Resumption
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Pov – Benjamin
Agora o Daryl e a Clarie que cuidam de mim. Agora o Daryl e a Clarie que cuidam de mim, não posso me esquecer disso quando ficar com medo, como agora, não tem ninguém na rua, escuto um barulho, meu coração dispara.
Um gato sai do meio de uma lata de lixo e corre em direção a uma janela. Que susto, começo a correr para casa, Clarie me espera, eu sei disso. Gosto de ver a porta e subo os degraus correndo, abro a porta com tudo e Clarie dá um pulo de susto.
─Ben! Que foi? Cadê o Daryl?
─Já vem. – Paro perto dela, ela devia me abraçar ou me pegar no colo, mas ela só olha para mim. – Chegou um homem no portão e ele foi lá ver quem é.
─Um homem?
─É, mas nem vi direito porque tinha um monte de gente na frente. – Eu tento respirar direito porque corri muito.
─E ficou com medo? Por que correu? Está mesmo tudo bem? – Ela me faz olhar para ela.
─Porque não queria te deixar sozinha. Ficou com medo?
─Não, acho que fiquei com um pouquinho de saudade.
─O Daryl já vem já, já.
─Mas eu fiquei com saudade de você, não dele. – Olho para ela, que engraçado isso. Ela queria que eu ficasse aqui? E agora? Como faço?
─Ishi! Mas e agora? Quer que eu fique sempre aqui? E o Daryl, eu preciso ir com ele as vezes.
─Isso é um problema Ben. Eu quero que fique comigo, o Daryl quer que fique com ele, como vai ser isso em? Você é muito importante.
Eu sou eu acho, os dois querem ficar comigo, então eu sou mesmo importante, sorrio, não sei como a gente vai resolver isso.
─Então vem junto quando a gente for lá fora Clarie.
─Sei. Você pensa em tudo. Preciso ir na Maggie, vem comigo?
─E depois eu faço a lição de casa?
─É. Mas tem que fazer. – Afirmo, não quero tirar nota baixa não.
─A Maggie está na rua, eu te mostro, eles precisam de alguém pequeno para ir num sótão, mas não sou eu não, o Daryl já falou isso.
─De jeito nenhum. – Ela diz bem calma, acho que eles não deixam mesmo eu fazer essas coisas perigosas. – Quer ficar aqui me esperando?
─Posso ir? – Não gosto de ficar sozinho, quando estou sozinho penso um monte de coisas ruins.
─Vem. – Ela segura minha mão.
A gente vai andando de mãos dadas e acho legal, vou mostrando o caminho e quando chegamos ela e Maggie sorriem.
─Precisam de alguém pequeno? – Clarie pergunta.
─Não sou eu. – Aviso a Maggie.
─Você Benjamin, claro que não, a gente não aceita duendes nas missões.
─Eu sou criança, não sou duende nada, e você é chata.
─Você também! – Ela me mostra a língua, olho para Clarie, será que ela não viu isso?
─Olha ela Clarie.
─Olha ele Clarie. – Ela me imita, finjo que ela nem existe.
─Sem brigas crianças. Eu vou lá ver se sou baixa o suficiente, trouxe a lança.
Clarie entra na casa e corro atrás dela, Rick e Glenn estavam na frente de uma escada, Amber e Denise um pouco mais distantes no fundo da sala, as duas com cara de briga.
─É ridículo mãe, vivo lá fora com você todo esse tempo, matei muitos zumbis e sabe disso.
─Porque não tinha escolha Amber, apenas isso? Nunca esteve na frente de uma criança zumbi, uma criança! – Denise grita com ela, a garota faz cara feia, que burra que ela é querendo ir lá.
─Eu vou Rick. – Clarie avisa com a lança na mão e fico com medo.
─Tem certeza Clarie, sei lá, a gente acha que é uma criança, é mesmo muito baixo, parece que só tinham caixas. E você sabe, o que vai ver pode ser...
─Eu vou Glenn, vamos resolver isso logo, você fica aqui comigo e você Rick vai para o portão que o Benjamin me disse que chegou alguém. Um homem sozinho.
Rick já fica preocupado, ele e Glenn se olham, todo mundo fica preocupado com esse negócio de gente que chega.
─Fica aqui Clarie, eu vou o Daryl vem e pensam juntos. – Rick sai bem rápido, Clarie olha para Glenn e a Maggie chega quando ela começa a subir a escada.
─Clarie você?
─Gente vamos todos ficar calmos e resolver logo isso? Olha o tamanho da lança. Nem vou chegar perto.
─Gosta de lanças longas? – Maggie pergunta rindo, Clarie olha para ela e ri também, o Glenn fica todo vermelho e olha para o chão, eu nem sei do que elas estão rindo.
─Melhor não rir Clarie, se não você nem presta atenção no que está fazendo.
─Escute o garoto! – Morgan surge na porta. – Concentra.
Ela afirma e termina de subir a escada que fica presa no teto e se puxa com uma cordinha, escuto um barulho e dou um pulo de susto, deve ter mesmo um zumbi lá em cima. Maggie põe a mão no meu ombro, fico nervoso quando Clarie some lá em cima.
─Cadê ela Maggie, Clarie! – Eu grito. – Vou buscar o Daryl. Clarie! – Meu coração fica acelerado de novo. Maggie me abraça.
─Calma Benjamin, ela já vem, não grita se não ela fica nervosa lá, não disse para ela se concentrar? – Fecho meus olhos encostado em Maggie, nem ligo que ela é um pouco chata. Demora uns minutos e Clarie surge de novo, a primeira coisa que eu vejo é a lança suja de sangue, depois ela aparece com os olhos vermelhos.
─Vai lá fora Ben. – Ela me pede e obedeço, me sento na porta esperando, depois tem um barulhão e entro correndo, Maggie está desmaiada no chão, Glenn e Clarie se ajoelham ao lado dela e então eu vejo uma garotinha menor que eu de cabelo loiro e rabo de cavalo com um furo na testa e cara de zumbi.
Tomo um susto, até quase caio também, é pequenininha e fico com um pouco de pena, tem um machucado na perna e acho que foi isso que aconteceu, alguém mordeu ela.
─Eu estou bem! – Maggie acorda e Glenn a senta. – Me tira daqui Glenn, não posso ver isso.
Glenn ajuda ela a ficar de pé e eles vão embora. Eu abraço rápido a Clarie, ela está chorando, Denise e Amber também.
─Leva o Benjamin para casa Clarie, eu cuido disso. – Morgan pede e ela me puxa para ir embora com ela. Vou quietinho, por que ela fica só secando lagrimas e mais lagrimas, acho que vou correr e chamar o Daryl, mas quando a gente chegava em casa ele chegava também.
─O que foi? Clarie! – Daryl abraça ela e a Clarie fica chorando muito abraçada com ele na porta de casa, nem consegue falar.
─Ela pegou o zumbi do telhado Daryl e acho que ficou triste que era uma menininha pequena.
─Porque foi lá Clarie? Íamos dar um jeito.
─É meu trabalho também, só que... Não aguentei, é tão devastador, uma criança, eu pensei.... – Ela me olha e fica quieta, Daryl a abraça de novo.
─Entendo. Vem, vamos entrar. – A gente vai juntos para sala. Daryl se senta e abraça Clarie, eu fico olhando ela chorar. – Ben pega um copo de água para ela.
─Eu consigo! – Corro na cozinha, pego a água, trago com cuidado para não derramar tudo. Clarie toma uns goles e ainda está um pouco triste, mas não chora mais. – Eu também chorava quando tinha que entrar nesses buracos, mas nunca que eu matei um zumbi.
Ela coloca o copo na mesinha e me puxa, fico sentado no colo dela de novo, ela me abraça, beija minha testa, fico com ela ali, e o Daryl do lado e não falo nada porque não sei como falar essas coisas.
─Desculpa ter chorado Ben, não fiquei com medo eu só fiquei triste e preocupada com a Maggie.
─Porque ela desmaiou?
Daryl nem sabia disso ele olha para Clarie preocupado.
─Ela está bem, era uma garotinha pequena Daryl, loira, de rabo de cavalo, acho que ela pensou na Beth e teve essa coisa de ser criança, do tempo que ficou lá, não foi nada.
─Acho que chega de confusão por hoje. – Daryl diz e fico feliz, estou até cansado já. – Ben que tal tomar um banho e fazer a lição enquanto ajudo a Clarie a arrumar algo para comermos?
Concordo, Clarie me beija a testa de novo e eles vão para cozinha, eu tomo banho, faço a lição. Depois o Rick bate na porta, já estava de noite.
─Daryl, acho que vamos ter uma reunião agora. Sobre o homem que chegou.
─Agora? Onde ele está?
─Exatamente, eu queria que estivesse preso, mas está livre por ai, então vamos conversar. A Clarie pode vir?
─O Ben...
─A Maggie está em casa, acho que ela fica com ele. – Rick diz e vamos todos, eles me deixam na Maggie.
─Fica com ele?
─Claro.
Maggie me sorri, sorrio também porque ela até desmaiou então eu fico com um pouco de pena.
─Senta Ben, quer comer uns biscoitos? – Faço que não. – Então fica aí, eu estou na cozinha, fazendo um café, não demoro.
─Está certo. ─ Glenn aparece na sala.
─Maggie...
─Pode ir Glenn, eu levo o café para vocês lá, assim que ficar pronto.
Ele toca meu ombro e depois vai embora também, demora um pouquinho e a Maggie aparece com a cara triste ainda.
─Vou levar essa garrafa na Deanna, são três casas Ben fica um pouquinho aqui?
─Fico. – Não vou contar para ela que tenho medo, se não ela vai falar para todo mundo.
Está tudo bem quieto, só tem um abajur aceso e nem dá para ver as coisas direito, fico sentado no sofá, escuto um barulhinho, deve ser outro gato e eu com medo que nem um bobo.
Escuto outro barulhinho, fico de pé, queria correr na Deanna, mas não quero ir lá fora de noite. Então uma mão tampa minha boca, me assusto, bato as pernas, tento gritar e me soltar.
─Fica quieto se não quebro seu pescoço! – Conheço aquela voz, a outra mão me vira e com a boca tapada eu o vejo. Travis me olha daquele jeito dele cheio de raiva, fico parado. – Isso, obediente, bem obediente. – Ele me solta, olho para a porta.
─Tenho que ir. – Travis ri de mim. Me empurra e caio no chão, mas ele me põe de pé bem rápido.
─Todo limpo, acho que nunca te vi limpo. Engordou é? – Ele aperta meu ombro e me dobro de dor. – Não começa a choramingar. Te vi hoje, duas vezes, o tal Daryl anda com você é? Agora é o cachorrinho dessa gente? – Ele ri de novo. – E aquela gostosa? Sua nova mamãe?
Começo a tremer, com medo dele, muito, não quero ficar com ele de novo, não quero ir com os lobos.
─Não vou com você.
─Claro que não, ninguém vai em lugar nenhum, sabe porquê? Os lobos estão a caminho! – Ele fala com o rosto bem pertinho do meu, me apertando a bochecha. – É cachorrinho, estamos chegando, vai ser tudo nosso, tudo nosso e se abrir sua boca sabe o que vai acontecer, não é? Se lembra como são as coisas? – Fico parado e quieto, ele apertando meu rosto. – Se lembra? – Ele me balança com força.
─Lembro. – Começo a chorar e ele ri de mim.
─Vai ficar de bico calado, ouviu, não vai dizer que me conhece, estava há uma hora te caçando, foi sorte ver você entrando aqui, se contar vou fazer sabe o que com a gostosa da lança? Vou fazer o que a gente sempre faz, deixar ela sem roupa e soltar os zumbis, quer isso?
─Não.
─Isso, não quer ela amarrada e nua sendo devorada, espera a gente chegar, vamos queimar essa merda toda, acabar com a felicidade deles.
Travis me solta, me olha feio, depois pega a faca e encosta na minha testa.
─Quando acabar se ainda estiver vivo vai ganhar seu w. Não abre a boca! – Ele ergue a touca e vejo o w em sua testa. – Uma touca foi o bastante para esconder quem eu sou. Burros, não acha? ─Travis some pelo escuro da casa e fico tremendo, de pé no meio da sala, não queria chorar, mas não consigo, eles me acharam aqui, agora vai todo mundo morrer, o Daryl e a Clarie e todos eles e eu.
Queria sair do lugar, mas fico parado, com medo, sem me mover de susto, meu ombro e meu rosto doem.
Pov – Clarie
O rosto da menina zumbi trouxe muitas coisas de volta, Beth, o Grady, meus medos, Benjamin, as coisas que ele passou, o que pode acontecer ainda, sinto meu coração doer cada vez que aquela imagem me volta a mente, não foi difícil, nem perigoso, me arrastei pelo chão sujo do sótão, afastei uma caixa com cuidado e então eu a vi.
Tinha as pernas presas por caixas sobre ela, o esqueleto de um rato que ela deve ter devorado em algum momento, ela se estica toda em minha direção, nossos olhos se encontram e não pensei, não esperei, fiz e não seria diferente, sinto como se estivesse ajudando a garotinha que um dia viveu naquele corpo.
Tive que solta-la das caixas depois e eu mesma arrastar o corpo inerte para baixo, doeu, muito e depois Maggie desmaiou e um mundo de medos se misturou em mim e ver Daryl só libertou todos eles e então ele cuidou mais uma vez de me colocar de pé como sempre faz.
Agora essa reunião, esse tal homem que nem mesmo cheguei a ver e o que tudo isso pode significar, o quanto o medo pode nos dominar e afastar da civilidade.
Nos reunimos na sala de Deanna, ela é ainda apenas uma sombra do que foi, parece estar por um fio e não sei realmente o que a mantem, mas está ali e admiro sua força.
Morgan também está, gosto de sua sensatez, mas temo um pouco essa ideologia pacifista que ele parece querer pregar. Rick, Glenn, Daryl, eu o padre Gabriel, esse não consigo perdoar, odeio saber que depois de tudo que o grupo fez por ele ainda achou um jeito de traí-los. Abe também está e Michonne ao lado de Carol.
─Eu disse que o homem tinha que ficar preso! – Rick comenta assim que nos reunimos, Daryl ao meu lado encostado numa parede com olhos tensos.
─Eu avisei que era o certo, até decidirmos o que fazer com ele. – Abraham comenta. – Essa merda já foi longe demais, o cara é um lixo e já devia ter colocado uma bala em sua cabeça quando surgiu no portão, só não aconteceu porque não era Sasha na torre.
─Recebemos vocês, os deixamos livres, porque querem que seja diferente com apenas um homem? – Deanna pergunta.
─Erraram quando nos deixaram livres, foi sorte a de vocês não termos armado nada. – Carol comenta e todos que sabemos o que ela fez olhamos para ela.
─E se ele estiver com um grupo? Se formos atacados? – Rick questiona. – Estamos em alerta!
─Matar não pode ser uma escolha. – O padre diz com ar preocupado. – Não podem continuar assim, provocando a ira de Deus.
─Porque ele tem sido bem generoso não é Gabriel? – Daryl diz irritado.
─Trouxe café para vocês. – Maggie surge na sala com uma garrafa térmica, ao seu lado Aaron.
─Desculpem o atraso.
─Cadê o Ben? – Eu e Daryl perguntamos juntos.
─Já estou indo ficar com ele, parei um minuto aqui fora com o Aaron, só colocando ele a par dos acontecimentos, mas já estou indo. Boas decisões.
─Diz para ele que já vamos.
─Tudo bem Clarie. – Maggie toca o braço de Glenn e depois deixa a casa, fico aliviada, não quero Benjamin sozinho, principalmente hoje que meu coração parece tão apertado.
─O que vocês têm em mente? – Aaron pergunta.
─Matar, é só isso que eles têm em mente.
─Ou deixar morrer aos berros de socorro na porta da casa de Deus! – Daryl encara Gabriel. – Ele tem mesmo que estar aqui? Porque ele deixaria todos vocês morrerem inclusive as crianças só para viver uns dias a mais.
O padre se encolhe silencioso, sabe que talvez Deus o perdoe, mas não Daryl, ou eu, e a maioria de nós, aquilo foi monstruoso.
─Toda a vida é valiosa, já disse uma vez Daryl, quando ajudei vocês, não pensei se mereciam eu apenas fiz. – Morgan se pronuncia.
─Eu olhei nos olhos daquele homem Morgan, tem muita coisa ali, mas nada que preste, ele não vale a pena, não é uma vida valiosa.
─Quem sabe interrogamos? Tentamos descobrir algo e depois decidimos? – Carol sugere.
Daryl se irrita mais, anda de um lado para outro, para na frente de Rick.
─Randall de novo? É isso Rick? Me tranco com ele num celeiro e espanco o maldito até ele confessar que tem trinta caras a caminho? Depois escapa e termina como na fazenda? – Ele olha para Glenn. – É isso Glenn? Como quando tínhamos um monte de ilusões?
─Eu sei Daryl, foi você quem teve que fazer o trabalho, e depois teve tudo aquilo e... – Glenn troca um olhar com Rick e Carol. – Mas se resolvermos tudo assim...
─Vamos prende-lo. E eu vou interroga-lo amanhã. – Rick toca o braço de Daryl, os dois ao meu lado, se encaram de modo preocupado quando todos parecem discutir ao mesmo tempo. – Ele pode desaparecer Daryl, eles não precisam se envolver nisso. – Rick sussurra e Daryl concorda com um movimento sutil. – Eu cuido disso dessa vez.
─Alexandria está por um fio, as pessoas estão com muito medo, de tudo, dos perigos lá fora, de vocês, do futuro, tudo era diferente até chegarem, mas estão aqui agora, eu entendo que tudo que viram e lutaram tornaram vocês quem são, mas se um homem for preso, espancado, ou desaparecer, então eu não sei se eles ainda vão achar que vocês são confiáveis. – Deanna se pronuncia.
─Não me importa se essa gente vai confiar em mim ou ter medo, as coisas vão ser como tem que ser Deanna e isso é tudo! – Rick avisa e ela não contradiz, acho que anda meio sem forças.
─O que acha Michonne? – Morgan pergunta a ela.
─Que posso ir busca-lo agora mesmo para uma solitária. – Ela diz firme. Gosto de como é sempre fiel a Rick e Daryl.
─Clarie? – Morgan me olha, eu gosto dele como se fosse minha família, mas isso não muda o meu jeito de enxergar as coisas.
─Tudo que for preciso para o Benjamin ficar seguro, sei o que ele passou, o que eu passei e o que pessoas podem fazer, então eu concordo com o Rick.
─Prendam, interroguem, mas não tomem nenhuma atitude sem consultar a comunidade. – Deanna pede encerrando a reunião.
─Vai para casa Daryl, fica com o Ben e a Clarie, sei que foi difícil hoje. – Ele toca meu ombro. – Eu cuido do tal Travis. Mich e Abraham me ajudam.
─Tudo bem. Vamos buscar o Benjamin, essa hora ele e a Maggie já estão trocando insultos. – Daryl me pega pela mão e vamos com Glenn para sua casa.
Não vejo a hora de colocar Benjamin na cama e ficar nos braços de Daryl, ele está ao meu lado, mas parece que não o vejo há meses, sinto sua falta como acho que nunca senti antes.
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