarie?

─Eu não sou Clarie. Sou sua mãe! – Grito com Ben. Seus olhos arregalam de susto. Os de Daryl também. Ninguém esperava por aquilo muito menos eu.

─Ele sabe Clarie. Está tudo bem. Senta aqui. – Daryl me senta no sofá enquanto Benjamin continua imóvel grudado na poltrona. – Pronto. Passou. Vai ficar tudo bem. Já está tudo bem.

─Fica de olho nele. Se tiver que sair leva ele com você? Não deixa ele fugir? – Olho meu garotinho assustado me olhando sem a menor ideia do que fazer e queria abraça-lo. É meu bebê aqui. Ele precisa de amor. Não quero que se sinta rejeitado. Daryl não quer. –Quer uma casa grande Benjamin? Arrumamos uma. Não me importo. Diga onde quer morar e nos mudamos.

Suas lágrimas escorrem assim como as minhas.

─Clarie. Chega! – Daryl diz de modo duro. Me faz olhar para ele. – Essa é a nossa casa. Benjamin sabe disso. Ninguém vai a lugar nenhum. Se acalma porque está complicando as coisas.

─Desculpe. Desculpe gritar com você Ben. – Ele afirma.

─Vou pegar uma água para você e vamos esquecer tudo isso. Passou. – Daryl me deixa. Fico no sofá olhando para Benjamin que agora encara os próprios pés. Quando ele volta me traz água e o material escolar de Ben.

─Obrigada amor. – Pego o copo. Estou tremendo. Quando o vi caído na calçada desesperado de medo e tentando nos deixar meu coração doeu um pouco. Senti culpa por estar esperando um bebê e vergonha por me sentir culpada. Tantas tolices juntas que nem parecia a mulher forte de mais cedo.

─Sua lição Benjamin. Senta aqui na mesinha e faz.

─Não vai mais me chamar de Ben? – Ele pergunta a Daryl com olhinhos tristes.

─Não vai mais me chamar de Pai?

─Vou pai. – Ben diz num fio de voz.

─Que bom. Ben. Agora senta aqui e faz sua lição. Vamos ficar os três aqui na sala. Assim sua mãe se acalma. – Ben me olha. Tento sorrir para ele. Não consigo e ele se senta no chão e abre o caderno na mesinha. Fica ali olhando para a folha angustiado.

Me lembro dele dizer que tinha que fazer uma redação. Claro que meu garotinho não tem cabeça para uma redação agora.

─Pode faz a redação mais tarde Ben. – Aviso. Ele olha de mim para o caderno.

─Eu consigo. – Ele avisa e então se ajeita para escrever. Fica ali um tempo. Depois fecha o caderno. O tempo todo Daryl está do meu lado. Me envolvendo. Ficamos silenciosos.

─Terminei mãe. Posso tomar banho? – Ele pede olhando o tempo todo para o chão e partindo meu coração.

─Claro. Não precisa ter pressa hoje. Deixa a água quentinha relaxar você. – Ele sobe as escadas cabisbaixo.

─Depois que ele tomar banho vamos conversar com ele. Vai estar mais calmo e talvez escute. Ben está com medo. É só isso. Não sabe como dizer. Então ele mostra com um ataque de raiva.

─Você sempre sabe o que fazer com ele. Meu bebê tem muita sorte.

─Nosso. Ele tem mesmo. É seu. Não vai faltar amor. – Daryl me beija e agradeço ele estar forte. Ao menos para o Benjamin.

─Acha errado eu olhar a lição dele escondida? – Pergunto olhando o caderno sobre a mesa. – Queria ver como foi a redação.

─Acho. Mas também acho que é uma emergência. Então... – Ele busca o caderno. Se senta ao meu lado e abrimos.

“Do que tenho medo no apocalipse.

Eu tinha medo de tudo. Dos zumbis e dos homens maus e de ficar sozinho. De morrer e virar zumbi também. Depois eu arrumei um pai e uma mãe. Nesse dia eu não tinha mais medo. Meu pai é muito forte e tem uma besta que vai ser minha quando eu crescer. Minha mãe tem uma lança e também mata zumbis.

Um dia os lobos me levaram de novo e fiquei lá fora. Eles foram me procurar e ficaram procurando muito até me achar. Todo dia vou na escola e tenho meu quarto e minha poltrona. Brinco com meus amigos e é muito legal.

Agora meu pai e minha mãe arrumaram um outro filho. Um bebê que está na barriga dela e então eu tenho medo de tudo de novo. Dos zumbis. Dos homens maus. De ficar sozinho e se os lobos me levarem eles não vão me procurar. Eu não vou mais ter uma besta quando crescer. Acho que não vou nem crescer. Nem voltar nessa escola chata. Todo mundo é muito chato. O bebê é o mais chato de todos. Já tem dez linhas então acabou.”

Sorrio para Daryl entregando o caderno para ele que coloca no lugar de volta. É um sorriso triste. Uma redação triste. Entendo que a professora querer conversar com eles sobre seus medos e Benjamin tem muitos. Mas o fim foi fofo.

─Já tem dez linhas. Acabou. – Daryl diz me envolvendo. – Entende que é só medo de perder a gente? Que isso é bom. Que ele só quer amor e isso tem de sobra. Precisa apenas descobrir.

─Sim. Mesmo assim tenho medo dele fugir.

─Duvido que ele fosse longe. Eu bem que pensei em me esconder e segui-lo quando ele desceu pelo telhado. Mas então ele ralou o joelho e mudei de ideia.

─Nosso garotinho é muito triste.

─Não. Ele está triste e você cansada. Precisa dormir um pouco, minha ideia foi péssima e teve que lidar com muita coisa hoje.

─Sua ideia foi mesmo péssima. – Ele me beija e me encosto nele. Ben surge na sala. Hora de uma conversa com nosso assustado garotinho.

─Onde eu vou dormir?

─Na sua cama Ben. – Aviso tentando parecer natural.

─Só por enquanto?

─Não Ben, sempre.

─Por que o filhinho de vocês vai dormir com vocês? – O deboche quando diz filhinho é evidente e sinto ternura e não raiva quando ele diz.

─Por que seu irmão vai dormir com você. Cada um na sua cama. No quarto dos filhos. – Ele me olha pensativo.

─Por que não senta aqui com a gente e pergunta tudo que quer? – Daryl convida se afastando de mim. Deixa um espaço entre nós que Benjamin ocupa muito constrangido.

─Ele vai ser meu irmão?

─Sim. Como a Judy e o Carl.

─E eu não vou embora?

─Nunca. – Daryl avisa a ele. Ben olha para o pai. Busca verdade em seu olhar.

─Por que? – Deixo que Daryl responda. É bom ele ouvir da boca dele. É bom Daryl aprender a dizer.

─Por que é nosso filho agora. Por que eu e a Clarie amamos você do mesmo jeito.

─Desse que a Clarie... Minha mãe. – Ele se corrige rápido, me olha assustado esperando por um grito e sinto uma ponta de remorso por ter gritado. – Desse que minha mãe diz que não acaba?

─Desse mesmo, não acaba quando um irmão chega.

─Minha poltrona ainda é minha?

─Completamente sua. Seu irmão vai ter uma para ele se quiser.

─Vão dizer para ele que sou irmão dele pai? – Daryl afirma. – E ele vai acreditar?

─Com certeza.

─Mas eu ainda sou criança. Você lembra que não tenho dezesseis? Tenho só oito.

─Lembro. E sua mãe também. Por isso ela está com medo de você fugir.

─Faço coisas feias. E xinguei tudo de novo.

─Não tem problema. Estava muito assustado. Passou? – Pergunto erguendo a mão e afastando seus cabelos. Ele permite e me sinto aliviada.

─Sim. Tenho medo de ir embora.

─Não precisa. O bebê é de nós três. É seu também. Quer ele? – Pergunto e ele não responde. Acho que isso só o tempo vai mudar. – Vem um pouco no meu colo para eu abraçar você?

Benjamin não resiste. Vem para meu colo e o envolvo como se fosse um bebê. Ele é um bebê. Afasto seus cabelos e beijo sua testa. Ele se deixa fica ali. Ganhando carinho.

─Meu pai não pede abraço. – É um comunicado, mas soa como um pedido. Daryl não é muito diferente dele e demonstrações de afeto são difíceis para ele.

Daryl pega Benjamin do meu colo. Fica com ele nos braços. Meus olhos umedecem mais uma vez.

─Se lembra quando disse que era como você quando criança? – Ele pergunta e Ben afirma. – Ninguém me dava abraços Ben, então eu não sei como pedir isso. Você tem que fazer como a Clarie. Quando quiser um abraço precisa pedir. Ou pode me abraçar e quando quiser ficar perto é só ficar.

─Você fica pensando que ninguém quer seu abraço?

─Fico. – Daryl avisa.

─Também fico pai. Por isso que a gente tem cabelo igual.

Acabo rindo. Os dois tem tantas coisas em comum que o estranho é não ser pai e filho.

─E por falar em cabelo....

─Nada disso Clarie.

─Meu joelho está doendo. Acha que vou ter febre. Morrer, virar zumbi e matar vocês dois?

─Puxa que cenário horrível! – Daryl ri. – É só um ralado no joelho Ben. Coisa de menino fujão.

─Minha mãe chorou. – Ele conta ao pai um pouco abatido e fico ali um tanto esquecida. Mesmo assim feliz de tê-lo de volta. – Fiz ela chorar hoje.

─Eu também fiz ela chorar hoje Ben. Quando ela me contou do bebê.

─Pensou que ela não ia mais gostar de você também? – Ele pergunta inocente.

─Mais ou menos isso. Eu já pedi desculpas.

Ele se arruma no colo de Daryl para me olhar. Agora o que vejo é sono e uma arzinho manhoso de menino que gosto tanto de ver e é tão melhor que toda aquela raiva e medo.

─Desculpe mãe. Se um zumbi vier comer ele eu seguro ele no colo e corro. Tá bom. O zumbi não vai comer ele não. – Sinto medo. Ele não tem ideia da angustia que suas palavras me causam. Benjamin é ainda um menino. Mas um menino que já viu de tudo e não guarda muitas ilusões. Seu mundo não tem nada além de monstros.

─Está desculpado. Não fica pensando tanto nos zumbis. Estamos protegidos. – Nem sei se devia mentir assim para ele. Não estamos e sabemos disso. Todos nós. Apenas mentimos para nós mesmos ou a vida perderia o sentido.

─Posso apagar minha lição e fazer de novo. Chamei a escola de chata e disse que não ia mais.

─Pode e depois vamos comer um pouco e dormir.

─Antes de dormir passa remédio no meu joelho? – Afirmo com mais um carinho em seus cabelos. – Assopra?

─Sempre. – Beijo sua testa. Ele volta para o caderno. Abre e pega a borracha. Volto para os braços de Daryl. Dou um longo suspiro e sinto que agora as coisas começam a caminhar de verdade. Não tem mais nada escondido. Estamos todos de cara limpa. Isso agora só pode melhorar.

─Está mais calma?

─Sim. Agora estou. Vou arrumar algo para comermos.

O jantar é silencioso. Como se estivéssemos todos de ressaca dos últimos acontecimentos. Mas sinto que ainda vai haver muito riso nessa casa.

─Todos para cama? – Convido ainda na mesa do jantar. Acho que quero que o dia termine de uma vez antes que mais alguma coisa dê errado.

Fico de pé. O movimento rápido me causa uma tontura. Tudo escurece e acho que se Daryl não fosse rápido a me segurar eu teria caído. Não dura mais que dois ou três segundos. Quando a visão retorna ao normal dois pares de olhos me encaravam assustados.

─Não foi nada. Isso é... acho que é normal. Maggie tem isso toda hora. – Não é toda hora, mas o que posso dizer para acalma-los. Benjamin para a mão no rosto para secar uma lágrima muda. – Ben não foi você. Foi o bebê. Ele está crescendo aqui dentro e por isso meu corpo faz essas coisas.

Ele apenas afirma tentando controlar o choro. Me arrependo de dizer que o mal-estar é culpa do bebê. Isso não incentiva o amor entre irmãos.

─Vamos. Vou colocar você na cama e esperar que durma. – Ele me segue. Sinto a mão de Daryl em minhas costas quando subo as escadas. Não vai ser fácil para nenhum desses dois.

Benjamin se deita e me sento a seu lado na cama. Daryl de pé olhando da porta. Encaro a janela ainda aberta.

─Nunca mais faço isso de pular a janela. Eu juro.

─Nem se ficar muito bravo?

─Não. – Beijo sua testa. Abraço Ben. – Amanhã eu vou na escola sim.

─Muito bom. – Passo remédio no joelho ralado. Assopro o anticéptico e ele observa atento. – Pronto. Boa noite.

─Boa noite mãe. Boa noite pai.

─Qualquer coisa é só chamar. – Daryl avisa e ele afirma. Fecha os olhos e uns minutos depois dormia tranquilo. Acho que tudo que quero é fazer o mesmo.

Daryl me espera na porta. Vamos para cama. Quando me deito ele me abraça. Puxa o ar com força e solta lentamente.

─Tudo bem? – Pergunto com um pouco de medo da resposta.

─Ainda não sei responder a isso. São tantas pequenas coisas. – Ele beija meu ombro. – Não é nada demais. Só cuidados extras. Tentar não empurrar você a noite. Por exemplo.

─Que alivio! – Sorrio me movendo para olhar para ele. Ele me beija os lábios. – Pensei que era uma ponta de dúvida. Arrependimento. Se é só isso não se preocupe. Não me empurra. Só se espalha e vou te dando espaço. E sabe que vai ter que continuar me puxando para você quando acorda?

─Com mais delicadeza de agora em diante. – Faço careta.

─Daí não vai ser sexy. – Ele ri.

─Não. Mas vai ser seguro. Agora chega dessa conversa. Está abatida de tanto chorar. Precisa dormir.

─Amanhã tudo fica bem. Eu juro.

─Vai contar a Maggie e ao Morgan?

─Sim. E dizer ao Eric que pode espalhar a notícia.

─Certo. Agora dorme. – Beijo seus lábios. Seu olhar ainda não é de um homem feliz porque vai ser pai. Um dia vai ser. Nem que seja quando estiver com seu bebê nos braços.

Penso nas coisas que queria falar. Nomes. O sexo do bebê, mas sinto que ele ainda não quer pensar nisso. Me magoa um pouco se puder ser honesta. Vou ser paciente.

─Que ideia estúpida fazer você passar por tudo isso num único dia! – Ele se recrimina. – Me desculpou mesmo pelas coisas que disse?

─Sim. – Fecho os olhos deitada em seu peito. – Ele não vai pular a janela? E se estiver fingindo que está tudo bem?

─Ele nunca faria isso. Principalmente durante a noite. Não sairia lá fora sozinho.

─Tem razão. Como será que ficou a redação amor?

─Acho que ele arrumou e agora só o bebê é chato. – Daryl ri e eu também.

Depois fico assonada e adormeço. É um sono sem sonhos. Só um mergulho a inconsciência. Quando a luz do dia me desperta pareço estar voltado de um mundo distante. Então escuto sussurros. Que depois são reconhecidos. Ben e Daryl conversando. Nem imagino que horas são.

Abro os olhos e Benjamin está deitado comigo. Daryl me olha com olhos tranquilos.

─Eu pensei que tinha zumbi no meu quarto de noite. Meu pai foi lá e me trouxe e dormi aqui.

─Nossa. Que sono profundo.

─Estava cansada. Agora está com o rosto mais suave. Nenhum traço de palidez.

─Desculpa mãe. – Ben me pede mais uma vez.

─Vocês dois não vão ficar se revezando nesse pedido de desculpas eternamente vão?

─Não desculpou? – Ben questiona.

─Sim. Agora é melhor se arrumar para ir para a escola. Eu levo você. Depois vou na Maggie.

─Vou junto. E quando voltar não pode ficar subindo e descendo escadas. – Daryl determina. Decido ir com calma.

─Sim senhor. Acho que vou aprender a jogar vídeo game. Pelo visto meu lugar será o sofá da sala.

─Eu te ensino! – Benjamin parece pela primeira vez animado. Beijo seu rosto. Ele sorri.

─Ótimo professor. Agora vai se vestir. – Ele deixa o quarto e me abraço a Daryl. – E eu que pensei que acordaria sendo puxada para os seus braços.

─Admita que adorou acordar com ele sorrindo ao seu lado.

─Adorei! – Digo sorrindo. – Ele gritou de noite?

─Não. Ficou sentado na cama me chamando. Meu sono é leve. Sabe disso. Fui busca-lo. Tinha certeza que ele teria pesadelos.

─Sabe tudo de Benjamin. – Beijo Daryl, suas mãos passeiam por meu corpo. – Sabe de tudo de Clarie também, mas agora é tarde. O seu pequeno duende está acordado.

─E vai entrar correndo em dois minutos. – Nos beijamos.

─Estou pronto! – Benjamin entra de volta.

─Não disse?

Notas finais
BEIJOSSSSSSSSSSS