Resumption

12 Capitulo 12


Notas iniciais
Adoro não ter que ficar caçando um nome para o capitulo kkkkkkkkkkkkkk Ganho pelo menos uma hora, porque é mais ou menos isso que demoro depois de escrever para achar um nome.

Pov – Daryl

Como virou costume a primeira coisa que faço ao abrir os olhos e procurar por Clarie, mas ela não está mais ali, o dia estava claro e me ponho de pé, imagino que esteja ajudando Carl com o café da manhã de Judy, tem sido assim todas as manhãs.

Lavo o rosto, me olho no espelho e com a manga da camisa me seco, é mais do que um selvagem, é um ogro. Resmungo para meu reflexo no espelho.

A toalha está pendurada ao lado da pia, mas nunca penso nessas coisas, será que Clarie se importa com isso. Que diferença isso faz? Me pergunto seguindo para cozinha.

Rick alimentava Judi, Carol estava com ele tomando uma xicara de café.

─E a moto? – Rick me pergunta quando me sirvo de café e me sento no balcão, Carol passa por mim, me empurra.

─Cadeiras Daryl. – Eu finjo não ouvir, desço e assim que ela se afasta sento mais uma vez no mesmo lugar.

─Quase pronta, termino hoje, devo viajar amanhã.

─Está certo sobre isso? – Rick me questiona enquanto tomo mais um gole de café. Tem mesmo gosto de café, está quente como deveria ser e isso é surpreendente. Dou de ombros. – Confia em Aaron para isso?

─Sim. Mas não vou longe demais, não dessa primeira vez, quero ter certeza de que posso confiar nele e não sei... Não estamos aqui a tempo suficiente para confiar que vão ficar bem.

Me curvo um pouco para olhar pela janela, será que Clarie está lá fora? Onde ela pode ter ido? Quem sabe buscar suprimentos.

─Viram a Clarie? – Pergunto tentando parecer o mais despretensioso que posso. Não evito mais uma troca de olhares de Rick e Carol.

─Saiu bem cedinho. – Carl comunica entrando na cozinha e se sentando ao lado do pai. – Estava fazendo a mamadeira da Judy, mal tinha amanhecido.

─O que quer dizer com saiu? – Pulo do balcão, claro que ele está se referindo ao jardim, talvez a casa de Eric.

─Pegou a lança e saiu, não sabiam? – Carl nos encara arregalando os olhos quando sente a tensão. – Quando estava entrando no quarto para dar a mamadeira da Judy eu olhei pela janela e ela estava chegando no portão, não sabia que tinha problema.

─Droga! – Volto para sala, pego a besta encostada ao lado de onde eu dormia. – Merda! Merda! Ela não pode ter sido tão estúpida!

─Vou com você Daryl! – Rick entrega Judy a Carol.

─Não. Vou mais rápido sozinho, fique para o caso dela chegar, para o caso de dar algo errado. Tranque-a num quarto, jogue a maldita chave fora.

Abro a porta sem querer perder tempo. Não acredito que ela fez algo assim, o que tinha em mente?

─Estava no portão hoje cedo? – O homem fica empertigado com minha presença, afirma. – Para que lado Clarie foi?

─Ali. – Ele diz me apontando ao abrir o portão. – Levou a lança, mas acho que foi só isso. Não sabia que tinha que impedi-la, achei que...

Não escuto mais sua voz, apresso o paço procurando por suas marcas, nunca fomos para esse lado, não sei o que tem pelo caminho, ela não sabe, quanto estupidez uma pessoa pode cometer antes de acabar... Não concluo o pensamento, é duro demais para mim.

Um corpo de zumbi me chama atenção, pelo ferimento na testa sei que foi ela, mal consigo controlar as batidas do meu coração, outro zumbi está caído um pouco mais a frente.

É isso? Uma trilha de zumbis vai me levar a ela? Mas e se no final... Minha vontade é correr, mas preciso analisar o terreno, me perder agora só atrasaria mais as coisas.

Nunca me senti tão tenso, engulo em seco sentindo a boca seca, se pudesse pedir algo a Deus seria apenas para me deixar chegar a tempo.

Mais um corpo, passo a mão pelo cabelo, sigo mais adiante, o que ela achou que estava fazendo, onde pretende ir? Dois corpos caídos muito próximos me deixam em um quase choque, estou muito perto, foi a pouco, mas vejo o terreno remexido, marcas de mais do que uma simples defesa, será que a feriram?

Se ela foi mordida... Pode ser tarde demais. Um grupo de zumbis esteve por perto, caminharam por aqui. Antes? Depois? Algumas gotas de sangue me dão sua direção.

Me obrigo a seguir. A mente viaja para Merle, não cheguei a tempo, eu tive que fazer, eu tive que acerta-lo, depois Beth, não quero passar por isso de novo, não quero encontrar seu corpo, não quero que seja mais uma entre os mortos que dominam a terra. Porque tenho que assistir a isso todas as vezes? Quanto mais de punição tenho que suportar?

Eu disse que podia cuidar dela, não queria me aproximar, mas não consegui evitar e agora estou de novo caçando, estou de novo sozinho e não quero ver, não pode se repetir.

Continuo caminhando, ainda preciso controlar as pernas para não correr sem rumo em busca de um sinal de vida. Fico vendo seu rosto em minha mente, os olhos assustados sempre me procurando, seu leve tremor, a voz suave, o andar incerto, a busca por cuidados, a fragilidade misturada com toda aquela força que remove coisas dentro de mim.

Vejo uma cabana, pela janela zumbis saltavam perdendo partes do corpo, ávidos demais por carne e liberdade, então ela.

Clarie está de pé, lutando, um zumbi se aproxima de sua perna, faço mira com a besta, mas sua lança é mais rápida e mudo meu alvo a tempo de impedir que o último deles a ataque, ele cai.

Por um longo segundo não me movo, simplesmente porque não consigo, seus olhos encontram os meus, estão cheios de medo e coragem, ela é linda de um modo que me tira o ar e me dá o norte.

Seu corpo está coberto de sangue, baixo a besta quando me dou conta, sinto meu coração doer, é como se algo estivesse me rasgando por dentro de um modo que nunca senti, que não sei explicar, não quero assistir seu fim. Não quero estar em nenhum outro lugar quando a hora chegar.

Junto minhas forças, mais uma vez, pela última vez, me entrego depois disso, chega, não quero mais continuar. Caminho para ela que ainda está imóvel, me encarando.

─Onde foi a mordida? Onde? – Toco Clarie, não sou delicado, não sei ser assim, puxo as mangas da blusa, passo a mão pelas pernas, tento erguer a camisa para olhar, quem sabe um milagre? – Onde Clarie? – Eu grito, ela não pode continuar ali, muda, tentando se esquivar, não está sozinha, não vai passar por isso sozinha. – Onde está a maldita mordida!

─Não tem mordida! – Ela me diz e continuo vasculhando, as palavras não fazem sentido a princípio. – Daryl não fui mordida, o sangue é de zumbi.

Paro de procurar por ferimentos para poder olhar para ela, só então a frase começa a fazer sentido, Clarie não vai morrer, não foi mordida, está salva.

Primeiro sinto uma onda de paz e alivio que enche meu coração para logo depois ser tomado por um sentimento de fúria, ela não sabe o risco que correu, não sabe o medo e angustia que me provocou.

─Eles estão vindo. – Ela aponta em direção a cabana, minha fúria terá que esperar mais um momento, eu podia acabar com todo aquele grupo só com a raiva que estou sentindo, mas quero guardá-la toda para Clarie.

Eu a seguro pela mão, sem qualquer gentileza a arrasto para longe dos zumbis, vou ziguezagueando pela floresta, pisando duro e mudando o rumo até chegar a beira de rio de aguas rasas, está limpo de zumbis e só então me dou o direito de parar.

─O que deu em você? O que pretendia? Jamais vi tanta estupidez reunida numa só pessoa. – Não me importo com meus quase gritos, não ligo a mínima se ela está assustada, se me olha com todo aquele medo que já me acostumei, ela não sabe o que me fez passar, aquilo não é nada perto da angustia que senti.

─Eu queria...

─Se matar? – Interrompo suas explicações, não tem explicação para aquilo. – Tem uma lança, tem armas em todos os lugares de Alexandria, não precisava ter feito isso, era só dar um tiro na cabeça e fim! – Seus olhos marejam. – Saiu sorrateira feito um rato, fugiu feito uma criminosa, se queria ser corajosa devia ter me enfrentado e saído pela porta da frente.

─Só queria mostrar que sou forte, que posso ir com você.

Me sinto enjaulado, me afasto e me aproximo a cada frase, gesticulo como se mãos e movimentos a ajudassem a entender minha fúria.

─Então era isso? – Aquilo só me irrita mais. – Só provou que é inconsequente, irresponsável e que não está pronta. Não vai comigo, vai ficar em Alexandria, vai ficar viva e segura.

─Não sabe se será seguro, ninguém sabe. – Quanto mais imprimo raiva em meu tom de voz, mais suave é o dela. ─É mais do que ser devorada por zumbis.

─O que é então? – Ela não confia em mim, não me deixa saber do que tem tanto medo, do que está fugindo, aquilo me consome, eu devia ter ficado longo, esse era o plano, esse sempre foi o maldito plano. – Vamos Clarie, o que te assusta tanto em Alexandria?

Silencio, apenas silencio e olhos assustados, nada, nenhuma maldita palavra para me acalmar, convencer, passo as mãos pelos cabelos cansado, o pulso ainda acelerado, o peito ainda cheio de angustia.

Um zumbi surge, eles nunca param de aparecer, ela ergue a lança.

─Não se atreva! – Advirto e ela se mantem imóvel, com o cabo da besta, acerto a maldita cabeça, ela explode e o corpo cai, nem isso aplaca minha raiva. Eu quase a perdi e ela não entende isso, eu não entendo isso.

Volto para ela, nem suas lágrimas conseguem me apaziguar, seguro sua mão e levando para o rio.

─Tire todo esse sangue, vai apavorar todos em Alexandria, apavorar ainda mais. Já estão todos em pânico, claro que não se importa não é? – Ela me olha espantada. – O que? Achou que ninguém ficaria preocupado?

Clarie deixa a agua do rio limpar a pele, e tirar um pouco o sangue escuro das roupas, uns minutos depois está limpa, ou o mais perto que se chega disso. Ela pega a lança e começa a lava-la.

─Matei todos que surgiram, lutei com dois de uma vez, foi quando me sujei. – Vejo uma ponta de orgulho em suas palavras. – Um monte deles apareceu e fiquei deitada sob os corpos, foi assustador, mas eles não me notaram e foram embora.

─Eu segui os corpos até você, vi que foi... Forte. – Admito de má vontade.

─Acho que fui um pouco inteligente também, lutei com os que podia vencer, me escondi dos que podiam me pegar. – Ela tem aquele tom suave, fica me olhando enquanto limpa a lança. – Não pretendia preocupar ninguém, não me acostumei ainda que tem pessoas que se importam, fazia muito tempo que não tinha. Desculpe. Vou me desculpar com todo mundo quando chegarmos.

─Faça isso. – minha raiva abranda, ela está viva afinal, isso precisa ser o bastante, me aproximo um pouco.

─Desculpe decepcionar você, era a última coisa que queria, achei que ficaria orgulhoso da minha coragem. – Seus olhos marejam mais uma vez, sem sei se ela parou de chorar em algum momento.

Estamos os dois dentro do rio, ela toda molhada, os cabelos pingando um tanto fora do lugar, sinto a agua correr me puxando de leve pela correnteza. O rio parece querer me empurrar para ela. Não desobedeço. Toco seu rosto, ele é bem desenhado e a boca é sempre perfeita, fico preso mais uma vez nos olhos castanhos.

─Queria que me beijasse. – Me espanta um pouco suas palavras, não parecem ter sido libertadas com tanta facilidade, elas saem estranguladas, por medo ou timidez, não sei, não importa, gosto de ouvir, de novo move algo dentro de mim, mais uma vez a muralha que construí sede causando um pequeno terremoto interno e atendo seus desejos que se misturam com os meus.

Beijo Clarie, me lembro dos minutos de pânico em que tive medo de nunca mais sentir seus lábios e aprofundo o beijo, envolvo seu corpo e sinto que ela corresponde com tudo que tem, faz meu coração dançar e se não estivéssemos ali, no meio do perigo talvez não fosse capaz de controlar meu corpo que implora por mais do que seus lábios.

Me afasto já sentindo sua falta. Os olhos agora brilham de modo diferente, não estão mais cheios de lagrimas e ela parece quase feliz.

Olho mais uma vez para ela, um último olhar para seu corpo, apenas para confirmar que não está mesmo ferida, ainda tem um pouco de sangue no braço.

─Ainda tem sangue aqui. – Seguro seu braço e com a mão em forma de concha recolho um pouco de água, jogo sobre o local, esfrego e repito a operação, ela tenta se esquivar quando percebo uma mancha roxa, conheço aquilo, é claramente uma mão firme envolvendo seu braço. – O que foi isso?

─Nada. – Ela esfrega o local se desvencilhando. – Deve ter sido algum zumbi, ou quando cai.

─Pare de mentir. Está roxo, não foi de agora.

─Claro que foi. Como pode saber?

─Acredite, entendo de manchas roxas, sei bem como e quando se formam. Quem fez isso Clarie? – Toda a irritação retorna, mas agora ela não é mais meu alvo, o canalha que fez isso sim. Os olhos arregalados me garantem que estou certo, alguém fez isso e ela vai dizer quem foi. ─Ou confia em mim e me conta ou me afasto de você para sempre, não sei viver assim.

Dou uns passos para trás, é instintivo, não sei o que temos ou onde estamos indo, mas sei que não vamos chegar a lugar nenhum se não puder confiar nela.

─Aiden. – Ela diz apressada. – Quer que eu faça parte do grupo dele e... e... Ele me pressionou um pouco, mas foi só... Daryl... – Arrasto Clarie para longe, dessa vez muito mais delicado, vou acabar com aquele infeliz, vai ser rápido e que se dane se isso vai acabar com nossas chances em Alexandria. – Daryl não precisa fazer nada, eu... Me leva com você e tudo fica bem, esse vai ser meu trabalho e ele não vai mais tentar...

─Ele não vai viver para tentar.

Alexandria parece a quilômetros de distância, caminho com ela ao meu lado, seus passos apressados tentando me alcançar, a respiração pesada e o discurso de que tudo está bem só me irritam mais.

─As pessoas vão me odiar se fizer qualquer coisa, se o grupo tiver que ir embora por minha causa não vão me perdoar. Por favor esqueça isso.

─Não tem chance de esquecer isso, o cara machucou você, apertou seu braço até deixar marcas, se é que foi só isso, não chega tudo que passou? Ainda quer aceitar mais isso?

─Eu não quero, posso evita-lo, eu consigo, se partir com você...

─Não vai comigo! – Grito mais uma vez. – Nem sei se mais alguém vai a algum lugar.

─Judith precisa daquele lugar, e o Carl, se mandarem o grupo embora...

─Eu não sei quem pensa que somos, mas se acha que qualquer um deles vai achar isso natural está enganada! – Seguro seu braço para que ela possa ver mais uma vez a marca que o idiota mimado deixou.

O portão se abre, a primeira pessoa que vejo é Rick e Michonne, eles têm olhos de alivio, mas minha expressão logo os alerta, depois ele surge. Exatamente quem eu queria, o imbecil caminha cheio de si, noto claramente seu olhar sobre Clarie, vejo seu desejo que ainda não tinha me dado conta, ou não tinha parecido importar.

Ela é linda e claro que todos olham ao menos mais uma vez, é inevitável, mas seu olhar é diferente, ele não se contenta com apenas apreciar, ele acha que pode tê-la, mas não pode.

Só quando estou quase diante dele é que desvia os olhos dela e me percebe. É tarde, acerto um soco em seu rosto e ele cai, vou para cima, esmurrando o infeliz que achou que podia se aproveitar dela.

O nariz sangra fácil e ele não consegue reagir, é um covarde inútil que nem mesmo sabe brigar.

─Daryl! – Percebo a correria, os gritos, a voz de Deanna angustiada pelo filho, que se exploda tudo e todos. – Larga ele Daryl! – Rick e Michonne me tiram de cima do infeliz, Glenn e Abraham ajudam, quero avançar mais uma vez, minha fúria tornando o trabalho do grupo ainda mais difícil.

─O que está acontecendo aqui? – Deanna se ajoelha apoiando a cabeça do filho que toca o nariz e me encara assustado. – Que selvageria é essa?

─Selvageria é o que esse canalha vem fazendo. – Grito querendo avançar mais uma vez. – Ele machucou Clarie, pensa que pode ter tudo que quer, não pode! Vou...

─Calma Daryl! Está assustando as pessoas. – Rick me encara. Seus olhos firmes me pedindo tempo vão me acalmando, sei que ele está do meu lado. – Isso, agora o que ele fez?

─Ela sabe! – Aponto Deanna, seu olhar de decepção para o filho comprovam isso. ─Olha o braço dela todo roxo, esse idiota achou que podia força-la a acompanha-lo. Acha que pode tudo, vai protege-lo? Negar? – Desafio Deanna e ela olha para o filho, depois para toda comunidade a sua volta.

─Eu disse que podia convida-la Aiden, não obriga-la, que podia convence-la, mas nunca disse que podia ser agressivo. Fique de pé. – Ela se ergue e ele faz o mesmo, uma grande mancha de sangue na camisa, o rosto sujo com o sangue que escorre do nariz. – Desculpe Daryl.

─Não é para mim que deve pedir, é para ela, e não é você que deve fazer isso, é ele.

─Aiden! – Ela exige, sabe que precisa dar uma satisfação a comunidade, que com mulheres e crianças ali presentes não pode acobertar esse tipo de comportamento. – Aiden! – Ela insiste, seu tom mais severo.

─Desculpe Clarie. Não vai se repetir, perdi um pouco o controle, não sabia o que estava fazendo.

─Vá se limpar e depois quero você na minha sala. – Ele obedece de imediato, ela olha para todo grupo, depois para Clarie. – Sinto muito Clarie, vou controlar meu filho, você está segura aqui, todos estão. Não vai se repetir.

Só quando mãe e filho já estavam longe é que o grupo me solta, Rick caminha até Clarie, pega seu braço, examina e depois olha para ela.

─Pertence à família Clarie. Quando algo assim acontece tem que nos contar.

Ela afirma, acho que não encontra nada a dizer. Só baixa a cabeça, Rick se volta para mim.

─Entendo que perdeu a cabeça, mas vamos ficar de olho. Acho que ele entendeu o recado. Que bom que encontrou Clarie a tempo.

Carol abraça Clarie, acho que se sente tocada pela história, é um pouco do que ela já passou.

─Vem comigo Clarie. Está molhada, precisa de roupas secas e uma xicara de chá.

Maggie acompanha as duas. Rick e Michonne retornam as rondas e eu encaro Glenn.

─Também não confio muito nele, vamos sair juntos para buscar umas coisas para o Eugene, será bom para eu saber que tipo de cara ele é.

─Um lixo, esse é seu tipo e cuidado lá fora, vai te meter em encrencas.

Ele afirma e nos dispersamos todos. Vou atrás de Clarie, parece que é o que tenho feito de melhor. No caminho me lembro do modo grosseiro que a tratei, depois de ela ter passado pelas mãos do idiota, sinto remorso, vou me desculpar.

Não precisava ter sido tão ríspido, acho que ela sabe que foi por... Por... Porque Daryl? Porque teve aquele ataque. O que sente por ela? O que está acontecendo com você afinal?

Sair um pouco desse lugar e de perto de Clarie vai me ajudar a entender isso. Mas ainda estou aqui, ainda estamos perto e por enquanto só quero ter certeza que está bem.

Notas finais
Estou muito escritora esses dias né? Uns capitulos grandes que não quero mais parar de escrever. Gostaram? Comentem. BEIJOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!