Resumption

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Oi gente! Mais um. desculpe se demorei, pensei que sairia mais rápido, mas é feriado e com isso acaba que fico sem muito tempo livre. Espero que gostem.

Pov – Daryl

─Eu sei que estou passando dos limites, desculpe estar aqui te esperando, mas por favor, só quero... Daryl eu só vim me desculpar pela última vez. – Ela é sempre tão linda, e quando está assim, confusa, torcendo os dedos, ansiosa, falando rápido e de olhos assustados, só quero mesmo abraça-la. – Sinto muito, é a última pessoa que pretendia magoar.

─Não estou.

─Ah! – Ela parece decepcionada, queria que eu estivesse? Mas está aqui se desculpando porque não me quer magoado e quando digo que não fica decepcionada? Porque mulheres sempre são assim complicadas. Não que tenha ficado próximo o bastante de qualquer uma delas tempo suficiente para isso me atingir, mas sei como é e pela primeira vez sinto na pele. – Nesse caso acho que é melhor eu ir. Sinto muito por tudo.

Ela caminha para saída, era só isso? Nunca vou entender as mulheres, eu a seguro pelo braço. Era eu quem tinha que estar me desculpando, mal abri a boca e já estraguei tudo, vou de mal a pior com isso de resolver as coisas.

─Queria que eu estivesse? – Pergunto segurando seu braço e fazendo Clarie me encarar.

─O que?

─Magoado, queria que eu estivesse magoado, se decepcionou quando disse que não estava.

─Não, sim, eu... Acho que... Não se importa o bastante para ficar magoado, entendi.

─Ah! Isso. – Então se não estou magoado não ligo para ela, que mecanismo confuso esse. – Me importo. – Seus olhos me encaram, está em dúvida, mas gosta de saber. – Me pediu desculpas lá fora e desculpei, achei que estava tudo certo.

─Mas foi lá fora e não me levou. – Ela está mesmo decepcionada, aquilo é difícil.

─Eu não te levei porque é perigoso. – E porque estava muito bravo, mas não vou contar essa parte, quero consertar e não complicar.

─Então mentiu quando disse que me levaria com você, se acha perigoso me levar para montar umas armadilhas nunca vai me levar para recrutar.

─Eu prometi que sim e... E acho que devemos nos concentrar em resolver as coisas aqui e deixar essa questão para uma próxima briga.

─Estamos brigando?

─Não. Estamos tentando fazer as pazes pelo que parece. Como... – Como os casais fazem. Penso em dizer, mas não digo, ela pode rir de mim, dizer que não é nem quer ser nada disso. – Fui te procurar no seu quarto.

─Foi? – Clarie sorri e fica tão linda, acho que é como mais gosto dela, quando sorri e seu rosto se ilumina e sua delicadeza fica tão evidente.

─Fui, mas a Sasha disse que não dorme lá e...

─Viu? Eu digo que ela não me quer lá, eu entendo ela quer um pouco de solidão e estou no seu caminho.

─Ela disse que achava que morava aqui, Sasha pensou que dormia aqui.

─Entendo... – Ela fica corada.

─Parece que todo mundo meio que está pensando isso. Que somos como um casal.

─Não sou eu que estou espalhando, eu juro, mas eu acho que a culpa é minha, fico o tempo todo fazendo bobagens e você me protegendo, as pessoas pensam coisas. Além disso tem os beijos... – Ela se cala subitamente. Tímida com as próprias palavras. – Vou desmentir, prometo, agora é melhor eu ir e te deixar em paz.

─Espera. – Eu a seguro mais uma vez, agora com a mão em sua cintura, ela me deixa atrapalhado. – Meu deus Clarie, para de atropelar tudo, me deixa falar, já não é fácil para mim, não consigo dizer o que quero e fica... – Ela morde o lábio, me perco um pouco no raciocínio, acabo por sorrir. – Não quer saber porque fui te procurar no seu quarto?

─O que foi falar comigo?

─Fui me desculpar, dizer que não devia ter ficado tão bravo com suas palavras, que eu devia saber que as coisas são confusas para você tanto quanto são para mim.

─Fui eu que errei, não você, não tem porque se desculpar. – Ela suspira, acho que quer dizer qualquer coisa, morde de novo os lábios, coloca os cabelos atrás das orelhas, depois me encara, parece juntar alguma coragem. – Eu não estava te comparando com nada do meu passado como pareceu, eu sei que pareceu, e sei que ficou bravo e teve razão, mas se soubesse como foram as coisas veria que não foi esse tipo de comparação que fiz.

─Não precisa me contar. – Realmente não estou pronto para ouvir, não gosto das imagens que minha mente cria, é impossível não imaginar e isso acaba comigo, me tira do sério porque não tem nada que possa fazer.

─Eu não poderia contar, de jeito nenhum, não consigo, isso... machuca e sinto... Vergonha. – Agora ela está triste, os olhos brilham por conta das lagrimas que querem vir e não precisamos disso, nada daquilo vai mudar, estamos diante um do outro e só quero pedir que fique e esqueça o passado, mas não sei bem como dizer isso. ─Gosto de ficar perto de você, gosto e confio, não sinto medo e isso... Daryl eu sei porque estou aqui, pedindo desculpas, mas também sei que não chego nem perto das mulheres que te cercam, que nunca vou ser como elas, quer dizer, eu nunca vou ser boa o bastante, por isso acho que me contento que.... – Ela para de falar, é bom, eu queria que parasse, porque aquilo tudo é bobagem e não gosto nada quando se diminui. – Melhor não dizer, acho que vai ficar bravo.

─Provavelmente. Porque acho que o que quer que seja é bobagem, eu sei que admira as mulheres do grupo e eu também, são fortes e estão prontas para o apocalipse. Mas isso não me faz querer beija-las, como quero beijar você.

─E estamos de volta no mesmo lugar. Acho que quer me beijar pelo que sou por fora, e o que ia dizer é que tudo bem, porque gosto de você, eu achava que nunca mais iria querer que um homem chegasse perto de mim e para ser bem honesta não quero, a menos que seja você, então já que me apaixonei e sei que não vou gostar mais de ninguém e talvez eu nem viva muito porque sou confusa e atrapalhada e uma hora dessas um zumbi vai acabar me pegando eu apenas quero viver isso e tudo bem.

Aquilo é um monte de informação, me deixa tonta, ou deveria se não tivesse parado de pensar no minuto que disse que se apaixonou por mim.

─Quero beijar você por que é especial, quero beijar você porque é suave, gentil, tímida, porque fica corada por qualquer coisa, quero beijar você porque me vê e se preocupa comigo, por que gosto do seu perfume, de como morde o lábio com medo das palavras e fica sexy fazendo isso, mas não sabe.

Ela fica muda me olhando, não me interrompe e nem acho que poderia, agora que comecei a dizer não consigo parar.

─Gosto de você porque é linda, sim também gosto de como é por fora e isso é só um detalhe, acho que nem foi a primeira coisa que percebi, gosto que precise de mim, que seja feminina, delicada, já viu como suas mãos se movem quando fala? Isso é delicado e sempre fico querendo envolver você. Gosto de pensar em você quando estamos longe porque me dá força para seguir, foi assim lá fora. Eu só pensava em voltar e acredite, não era para ver a Sasha, Carol ou a Maggie e sei lá, todas as outras matadoras de zumbi, era para ver você.

─Você gosta de mim. – Não é mesmo uma pergunta, é só uma constatação, tem um tom de surpresa e incredulidade.

─Me apaixonei, eu não sabia o que estava acontecendo até essa briga tola e no fim sem ela eu não saberia, porque nunca aconteceu antes e não achei que seria bem no meio do apocalipse.

─Você se apaixonou, não é...

─Não. Não é nenhuma dessas tolices que pode estar passando por essa sua cabecinha. – Vejo um sorriso se anunciar, chegar tímido, depois tomar toda ela, iluminar seu rosto, é isso, é por isso que vou lutar de agora em diante. – Acho que é uma boa hora para beijar você.

Eu me aproximo, não acredito que acabo de dizer essas coisas a ela, nunca achei que poderia, ela passa seus braços por meus ombros, me perco na beleza de seu olhar e então tomo seus lábios, é completamente diferente de tudo, parece que agora estamos livres para sentir.

Minhas mãos deixam de me obedecer, percorrem o corpo de Clarie, suas curvas, meus lábios não querem ficar para trás e fazem o mesmo, desço por seu pescoço, colo, ela se deixa levar pelo momento, não resiste, não parece assustada.

─Clarie... – Quero dizer que posso parar, mas não sai, fico dominado pelo desejo que sinto.

─Daryl. – Nossos olhos se encontram, vejo seu desejo, tomo seus lábios mais uma vez, sentir que ela se sente como meu me deixa fervendo por ela.

Então a mente vence a batalha que travo com meu corpo, é a Clarie, não posso simplesmente avançar, sei tudo que passou e não vou ser dominado pelo desejo e me esquecer disso. Me afasto antes que não possa mais e ela me olha confusa.

─Desculpe, me deixei levar, não devia, sei que é novo para você e posso...

─Eu quero. – Ela me interrompe, da um passo de volta para mim, apoia as duas mãos em meu peito. – Não estou com medo, pela primeira vez eu quero, não quero qualquer outra coisa eu quero isso que estamos vivendo agora.

Acaricio seu rosto, meus olhos grudados nos dela, fixos, mal piscamos, minha mão desce por seu pescoço, ela fecha os olhos querendo sentir, meu coração dispara, é novo para mim, querer despertar seu desejo, ter prazer em assistir suas reações, proporcionar essas reações.

Trago Clarie para mim, vou com calma, tocando sua pele, assistindo sua reação. Despindo Clarie e me encantando com sua beleza, com cuidado toco o ombro ferido, a pele ainda marcada, ela desvia os olhos, beijo seus lábios, mostro que não tem nada errado, que ainda é tão linda e perfeita como sempre.

─Está tudo bem, é linda. Não que isso importe. – Me apresso e ela sorri, toca meu rosto com as mãos suaves.

─Gosto de ser linda para você. – Isso termina de acordar meu corpo, todas as células do meu corpo vibram, eu a ergo em meus braços e a coloco na cama. Estamos tão envolvidos que não tem espaço para timidez ou medo, é só Clarie e sua delicadeza, sou apenas eu e o que ela me provoca.

Ela me ajuda com minhas mãos e quando sinto seus dedos sobre minha pele sinto que estou preso a ela, que nada nunca pode superar aquilo, o que ela me provoca é único.

Vamos nos tocando, beijando, admirando, prolongando, ouço seus suspiros, e meu coração pertence a Clarie. Meu corpo invade o dela, nossas vidas se misturam e é um caminho sem volta.

─Daryl. – Meu nome saindo dos seus lábios carregado desejo torna tudo demasiado urgente, deixo finalmente que meu corpo comande, é o que quero, é o que ela quer. E então acontece o êxtase, o tempo para de correr e só quero perseguir para sempre essa sensação, beijo Clarie, quero mostrar como me sinto, o que ela me provocou.

─Clarie! – Digo seu nome apenas porque gosto do som, não preciso chamar sua atenção, eu a tenho toda para mim.

Clarie é transparente, não esconde as emoções e posso ver como está feliz, emocionada, inteira para mim. Ela acaricia meu rosto, toca meus cabelos, meu peito. Sorri, corada, os cabelos espalhados na cama, meu corpo sobre o dela, sentindo seu calor.

─Acho que quero chorar. – Ela diz com a voz embargada. – Mas não é de tristeza. – Se apressa com seu jeito delicado, me faz sorrir e roubo um beijo.

─Eu sei. Adoro esse seu jeitinho delicado sabia?

─Deve é me achar uma boba. – Ela franze o nariz, cobre o rosto com uma mão, eu a afasto beijo seus lábios.

─Acho você toda perfeitinha, isso sim.

Então dessa vez ela me beija, me arrumo a seu lado e ela se move para me olhar.

─Disse que se apaixonou por mim, quer dizer que isso vai acontecer de novo. Não é?

─Sim. – Eu a puxo para meus braços, envolvo Clarie e isso sim é novidade, querer ter uma mulher em meus braços depois de um momento como esse, simplesmente querer mantê-la ali, perto de mim, sentindo seu perfume. – Muito antes do que imagina. Quem sabe agora mesmo?

Ela ri, se ajeita em meus braços, mexe em meus cabelos distraída.

─Achei estranho dizer que gosta das minhas mãos se movendo, mas agora quero dizer que também gosto das suas. – Ela esconde o rosto depois que diz, acabo por rir. – Posso ficar aqui essa noite?

─Essa noite? – Me movo para olhar para ela, uma ruga na testa, do que ela está falando? – Como assim essa noite?

─Se não quiser... Eu... foi só... Já fiquei aqui antes... Queria acordar e ver você.

─Quando fui procurar você para conversar e me desculpar esperava acertar isso, não quero que passe essa noite aqui. – Ela me olha assustada. – Quer dizer só essa noite, eu quero que a gente seja como todos pensam que somos.

─Um casal. Como namorados? – Que palavra mais estranha, não sei muito porque é preciso dar um nome a isso, mas pode ser esse se é preciso.

─Como isso.

─E vamos ficar os dois aqui? Esse vai ser meu quarto para sempre?

Definitivamente eu gosto do para sempre. Não acho que para sempre seja assim muito tempo nesse mundo, mas pode ser o tempo que for, não será o bastante para mim, e pelo tempo que me restar eu pertenço a Clarie.

─Sim senhora.

─Eu gosto.

─Acho que vai se dar melhor comigo que com a Sasha. – Ela ri.

─Acho que sim, mas isso é o tempo que vai dizer. – Clarie me provoca. Mordo seu queixo, depois eu a beijo. – Vai me levar com você quando for lá fora?

─A velha fixação. – Ela tem um olharzinho preocupado que me faz querer protege-la de tudo. – Eu prometi e vou cumprir, não engoli o que aconteceu, enquanto eu estava fora.

─Acho que as coisas ficaram mais complicadas agora. Depois dessas mortes, tenho um pouco de medo.

─Rick e Carol parecem capazes de cuidar disso. Não é preocupação nossa, mas em todo caso precisa de uma pistola, gosto da sua lança, mas ela intimida aqui dentro.

─Sério? – Ela sorri, orgulhosa e cheia de si. – Acha que ficam com medo de mim? – Evito rir, não quero que perca esse ar orgulhoso. Quem pode olhar para Clarie e sentir medo? Ela é como uma flor.

─Com certeza. Acho que ver você por ai com essa lança deve assustar.

─Então eu devia deixar ela sempre comigo.

─Lá fora. Aqui vai andar com uma pistola escondida sob a roupa.

─Está certo. Confio no seu julgamento. – Isso é bom, posso me tornar bem protetor e talvez meio possessivo se ela continuar assim perfeita. – Ficava lá fora pensando em mim?

─Sim. — Sinto que ela quer mais detalhes, acho que esgotei a cota de coisas bonitas que Daryl Dixon pode dizer para uma vida. – Só pensava Clarie, se estava bem e nos beijos, no seu olhar, essas coisas.

─Fiquei muito preocupada. Pensando onde estava dormindo, se tinha comida e segurança. – Acho engraçado esse tipo de preocupação, e um pouco ofensivo também. Um pouco coisa de garota, parece diminuir um pouco minha capacidade de me virar lá fora. – Se você e o Aaron estavam se dando bem. Se brigassem seria complicado.

─Certo, eu entendi, pensou que eu era um garotinho no meu primeiro dia na escola, é isso?

─Acha? Eu sou um pouco assim, vai ficar bravo se eu cuidar um pouco de você?

─Não preciso que cuide de mim, me cuido desde sempre. – Ela me olha decepcionada. – Mas posso gostar. – Conserto e ela sorri.

─Eu não vou deixar você ficar cuidando de mim se não posso retribuir.

─Já disse que pode cuidar de mim, só vou achar meio estranho.

Ela sorri, ainda me faz carinho, ainda está em meus braços, que se dane se vou me achar meio idiota, posso me acostumar.

─Quando diz cuidar de mim, do que estamos falando Clarie?

─De coisas simples. Conseguir uma jaqueta quente, como eu fiz, arrumar as coisas, não liga para isso. Do que tem medo?

─Não é medo. – Talvez eu possa contar um pouco sobre mim, não muito, nada que a assuste, apenas o básico. – Cresci meio sozinho Clarie, não tive ninguém me mostrando isso, essa coisa de cuidar, então eu posso me tornar um pouco resistente.

─Seus pais morreram? Quer dizer quando era criança?

─Minha mãe sim, meu pai... Não importa, quando eu era criança eles não estavam por perto, não se importavam e chega desse assunto.

─Tudo bem. Não vamos falar disso, vamos falar de outra coisa.

─Acho que já falamos demais. Nem somos bons nisso. – Seus olhos brilham, seu sorriso se abre mais uma vez e de novo ficamos entregues.

Pela primeira vez durmo do jeito que venho sonhando desde que a vi pela primeira vez, enrolado nela, sentindo sua pele macia, aspirando seu perfume.

Acordo logo que amanhece, ela ainda dormia e fico aproveitando aquele momento, toco seu rosto, afasto seus cabelos. Será que posso fazer isso? Ter um relacionamento?

Não importa muito agora, eu não sei mesmo ficar sem ela, só me resta aprender. Não vai ser fácil encarar as pessoas e a estranheza delas, acho que ninguém espera me ver numa história como essa.

Também não sei como viver isso fora desse quarto, dessa cama, mas eu gosto de Clarie além desse espaço, não posso e não quero trata-la com indiferença lá fora.

Além disso do jeito que é bonita, qualquer um pode achar que ela está livre e tentar rouba-la de mim e isso não vou deixar. Uma hora as pessoas se acostumam e eu também.

Ela abre os olhos, é como um susto, um revirar de estômago, bom e diferente. Se espreguiça, tranquila, o rosto leve, ainda tem a marca da violência, mas agora é leve. Clarie percebe meu olhar, cobre o rosto com a mão.

─Vou cobrir com a maquiagem, logo some.

─Não precisa, não por mim, é linda e isso não muda, mas fico culpado, eu podia ter evitado, nunca mais vou deixar que se repita.

─Eu sei que nunca vai me machucar.

─Não entendeu Clarie, eu não vou deixar que nada machuque você, que nada me tire você, nem os mortos, nem os vivos, vou ficar atento, muito atento, e vou ficar perto. Sempre muito perto.

Seus olhos marejam, ela pisca para afastar as lágrimas, mas uma delas teimosa escorre por seu rosto.

─Disse uma vez que eu tinha que arrumar um motivo para viver. Que tinha que fazer nem que fosse pelos que morreram tentando, agora eu tenho um motivo, você me deu esse motivo. Quero viver. Sinto a vida pulsando dentro de mim, quero viver só para ficar com você.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. deixem um comentário. Beijos.