Resumption
48 Capitulo 48
Notas iniciais
Pov – Daryl
Não ia demorar para que eu colocasse tudo a perder. Sabia que seria eu e não ela. Não tinha nada de Spencer, mas eu não levei nada em consideração. Só olhei para tudo como um pobre coitado prestes a ser trocado e fiz o que sei fazer de melhor, mandei tudo para o inferno.
Continuo no mesmo lugar que ela me deixou, só que agora sentado na calçada com os olhos perdidos na noite escura e silenciosa de Alexandria. Não sei o que fazer, onde ir, como sair do buraco que me meti.
Rick se aproxima, senta ao meu lado em silencio, olha para o nada assim como eu, eu espero ele formular seu discurso, talvez precise mesmo de sua ajuda, meu cérebro não está trabalhando cem por cento, se é que algum dia esteve.
─Quando o Carl era bem pequeno, nos dois primeiros anos, Lori andava esgotada, nenhum dos dois estava realmente preparado para um bebê e o que ele nos tira. Acredite, não sobra nada no fim do dia. – Fico calado, apenas ouvindo. – Eu trabalhava o dia todo, chegava esgotado e tentava ser um pai e um marido e não conseguia muito ser nem uma coisa nem outra. As vezes, me deitava ao lado dela com a certeza que ela não me queria ali, desejando eu mesmo estar em outro lugar.
─Mas ficava.
─Amei Lori, e ela me amou, amava nessa época. Não desisti de nós, nem ela. Um dia passou. Aprendemos, ou o Carl melhorou um pouco, sei lá, mas pudemos aproveitar a vida juntos. Se não voltar lá e se deitar ao lado dela, mesmo que sinta que ela não te quer ali, mesmo não querendo estar ali, tudo que sonhou ter com Clarie vai realmente acabar.
─É difícil para mim estar num lugar onde acho que não sou bem-vindo e sabe disso. Sabe como custou me sentir bem com vocês.
─Mesmo assim tem que voltar para casa. Primeiro porque não quer perde-la, segundo porque ela não quer perder você e se isso não for o bastante pelo Benjamin, não podem acenar com uma família e encher os olhos do garotinho para depois puxar seu tapete no primeiro problema.
─Não aguento se ela me mandar embora.
Rick sorri, balança a cabeça, passa a mão no cabelo, me olha meio de lado.
─Ela nunca vai te mandar embora. Clarie ama você.
Fico mudo um longo instante. Talvez falar ajude.
─Ela acabou com o Spencer, se ouvisse, foi tão forte e corajosa. Fiquei orgulhoso e com medo, de algum jeito ela se transformou e talvez não precise mais de mim.
─Tem mulher mais forte que a Maggie? – Nego, ela sabe sempre o que quer, mais que força física, tem força interior. – Mesmo assim imagina Maggie sem precisar do Glenn?
─Não. Ela me acusou de mentir, disse que todas as coisas que vivemos foi falso. Nem posso culpa-la, eu me esqueci de tudo, passei por cima de tudo feito um trator, tudo que ela passou naquele inferno do Grady, o medo que ela tinha de todos, Aiden, ela me implorando para ir comigo com medo dele e sem coragem de dizer que ele a estava ameaçando. Ameaçando, imagine se me contaria que um cara andou tentando conquista-la? Não, e isso não é porque não me amava, era apenas o jeito que ela tem de me proteger e não me lembrei disso.
─Não precisa me dizer, eu sei como você é, e meu palpite é que Clarie também sabe e por isso está pronta para perdoa-lo, mas ela precisa saber que quer seu perdão. Aqui não pode mostrar isso. Sem contar que está um frio de congelar.
─Vai para casa.
─Quando você for. Agora se não pode, se ela não é realmente a coisa mais importante da sua vida, então vamos, você fica no meu sofá.
Ele me olha a espera da minha resposta e ela é absolutamente tudo que me importa.
─Tem medo de um não? Sentado aqui já tem um não, outra coisa só vai conseguir se for até lá. Disse a ela que cuidaria de você, então decide, fica comigo ou com Clarie.
─Colocando nesses termos fica bem fácil decidir. Vou para minha casa.
Rick sorri, fica de pé e eu faço o mesmo, apertamos as mãos e caminhamos em silencio uns metros, depois ele vai para casa e eu para a minha, se é que ainda posso chamar assim.
Me lembro de Clarie toda perfeitinha tentando me dizer que queria viver aqui, na casa mais simples de Alexandria, num bangalô apenas nós dois. Demorei para entender, mas amei a ideia e depois só me esqueci de tudo.
Abro a porta lentamente, como se do outro lado um zumbi estivesse prestes a pular em meu pescoço e talvez isso fosse mais fácil para mim, porque com isso eu sei lidar. Fecho atrás de mim e está tudo silencioso e quieto, subo as escadas e me lembro dela me contando sobre o dia bom de Benjamin.
Vou até o quarto dele, me aproximo me sentando na beira da cama, ele dorme tranquilo enrolado em suas cobertas. Mudou tanto, conseguiu ser apenas um garotinho, para as crianças é sempre mais fácil, basta acenar com um pouco de amor.
Para mim é diferente, eu já estou calejado demais de chutos no traseiro, estou sempre preparado para o próximo, sempre a espera dele em primeiro lugar.
Toco os cabelos de Ben, não era para acorda-lo, mas ele abre os olhos num rápido susto que passa quando seus olhos encontram os meus.
─Pai! – Ele sorri um tanto sonolento.
─Só vim ver se estava bem, pode dormir de novo.
─Chegou agora? – Ele olha pela janela, busca reconhecer a hora. – É de noite ainda. Sabia que agora tenho um amigo?
─Que bom. Gostou da aula?
─Muito, e brinquei na casa do Ron, ele que é meu amigo. A Jessie disse que sou um menino bem educadinho.
─Enganou a Jessie? – Tento sorrir, mas não encontro ânimo nem mesmo para fingir. Meu peito apertado de tristeza.
─Eu me comportei bem, para ela deixar eu voltar. O Ron não é como eu não, a mãe dele sempre foi mãe dele, então ele não xinga e essas coisas.
Nem mesmo Ron e a mãe que sempre teve ficaram livres, um dia Ben vai saber que o amigo sabe quase tanto quanto ele sobre violência.
─Amanhã me leva na escola? – Afirmo. – E depois nos outros dias eu posso ir sozinho?
─Sozinho? Não sei não Ben, você ainda é muito pequeno. – Ignoro deliberadamente que ele tem vasta experiência em solidão, que sobreviveu mais de uma vez sozinho lá fora, só quero que se sinta um pouco criança, um pouco cuidado.
─É, eu sou quase do tamanho da Judith. Então quando eu crescer um pouco eu vou sozinho.
─Assim está melhor. Quando ficar mais velho.
─Minha mãe está triste e você também. Fui eu?
─Não, de jeito nenhum. Fui eu, deixei Clarie triste. Agora não sei se ela vai me desculpar.
Ben sorri, acho que de alivio, sei como é sentir culpa até por respirar, achar que tudo que faz é errado e causa as suas dores e a dos outros.
─Ela vai sim. É só pedir desculpas. A minha mãe me falou que ama eu e você, e que se a gente faz uma coisa que deixa ela triste ela vai desculpar, porque amor é assim, não acaba. Ela que falou. Então se pedir desculpas e prometer que não faz mais, ela desculpa.
─Vamos torcer. Agora dorme. Amanhã tem aula.
─Você que me acordou! – Ele resmunga se enrolando de novo nas cobertas.
─Foi menino educadinho. – Brinco, ele sorri já de olhos fechados. – Espero você pegar no sono.
Não demora e ele dormia mais uma vez, ainda fico ali uns minutos olhando para ele, com medo de terminar a noite onde comecei, numa calçada fria. Tomo coragem para deixar seu quarto e ir encontrar Clarie.
Ela vai estar dormindo e talvez seja melhor, posso esperar para ser dispensado amanhã. Entro evitando barulho, tem um abajur aceso, ela está deitada no que costumava ser o meu lugar, talvez seja um aviso de que não tenho mais um lugar.
Clarie está de lado, não posso ver seu rosto, não sei se está dormindo, fico de pé, no meio do quarto indeciso sobre o que fazer, onde ir. Me lembro das palavras de Rick, acho que não consigo me deitar ali e ficar. Não consigo impor minha presença, não assim.
Quando me juntei ao grupo na pedreira eu me impunha, mas usava a ironia, a revolta, essas são armas que conheço, um pouco como Benjamin. Mas só ficar ali e me submeter, me maltrata mais do que posso aguentar.
─A cama também é sua, não precisa passar o que resta da noite de pé. – Ela diz me provando saber que estou aqui, não se vira para me olhar, seu tom de voz tem uma nota clara de magoa e tristeza.
Tiro a besta das costas, encosto na parede perto da porta, sempre ali para o caso de algo dar errado. Meus movimentos lentos atrasando o momento de afundar no colchão onde não sou bem-vindo.
Pelos seus movimentos sei que seca lágrimas, eu as trouxe e não sei como manda-las embora. Me deito lentamente, encaro o teto, a luz fraca cria sombras fantasmagóricas, é um pouco como eu agora.
Tenho que dizer qualquer coisa, me desculpar como Benjamin me disse e torcer para meu garotinho estar certo.
─Estava tão mergulhado no amor que sinto por você que não enxerguei o que sentia por mim.
Clarie se vira, ainda está encolhida e longe de mim, mas ao menos se volta em minha direção, continuo fitando as sombras no teto.
─Não enxergou o amor que sinto por você. – Ela corrige o tempo verbal, traz para o presente e isso me dá esperança. – A resposta não está nas sombras do teto.
Me movo para olhar para ela. O rosto delicado me encara de modo triste. Os dois deitados de lado, um de frente para o outro, agora em silencio.
─Desculpe.
─Ainda está me deixando? – Ela pergunta.
─Não estava deixando você. Não menti quando disse que não poderia. Estava antecipando a sua partida, achei que queria me deixar.
─Duvidou do meu amor. – A magoa continua ali, intocável, viva, me rasgando a alma.
─Sim. Não posso negar isso.
─Não pode. – Será que um dia ela será capaz de me entender?
─Talvez não entenda, mas é sempre muito mais fácil para mim, mais possível ser desprezado, meu cérebro sempre registra as coisas desse modo. Não é sobre você ser ou não capaz de me amar é sobre eu merecer ou não. Sinto muito se decepcionei você.
Uma lagrima escorre grossa, desce por seu rosto e ela seca quando encontra seus lábios. Tão linda e silenciosa. Fico pensando se não poderia apenas envolve-la em meus braços.
─Você não tenta. Começamos uma família, eu tento, o Ben tenta, mas você não, continua trancado aí dentro.
─Até isso acontecer eu achei que estava tentando. Mas hoje quando te vi falar com o Spencer e sabendo que o Benjamin foi para a escola, que fez amigos... Está certa, ainda estou no mesmo lugar de sempre. Vocês não e entendo se não tiver mais espaço para mim.
─Não vou deixar você por mais que seja isso que busca, nem o Benjamin vai, porque isso é parte do processo de tentar. Não vou correr para longe porque é mais fácil, vai precisar ir muito mais fundo que isso se quiser terminar abandonado.
─Eu não quero. – Tento demonstrar minha convicção sobre isso. – Eu amo você.
─Então prove. Me mostra do que tem medo, me deixa ver o que fizeram com você que te deixou assim.
─Não consigo Clarie, nem mesmo consigo olhar para nada disso. Achei que salvar Benjamin apagaria o meu passado, mas apagou apenas o dele e o meu continua intacto.
─Porque não se deixa ajudar. Eu fui escravizada e abusada dia após dia por homens diferentes. Eu sofri humilhações e mais humilhações por um longo ano. Eu não fiz nada se não aceitar isso.
Fico olhando para sua força emocional, sua coragem de dizer e lembrar.
─Eu me senti culpada e suja até chegar na minha vida. Seu amor apagou a culpa e limpou a sujeira. Iluminou minha vida, me deu esperança e coragem e o que fez nas ultimas horas não apaga nem diminui o valor de nada disso. Eu amo você.
─Ainda consegue me amar?
─Amor verdadeiro não passa, não acaba. Essa é a sua casa e eu e Benjamin somos sua família e vou esperar voltar dessa droga de viagem que vai fazer e vou rezar todas as horas para que fique vivo e volte. Não importa o quanto demore ainda vou te ver livre do monstro que te consome por dentro.
─É tão perfeitinha. Não vou a lugar nenhum, estava só fugindo.
─Melhor. – Ela diz quando uma nova lágrima brilha em seus olhos.
─Não precisa mais de mim, mesmo assim ainda está aqui. Obrigado.
Clarie me olha ainda triste. Os olhos ainda guardam lágrimas. Ainda não está tudo bem, tenho medo que nunca mais seja como antes.
─Eu ainda preciso, quando eu era fraca e indefesa qualquer pessoa podia ter me protegido, Rick, Maggie, Michonne. Não é um amor por interesse.
─Eu digo muitas bobagens juntas, tem certeza sobre esse seu amor? – Olho para o teto, eu a acuso de não me amar, depois a acuso de ter interesse em mim. Imponho limite a tudo, encontro segundas intenções sempre. Meu cérebro só trabalha assim. Procurando motivos escusos para alguém se importar comigo.
─Absoluta certeza.
─Se não viesse aqui, ia me procurar?
─Já disse que não te deixei Daryl Dixon.
─Não. Me desculpou?
─Sim. – Me movo mais uma vez e de novo encaro Clarie.
─Eu prometo não invadir seu espaço, posso esperar essa magoa passar, sei que deitou aí no meu lugar para estabelecer algum limite e entendo isso.
─Achava que não entendia nada de amor, mas Daryl como diz o Ben, você é um pouco burro.
Olho para ela um pouco surpreso, mas sinto seu olhar me aquecer, como se a magoa tivesse ido embora.
─Deitei no seu lugar para estar mais perto de você. – Ela diz acalmando meu coração, me enchendo de novo de esperança e amor. – Não vê que é só me tomar nos braços e tudo se apaga? Que estou lutando para acabar com todo espaço entre nós? Para quebrar todos os limites?
─Sei caçar Clarie, sei matar zumbis, sei socar um homem até meus dedos sangrarem, mas não sei nada de sentimentos.
─Está errado sobre isso.
─Sou todo errado. – Suspiro cansado de mim, com saudade dela, querendo desesperadamente estar perto o bastante de Clarie, senti medo de perde-la e ainda sinto, mas me mantenho imóvel a seu lado, mesmo com todas as suas palavras, ainda sou inseguro.
─Sabe que se quiser seu lugar de volta vai ter que vir aqui busca-lo? – Ela me sorri.
─Não quero meu lugar de volta. Quero você de volta.
─Não pode ter de volta o que nunca perdeu. Estou aqui, esperando você.
Me aproximo, envolvo Clarie e minha vida se preenche de um mundo de luz e calor. Meu rosto perto do seu, os olhos fixos nos dela, sua mão me faz um carinho, a mão que secou lagrimas que eu causei ainda podem me presentear com sua doçura.
Beijo seus dedos, é como beijar suas lágrimas que não pude secar. Meus lábios tocam os dela num contato leve. Me afasto um instante em busca de suas reações.
─Preciso de você.
─Daryl, eu te amo, não vou a lugar nenhum e quero ser sua. Não pode ter medo de me amar.
Mas tenho, sempre tive, não é medo de amar, é medo de perder. Afasto seus cabelos, sua mão volta para meu rosto.
─Foi forte para mim todas as vezes que estive fraca, vou ser forte por você hoje.
Clarie cola seu corpo ao meu, com dedos delicados acaricia minha pele. Me beija. Sinto suas mãos entrarem por dentro da camisa e aprofundo o beijo, ela corresponde, se afasta um momento e puxa a camisola, fica nua para mim.
Os olhos tão apaixonados, quando vou parar de duvidar? Olho seu corpo, ela puxa minha mão e conduz até seu seio. Depois me puxa para um beijo e sinto todo o medo que me dominou ir embora quando o desejo ocupa todo espaço.
─Te amo! – Sussurro em seu ouvido, depois meus lábios descem por seu pescoço e ela arqueia o corpo, se cola ainda mais a mim, suspira, me olha nos olhos quando me ajuda a me livrar das minhas roupas.
Sinto tudo mais intenso e profundo do que todas as outras vezes. É agora tudo repleto do amor apenas. Meu amor por ela, o dela por mim, tudo misturado em cada movimento apaixonado e envolvente.
Não tenho pressa. Clarie não tem, só vamos nos saciando, renovando o desejo e prolongando os minutos até que tudo fosse só a paixão a me arrebatar. Nenhum momento desvio meu olhar. Quero olhar para Clarie, assistir seu prazer e me convencer de seu amor para nunca mais fugir dele.
Algumas lágrimas ainda rolam por seu rosto.
─Chorando meu amor?
─De saudade, de feliz, de amor. – Ela me conta e então meu corpo e o dela confirmam suas palavras numa onda de amor, mas nem isso afasta meu olhar. Nem isso me afasta dela. Ficamos imóveis, perdidos um no outro, com o silencio harmonioso nos envolvendo.
─Não vou mais me esconder, vou tentar te mostrar Clarie. Quero ficar inteiro para você. Mas se eu fizer de novo...
─Vou perdoar, esperar, te buscar, não acaba Daryl. Amor não acaba, se transforma, como acho que se transformou um pouco agora. Mas nunca acaba.
─Toda perfeitinha. Linda e cheia de coisas aí dentro. – Envolvo Clarie, toda ela, o mais perto que posso, não quero mais soltar, não quero nunca mais perder.
─Agora estamos os dois no seu lugar. – Ela diz se aconchegando. Jogo as cobertas sobre nós.
─É muito espaço, vamos ficar assim, bem pertinho. ─Beijo seu ombro. Ela suspira. – Grudados a noite toda.
─Duvido. É todo espaçoso, amanhã acordo jogada lá na pontinha. Aí fico quietinha só esperando me procurar e me arrastar para perto. Gosto quando faz isso. Podia vir sozinha, mas espero que me puxe. É sexy.
Rio, beijo seu pescoço. Faço isso noite após noite e até isso me apavorava perder.
─Acordei o Benjamin. Tadinho. Fui dar uma olhadinha nele e o acordei.
─Eu sei, ouvi você chegar, ouvi você entrar lá e ouvi que conversavam, só não sabia o que. Meu coração se partiu porque achei que tinha vindo se despedir dele. – Ela estremece. – Me dá vontade de chorar só de lembrar.
A voz embarga e a aperto mais, é meu jeito de tentar mostrar que estou aqui e não vou a lugar nenhum.
─Falei com o Rick, ele me aconselhou e o Ben também, fiz uma grande lambança.
─Fez e ainda vai ter que bater na porta o Aaron e dizer que mudou de ideia. Bem feito.
─Ah! Bem feito? Vou aproveitar e contar para o Eric a sua implicância com ele.
─Não Daryl, sem apelar, ele vai rir de mim para sempre! – Ela pede de um modo manhoso só para me derreter. Depois se vira ainda em meus braços, me olha nos olhos. – Quero dormir assim, olhando você.
Beijo seus lábios. Ela se encosta em meu peito e ficamos esperando o sono chegar. Acho que vou passar o resto da noite apenas sentindo Clarie em meus braços sem conseguir dormir.
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