Resumption
64 Capítulo 64
Notas iniciais
Pov – Daryl
Tem pelo menos dez pessoas na frente da enfermaria, entre ela eu, nervoso e ansioso como não fico desde sempre, isso é mesmo insuportável, é sobre Maggie e seu bebê, que já seria o bastante para me deixar assustado, mas é também sobre Clarie lá dentro. E principalmente sobre meu filho.
O parto de Maggie pode tornar tudo mais fácil nos próximos meses, ou mais difícil, escutamos o choro do bebê e relaxamos um pouco. Carl abraça o pai. Sei o que passa naquela cabeça de garoto, ele e Maggie dividiram um grande drama.
Isso ainda não é o bastante e Judith é prova disso, ela ainda está aqui. Forte e crescendo, mas Lori não. Rick a perdeu e um calafrio percorre meu corpo. Fico feliz por Ben estar na escola, ele e seu pessimismo assustaria a todos.
Carol se senta ao meu lado nos degraus da escada. Sinto sua presença, mas continuo encarando as botas concentrado em torcer para alguém vir nos avisar que tudo está bem.
─Clarie é muito mais forte do que parece. Ela vai ficar bem. Vocês dois vão. – Ela toca meu ombro e não consigo mais vê-la como minha velha amiga. Depois de tudo que vivemos o que ela fez ainda me apavora e não gosto de pensar do que ela é capaz.
─Eu sei. – Digo olhando um segundo para ela.
─Você não precisa me entender, só me aceitar. – Ela diz e não posso falar muito sobe isso, boa parte das pessoas que nos cercam não tem ideia do que ela fez. Das vidas que tomou com aquela atitude estúpida de deixar zumbis entrarem.
─Vivemos no mesmo lugar, mas não precisamos ser amigos, eu não entendo e não aceito. Eu apenas sobrevivo a isso também.
A porta se abre e fico de pé, Clarie deixa a enfermaria com um sorriso que nos garante a saúde de Maggie e o bebê. Corro para perto dela assim que a vejo.
─Estão bem. É um menino lindo. Hershel! – Ela diz em voz alta e as pessoas se abraçam e comemoram. – Maggie está ótima, está amamentando e tudo correu bem.
─E você? Como está?
─Feliz e um pouco cansada. Foi emocionante e assustador. – Ela me abraça com os olhos úmidos.
─Vamos para casa, depois pego o Benjamin na escola. Amanhã vejo o bebê na casa do Glenn.
Ela recebe alguns abraços e incentivos quando passamos pelas pessoas em vigília na porta da enfermaria. Nem quero pensar em quando eu estiver no lugar do Glenn.
Vamos caminhando pelas ruas em direção a nossa casa e o pequeno organismo que é Alexandria vibra com seu movimento e crescimento. Um nascimento é prova desse crescimento e não posso deixar de pensar em outros lugares como esse.
─Ficou assustada? – Ando tão devagar apoiando Clarie que parece mais que ela quebrou as pernas. Ela normalmente não discute muito meus cuidados. Aceita de modo tranquilo por que sabe que ao menos eu fico mais calmo com isso.
─Maggie é forte, ela me passou isso, claro que ela estava com medo e isso era de se esperar, mas o Glenn ali fingindo ser forte foi muito importante.
─Eu imagino. – Ela para de andar e me olha.
─Vai ficar comigo nessa hora? Eu quero muito ter sua mão para segurar.
─É claro que vou Clarie, vou estar com você.
Ela afirma e voltamos a caminhar. Vejo nossa casa branca com balanço na varanda e me lembro um pouco de como foi que ela me trouxe aqui e como demorei para entender seu desejo. Gosto daquele momento. Da nossa vida começando.
─Fico pensando em quem vai segurar o Ben nessa hora, eu quero você comigo, mas também quero você com ele por que sei que ele vai se apavorar e fazer uma cena.
─A gente pensa em alguém. Deixamos o Rick perto para algema-lo se for o caso! – Ela sorri. – O Carl ajuda e a Amber.
─Amber ajuda a mãe. Vai estar na enfermaria com a gente.
─Amber é só uma menina, acho que não quero que ela esteja com a responsabilidade nessa hora. Maggie pode fazer isso ou Carol. Temos nossos problemas, mas eu sei que ela cuidaria de você e do nosso bebê.
─Ainda temos três meses e Amber foi muito bem. Denise treina a filha faz tempo.
─Sobe devagar. – Peço quando chegamos na varanda. – Quer que te carregue?
─Não amor. Estou mesmo ótima. Tão feliz e aliviada que nada pode me abalar.
─Que bom. Eu preparo qualquer coisa para comermos quando voltar só fica descansando. – Ela se senta no sofá e sorrimos. Beijo seus lábios.
─Daryl posso cozinhar.
─Não precisa. Quando o bebê nascer como acha que serão as coisas? Eu vou fazer isso por uns dias. Sei cozinhar alguma coisa. Posso fazer uns ovos mexidos e comemos com aquele pão caseiro. – Beijo mais uma vez seus lábios, depois faço um carinho em sua barriga. – Cuido de tudo. Diz para sua mãe bebê.
Isso é o bastante para deixa-la com olhos marejados. Me sinto um completo idiota fazendo isso, mas faço o que for preciso por ela.
Deixo a casa e caminho para a escola. Ben já me esperava na porta e decido que é melhor contar logo antes que ele faça aquelas perguntas assustadoras na frente de Clarie.
─Oi pequeno Duende. Demorei?
─Um pouco, já foi todo mundo, mas não fiquei com medo. Minha mãe diz que vocês sempre vêm de qualquer jeito.
─Sempre. Senta aqui um pouco. – Sento na varanda e ele faz o mesmo com olhos atentos, sempre espera uma notícia ruim e entendo tanto sua mente, somos tão parecidos nisso.
─Eu me comportei na escola, não xinguei ninguém.
─Eu sei. Quero te dar uma boa notícia. O bebê da Maggie nasceu. É um menino e se chama Hershel como o pai dela. Ele era um cara muito durão. Era como o pai de todos nós.
─E ele está vivo ainda? A Maggie morreu? – Eu tinha certeza. Ainda bem que estamos os dois sozinhos.
─Os dois estão ótimos, muito bem e sem perigo nenhum.
─Legal.
─Sua mãe está bem feliz que tudo deu certo. Ela ficou lá com a Maggie e quando seu irmão chegar ela já sabe como é e não vai ficar com medo, nem nós.
─Eu vou. Só por que um nasce não quer dizer que o outro também.
─Realmente não. Acontece que nós dois vamos cuidar da sua mãe e ajuda-la e tudo vai dar certo para ela também.
─Eu cuido dela. Ajudo na escada e fico olhando ela na cozinha. Ela nem sabe que fico bem de olho para ela não cair, pego as coisas do chão para ela e não faço nenhuma baguncinha.
─Eu vejo isso. Estou muito orgulhoso, mas tem mais uma coisa que precisa fazer. Não pode falar essas coisas ruins de morte e zumbis para ela.
─Foi culpa minha que ela desmaiou, eu falei uma coisa e ela ouviu, não é mesmo?
─Queria dizer que não Ben, para não ficar se sentindo culpado, mas foi sim. Ela se assustou com o que disse, não pelo que disse, mas pelo que pensa. Sua mãe não quer que tenha tantos pensamentos ruins.
─Não vou mais falar nada pai.
─E pensar?
─Não consigo parar minha cabeça, eu sempre vejo coisas ruins nela. E sonho coisas ruins.
─Eu entendo, pode falar comigo quando estivermos sozinhos, bem longe da sua mãe, nunca perto dela.
─Tá bom. Ela está triste comigo?
─Não. Está preocupada. – É tão difícil fazer ele entender isso. Que amamos ele e queremos ele feliz e esperançoso. – Ben. A sua mãe e eu, presta atenção. Nós queremos que seja bem feliz e que não fique pensando coisas ruins.
─Como que eu faço isso?
─Acho que tem que sempre substituir o pensamento ruim por um bom, não deixa essas coisas ruins ficarem brincando com a sua cabeça.
─Fico com medo da minha mãe morrer e sobrar só esse bebê aí e você ficar bem triste e só com ele e eu ficar de novo sozinho.
─Pensamento bem ruim. Nunca vai acontecer, mas é ruim. Se perdesse a Clarie e ficasse com você e seu irmão eu ia mesmo sofrer muito. É horrível pensar, mas nunca iria deixar você. Então isso não pode acontecer. É um pensamento bobo.
─Como você acha que vai ser?
─Acho que seu irmão vai nascer e vamos ficar todos muito felizes e vai escolher um nome bem bonito e ajudar eu e sua mãe a cuidar do seu irmão e vamos ficar sempre perto. Nós quatro.
─Vou tentar pensar isso então.
─Bom. Agora a gente vai para casa ver sua mãe e comer, depois eu vou precisar de ajuda para achar um berço. Pode me ajudar?
─Posso. Vai ficar no meu quarto?
─Não. Só quando ele tiver uns meses. Antes ele vai ficar perto da sua mãe, toda hora ele vai chorar e querer comer.
─Que chato.
─Muito, mas se gostar muito dele como acho que vai gostar e quiser ficar perto dele bastante eu te deixo dormir com a gente.
Ele fica surpreso, também não esperava poder ficar junto, mas se quero que os dois se amem ele não pode se sentir numa competição.
Clarie sorri sentada no sofá assim que nos vê. Faz sinal para Ben abraça-la e claro ele corre para ela.
─Vem logo. Estava com saudade! – Eles se abraçam. – Já soube que o bebê nasceu?
─Sim. E foi tudo bem. E todo mundo está vivo. – Prendo o riso, eu disse que ele não podia falar de morte e acho que ele tem certeza que está fazendo isso.
─E muito felizes, amanhã vai comigo ajudar a Maggie.
─Eu te levo. – Benjamin diz muito firme. Ela sorri e gosto dos dois juntos.
─Vem me ajudar a fazer o almoço Ben. – Ele olha de mim para Clarie muito surpreso, ela dá de ombros.
─Nós dois que vamos fazer comida agora?
─Só hoje, por que eu estava ajudando a Maggie, amanhã tudo volta ao normal, se eu ficar longe da cozinha logo o Eric inventa de alimentar seu pai.
─Puxa bem que nós podíamos ter passado no Eric em Ben? Aposto que ele teria algo pronto.
─Daryl você é muito bobo! – Clarie reclama e Benjamin me segue, coloco ele para bater uns ovos e depois só coloco em uma frigideira, mexo até achar que está pronto e divido em três pratos.
─É isso que a gente vai comer?
─É pequeno duende, mas tem pão e podemos fazer um suco de limão.
─Isso é bom.
─Então pega o pão e espremo o limão.
Uns minutos depois está pronto e Ben vai buscar Clarie, depois sentamos para comer e o ovo não tem gosto de nada, acabamos rindo daquilo é bom poder brincar com o fato da comida estar ruim, sei o que é fome e no fim só precisamos mesmo nos manter alimentados, sabor não é mais tão importante como antes.
Depois eu e Benjamin arrumamos a bagunça, tento dar a ele um pouco de normalidade, deixa-lo tranquilo, Maggie acaba de ter um bebê e quero que ele sinta que tudo fica bem depois de algo assim.
Então me sento com Clarie. Ela se encosta em mim, e Benjamin vai para sua poltrona.
─A comida estava boa pai.
─Ben você é um bom amigo. Obrigado.
─Se quiser ir eu estou muito bem. Não sinto nada e vou me deitar aqui no sofá e ler um pouco.
Clarie quer muito as coisas do bebê e prometi cuidar disso, claro que foi antes de Maggie decidir dar à luz, mas posso fazer isso e depois ainda vou com Benjamin até a doutora. Quero que ele tire todas as dúvidas que tiver e pare de pensar no pior.
─Vamos Ben. – Ele fica de pé e deixamos Clarie deitada com um livro.
Três meses é uma eternidade. Não sei como esperar, queria dormir e acordar daqui doze semanas.
Glenn me explicou quais as casas vazias que tinham quartos infantis e entro na primeira da lista. Acho que as pessoas ficam vindo nessas casas limpar e arrumar, tudo parece sempre tão irritantemente limpo e organizado que é quase como uma doença.
Subimos as escadas com Benjamin olhando tudo de modo atento, é uma casa realmente grande e elegante. Talvez ele deva estar se perguntando que pais pobres são esses que ele arrumou.
No anda de cima tem um grande corredor com portas fechadas, naturalmente eu o coloco atrás de mim, não consigo não ter medo de um zumbi surgir depois de uma dessas portas.
─Tem zumbi aqui pai?
─Não, mas você nunca relaxa, tem sempre que estar pronto. Quando acontecer não pode ser uma surpresa.
─Está certo. – Ele gosta de aprender, guarda cada palavra que dizemos a ele. É assim em casa e é assim na escola.
─Vamos ver. – Começo a abrir as portas. Por que uma família precisa de tanto espaço? No fim do corredor o quarto do bebê. É colorido e cheio de brinquedos. Procuro não pensar muito no que aconteceu com a família que viveu ali.
É um berço branco de madeira, em volta tem tudo que um bebê precisa e mais mil coisas que não servem para nada.
─O que acha?
─É bonito. Minha mãe vai gostar.
─Também acho. Vou desmontar e levamos para casa. ─ Pego a chave de fenda e começo meu trabalho.
Benjamin fica andando pelo quarto e remexendo nas coisas. Pega um boneco de pano e segura com ele. Vamos ver o que pretende, demoro um pouco no trabalho de desmontar por que quero que fique perfeito. Ele me observa e quando termino me ajuda a levar todas as peças para baixo. O boneco de pano em suas mãos o tempo todo.
─Podemos ir? – Eu pergunto e ele concorda. – Vai levar esse para você?
─Não. Vou dar para minha mãe, para ela dar para ele. – Um grande passo, mamãe vai chorar já posso ver isso.
─É legal. Que acha de guardar e entregar a ele ou ela quando nascer?
Benjamin dá de ombros, não quer admitir que gostou da ideia. Em casa Clarie me segue até o quarto, afasto uns moveis arrumo um espaço e nem sei se é boa ideia deixar aquilo montado, mas quero que ela sinta que estou seguro e esperançoso.
─O que acha? – Pergunto no fim da tarde quando finalmente termino o trabalho.
─Está lindo. – Ela diz emocionada. O boneco já está no quarto de Ben, mas ele não disse nada sobre ele a Clarie e deixo que escolha o momento para fazer isso.
─Ficou perto da cama para os primeiros dias. Obrigada amor. – Trago Clarie para meus braços. Ela se encosta em mim e ficamos encarando aquele pequeno móvel que significa tanto.
─Te amo sabia? – Ela afirma. – Pode ficar sozinha só mais um pouco?
─Posso ficar sozinha fazendo o jantar?
─Pode. Eu sei que minha comida ficou muito boa e está com medo de perder seu espaço.
─Vamos Ben.
─De novo a gente vai sair?
Ele bem queria descansar e fazer sua lição, mas quero acabar de uma vez com todo aquele medo que ele tem.
Depois do que ele fez me sinto responsável por isso. Clarie desmaiou e imagino que tipos de cena ele fica criando na mente infantil e ainda temos três meses disso.
Denise está em sua mesa lendo. Ela ergue o olhar e tira os óculos quando entramos, faz sinal para sentarmos.
─Maggie já foi para casa? – Pergunto e ela afirma.
─Sim. Está ótima e não tem mesmo mais nada que eu possa fazer. Está tudo bem com a Clarie?
─Ela está muito bem.
─Benjamin está doente?
─Não eu estou muito bom. Não tenho febre nem nada.
─Ótimo.
─Ben tem medo do nascimento, ele acha que coisas ruins podem acontecer, as vezes ele assusta um pouco Clarie. Então viemos para ele falar com você e perguntar tudo que quiser. Pode responder a ele?
─Claro.
─Doutora não precisa mentir, ele é um menino muito esperto, diga toda a verdade. – Meus olhos dizer o oposto, minta e acalme meu garoto. Ela entente e me sorri.
─Vamos lá Benjamin o que quer saber?
─Ele pode virar zumbi e morder ela?
─Não. Ele não tem dente. – Ela diz firme e é uma boa saída ele fica surpreso.
─Nasce sem dente nenhum?
─Sim, depois vá na casa da Maggie e veja com seus próprios olhos, então ele não pode morder.
─Como que ele vai sair da barriga da minha mãe?
Isso é realmente constrangedor e eu adoraria não estar ali para ver a explicação, mas estou e fico firme.
─Tem dois jeitos, pode ser com um corte na barriga, sou médica e posso fazer isso, tirar o bebê e depois costurar, tenho remédios e tudo será fácil, ou ela pode ter o bebê pela vagina que é como aconteceu com a Maggie e muito melhor.
─Como que é isso. Ele sai sozinho?
─Sim. Clarie empurra e ele sai primeiro vem à cabeça, seguramos ele enquanto ele vai saindo e depois tem que cortar o cordão umbilical.
─O que é esse cordão?
─É como o bebê se alimenta, depois que ele nasce fica um fio bem comprido, então amarramos com o espaço de três dedos e cortamos.
─Dói?
─Não, depois disso acabou, é só limpara o bebê e está tudo certo.
─Depois que o bebê sair da minha mãe ela está normal?
─Normal, só precisa descansar, por que isso dá um cansaço grande.
A ideia de leva-lo é boa, ele se anima e passa mais meia hora fazendo perguntar, o umbigo é algo que o interessa muito e no fim quando se levanta para ir embora está com um ar tranquilo.
─Obrigado doutora. – Aperto sua mão. Ele apenas acena e me segue para fora da enfermaria, aposto que ela achou o parto menos cansativo que a sabatina de Benjamin.
Anoitecia quando caminhamos para casa.
─E agora? Está mais calmo?
─Acho que a minha mãe não vai morrer. A Maggie não morreu.
─Com certeza sua mãe não vai morrer. – Dizer aperta meu coração, não gosto se quer de pensar isso e colocar em palavras sempre me apavora.
─Posso contar a ela da minha conversa? Contar o que a doutora me explicou?
─Pode.
─Ela não vai desmaiar?
─Não. E agora não vai mais pensar coisas ruins?
─Vou tentar. Já está de noite e eu nem fiz minha lição de casa, a professora vai brigar comigo.
─Você faz agora. Pode ser? Esperamos você terminar e depois jantamos.
─Minha mãe não gostou da nossa comida pai.
─Não. – Rimos os dois, apoio meu braço em seu ombro e caminhamos um ao lado do outro. Um dia ele vai tomar conta desse lugar, ter sua própria garota e talvez ela tenha um bebê.
Serão tempos de paz e esperança, eu tenho certeza que sim.
Clarie nos aguarda no balanço da varanda. Sorri e acena, Ben corre na frente ansioso para contar tudo a ela. A mãe abre os braços num convite para um abraço esse é o único modo de ganhar um. Ele nunca abraça sem um convite.
Acho que posso cuidar disso também, somos bons juntos.
─A doutora me explicou um monte de coisas. Vou te contar tudo.
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