Resumption

41 Capitulo 41


Notas iniciais
Oiiieeee Aqui está mais um capitulo.

Pov – Clarie

Assim que deixamos a casa, Ben segura minha mão, meia dúzia de passos depois eu paro, ele não pode ficar andando por aí, tem um corte muito profundo na perna, outro nas costas sobre o anterior que mal tinha cicatrizado. Além disso manchas roxas por toda parte desde o rosto até as canelas.

─Daryl. – Ele e Rick param de andar, olham para mim. – Ele não aguenta andar até lá.

─Não quero ficar em casa sozinho. – Benjamin aperta minha mão assustado.

─Nem pode, precisa ver a doutora Denise. – Eu digo quando Daryl o ergue nos braços.

─Vem pequeno duende. – Seguimos caminho, as ruas antes tão bonitas e limpas ainda guardam as marcas da pequena guerra, mascas que se refletem no semblante das pessoas que caminham de um lado para outro.

Quando passam por Benjamin o olhar fica ainda mais triste, talvez ele nem tenha ideia de como está marcado, de como aperta o coração de qualquer um que o veja.

─Vai entrando Rick. – Daryl pede quando chegamos na porta. Rick acena, quando ficamos sozinhos na varanda Daryl coloca Ben no chão. ─Ben, se lembra como tratou a doutora? – Ele afirma.

─Pensei que quando eu melhorasse ia ter que ir embora, então eu briguei com ela. Eu não preciso ir embora, não é mesmo? Mesmo quando eu sarar.

─Não vai embora, entende isso? – Ele afirma. – Então sabe o que tem que fazer?

─Pedir desculpas para a doutora Loyd.

─Ótimo, vai me deixar bem feliz e a Clarie também. E ela vai examinar você. – Entramos, Carl estava sentado na cama, o rosto ainda coberto pelas ataduras, um ar abatido e cansado, ele acena quando chegamos, a doutora que estava entre ele e Rick sorri.

─Carl acho melhor eu ver o Benjamin primeiro, quando eles saírem olhamos seu curativo.

─Porque não quer assustar o garoto com a minha cara de monstro? – Aquilo me aperta o coração.

─Não faz mal Carl eu não ligo se ficar feio que nem zumbi, você é legal. – Benjamin sorri para ele, Carl olha para o pai que dá de ombros.

─Nesse caso vamos atender primeiro o Carl. – Denise diz se voltando para ele.

─Quando chegar minha vez eu peço desculpas. – Benjamin sussurra e Daryl afirma.

As bandagens são removidas, fico sem saber se me concentro em olhar para mostrar a Carl que tudo está bem ou se me afasto para não constrange-lo. Decido olhar já que é isso que todos estão fazendo.

Tem pontos que vão do olho a orelha, manchas roxas e a pele esfolada. Ele mantem os olhos fechados, penso nas marcas que esse mundo nos deixa o tempo todo. Ninguém sai ileso, não importa o quanto tudo isso se transforme nunca vai ser como antes, não podemos ser como antes.

─Precisa abrir os olhos Carl. – A doutora pede. Carl puxa o ar com força juntando coragem, depois abre os olhos, se passa um longo minuto em suspenso, faço uma prece mental, ele pisca, o olho vermelho, sinto o aperto de Benjamin em minha mão.

Ele se sente culpado e minhas orações são por ele também. Porque ele perde um pouco de luz também se Carl perder a visão.

─E então? – Denise pergunta. Ele encara o pai.

─Está embaçado, mas acho que posso enxergar. – Um alivio percorre todo meu corpo.

─Que bom! – Rick o abraça emocionado, a doutor faz alguns testes, tampa o olho bom, aponta uma pequena lanterna, pede para que ele siga a luz.

─Acho que estamos bem. – Ela toca seu ombro, ele sorri. Agora mais leve e tranquilo. – Vou fechar mais um dia, os olhos são sensíveis e não queremos uma infecção. Amanhã tiramos o curativo para os pontos secarem e em uma semana vai estar em perfeitas condições, pode ir para casa, mas não faça muito esforço físico.

Carl desce da cama, Rick o ajuda a calçar os sapatos, fico olhando a cena, é um jovem rapaz, diante de um líder decidido, mas são também pai e filho e aquele é um momento doce.

─Tchau Carl, depois vai lá jogar um pouco comigo.

─Acho que você que vai ter que ir lá em casa Ben. – Carl diz bagunçando seus cabelos. – Tchau, depois a gente se fala.

Rick e Daryl conversam qualquer coisa e depois os dois nos deixam, Daryl volta para perto de mim.

─Agora o rapazinho aqui. – Denise se aproxima. Benjamin fecha a cara.

─Eu não sou rapaz, sou criança, tenho oito anos, não está vendo? – E ele nem se desculpou pela última malcriação. Queria rir, ao mesmo tempo que queria brigar, no fundo acho que ele nunca vai perder esse lado Daryl Dixon de ser, impaciente e ríspido, os dois podem ser doces e sensíveis, mas são impacientes e podem num segundo explodir numa patada digna de um touro bravo.

─Adoro como você é simpático e educadinho. – Denise diz sorrindo. Ben é inocente e sorri diante do elogio cínico.

─Obrigado doutora.

─Senta aqui. – Ela aponta o lugar onde a pouco Carl esteve, ele se senta, agora orgulhoso. – Vamos ver primeiro essas costas.

─Ah! Eu me esqueci, desculpe que fiquei bravo com a senhora ontem. – Ele diz a ela, mas os olhos em Daryl esperando por sua aprovação.

─Você bravo? Impossível! – Ela brinca de novo. Retira o curativo, agora ele deixa a falsa calma de lado, fica tenso, os olhos assustados.

─É melhor deixar a Clarie ver, ela sabe. – Ben diz assustado, gosto que confie em mim, me faz bem, mas quero mais para ele, não sabemos nunca quando acaba e quero que ele esteja pronto para me perder.

─A doutora sabe o que faz Ben. – Eu digo me aproximando dele, Benjamin procura minha mão, aperta assustado, ela faz uma rápida assepsia, ele fecha os olhos apertado.

─A pele ficou muito ferida. Vai demorar um pouco mais, mesmo assim vai ficar bom. Agora vamos ver a perna. – Ela fecha o curativo nas costas. Depois faz Benjamin se deitar os pontos na perna parecem bons, ainda um pouco inchado. Ela toca e ele geme.

─Ai porra! Essa merda dói. – Ele se senta, os olhos cheios de lágrimas. – Quero ir embora Clarie.

─Calma. – Daryl que assistia de longe se aproxima, só sua aproximação já tranquiliza Benjamin. – Deita e deixa a doutora examinar. Estamos aqui com você.

Ele volta a se deitar, aperta minha mão e os olhos, a doutora fecha o local, depois se afasta.

─Está ótimo, daqui uma semana tiramos os pontos.

─Tirar? Para que tirar? Não quero tirar nada. Eu não quero voltar aqui, chega de doutora.

Benjamin desce da cama, se arruma muito decidido, depois me olha assustado, como se faz para ser dura com um garotinho que só conhece dureza e indiferença?

─Vamos decidir isso daqui uma semana. Obrigada doutora, desculpe mais uma vez. – Suspiro, ela faz um sinal que está tudo bem, Benjamin deve ser de longe seu pior paciente, mas mesmo assim ela é gentil.

Ele segue mancando em direção a porta, ainda segura minha mão me levando com ele. Troco um olhar preocupado com Daryl, mas ele parece tão tranquilo, Ben sempre o deixa calmo, quase nunca ele se afeta, é como se soubesse sempre como agir.

─Viu que eu pedi desculpas Daryl? – Ele pergunta quando Daryl o ergue nos braços.

─Vi e vi que tem mais um caminhão de motivos para pedir novas desculpas.

Benjamin se encosta nele um pouco decepcionado. Sinto um pouco de pena, queria que ele fosse um menino confiante, que não tivesse tanto medo de ser esquecido, quem sabe com o tempo.

─Você não vai ficar em casa com a gente? – Ben pergunta.

─Não, tenho que trabalhar um pouco, você fica com a Clarie.

─Quando eu vou ficar indo com você nos lugares?

─Quando sarar.

─E demora?

─Muito, porque não quer voltar na doutora e esses pontos vão ficar aí para sempre, achei que era bem corajoso, mas...

─Tá bom, eu vou, mas só um dia, um diazinho só!

─Muito bom pequeno duende.

Daryl o coloca no chão na varanda, as vezes queria que ele fosse um pouco menor para que eu mesma pudesse carrega-lo, isso é algo que realmente sinto falta.

─Cuida de tudo Ben. Volto logo. – Ele afirma, dou um beijo em Daryl, é só um leve tocar de lábios, mas me dá uma saudade dele, de estar verdadeiramente em seus braços. Acho que ele sente o mesmo pelo modo intenso com que me olha. Depois acena e nos deixa, entramos os dois.

─Que tal jogar um pouco de vídeo game enquanto arrumo as coisas e preparo uma refeição?

─Pode ser. – Benjamin se senta em frente ao jogo, liga e se distraí enquanto eu me perco no trabalho domestico, não é o que mais gosto no mundo, seria se o mundo fosse outro, adoraria poder apenas cuidar da minha família, mas nesse mundo eu queria estar mais ativa.

Passo por Benjamin na sala, sentado ereto como nos primeiros dias quando ainda não sabíamos de suas feridas, ele sorri tirando os cabelos do olho, sorrio de volta, posso passar o resto da vida aqui dentro se isso significa manter Benjamim seguro e saudável.

Uma leve batida na posta me faz largar as panelas e seguir até a porta. Glenn me olha um pouco preocupado.

─Oi Glenn, entra. – Dou espaço para que ele passe. – Que acha de um café? – Seguimos para a cozinha, ofereço uma xicara de café para ele. – Está tudo bem?

─Mais ou menos. – Ele me diz preocupado. Benjamin surge, se senta em uma cadeira muito atento a nossa conversa. – Tem algo errado com a Maggie, desde aquele zumbi no sótão, não sei se o zumbi ou o desmaio, mas ela anda um pouco confusa, meio chorosa.

─Glenn com tudo que aconteceu nunca mais tive um tempinho com ela, realmente não sei do que se trata.

─Eu não vim aqui tentar descobrir nada, sei que são amigas, ela gosta de você como uma irmã e depois que perdemos a Beth isso é muito importante para ela. Pensei que podia ir até lá e conversar com ela, quem sabe se ela se abrir um pouco isso não passa?

─Vou fazer isso, Maggie é como uma irmã para mim também e claro que quero que ela fique bem.

─Vou indo então. Obrigado Clarie, preciso trabalhar.

─Sabe onde ela vai estar a tarde?

─Pelo que entendi em casa, esteve trabalhando na organização dos estoques desde ontem, contabilizando as perdas. Acho que pela tarde vai descansar.

─Vou até lá mais tarde. – Eu o acompanho até a porta, Benjamin nos segue, depois se senta de volta na frente do computador.

Dou comida a Benjamin, apenas uma lata de atum com salada de batatas, queria oferecer mais, no fim temos que agradecer termos comida.

─Ben, será que consegue caminhar um pouquinho até a casa da Maggie?

─Vou ficar o tempo todo com você? – Eu afirmo, e então ele me estende a mão. – Então eu consigo.

Andamos lentamente, aceno aqui e ali, penso em Sasha, nunca fomos muito íntimas, mal nos falávamos e quando dividimos um quarto eu tinha certeza que me detestava, mesmo assim sua morte me afeta profundamente, com tudo que passou e depois da história do portão aberto por Carol ela estava decidida a mudar e então isso.

─Tudo bem? Com dor? – Benjamin nega. – Quer descansar um pouquinho?

─Não precisa, olha a casa da Maggie ali. – Afirmo e seguimos até lá. Maggie me dá um sorriso ansioso quando nos recebe.

─Senta. – Ela me indica o sofá, sento com Benjamin quase no meu colo, o tempo todo segurando minha mão. – Tudo bem Benjamin?

─Eu me machuquei um montão, nas costas e na perna, e tem uns outros machucadinhos espalhados, no rosto, nas pernas, na barriga. Onde mais Clarie?

─É praticamente um prontuário! – Maggie sorri, mas sinto que parece preocupada.

─Glenn está preocupado.

─Eu sei Clarie, não sou o tipo que esconde muito as emoções, principalmente para ele.

─Quer falar sobre isso? – Ela suspira, olha para Ben. Acho que não quer se abrir na frente dele, faço um sinal que não posso fazer nada sobre isso, ele está confiante que não vou me afastar dele e a última vez que ficou sozinho nessa sala aquele monstro surgiu para ameaça-lo, um arrepio percorre meu corpo com a lembrança, reajo abraçando Benjamin que aproveita o carinho para se encostar em mim.

─Benjamin pode ouvir um segredo que quero contar para a Clarie e não falar para ninguém?

─Posso, não conto nada. – Ele diz decidido a ouvir tudo com atenção, é tão lindo meu pequeno fofoqueiro.

─Clarie eu acho que estou gravida. Não, eu tenho certeza. – Ela me diz e isso é bonito e ao mesmo tempo assustador e fico muda tentando assimilar a notícia. – Aquele desmaio me abriu os olhos. Claro que a imagem era forte, mas esses meses todos nas ruas, tudo que eu já vi, você sabe, não quero ficar falando muito, mas vi meu pai sendo... – Ela engasga, se cala. Seguro suas duas mãos entre as minhas.

─Não precisa dizer, conheço tudo sobre o passado de vocês.

─Bom, depois que desmaie eu fiquei mais atenta, então veio um mal-estar, a menstruação desapareceu há meses, mas eu nem estava me lembrando disso, sabe que a fome a tensão os esforços físicos, tudo isso desregula e até suspende a menstruação, mesmo assim sempre me cuidei, quer dizer, você sabe, mais ou menos. – Não eu não sei, não tomei qualquer cuidado desde sempre. Meu coração se acelera um pouco.

─Precisa dividir isso com o Glenn.

─Na prisão eu cheguei a achar que estava grávida, ele ficou completamente apavorado, confesso que fiquei até um pouco magoada, eu queria e achava que podíamos ter.

─Então a prisão caiu. – Eu lembro de como Beth falava sobre a devastação desse momento.

─Sim. E me dei conta que ele estava o tempo todo certo, nos perdemos, passei por momentos terríveis e se estivesse gravida eu não teria segurado o bebê, nem sei se teria sobrevivido.

─Talvez esse momento seja diferente Maggie.

─Não consigo acreditar nisso, a gente precisa desse lugar, eu tenho lutado para nos mantermos aqui, não tem sido fácil, a verdade é que desde que chegamos as coisas só deram errado e eles não conseguem não nos culpar por isso.

─É como uma sina, porque a verdade é que ninguém trouxe esses problemas, muito pelo contrário, isso teria acontecido sem nós aqui, a diferença é que nesse caso os lobos teriam vencido.

─Eu sei Clarie, eles não. O fato é que estou sim assustada, porque se tudo ruir eu não sei como vai ser.

─Penso que agora é tarde, está esperando um bebê, só o que podem fazer é amar essa criança, protegê-la e torcer para tudo ficar bem.

─Eu o amo! – Maggie toca a barriga, acaricia o ventre com um sorriso molhado de lágrimas. – Amo muito, penso que se for um menino vai se chamar Hershel, como uma homenagem ao meu pai.

─Todos vão ficar emocionados, vai ter um batalhão de gente para cuidar do seu bebê e ele será muito amado.

Abraço Maggie, ela chora um pouco e depois se acalma. Respira fundo, limpa as lágrimas, Ben olha para ela e segura sua mão.

─Maggie se você quiser pode me chamar de Ben.

─Puxa Ben. Obrigada, acho que a gente pode ser amigos agora, o que acha?

─Pode ser, mas você é um pouco chata e respondona.

─Você também. – Ela faz um carinho em seu rosto, mais uma lagrima escorre, sei que olha para as marcas em Benjamin e pensa no filho que carrega, em tudo que ele ainda pode ter que assistir e passar.

─Vou falar com o Glenn, não sei bem se hoje, mas só de dividir com você já fico feliz.

─Estou aqui Maggie, será uma ótima mãe e seu filho será muito feliz e amado.

─Obrigada.

─Mas agora tenho que levar o Benjamin para casa, ele está cansado e faminto.

─É mesmo. – Benjamin concorda e vamos para casa depois de mais um abraço de despedida.

Daryl chega logo depois de nós, eu o abraço, a mente trabalhando um pouco preocupada, e se estiver grávida? Porque não poderia? Beijo Daryl, ele faz um carinho nos cabelos de Benjamin.

─Vou colocar a mesa e espero os dois lá. – Aqueço a comida, penso em tudo que passei no Grady, nunca aconteceu, por que aconteceria agora? Talvez eu tenha algum problema, decido não pensar mais nisso e nos sentamos para comer.

─Contou para ele Clarie? – Ben me pergunta quando nos servimos todos.

─Que o Glenn veio aqui e vieram para a cozinha e eu tive que largar meu jogo e vir aqui para não ficar sozinha com ele. – Prendo o riso, Daryl ergue uma sobrancelha, adoro seu ar divertido fingindo indignação.

─Você já contou.

─Então é isso, queria ficar sozinha na cozinha com o Glenn? Que bom que temos o Ben então. Obrigado por cuidar da Clarie.

─E o que ele queria? – A pergunta é para mim, mas Ben é mais rápido.

─Ele queria falar que a Maggie está estranha para a Clarie ir até lá.

─E... – Daryl me olha.

─ A gente foi e a Clarie conversou com ela e agora ela já sabe o que é. – Quem diria que o garotinho tem essa boca grande. Rio e Daryl continua firme fingindo seriedade. – Mas isso eu não posso contar que é segredo e segredo eu não conto.

─Maggie está gravida Daryl. – Nunca guardaria um segredo dele, ou estamos juntos e dividimos tudo ou nunca pode dar certo.

─Isso é um pouco fofoca Clarie. – Olha quem fala? Beijo a testa de Benjamin. Aperto seu nariz.

─Tenho que contar tudo para o Daryl e ele para mim e você para nós dois.

─Tá bom! – Olho para Daryl sorrindo, mas meu sorriso se desfaz quando noto seu semblante.

─Daryl...

─Maggie é muito importante para mim, como uma irmã, ela e o Glenn, isso é... – Ele passa as mãos pelos cabelos preocupado e até um pouco triste. – Lori...

Não termina, mas não precisa, sei que medo é esse, acho que todos eles carregam esse peso, esse trauma.

─Se for um menino vai se chamar Hershel. – Ele sorri triste, suspira.

─Aquele velho era durão. Merece a homenagem.

─Vocês vão gostar mais do bebê da Maggie ou da Judith?

─Vamos gostar mais de você Ben. – Eu o tranquilizo sabendo que é isso que ele quer saber. Benjamin sorri satisfeito e se concentra na comida finalmente.

Notas finais
No próximo tem o papai e mamãe que vocês esperam é que ficaria muito grande se continuasse. BEIJOSSSSSSSSSSs