Resumption

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Oieee Foi uma saga escrever esse capitulo, que fim de semana complicado! Mas finalmente terminei. Agora vou responder os comentários.

Pov – Daryl

Suas mãos vão aos poucos descobrindo seu rosto, ela ergue a cabeça e então me vê. Sinto que o medo da lugar ao alivio assim que Clarie percebe minha presença, nunca me senti tão bem-vindo.

Não podia ter partido sem me despedir. As coisas estão acontecendo a minha volta, eu sei, mas não consigo acompanhar nada daquilo, não sei do que se trata a morte de Pete ou Reg, não me interessa no momento. Nada me interessa no momento, só quero saber sobre Clarie.

Eu pretendia andar até ela, mas Clarie caminha até mim, toma cuidado para não olhar os dois corpos no chão, escuto choro e conversas, tudo terá que esperar.

─Você voltou. – Ela diz por entre suas lágrimas. Afirmo, meus olhos se afastam dos dela para fitarem sua boca, quero beija-la, não ali, no meio daquele caos, toco seu cotovelo e a conduzo para longe dali.

Clarie me acompanha sem questionar, só segue comigo porque confia, não devia, eu sou o tipo que parte sem se despedir, que a deixa para trás mesmo quando ela pede tanto.

Entramos na casa silenciosa, todos devem estar na tal reunião, ou fazendo qualquer outra coisa, não ligo a mínima.

Abro a porta do quarto e me lembro de tê-la observado linda adormecida, a última boa imagem que vi antes de cair na estrada e dar de cara com todo tipo de perigo e feiura, não tem mais nenhuma beleza lá fora, mesmo a floresta foi maculada.

Fecho a porta atrás de mim, os dois silenciosos, encaro Clarie de pé me observando atenta, o rosto molhado, os olhos assustados e tão linda.

Mando para o inferno toda cautela, preciso sentir seus lábios mais uma vez e ter certeza que tudo que sinto não é ilusão, que ela me provoca todas as sensações que guardei na memória. Passo meus braços por sua cintura, tomo seus lábios num beijo profundo que tem, ao menos para mim, mil significados.

Deixo a besta cair ao meu lado, envolvo mais Clarie, minhas mãos sobem por suas costas, quero sentir seu corpo e ter certeza que não é sonho, aprofundo mais o beijo. Saudade, me dou conta, é isso, saudade foi o que senti desde que parti.

─Ai. – Ela geme, com uma das mãos me empurra de modo suave. Me afasto imediatamente, sempre vai ser assim.

─Machuquei você? – Ela me olha tão assustada, tão perdida, não sei o que tem ali dentro, como posso arrancar de lá e fazê-la sorrir, é o fim do mundo, as pessoas não são mais felizes, mas quero que ela seja. – Clarie.

Presto atenção em seu rosto, está borrado de maquiagem que nem sabia que ela gostava, mas não era aquilo o problema, era o que parecia estar por baixo.

─Seu rosto... O que...

─Maquiagem. – Ela diz muito rápido, desviando os olhos. – A Maggie me maquiou.

Toco a pele, está vermelha, tem uma mancha perto do olho, ela se afasta, a cabeça baixa, não quer ou não consegue me olhar. Meu sangue ferve, um ódio brota de dentro de mim e quer explodir.

─E esse vermelho, o olho roxo, Clarie olhe para mim. – Exijo, ela se assusta com meu tom, não sei disfarçar a fúria, alguém vai pagar por isso. – Quem fez isso?

─Eu... Eu...

─Quem? – Não quero desculpas, não tem nenhuma.

─Aiden.

Ela me avisa, aquele desgraçado vai pagar caro por aquilo, pego minha besta no chão, Alexandria termina aqui para pelo menos nós dois, vou matar aquele desgraçado.

─Ele está morto! – Ela me diz quando já estava com a mão na maçaneta.

─Você? – Questiono.

─Não, foram zumbis, lá fora.

─Aqueles desgraçados não cansam de me tirar coisas! – Eu devia fazer, eu queria fazer, ando de um lado para outro, ela está de pé, imóvel, apenas me acompanhando com o olhar. – Como? Como ele fez isso? Porque ninguém fez nada? Não acredito que não posso mata-lo.

─Está tudo bem.

─Bem Clarie? Olhe seu rosto, já se viu no espelho? O que ele fez? Onde mais está ferida?

Volto para perto dela, Clarie está assustada, talvez eu a esteja assustando, não consigo controlar a fúria, ela queria ir comigo, não a levei, não matei aquele desgraçado quando tive a chance, Carol me avisou.

─O ombro, um pouco das costas. – Porque ela não olha para mim? – Ele me empurrou, eu caí e bati o ombro num paralelepípedo, o rosto foi... foi um tapa, mas foi apenas isso.

─Apenas isso? Achou pouco? Deixa eu ver isso melhor.

Ela ergue o rosto, tento ser cuidadoso ao tocar, a raiva que sinto de mim só é menor que o ódio que sinto de Aiden. Afasto minha mão do rosto, desço até a gola da blusa, afasto um pouco.

─Este ombro? – Ela afirma, está roxo, muito escuro, meus dedos esbarram no local e ela geme, desvia do toque, me enfurece. – Ruim assim?

─Vai passar.

─Isso foi hoje?

─No dia que partiu e agora criei tudo isso, Pete está morto por minha causa, Rick ferido, tudo culpa minha.

Clarie começa a chorar, queria abraça-la mas não sei se vou machuca-la.

─O que vi foi o Rick puxando o gatilho, e se machucou Rick daquele jeito só posso dizer que bate bem.

─Contei ao Rick sobre o Aiden, não ia contar, pretendia ir embora, Carol não deixou, ela queria que eu fosse ao encontro do Aiden, como ele estava me exigindo. – Cada palavra de Clarie vai me deixando mais irritado, ela não consegue conter o choro. – Carol queria que eu o matasse, não podia e contei ao Rick, ele disse que resolveria, fui burra, contei sobre Jessie, que o marido batia nela. Aiden não voltou, mas Pete estava aqui, os dois lutaram Rick apontou uma arma para as pessoas, Pete ficou furioso, tentou matar o Rick, matou o Reg e acabou morto, tudo porque eu falei o que acontecia com a Jessie.

De tudo que ela me conta só uma coisa me chama atenção, ela estava indo embora? Foi isso que disse?

─Entendi direito? Estava indo embora? – Clarie me encara, quero me controlar, não sei como se faz isso, se pudesse bater em alguém, se pudesse ressuscitar Aiden e mata-lo então eu poderia ficar calmo. – Estava?

─Sim. Achava que ninguém se importava, você foi embora sem se despedir, entendi que...

─O que entendeu?

─Que queria se livrar de mim. – Ela ergue o olhar, tão linda, perdida, ferida, nunca mais vou desgrudar os olhos dela, eu vou precisar estar morto para algo assim voltar a acontecer.

─Não é verdade, não foi assim, só... Só não queria te ver chorando, achei que não conseguiria ir se... Você ia me pedir de novo, talvez eu não resistisse.

─As pessoas não teriam morrido se tivesse me levado. – Eu a abraço, tento ser delicado, ela encosta o rosto em meu peito.

─Não é culpa sua se Rick perdeu a cabeça, se Pete fez o mesmo, Jessie não podia ficar nas mãos do homem, correndo riscos, fez o que era certo, menos a parte de fugir, se pensar nisso de novo... Clarie, se um dia passar por aquele portão...

─O que? – Ela se afasta para me olhar.

─Esqueça. Não vou deixar que aconteça, não vou. – Seguro seu rosto com as mãos, mantenho seu olhar, ainda não sei o que eles dizem, talvez os lábios me contem. Beijo mais uma vez Clarie, ela passa um braço por meu ombro, o outro fica imóvel, está ferida demais para se mover melhor.

Depois arrumo forças para me afastar, ficamos nos olhando um longo momento, não sei explicar como me sinto, nunca me senti assim, apenas me dei conta que sinto necessidade de ter Clarie perto de mim, de ouvir sua voz, de olhar para ela.

─Correu tudo bem lá fora? – Ela me pergunta.

─Tudo certo, encontrei um velho amigo do Rick, Morgan, ele é bom, me ajudou num momento crucial.

─Crucial? Então ficou em perigo, não é?

─Estou aqui, deu tudo certo. ─ Evito detalhes. Não quero preocupa-la.

─Quando vai sair de novo?

─Nem tão cedo, as coisas parecem difíceis por aqui.

─Está cansado, dá para ver, eu vou te deixar descansar.

─Dormiu aqui como disse para fazer? – Ela afirma.

─Mas não consegui dormir muito, tanta coisa acontecendo, não sabia se você estava bem, tinha coisas acontecendo aqui... Foi tão difícil.

─Também parece cansada. Precisa dormir um pouco.

─Eu vou, eu... Melhor eu te deixar dormir, Boa noite. – Ela me dá as costas apressada, tímida como sempre é, não quero que me deixe e seguro seu braço tentando detê-la.

Quando me dou conta é tarde demais, ela fica pálida de dor, geme se esquivando, me sinto mortificado.

─Desculpe, desculpe! – Me aproximo, tento toca-la de novo, desisto, uma onda de ódio passa por mim, é substituída por uma onda de ternura. – Fica aqui. Só fica aqui comigo, a cama... Vai ficar mais confortável.

Ela só afirma, o rosto cora um pouco, não sei bem onde estou me metendo, mas não vou recuar, não consigo e isso já está decidido, só o que fiz toda a vida foi recuar a toda forma de afeto, mesmo assim perdi.

Arrumo todos os travesseiros tentando que fique mais confortável, ela apenas observa.

─Será que fica bom assim? Como dormiu?

─Não achei um bom jeito. – Ela diz e sinto pena, será que ninguém tentou ajudar? Que adianta enche-la de maquiagem para esconder seus ferimentos se ninguém se importa com seu bem estar? – Vem, tenta deitar e vamos ver se fica bom.

Ela se senta na cama, tira os sapatos com alguma dificuldade, depois se encosta nos travesseiros, dá para ver que está doendo.

─Não ficou bom, deixa eu tirar um pouco de travesseiros. – Ela se desencosta, tiro tudo, deixo um só. – Tenta agora.

Obediente ela se ajeita, deita com cuidado, parece com menos dor, suspiro de pé, olhando para ela.

─Assim está ótimo. Obrigada.

─Tudo bem, vou tomar banho, tirar essa roupa cheia de pó.

Deixo Clarie descansando, não demoro, faço tudo rápido, não quero que fique sozinha, já deixamos Clarie muito sozinha e deu tudo errado. Quando volto ela secava os olhos, estava chorando maia uma vez.

Um dia vou acabar com todas as suas lágrimas. Elas vão deixar de cair, me deito ao seu lado, apoio a mão na cabeça para poder olhar para ela.

─Quando for de novo posso ir com você? – Ela é tão delicada, sorrio, sabia que pediria.

─Pode. – Ela me olha surpresa, não esperava por um sim. – Está claro que te deixar não é boa ideia.

─Obrigada. Queria ter me despedido, acordei e não estava aqui. Fiquei triste.

─O que diria? Por que isso era importante?

─A gente nunca sabe quando é a última vez, é sempre assim, com todos, Noah está morto, o Glenn quase morreu, Aiden ameaçou todos, os zumbis matam, as pessoas matam. – Ela seca uma lagrima. Noah, não sabia sobre ele, Glenn e Maggie devem estar sentindo, nunca paramos de perder. – Queria desejar boa sorte, pedir para voltar logo.

─Voltei o mais rápido que pude.

─Queria ter arrumado algo para comerem na estrada, essas coisas, mas quando acordei não estava mais.

─O Eric preparou umas coisas eu acho.

Ela não fica nada feliz de saber, revira os olhos, sorrio, é estranho que ela se preocupe com essas coisas, Carol é um pouco assim, mas sempre vejo nela seu instinto maternal, quando Clarie se preocupa assim parece outra coisa.

─Não vai acontecer de novo, vai comigo da próxima vez.

Clarie move o braço bom, toca meu rosto, gosto de sentir seus dedos delicados, do carinho leve e tímido. Eu devia beija-la, eu podia fazer, eu quero.

─Quero beijar você mais uma vez. – Não sei porque digo, apenas deixo escapar em palavras o que estava escondido em pensamento.

─Eu gosto dos beijos, faz esquecer todo o resto... Os seus beijos, antes era ruim... Era.... Não gostava, não sei porque estou dizendo essas coisas... Pensando nisso justo agora...

─Então vamos esquecer isso. – Eu aviso antes de beija-la, e depois mais uma vez, e outras tantas, sempre com cuidado para não tocar seu ombro, sinto que posso me viciar naquilo, que depois que começo não quero mais parar, que meu corpo quer mais e isso é perigoso, principalmente quando estamos sozinhos, dividindo uma cama.

─Ficou com vontade de não voltar mais? – Ela me pergunta.

─Não, mal sai e já contava os minutos para retornar.

─Pensava em Buttons às vezes, que você é como ele, que quando se visse lá fora, livre, que desistiria de Alexandria e de... – Clarie se cala, não continua, já me senti como aquele cavalo, ainda me sinto às vezes, mas me sinto sendo domado, os olhos de Clarie me domesticam.

─Não desisti de nada. – Ela afirma, sabemos que estamos falando do que estamos vivendo, que voltei por ela. – Mas acho que agora temos que dormir.

Ela afirma, sorri, ensaia um movimento, desiste com a dor, outra onda de raiva me domina, controlo, não tem nada que possa fazer, assisto seu sono chegar e depois também adormeço. Acordo e lá está ela me olhando.

─Pensei que quando acordasse não estaria mais aqui. – Ela me diz. – Então acordei bem cedo, eu sei que é tolice.

─Vou ter que concordar, não vou a lugar nenhum, fiz uma promessa não foi? Vai comigo da próxima vez.

Ela sorri, se levanta e vai para o banheiro, isso é íntimo de um modo completamente estranho para mim. Sai com os cabelos escovados, um sorriso triste, o rosto agora limpo de maquiagem deixa evidente as marcas.

─Vou cobrir com maquiagem. – Ela me avisa, por mim não faz diferença, não está menos bonita, não apaga o que aconteceu, mas talvez a faça se sentir melhor, garotas pensam sempre diferente.

Sigo para o banheiro, preciso saber o que está acontecendo agora, se Morgan e Rick conversaram. Quando volto para o quarto ela tentava com uma mão cuidar da aparência, parecia um trabalho difícil.

─Quer que chame alguém?

─Não. Eu não sei quando isso vai melhorar, então melhor me preparar, Carol disse que o ombro está deslocado.

─Como disse?

─Meu ombro deslocou. Foi o que a Carol me disse.

─Deslocado? Por isso a dor? Não é pelos hematomas? Carol sabe disso?

─Sim, ela me ajudou, me deu uns comprimidos e colocou gelo, estranho termos gelo não acha?

─Te encontro lá em baixo Clarie.

Desço as escadas irritado, não entendo o que Carol estava pensando, ela sabe como colocar um ombro no lugar, já fez isso antes, aprendeu quando o canalha do Ed estava vivo, quando era ainda indefesa e vivia nas mãos dele.

Podia ter resolvido o problema de Clarie e uns minutos, mas deixou que sentisse dor, simplesmente não fez nada.

─Porque não colocou o ombro dela no lugar? – Esse é meu bom dia.

─Aiden não podia continuar vivo, sabe disso, ela precisava estar ferida, de que outro modo as pessoas aceitariam? Se vissem seu estado tudo seria perdoado.

─Não agimos assim Carol, nós não somos assim. – Não acredito no quanto Carol se tornou fria.

─Clarie não é. Você não é, mas eu sou, Rick também é. Fazemos o que é preciso ser feito.

─Está enganada, Rick não é assim.

─E o que foi aquilo ontem? Chegou e viu o caos, nos viu naquele empasse com as pessoas de Alexandria, arrastou Clarie para longe, simplesmente isso, se precisássemos de você?

─Não sou tolo Carol, eram as pessoas de Alexandria que estavam em risco, nós dois sabemos disso.

─Está certo sobre isso, Pete tornou as coisas fáceis. Deanna entendeu, Rick está assumindo as coisas, o arsenal agora está sob nossa custódia.

─Melhor assim não é? Desse modo não precisa mais roubar armas.

─Não. – Ela olha para o pequeno aparelho sobre o mármore da cozinha, observa Judy dormindo no quarto. – Quem diria, uma babá eletrônica.

─Sim. Quem poderia dizer que chegaríamos a isso.

─É por isso que luto, por isso não tenho medo de sujar as mãos. Mas estou feliz que está se encontrando, que está deixando Clarie entrar ai, depois que perdemos Beth achei que não tinha mais volta para você.

─Conserte o braço dela. Sabe que a dor vai passar na hora. Isso não foi justo.

Ela afirma, não nega, quero ter raiva de Carol, mas sempre me lembro dos velhos tempos, de tudo que tivemos que superar, Sophia, ela sempre deixa claro que não consegue mais voltar e aceito isso.

─Nunca mais brinque com a vida de Clarie, nunca mais Carol. – É um aviso, ela entende, temos uma relação honesta o bastante para isso.

Clarie entra na cozinha, percebe o clima um tanto tenso, olha de um para outro, faz menção de sair.

─Vem aqui Clarie, vou arrumar seu ombro. – Carol avisa e ela me encara confusa.

─Carol sabe o que faz, já devia ter feito, mas antes tarde...

─Deita aqui. – Ela pede limpando o balcão de mármore, Clarie obedece.

Sinto seu esforço, ela deita de modo desconfortável, provavelmente a dor está ainda maior. Carol se aproxima com um livro de receitas pesado.

─Vai segurar isso e me deixar fazer o que é preciso, vai doer muito na hora, mas logo passa.

Clarie apenas afirma, não discute e obedece. Ela morde o lábio, fecha os olhos e assisto enquanto Carol sem qualquer pena coloca o braço de Clarie no lugar com um estralo que dói a alma.

─Pronto! – Carol avisa. – A dor vai sumir, as manchas infelizmente não posso fazer nada, mas o tempo cura.

─Obrigada Carol! – Clarie está impressionada, move o braço boquiaberta. – Não dói mais, está perfeito.

─Onde está o Rick? – Pergunto a Carol.

─Dando uma volta, é um momento delicado, as pessoas estão com medo, não sabem muito bem se estão mais seguras agora, ou se somos o perigo. Acho que ele queria ter uma conversa com o tal Morgan. Confia nesse cara?

─Não teria trazido se não confiasse. Vem Clarie, deixo você no Eric.

Não acho Carol boa companhia, não no momento, ela queria que Clarie emboscasse Aiden, Clarie, que é incapaz de fazer mal a uma mosca.

Saímos juntos pelos fundos, seu rosto está mais corado, seu andar mais firme, um problema a menos.

─Achei que nunca mais poderia usar a lança, é um alivio, não gosto de pensar que precisam me proteger o tempo todo. Agora já posso matar zumbis e ir lá fora.

─Não vai fazer nem uma coisa nem outra! – Paramos diante um do outro, ela me olha confusa.

─Disse que me levaria com você.

─E vou, mas não para matar zumbis, sua proteção é prioridade e não vou permitir que fique em risco. Fui claro?

─Foi. Porque?

─Já disse, não consigo evitar.

─Mas bem que queria, dá para ver na sua cara, queria não se importar como os outros, queria ter coragem para me manter bem longe de você. – Ela está magoada, não entendo aquilo. – Morre de pena de mim, é isso que sente. Pena!

─Pena? É isso que acha? Nunca entende nada? Tem sempre que ver as coisas de modo negativo? Isso é irritante sabia? Pare de se diminuir.

Aquilo não é o bastante, não sei como fazer para Clarie compreender que o que sinto é... É... Nem mesmo eu sei o que se passa dentro de mim, nem mesmo eu compreendo o que estamos tentando fazer, onde vai nos levar.

Ficamos ali, um diante do outro, num embate mudo, não sei como enfrentar esse momento, o que ela espera ouvir, mas sei que não vamos sair dali sem terminar essa conversa.

Notas finais
Então acho que no próximo eles vão ter uma conversa bem definitiva. Comentem!!! E vou deixar aqui o link de uma fic de uma amiga minha, quem puder vai lá dar uma olhada. Beijos!!!!!!!!!!!!!!! http://fanfiction.com.br/historia/479038/Just_Do_Not_Die_-_Living_Christ/