Resumption
51 Capitulo 51
Notas iniciais
Pov – Benjamin
Ron fica um pouco comigo na porta da nossa escola, mas depois ele tem que ir porque se não a mãe dele briga. Eu continuo ali, de pé com meu caderno esperando meu pai.
Ele vem, disse que vinha então é só esperar. Ele acha que sou pequeno para andar sozinho, eu também acho, era errado quando eu fazia as coisas que fazia. Chamar zumbi e ficar sozinho.
Carl vem caminhando para a escola com Amber. Ele está sério, acho que é por que está com a Amber e ela sempre briga um pouco com ele. Os dois sobem os degraus da varanda.
─Oi Ben. Vim te buscar. Pensei que a gente podia ficar um tempo lá em casa jogando vídeo game.
─Eu não posso, meu pai vem me buscar. Você sabe que o Daryl que é o meu pai? – Acho que ele sabe. Acho que todo mundo já sabe.
─Sim. Eu sei, mas acho que ele não vai poder vir, então eu vim. Vamos ficar lá em casa? A Amber vai também.
─Meu pai não pode me buscar? – Será que ele está trabalhando muito? Demorou mesmo, todo mundo já foi faz tempo.
─Não.
─Então a Clarie que é a minha mãe agora vem. É melhor eu esperar, não posso andar por aí se não eles podem brigar comigo.
─Ben, a sua mãe está com o seu pai. Então por isso eu e o Carl viemos.
─É verdade Carl? – Ele afirma, porque será que não vieram? O que eles estão fazendo? – Então quero ir com eles. Onde que eles estão? Me leva? – Seguro a mão da Amber. Ela e o Carl se olham. Parece que tem um segredo. Será que eles não querem mais ser meus pais e vou ficar sozinho? – Meu pai não me esqueceu aqui. – Eu fico com medo e quero xingar. Fecho a boca, gosto do Carl e não posso xingar quem eu gosto.
─Claro que não te esqueceu, a última coisa que disse antes de apagar é que tinha que pegar você na escola! – Carl me conta. Amber empurra ele e meu coração parece que quer sair de dentro de mim.
─Apagar? Meu pai morreu?
Começo a chorar. Meu coração dói até, o caderno cai no chão e nem ligo.
─Não. Droga! – Carl resmunga. – Não morreu, ele se machucou Ben. Está na enfermaria e a Clarie está com ele, por isso eu e a Amber viemos. Você vai lá para casa até ele melhorar.
─Lá naquela enfermaria da doutora Loyd onde a gente ficou? – Pergunto e ele concorda. Eu vou lá, quero ver se não estão mentindo. Meu pai disse que não posso andar sozinho, mas eu vou. É só correr muito e fugir deles como quando eu fugia dos zumbis.
Começo a correr. Os dois gritam meu nome, mas eu sou bem rápido, nem olho para trás só corro, corro muito rápido, Glenn me vê correndo e o Carl e a Amber atrás de mim, ele vem na minha direção, mas eu sei desviar e passo bem rápido, subo correndo os degraus da enfermaria. Abro a porta e entro correndo.
─Pai! – Chamo, todos me olham. Minha mãe está sentada, mas a cabeça está sobre meu pai e ela chora. Quando entro me vê e fica de pé. Está toda suja de sangue, meu pai também.
─Ben.
─Morderam você? – Pergunto chorando. – Morderam ele? Tem muito sangue. Tem muito sangue. – Soluço. Não quero perder eles.
─Não Ben, ninguém foi mordido. – Ela me abraça, mas não para de chorar nem eu. Dos seus braços eu vejo ele deitado. Sem camisa e com dois curativos. De olho fechado. – Estamos bem. O Daryl vai ficar bom.
─Acorda ele para eu ver? – Me solto dela, minha mãe tenta me segurar, mas desvio e corro para ele. Não gosto que fique deitado de olho fechado e cheio de sangue. Melhor acordar ele e trocar de roupa e ir para casa. – Acorda pai. Pai!
─Ben. Ele precisa descansar. Está fraco daqui a pouco ele acorda. – A doutora me diz e fico olhando para ela bravo. Ela sempre quer saber de tudo. – O Daryl perdeu um pouco de sangue. Precisa se recuperar.
─Eu tenho um pouco de sangue dele que ele me deu. Quer que eu devolvo? – Minha mãe me abraça chorando mais ainda.
─Nem vai precisar. Ele daqui a pouco acorda. – Ela me diz e acho que está mentindo porque minha mãe ainda está chorando.
─Mentirosa. Minha mãe está até chorando.
─Clarie se acalma. Está assustando o Ben. – Rick avisa.
─Desculpa gente, não conseguimos segurar ele. – Carl e Amber chegam.
─Pai. – Balanço seu ombro, ele não desperta. Minha mãe me segura pelos ombros.
─Ben. – Ela tenta não chorar, se ela chora eu também quero chorar, mas quando ela para eu consigo ficar sem chorar. – O Daryl, seu pai vai ficar bem. Não se preocupa. Só temos que ficar aqui com ele e logo ele se recupera.
─Posso ficar? Mãe eu quero ficar com você. – Sinto de novo vontade de chorar. Minha mãe olha para Denise. Ela não manda nada, minha mãe e meu pai que mandam.
─Estou sendo sincera Clarie, ele vai ficar bem. Só precisa de repouso. A menos que tenha febre. A faca é a única coisa que me preocupa. Não sabemos em que condições estava.
─Quem acertou uma faca nele? Ele vai ter febre e virar zumbi? – Volto a chorar muito, minha mãe só me abraça mais forte. Depois me leva com ela para uma cadeira bem perto do meu pai.
─Seu pai encontrou uns bandidos, mas vai ficar bem. Pegamos eles. A febre, se tiver não é dessa que está pensando, é como quando você tinha febre.
─Vou ficar aqui?
─Vai.
─Não vai mandar eu para o Carl quando ficar de noite? – Ela afasta meus cabelos do rosto, seca minhas lágrimas.
─Pode ficar comigo se me obedecer. Agora que parou de chorar vai com a Amber e o Carl comer alguma coisa e depois volta para ficar comigo.
─Se ele acordar manda ele ficar acordado me esperando?
─Mando. Ele só vai acordar quando você estiver perto dele.
Desço do seu colo, olho mais uma vez para ele. Me esforço um pouco e coloco a mão em sua testa. Não está nada quente. Acho que ele não vai ter febre. Mas vou sempre ficar olhando.
─Tchau. – Minha mãe diz querendo chorar e não queria ir. Mas também quero ser bonzinho então acho melhor obedecer. Amber segura minha mão, ela pensa que não sei andar sozinho, olho bravo para ela, mas ela nem liga, só aperta minha mão.
─Vamos pegar seu caderno e depois vamos lá na minha casa, tem comida lá. – Amber pensa que eu sou bebê, solto sua mão quando chegamos do lado de fora. Começo a andar bem rápido. Ela e o Carl me seguem, pego meu caderno e sem falar nada vou caminhando para casa dela.
É uma casa grande e bem bonita. Agora eu nem me importo com isso, a minha é pequenininha e muito boa. Melhor que a de todo mundo.
─É carne de caça, mas está boa. Assamos. Ela me serve um pão com carne, nem me importo, já comi um monte de coisas bem ruins. Nem gosto de me lembrar.
Como bem rápido, ela vai para sala com o Carl, os dois conversam baixo, termino de comer.
─A culpa é dela sim e alguém tem que parar essa garota. Não é sua culpa coisa nenhuma. – Amber briga com o Carl.
─Eu não estou defendendo ela, só disse que devia ter deixado que fosse e pronto. Se não tivesse avisado o Daryl ele estaria bem.
─Não sabemos. Seu pai disse que eram as sobras daqueles lobos, eles podiam ter vindo aqui de novo!
─Foram eles? Tem mais lobos? – Pergunto com medo. Eles vão me buscar aqui e meu pai está machucado.
─Será que não vamos parar de assustar o menino! – Carl resmunga. – Melhor a gente levar logo ele para Clarie.
─Me dá uma coberta e um travesseiro Amber? Para eu dormir lá, se não minha mãe vai mandar eu ir embora, quero ficar de noite lá.
─Tudo bem, vou buscar. – Depois vamos embora os três. Fico no meio do Carl e da Amber prestando atenção se não aparece mais nenhum lobo.
Meu pai ainda dormir. Minha mãe estava sozinha com ele, segura sua mão. Carl deixa as coisas num sofá e acena. Ficamos só eu e ela. Vou sentar no seu colo.
─Foram os lobos mãe? Acha que eles vêm me buscar?
─Estão mortos Ben, acabou para sempre.
─Eu vou ficar aqui. Deixa eu ver se ele está com febre de novo. – Me estico bastante e consigo tocar sua testa. Está frio. Volto para o colo da minha mãe. – Eu gosto que você é minha mãe.
─Eu amo que é meu filho. – Ela me diz e quando olho está chorando. Abraço ela. Dessa vez não sinto medo, nem vergonha, eu só abraço ela e fico quieto esperando meu pai acordar e ela parar de chorar. – Trouxe travesseiro e coberta?
─É. Para não me mandar embora. Não quero dormir na casa de ninguém.
─Então não vai. – Ela beija minha testa. – Vamos dormir todos em casa, assim que seu pai melhorar.
─Eu vou ver se ele não está com febre. – Desço do colo dela e de novo me estico para ver a testa dele. Nada de febre. Ainda bem.
Pov – Daryl
As coisas vão voltando a minha mente aos poucos. Os lobos, um galpão, Clarie, zumbis nos perseguindo, tudo misturado e fora de ordem, sinto meu corpo, e cada parte dele dói. Tento organizar as ideias. Saber se estou vivo, morto, zumbi.
Um toque na minha testa me desperta um pouco mais, uma mão pequena, delicada. Benjamin? Não pode ser, ele está me esperando na escola, prometi busca-lo.
─Tenho que pegar o Ben na escola. – Digo em voz alta na esperança de não estar sozinho.
─Estou aqui pai. – A voz infantil chega a meus ouvidos, sinto as mãos de Clarie me tocarem o rosto, conhece seu toque e nunca confundiria, vivo ou morto é Clarie aqui e Ben.
─Daryl. Meu amor. – Seus lábios tocam meu rosto, me forço a abrir os olhos, um deles não abre direito e a visão embaça. Aqueles malditos.
O rosto choroso de Clarie surge diante de mim e meu coração se aquece e acalma. Tão linda. Pensei tantas coisas, me lembro de vê-la caminhando na minha frente derrubando zumbis enquanto eu era arrastado para Alexandria.
Ergo a mão e toco seu rosto, ela segura minha mão e beija a palma. Está chorando. Não quero que chore. Viro o rosto com cuidado, Ben sorria de pé ao lado da cama, está longe.
─Oi pequeno duende. – Minha mão procura a dele, seguro tentando mostrar que estou bem.
─Não morreu pai e não está com febre e vamos dormir aqui com você e tem um monte de machucado, minha mãe sabe fazer curativo.
─Quanta informação. – Tento brincar. Meus olhos voltam para Clarie ainda chorando. Eu a trago para perto e beijo seus lábios, sinto alguma dor, algumas para ser mais honesto.
─Amo tanto você. Fiquei com tanto medo.
─Estou bem. – Olho o ambiente. – É a enfermaria? – Ela afirma. Tenta secar as lágrimas, não parece a mulher que me trouxe até aqui derrubando zumbis. É agora só minha delicada Clarie. – Então vamos para casa.
Tento ficar de pé, nada em mim responde, nenhum músculo obedece, mas uma dor aguda se erradia por todo meu corpo. Fecho os olhos e reprimo um gemido.
─Não pode sair daqui, está muito debilitado Daryl. Perdeu sangue, levou um tiro e uma facada. O olho está inchado, precisa ficar quieto, nem sabemos se tem algum osso quebrado.
─Todos, sinto como se todos os ossos estivessem se partindo.
─Vai ficar bom. – Ela me beija, sorri, chora também, mais do que sorri e isso é tão Clarie. Eu a amo tanto e o dia começa a ficar claro em minha mente.
A manhã apaixonada, deixar Benjamin na escola. Spencer, Enid, os lobos.
─Não quero ficar aqui. Quero ir para casa. – Aviso, se vou ficar deitado posso ficar deitado em qualquer lugar. Quero ficar perto deles.
─Essa noite vai ficar aqui. – A voz da doutora me chega aos ouvidos, eu a procuro com os olhos. – Está com soro, muito ferido e nem sei o quanto essa facada foi perigosa.
─Não precisa se preocupar. Me cuido em casa.
─Daryl não vai desobedecer a Denise. – Clarie me pede.
─Não sabemos o quão suja estava a faca Daryl, preciso esperar para ter certeza que não vai ter febre.
─Estava limpa. É costume de todo mundo que vive lá fora mantes a faca limpa, lobo ou não. – Aviso. Ela e Clarie se olham. – Usamos para tudo, matar zumbis, limpar a caça, abrir latas. Esteve lá fora, não era assim que mantinha sua faca? Limpa?
─Está certo. – A doutora resmunga. – Isso tranquiliza um pouco, mas não muda nada. Vai passar a noite aqui com soro. Amanhã alguém te ajuda a chegar em casa.
─Posso chegar em casa sozinho. Não quebrei as pernas. – Respondo começando a me irritar com meu estado. Odeio a ideia de ficar nessa cama, numa enfermaria longe de Clarie e Benjamin.
─Já sabemos a quem o Benjamin puxou. – A doutora brinca sorrindo e me ignorando completamente. – Maggie vem trazendo sopa. Coma. Durma e seja um bom menino, amanhã vai para casa. Volto mais tarde. – Ela nos dá as costas.
─Acho que vai ter que pedir desculpas amanhã. – Benjamin me avisa e Clarie ri. Fico olhando seu riso e me enchendo de felicidade. Achei que nunca mais veria seu sorriso, seus olhos.
─Que horas são? – Pergunto mudando de assunto.
─Umas seis, sete horas. – Clarie me avisa. Benjamin se estica todo, vem com a mão pequena tocar minha testa. Me viro para olhar para ele. Sua mão toca minha testa e me lembro de sua fixação por febre e o quanto demorou para entender que queria carinho.
─Sobe aqui que fica mais fácil. – Ele obedece sem pensar duas vezes. Se apoia e num segundo estava sentado perto de mim e afago seus cabelos. – Como estou? Muita febre?
─Nem um pouquinho.
─A besta. – Me lembro dela na floresta, quero me erguer e ir busca-la, vivemos muita coisa juntos.
─Ali. – Clarie me indica uma mesa e lá está ela. – Trouxe para você ou para o Ben. Me disse que tinha dado a ele.
─Foi mesmo! – Benjamin avisa.
─Me lembro de ter deixado na floresta, mas do resto...
─Vai se lembrar aos poucos. Se não lembrar o que importa? Basta que esteja vivo e aqui.
Maggie entra com Glenn, trazem algumas coisas, me sorri e aceno. Glenn se aproxima depois de deixar as coisas na mesa.
─É bom ter você de volta. Foi um momento de pânico. Rick e os outros vem amanhã. Descansa cara. – Afirmo e ele se afasta.
─Trouxe sopa, fiz um monte, agora é assim, tudo em mim parece exagerado. Comi dois pratos disso e agora não aguento nem sentir o cheiro. Tchau. Descansem e até amanhã.
─Obrigada Maggie.
Clarie e Maggie se abraçam, depois se afastam um pouco e Maggie faz um carinho no rosto de Clarie.
─Fica bem e tenta descansar. Está de olho inchado de tanto chorar. – Clarie afirma e ficamos mais uma vez apenas os três.
Clarie serve Benjamin e depois de me ajudar a sentar encostado em alguns travesseiros vai buscar um prato de sopa, Benjamin comia sentado na cadeira ao lado.
─Está quentinha. – Ela me diz e junto as sobrancelhas. Será que está me confundindo com Benjamin? Tento pegar o prato, minha mão fraqueja e me sinto um idiota inútil. – Eu que vou dar.
─Para Clarie, quando me sentir melhor eu como.
─Se não comer nunca vai se sentir melhor. – Ela diz me empurrando uma colherada goela abaixo. Não me dá chance de reclamar e lá vem outra. Odeio ocupa-la com isso. Vou engolindo colherada após colherada e quando vejo comi tudo. Benjamin já tinha acabado e já estava de novo sentado na cama comigo tocando minha testa.
─Vou ficar sempre vendo pai se tiver febre aviso a médica.
─Obrigado. Agora vão descansar. Está frio e foi um dia difícil, todos tiveram muito trabalho.
─Vou dormir ali no sofá pai, trouxe coberta e tudo.
─Não. Vão para casa. Eu me viro. – Clarie e Ben se olham. Ela se afasta fico olhando quando arruma a coberta e o travesseiro no pequeno sofá.
─Vem Ben. Precisa dormir.
─Não fiz lição de casa mãe.
─Amanhã você faz. – Clarie avisa com a coberta na mão esperando por ele. Ben toca minha testa mais uma vez.
─Sem febre. Boa noite pai.
─Estou falando sério. – Alerto os dois. Mas Benjamin se deita no sofá, Clarie beija sua testa cobre nosso garotinho.
─Boa noite. Está tudo bem. Vamos ficar todos juntos como combinamos. – Ela diz a ele depois de mais um carinho, então vem de novo se sentar ao meu lado, segura minha mão. – Eu e o Benjamin vamos ficar aqui enquanto você ficar aqui.
Fico calado olhando aqueles olhos escuros e cheios de amor. Ela toca minha testa e sorri quando se dá conta que está fazendo como Benjamin.
─Esse sangue em você é meu?
─É. Não me machuquei. Amanhã a gente conversa do que aconteceu. – Ela me alerta apontando Benjamin. – Ele está tão assustado.
─Vai para casa com ele. Eu me viro. – Ela suspira.
─Não. Vamos passar a noite aqui e todas as que for preciso até que possa voltar para casa.
─Clarie não sou criança e não vou ficar a mercê da doutora. Amanhã eu volto e pronto.
Ela afirma, sinto seus olhos cansados, eu a puxo para meus braços.
─Daryl! Vai se machucar! – Ela diz brava e me lembro de como foi dura comigo no caminho para Alexandria.
─Eu estava morrendo e ficou gritando comigo, agora me lembro.
─Queria que eu te deixasse e.... – Não devia ter falado sobre aquilo. Clarie se encosta em mim e tem uma crise de choro. Se encolhe em meu peito e chora, não esperava por aquilo. Eu a envolvo.
─Passou. Não chora. Vou fazer como a doutora quiser.
Isso não a acalma, ela continua em meus braços chorando, Benjamin felizmente dormia e acho que ela esperava por esse momento para desabafar.
─Eu pensei que ia perder você. Não consigo sem você.
─Estou aqui. – Ela afirma. Se ergue para me beijar. Volta para meus braços.
─Estou te machucando? – Pergunta soluçando.
─Nunca.
─Então eu vou ficar aqui pertinho um pouco. – Gosto disso. É estranho, mesmo assim é bom. Sinto sono, dor, cansaço, alivio, tudo misturado. O choro de Clarie vai diminuindo até que desaparece e então adormeço.
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