Resumption
46 Capitulo 46
Notas iniciais
Pov – Amber
─O que foi isso Spencer? – Pergunto enquanto subimos os degraus da enfermaria para encontrar minha mãe.
─O que? – Ele devolve a pergunta com um sorriso cínico no rosto enquanto abre a porta me dando passagem, minha mãe erge os olhos dos papeis que lia, sorri e nos aproximamos.
─Você estava jogando charme para Clarie? Foi isso que entendi? – Pergunto e logo minha mãe se alarma.
─Que conversa é essa vocês dois? – Denise Loyd é uma mulher muito cautelosa, estamos em uma comunidade, mas antes disso ainda somos um pequeno núcleo, nós três vivemos coisas lá fora juntos e nos vemos como um tipo de pequena família.
─Pergunte a ele mãe, acabamos de encontrar a Clarie, Spencer deu em cima dela.
─Spencer! – Minha mãe o olha indignada.
─Não foi bem assim Denise. – Ergo uma sobrancelha, não sou idiota, foi exatamente assim. – Eu a elogiei, disse apenas que ela é uma mulher incrível. E ela é.
─Incrivelmente comprometida, sabe no que está se metendo?
─O que deu em vocês duas? Isso é coisa minha.
─Não. O que faz de errado respinga em nós, chegamos juntos e estamos juntos. Além disso não tem sentido tentar conquistar uma mulher que não está sozinha.
─Pessoas se separam, ainda mais hoje em dia.
─Spencer, não acha meio fora do lugar estar apaixonado por uma mulher que mal conhece? – Minha mãe o cutuca, não é a primeira vez que ele faz isso, mulheres são seu ponto fraco, me sento ao seu lado na cadeira que sobra na frente da mesa da minha mãe, Spencer se recosta, tem um olhar divertido e despreocupado, como se fosse tudo uma grande brincadeira.
─Vocês são muito românticas, não estou apaixonado, apenas atraído, ela é linda, muito delicada, ao mesmo tempo é forte e decidida.
─E acha que por que Clarie é uma jovem interessante pode passar por cima de tudo e arriscar o casamento dela?
─Olha, por enquanto são só elogios, estou só caçando um espaço, ela gostou ficou toda ansiosa.
─Não mãe, eu estava lá, Clarie não ficou ansiosa, ela ficou assustada, apenas assustada.
─Isso acontece, depois ela vai se soltando. – Sinto pena do machismo tolo de Spencer, do modo como ele acha que mulheres são fáceis. Eu sempre adorei tê-lo por perto, mas nesse momento olho para ele um pouco envergonhada.
─Spencer, notou quem é o parceiro dela, marido, sei lá. Já deu uma boa olhada em Daryl Dixon? – Minha mãe tenta alerta-lo.
─Por isso mesmo acho que meus elogios vão muito em breve surtir efeito, o cara é o típico homem das cavernas. Acha que ela já ouviu alguma doçura ou gentileza vindas dele?
─Se ela está com ele, algo ele deve ter que ela goste.
─É muito novinha Amber, isso foi falta de opção.
─E se ele descobrir e matar você?
─Não fantasia Amber. Se ele perder a mulher o asar é dele, acho que vai mesmo é se mandar de tanta vergonha.
─Você é um arrogante! – Eu declaro, nunca me vi tão irritada com Spencer como agora. – Passamos um monte de coisas juntos lá fora e eu admirava você, mas acho que essa segurança toda que encontrou aqui mexeu com a sua cabeça.
Viro o rosto sem querer encara-lo, Spencer não pode ser tão bobo assim, me sinto decepcionada.
─Spencer, por favor, reveja essas suas investidas, eles têm um garotinho. Benjamin, é como filho, os chama de pai e mãe, o mundo tirou tudo de todos, não interfira em algo que parece bom para alguém.
─Denise acaba de dizer tudo, o mundo nos tirou tudo, tenho direito de lutar por algo que quero. Além disso não estou dizendo que vou tirar nada de ninguém, vou tentar a sorte e se ela me quiser eu não vou dizer não. Isso é com ela, não comigo.
─Eu tenho ouvido muitas histórias desde que cheguei, as pessoas vêm se consultar e falam aqui e ali, soltam coisas, dizem que quando Rick chegou aqui se interessou por Jessie, então ele simplesmente matou o antigo medico, Pete, que era marido dela, entende? Ele a queria, o homem estava em seu caminho ele limpou o caminho, Rick e Daryl são irmãos, não sei se irmãos mesmo ou só por estarem juntos há muito tempo, mas são irmãos e Rick é o líder no momento.
─Sei me defender, sobrevivi até aqui. Além disso acho que isso é só uma lenda, mais uma de Alexandria. Já ouvi outras.
─A família do Rick é ótima mãe, e o Daryl e a Clarie também são, gosto muito deles.
─Não estou falando do Carl, na verdade não estou falando de ninguém, não tenho do que reclamar desde que chegamos, só estou tentando abrir os olhos do Spencer para todas as possibilidades.
─Eu vou voltar para casa, a gente se fala quando chegar. – Deixo os dois, me sinto bem triste com tudo que aconteceu, com a decepção que Spencer me causou. Me sento no sofá com um livro na mão, folheio sem ânimo, como é difícil se acostumar com a segurança.
Uma batida na porta me desperta, rezo para não ser Spencer, não tenho nenhuma intenção de falar com ele tão cedo. Me surpreendo com Carl de pé na minha porta com seu chapéu e sem curativos, a cicatriz grande, do olho a orelha, mas agora sem inchaço e com uma coloração entre azul e lilás.
─Oi. – Ele sorri, sorrio de volta. – Combinamos que quando eu tirasse viria.
─Entra. – Convido e caminhamos os dois para dentro, ele se senta.
─Enxergando normal?
─Sim. – Olho para seu rosto e não muda o quanto é um menino bonito. – É a única, além do meu pai é claro.
─O que?
─A única que não finge, a única que me encara, que olha para ela, todo mundo prefere fingir que não existe, olham para o pé ou o horizonte quando falam comigo, para não ferir meus sentimentos eu acho.
─Deve ser bom ter gente preocupada com seus sentimentos.
─Pode ser Pollyanna.
─Teve que ler esse livro também?
─É mais ou menos, não foi na escola, foi na prisão, quando vivemos lá, Carol tinha um grupo de leitura, as vezes meu pai meio que me obrigava a ir, eles leram esse livro, não vi tudo, só que era alguém tentando sempre ver o lado bom das coisas. Ficava pensando onde achar algo bom no apocalipse.
─Não tem mais escola? – Brinco e rimos os dois.
─Só se for para você, nunca me livrei disso completamente. No começo era minha mãe me obrigando a fazer dever de casa no meio do apocalipse, entre fugir de um zumbi e outro. – Seu sorriso se apaga com a memória. – Eu ficava uma fera, depois foi a prisão e agora meu pai anda tentando me convencer a me juntar com os garotos nessa tal escola.
─Minha mãe também, se você for eu vou, se não, vou fugir disso o quanto puder.
─Não está nos meus planos.
─O que está nos seus planos? – Pergunto e ele encara o chão pensativo, não sei nada sobre o que eu quero, acho que ele também não.
─Me encaixar em algum trabalho, só isso, atiro bem, posso matar zumbis, não sei, um trabalho, como todos que vivem aqui.
─Minha mãe me ensina muito sobre o trabalho dela, acha que um dia posso substituí-la, mas ainda não sei, vou aprendendo, nunca é demais, mas queria mesmo ser como a Michonne, ou a Clarie. Usar uma espada ou uma lança.
─Quem sabe? – Ele me responde simplesmente.
─Acha que não é trabalho de mulher? – Carl ri quando percebe que fico meio brava.
─Fiquei sempre cercado de mulheres, as mais fortes que existem. Não sabe o que já vi mulheres fazerem. Vê a Maggie por aí dando uma de prefeita, mas ela pode derrubar uma dúzia deles, Carol já se melecou toda e andou no meio de uma horda sozinha, explodiu um prédio e salvou todos nós. Michonne é quase uma máquina, matar zumbis é trabalho para qualquer um que queira viver. Isso sem citar as que infelizmente não conseguiram.
─Entendo, é bom saber. Vamos? – Convido.
─Onde?
─Andar por aí, enfrentar logo todo mundo e depois esquecer isso tudo?
─Outro dia, hoje eu apenas vim cumprir minha promessa.
─Certo, vai ver Enid?
─Sei lá, se cruzar com ela por aí.
─Gosta dela? – Não devia perguntar, mas pergunto. Ele me olha, acho que pensando o que vai dizer.
─Somos parecidos, tem coisas que ela sente que sei como é.
Não gosto de ouvir, sinto raiva, nem devia já que ele não é nada meu, mas sinto, e não quero sentir nada disso.
─Então vai lá correr atrás daquela egoísta.
─Não disse isso. – Ele resmunga. – Mas posso ser amigo dela, tentar ajudar, não tem nada demais, só porque ela é diferente eu não tenho que afasta-la.
─Desculpe, você tem razão, não posso mandar em seus sentimentos e escolhas, não gosto quando fazem isso comigo.
Ficamos calados, isso é muito estranho, não sei o que fazer, as vezes, queria ficar assim só como amiga dele, outras, queria ver como é ter um namorado, dar um beijo, quando tudo isso começou era pequena demais para saber dessas coisas e agora quando tudo se acalma e posso pensar fico com medo.
─Daryl e Clarie são felizes? – Mudo completamente de assunto, ele dá de ombros.
─Acho que sim, pelo menos eu nunca vi ele assim tão grudado em alguém, e eles até adotaram o Benjamin, então acho que sim.
─Não conta por aí, mas o Spencer está interessado na Clarie, eu vi ele meio que dando em cima dela e ela ficou tão assustada, senti até pena.
─Babaca, falta de respeito, Daryl vai ficr furioso, e a Clarie é muito delicada, ela passou um monte de coisas bem ruins, ruins mesmo, não precisava passar por isso.
─Fala de....
─Disso mesmo, mas não vou ficar contando não. Manda esse seu amigo ficar longe. E vou falar com meu pai.
─Por que ele matou o Pete? – Pergunto de uma vez.
─Por que ele machucava Jessie, porque ele não teve escolhe depois que ele matou o marido da Deanna na frente de todo mundo.
─Seu pai já gostava da Jessie?
─Nem sei direito se ele gosta, ele ainda está todo confuso com isso. – Ele fica de pé, o chapéu encobrindo os olhos bonitos, tiro de sua cabeça e coloco na minha, sorrio fazendo pose, ele fica me olhando com os olhos azuis lindos e meu coração até acelera um pouco.
─Como fico?
─Bonita, fica muito bonita. – Ele diz meio sem graça e eu também, coloco o chapéu de volta nele e ficamos perto, me assusto e afasto. – Podemos dar uma volta amanhã?
─Sim. – Digo apenas e ele afirma.
─Já vou, até amanhã Amber.
─Até Carl.
Abro a porta para ele e depois assisto ele caminhar com a cabeça baixa e apressado. Sinto um pouco de qualquer coisa que não é pena, mas carinho, um carinho cheio de preocupação.
Pov – Daryl
Mentiu, ela simplesmente não quis me contar sobre Spencer e não sei o que significa, não consigo esconder que me machuca, achei que tínhamos uma história bem diferente disso.
Como pude ser tão tolo? Nós dois contra o mundo! Era isso que achava, mas estou errado, quando ela deliberadamente mente sobre Spencer só posso pensar que algo está acontecendo e ela não me quer parte disso.
Ou porque não confia em mim, ou porque está interessada nele. Não seria mesmo o fim, ele tem boa aparência, é carismático, diferente de mim em absolutamente tudo.
Seria bem natural ela cair no seu charme, mas se pensa que vai me fazer lutar está errada, esse não sou eu, se ela prefere o cara vai ficar com ele, não vai me ver me desdobrando para convence-la a ficar.
As vezes nem mesmo eu quero estar perto de mim, porque a obrigaria a isso?
─Tudo bem? – Michonne me questiona meia hora depois de caminharmos no mais completo silencio. Dou de ombros, claro que não vou me abrir com ela.
─Só prestando atenção a minha volta.
─Sei. Até que vai tudo bem, depois daqueles porcos as coisas se acalmaram realmente.
─Os lobos gastaram as energias de todos. Ninguém quer mais brigas.
─Alexandria se sente em dívida com Rick, com todos nós, pelo que fizemos. – Ela me diz caminhando com a espada nas costas e um ar atento.
─Será que é gratidão? Parece mais medo. Eles também nos culpam pelos ataques.
─Só quero que dê certo. – Ela me diz.
─Não sente falta da estrada? – Pergunto e ela me olha. Fica um momento pensativa.
─Depois de uns dias que estávamos aqui aposentei a katana. – Olho para ela surpreso, ela sorri. – É. Acredita nisso? Num momento simbólico eu a pendurei na parede decidida a andar como todo mundo por lá. Não durou nada é claro, logo a vida me deu um bom chacoalhão e me atirou na cara que não se pode mais retornar.
─Não. Nunca mais vai ser como antes.
─Mas a pergunta sobre sentir falta, não, eu gosto do que estamos tentando fazer, a Michonne matadora de zumbis é produto do apocalipse, sou muito mais que isso. Mas também é sim. Me acostumei a estar aqui de olhos atentos e as vezes não sei o que fazer com as horas.
É isso que penso, o que vou fazer com as horas se ela me deixar. Ela ocupa todas elas, ou estou com ela ou estou me cuidando para estar. Sem ela é só o relógio correndo interminável.
─Sinto falta também.
─Mas agora tem a Clarie e o Benjamin, não perca isso.
─Não depende só de mim.
─Faça sua parte. – Ela aconselha.
─Pode não ser o bastante. Ando pensando em sair uns dias para recrutar, pensar um pouco.
─Cansado? Arrependido?
─Nem um, nem outro, só precisando de espaço, de dar espaço.
─Acha que a Clarie está cansada de você?
─Vem, vamos continuar, não quero conversar Mich.
─Ok. – Continuamos nosso caminho, nem sei direito o que estamos fazendo, acho que só caminhando mesmo, olhando as coisas. Mas minha mente está em Clarie e nas escolhas que ela vai fazer, se vou esperar que escolha.
Escuto barulho, folhas se movem e depois vem o som costumeiro, paro com Mich já de katana em punho, um zumbi sai do meio de arbustos, depois outro e mais um. Cinco e então seis.
─Vamos embora! – Ela toca meu braço, não me movo, armo a besta, acerto o primeiro, depois o segundo, eles se aproximam mais, ela passa a espada pela cabeça de outro enquanto armo a besta para pegar mais um. – Daryl.
─Pode ir. – Aviso meio que querendo sentir qualquer coisa que não seja Clarie dentro de mim. Vamos ficando cercados. Não dá mais tempo de montar a besta e a uso para acertar cabeças.
─Droga! – Michonne reclama começando a me ajudar, uns minutos depois acabou, tem uma dúzia de corpos pelo chão, um deles ainda se movia tentando ficar de pé e esmago sua cabeça com o pé.
Quando encontro os olhos de Michonne eles estão indignados.
─Que merda foi essa? – Ela me pergunta e só dou de ombros em resposta, cansado e olhando os corpos pelo chão. – Não me ignora, que merda foi essa?
─Só... Caíram todos, tudo bem.
─Coisa nenhuma, esse não é você, Daryl Dixon não coloca amigos em risco por diversão e adrenalina! – Ela diz séria e olho para ela espantado, a verdade me chocando. – Sim, algo sempre pode dar errado.
─Podia ter ido, não pedi para ficar, eu dava um jeito! – Respondo tentando me esquivar.
─Resolve seus problemas antes de vir aqui fora. Respeite as coisas que vivemos, as pessoas que perdemos, os que nos esperam. Não faz muito e vi Sasha assim, ela está morta agora.
─Fatalidade.
─Será? Não sei se ela estava trabalhando direito, a mente estava longe do corpo há muito tempo, vem vamos voltar e não brinca mais com a sua vida, nem com a minha.
─Desculpe.
Começamos a caminhar de volta, no começo em silencio. Quando os portões de Alexandria se aproximam ela me olha.
─Aquela mulher te ama, eu sei que não entende nada disso, é péssimo com sentimentos, mas não cria coisas. Eu sei o que ela passou, sei o passo que deu para ficar com você, isso não muda do nada.
Não respondo, mas ela sabia que não responderia, só queria mesmo dar seu recado e entramos, Aaron surge no meu caminho quando me separo de Michonne.
─O que me diz de recrutar? – Pergunto e seu olhar me investiga. Odeio isso, por isso Rick é meu amigo, ele não me investiga, sabe e pronto, da seu recado e não fica de conversas e olhares.
─Estava achando que teria que encontrar outro. Pelo que sei você tem o garotinho agora.
─Ele pode ficar com a Clarie.
─Achei que ela começaria a nos acompanhar.
─Ela fica com o Ben, está interessado ou vou sozinho?
─Podemos ir, quem sabe uns dias fora, é bom, podemos ter certeza sobre esses lobos, nem mesmo sabemos se pegamos todos.
─Quando?
─Dois dias para organizar. Fala com o Rick? – Ele me pergunta e afirmo.
─Agora mesmo, e vou dar uma olhada na moto.
─A vontade, a garagem está aberta como sempre.
Assinto e depois caminho em busca de Rick, era hora do almoço e o encontro em casa com Judy e Carl.
─Recrutar Daryl? Ainda estamos em racionamento.
─Caçar para ter certeza que pegamos todos os lobos então.
─Não é melhor se entender com a Clarie antes de se enfiar numa aventura que não quer ir apenas para se esconder?
─Ela que fique livre para fazer como quiser, na verdade é isso mesmo que quero, deixar seu caminho livre.
─Entendo, não sei bem o que é, mas vai com o Aaron e ele volta com você ou volta sozinho? – Ele sempre sabe. No momento quero sumir um pouco do mapa e bem que estava em meus planos me perder de Aaron por uns dias.
─Sabe que não pode me prender aqui.
─Porque pegou o menino se pode manda-lo sair assim, no primeiro problema?
─Não tem nada a ver com o Ben. – Será que não tem ninguém do meu lado?
─Ele vai sofrer se partir, e vão ficar sem proteção.
─Não vim te pedir nada Rick, sabe que nunca fui seu soldado, vim comunicar.
─Não é meu soldado, é meu irmão e não sou o Merle, eu sou o irmão que coloca juízo na sua cabeça, como faz comigo. E também sou o que te escuta e apoia. Como faz comigo, se precisa ir vá, mas precisa saber que não pode fazer isso sem magoar e preocupar pessoas, é o risco quando se envolve com elas.
─Pretendo voltar.
─Tomara que as pessoas que se importam ainda estejam aqui. Disse que não queria mais perder pessoas, achei que não iria mais abrir mão delas.
─Também pensei. – Deixo Rick na varanda e caminho pelas ruas de Alexandria sem a menor vontade de encarar Clarie e as mentiras que podem vir disso.
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