Ressaca do amor

10 Capítulo X – Recordações.


Notas iniciais
Yeeeap o/ Como passaram esse belo e maravilhoso feriado e final de semana? Adoro qualquer desculpa para faltar a aula hehehe Um mês com feriados tão belos tinha que ser o mês do meu aniversário né hahahah Pessoas de abril sz Voltando ao capítulo....CHEGOU!! Aquele encontrinho mara *--* Espero que gostem Boa leitura amores (^_^)

— To saindo. – Gritei para a casa já que não tinha ninguém por perto.

Eram quase 14 hrs e estava na hora de ir para nosso local de encontro. Seria em frente a biblioteca da cidade, o que era ótimo já que ficava a uns cinco minutos andando da casa da minha avó.

Minhas mãos tremiam um pouco, mas nada muito difícil de controlar. Clarisse tinha passado a manhã me animando com histórias bizarras sobre eles na infância, acho que para me recompensar um pouco, e agora eu achava que quando o encontrasse o difícil de controlar seriam as gargalhadas.

Quando o avistei senti o coração falhar aquela batidinha básica, mas abri um sorriso confiante.

“não ria, não ria, não ria” Meu mantra ressonava na minha mente.

A minha cabeça estava lotada das imagens que eu tentei imaginar de Jason vestido como uma menina porque, de acordo com Clarisse, sua mãe achou que viria outra menina quando engravidou e decidiu reaproveitar as roupinhas de Thalia e por causa disso ele ficou usando roupas femininas durante o primeiro ano inteiro de vida dele.

Aquela era uma história que Thalia divulgou uma vez quando os dois tinham brigado e Clarisse guardou como uma carta na manga pra eventos futuros.

Quando ficamos frente a frente não sabia ao certo como cumprimenta-lo então continuei sorrindo esperando que ele tomasse uma atitude e ele acabou por me dar um selinho de novo.

— Você está dois minutos atrasada. – Comentou com um sorriso.

— Você pegou essa mania com o Leo ou foi o contrário? – Revirei os olhos, mas continuava sorrindo.

— Que mania? – Perguntou franzindo a testa.

— De fazer drama com demora. – Expliquei rapidinho sobre as mensagens e só comentei o assunto sabendo que Jason já estava interado da história.

— Ah – Ele riu. – Foi dele. E eu não vou te contar quem é a menina se é o que espera...você fica uma graça curiosa.

— Eu não vou responder a isso. – Bufei frustrada e percebi que ele segurava a risada. – Onde nós vamos em?

— Já comeu sobremesa? – Pergunto já me puxando pela mão para algum lugar antes mesmo de ter minha resposta.

— Não.- Respondi meio confusa. – Ohhh você ta planejando me comprar doces? – Perguntei animada.

Jason querido, essa é uma ótima forma de me comprar também.

Ele não falou mais nada, mas quando entramos em uma loja gigante de bolos a intenção ficou bem clara. Eu fui levada ao paraíso em menos de dois minutos. Foi um pedaço de cada bolo que tivesse chocolate na sua composição, menos de coco, porque odeio coco.

— Eu vou ter uma overdose de açúcar que vai acabar destruindo nossos planos. – Comentei terminando o terceiro pedaço.

O pedaço da vez tinha aquelas raspas de chocolate que simplesmente derretiam na boca sabe? E o recheio que parecia Nutella e tava molhadinho, cremoso...perfeito.

— Mesmo que você tenha a overdose eu irei te arrastar para a nossa próxima parada. – Disse rindo para mim.

Ele estava na frente de todas aquelas delícias e a única coisa que fazia era roubar vez ou outra um pedaço do meu e se divertir com minha cara de satisfação.

— Você tem um autocontrole admirável. – Elogiei tendo consciência de que provavelmente ele não entenderia nada. – E por favor, me arraste. – Pedi.

Nós tínhamos terminado de combinar sobre o que faríamos hoje ontem a noite, antes disso tínhamos passado os dias dando suposições impossíveis sobre sonhos que talvez um dia se realizassem. Acabou por se tornar uma conversa muito interessante onde nos conhecemos melhor.

Quando passamos a falar de coisas ao nosso alcance decidimos por ir a um fliperama+Kart+boliche que existia ali e que definitivamente deve ser a coisa mais brilhante que já fizeram. Jason tinha dito que antes de irmos só queria me mostrar um lugar que eu definitivamente amaria, e ele acertou em cheio.

— Ok, cinco pedaços são o suficiente. O que sua família vai pensar de mim se souberem que eu sou o culpado da sua diabete? – Ele comentou divertido. – Eu estou começando a duvidar se foi uma boa ideia te apresentar esse lugar.

— Nós dividimos os pedaços. – Soltei em um muxoxo. – Pelo menos dois deles foram para o seu estomago. E eu tenho certeza que os donos desse local serão eternamente agradecidos a você.

— Não tenho duvidas que você sozinha poderia tira-los da falência. – Ele gargalhou me deixando um pouquinho constrangida. – Por isso preciso perguntar, já está satisfeita ou...

— Estou satisfeita. – Cortei já me levantando e tirando sua chance de fazer mais alguma piada que fosse me fazer passar vergonha.

Admirei seu esforço para não continuar rindo de mim enquanto ia para a fila do caixa.

— É muito longe daqui? Se não você vai mesmo ter que me arrastar até lá no final das contas. – Disse fazendo drama.

— Uns quinze minutos andando, o suficiente para perder as calorias que ganhou lá dentro. – Disse apontando para a loja de bolos quando já estávamos do lado de fora.

— Acho que precisa de umas duas horas andando pra isso acontecer. – Comentei rindo.

Depois disso passamos a tarde inteira torrando dinheiro em jogos de tiro, corrida, simuladores e até mesmo o bom e velho Pacman no qual ganhei três vezes seguidas. Eram quase cinco da tarde quando decidimos andar de Kart e Jason tomou como a hora perfeita da vingança e ganhou as TRÊS vezes que tentamos.

— Você é muito hacker, não existe outra explicação. – Reclamei quando sentamos para descansar.

— Existe, você só não quer admitir. – Disse puxando meu rosto para que ficássemos frente a frente. – Talvez você seja muito ruim. – Riu antes de me dar um selinho. – E eu seja super incrível. – Deu outro selinho.

— Você é ridículo isso sim. – Revirei os olhos, mas não tirei suas mãos do meu rosto. – Nós vamos voltar aqui semana que vem e então eu vou acabar com você.

— Você está me convidando para um segundo encontro usando uma revanche como desculpa? – perguntou divertido.

— Talvez. – Respondi. – Então agora me diga, qual seria a desculpa perfeita para conseguir um beijo seu? – Perguntei tentando inutilmente fazer com que meu rosto não corasse.

— Eu acho que essa pergunta é a minha desculpa perfeita. – Sorriu antes de finalmente me beijar.

E foi O beijo. Muito melhor do que os muito que trocamos naquela noite regada a bebida, e o negócio tava tão bom que até senti vergonha quando nos separamos e percebi os olhares de algumas pessoas.

— Preciso te dar desculpas mais vezes. – Sussurrei quando ainda estávamos próximos.

Ficamos nos encarando por um tempinho e então caímos na gargalhada. Uma ótima forma de disfarçar o constrangimento se quer saber minha opinião.

— Ta com fome? – Jason perguntou quando nos recuperamos.

— Morrendo. – Reclamei percebendo que meu estomago já tinha feito a digestão de todo aquele bolo e agora se encontrava muito vazio.

— Quer jantar lá em casa? – Perguntou. Arregalei os olhos automaticamente e ele começou a se explicar meio nervoso. – Sabe, Thalia decidiu abrir a boca para o meu pai sobre nós e disse que era minha namorada, e antes que eu pudesse explicar ele me intimou a arranjar um jeito de te trazer em casa nem que fosse para dar uma caminhada na frente da janela de forma que ele pudesse te ver. Depois disso não importava o que eu dissesse ele não desistia da ideia. – Falou muito rápido adquirindo uma coloração vermelha no percurso. – Se você não quiser, tudo bem e eu explico para ele, mas se tivesse tudo bem você me livraria de um problemão sabe, e...

— Tudo bem, eu vou. – Interrompi em um momento de loucura. Porque a ideia de conhecer o meu sogro antes mesmo de ter motivos para chama-lo assim era isso, uma loucura.

Mas era fofo que Jason tivesse considerando a ideia de me apresentar à família como namorada e que essa sugestão tivesse vindo da própria família. Isso significava que todos estavam me considerando não?!

— Sério? – Perguntou meio atordoado. – Obrigado. – Disse me abraçando e logo em seguida me dando um segundo beijo de tirar o fôlego.

***---***

Aquela era definitivamente a situação mais estranha pela qual eu já havia passado. Estava sentada na mesa de jantar da mansão de Jason, porque não importava o quanto ele dissesse que era só uma casa antiga um tanto grande eu não mudaria de ideia, comendo pizza com o pai dele (o bonitão que parecia ser gente boa, mas era muito sério e dava a impressão de que estava fazendo uma análise profunda da minha alma enquanto me encarava), sua madrasta (agia como se fosse uma situação normal e que minha presença podia ser ignorável) e por fim Thalia e Luke (que pareciam estar achando muita graça de tudo e eu jurava que o celular na mão deles não era para mandar mensagens a alguém e sim tirar fotos e registrar o momento constrangedor).

Jason tentava fazer o possível para não me deixar desconfortável, mas acho que era impossível nas circunstancias da ocasião.

— Então Piper, Jason me contou que você mora aqui com sua avó. – O pai de Jason começou tentando puxar assunto.

— Ah sim, a Princesa cuida de mim e de...

— Princesa? – Perguntou me interrompendo. Era tão natural chama-la daquele jeito que eu nem notara que eles não saberiam de quem eu estava falando, mas o pai de Jason continuou a dizer. – Você é neta do Tom e da Princesa? – Perguntou surpreso.

— Você conhece meus avós? – Perguntei ainda mais surpresa.

— Mas é claro, todos aqui conhecem. Nós adorávamos ouvir as histórias do Tom nos churrascos da cidade. Sabe, ele bebia demais e então se tornava impossível que ficasse quieto. – Ele riu nostálgico.

— Oh as histórias...nunca encontrei muito sentido nelas, mas também adorava quando o vovô contava. – Sorri também nostálgica.

As histórias eram lendas Cherokees e já fazia três anos que vovô não estava mais aqui para conta-las.

— Bom, se você é neta deles só pode ser uma boa menina, está mais que aprovada. – Comentou para Jason de forma séria, como se acabasse de ter dado um veredito no tribunal.

Thalia e Luke estavam quase roxos de tentar segurar a risada diante de nosso constrangimento.

Apesar de tudo eu deveria agradecer muito minha avó depois, porque ela e vovô impediram que eu tivesse que dizer mais alguma coisa sobre minha família e eu tinha certa duvida se ele continuaria a me aprovar quando soubesse que meu pai era o cara que estava naqueles pôsteres sem camisa espalhados por toda a parte.

— Acho que a gente já pode cair fora. – Jason sussurrou para mim quando todos tinham terminado de comer e pareciam distraídos demais para ligar pra nossa presença.

Concordei com a cabeça e o acompanhei quando este levantou e foi em direção as escadas.

— Vai dormir aqui hoje Piper? – A voz estrondosa do pai dele soou da mesa.

Certeza que fiquei vermelha.

— Não, nós vamos descer daqui a pouco e eu já vou levar ela pra casa. – Jason berrou de volta. – Sério, desculpa por isso – Disse quando chegamos ao seu quarto.

— Tudo bem, foi mais tranquilo do que eu esperava. – Respondi. – Achei que ele fosse mais bravo.

— Ele é. – Disse enfático. – O negócio é que ele gosta de causar boas primeiras impressões, foi igual com Luke, depois pergunta para ele o que ele acha do meu pai agora. – Riu pelo nariz.

— Você deveria só concordar comigo e me deixar relaxada, não me botar medo. – Revirei os olhos.

— Ai está outra ótima desculpa – Ele sorriu malandro se aproximando de mim. – Eu conheço um ótimo jeito de te deixar relaxada. – E me beijou.

Em algum momento depois disso, nós caímos na cama e nem o fato de termos batido os dentes acidentalmente no processo nos separou.

— Sabe, eu acabei de lembrar que tenho uma coisa para te mostrar. – Jason disse me largando na cama e se levantando.

Fiquei pensando o que seria tão importante para interromper nossa sessão se amassos, quando ele me entregou um pequeno bilhete que me fez arregalar os olhos. Nele estava escrito:

Não sei se vai se lembrar, mas ontem contei que era meu último dia aqui e você fez dele o melhor possível. Obrigada” E tinha um pequeno coração desenhado do lado.

— Não acredito que tu guardou isso! – Falei/gritei.

— Pois é, eu achei que seria algo do qual eu fosse querer me lembrar. – Falou sentando-se ao meu lado. – Não que eu esperasse que o lugar para o qual você viria era aqui e eu fosse poder usar isso contra você um dia.

— Você não ousaria. – Falei alto de novo. – Agora que está em minhas mãos eu posso simplesmente rasga-lo. – Disse sorrindo.

— Quem garante que eu não tenha cópias? – Perguntou levantando uma das sobrancelhas. – Eu poderia espalhar várias pelo colégio inteiro junto com a foto que tiramos naquele dia e deixar que a imaginação deles preencha os espaços vazios.

— Nós tiramos uma foto aquele dia? – Perguntei. Eu estava soando surpresa muitas vezes naquele dia.

— Você não se lembra? – Perguntou meio ofendido.

— Eu lembro de tudo. – Respondi. – Menos dessa foto.

— Então você só esqueceu a melhor parte? – Perguntou divertido.

Ele pegou o celular e me entregou na dita foto e eu não acreditei no que vi. Estávamos os dois, cobertos por um lençol, deitados com a cabeça apoiada na cômoda, ou seja, no chão e nos beijávamos em um ângulo muito ruim. Estava no mínimo muito estranho e qualquer pessoa sacaria na hora o que tinha rolado momentos antes.

A ordem normal seria começar na cama e acabar no chão, mas parece que tínhamos feito a ordem contrária já que tenho certeza que acordei na cama. Pelo visto a foto não era a única coisa que eu esquecera...o que mais?

— A outra foto é um pouco mais light. – Disse tocando no celular e passando para a foto anterior no álbum.

Nessa ainda não estávamos no quarto e parecia aquela típica foto que casal postava em rede social em aniversário de namoro, ou seja, parecíamos normal. Rostos colados, sorrisos (no caso de bêbados) e aquele abraço apertado.

— Essa você pode espalhar, agora o bilhete e a outra foto, para o seu bem, é melhor que fiquem guardados para a eternidade. – Ameacei.

— Você age toda envergonhada como se não tivesse sido você que me atacou aquele dia. – Provocou.

— Essa parte eu lembro muito bem. – Acabei comentando mais alto do que pretendia.

Como esperado Jason riu.

Depois disso passamos o tempo recordando aquela noite. Jason até mesmo me contou o que achou quando me viu na escola pela primeira vez.

— Quando eu percebi que era você ali na entrada do colégio eu tive um momento de pânico do qual não me orgulho. Acho incrível que nem Thalia ou Percy tenham contado sobre isso para você ainda...Eu não sabia o que fazer, mas acho que no fim deu tudo certo né. – Contou-me.

— Eu não vou contar a minha reação se é isso que espera. – Disse. – Não foi nada gracioso também.

— Vou ter mesmo que pedir para Clarisse? Eu vou ficar devendo uma a ela. – Reclamou.

— Duvido. Pra me humilhar ela daria qualquer informação de graça. – Gargalhei. – Mais ainda assim, se quiser mesmo saber você só vai conseguir isso dela. Mas falando em Percy...você ouviu sobre algo por parte dele? – Perguntei tentando ser discreta quanto à informação recebia da minha amiga na noite anterior.

— Está se referindo a Annabeth? Ele está mais em pânico do que eu estive, sério ta hilário. – Respondeu. – Mas não é algo com o que eu possa ajuda-lo, nem você ajuda-la, então só podemos dar espaço e acompanhar essa novela mexicana.

— Tem razão. Mas se ele escolher a outra, mesmo eu não a conhecendo, ele será muito idiota. Annabeth é minha nova ídola, e eu tenho Clarisse do meu lado, não querendo ameaçar e tals, mas não vai ficar bom para o lado dele magoa-la.

— Isso foi sutil. – Gargalhou. – Não precisa se preocupar, ele pode demorar muito pra chegar a uma conclusão, mas será a Annabeth.

— Bom mesmo! – Exclamei por fim. – Agora, eu vou odiar o que direi a seguir, mas deu meu horário. Preciso ir para casa antes do programa noturno favorito da vovó começar, ela me intimou a assistir junto dela, parece que é um especial dos sábados. Sério, quem deixa um programa para passar unicamente sábado a noite? É pedir para não ter audiência. – Comecei a reclamar sozinha. – Mas eu tenho que manter minha imagem de neta exemplo agora né, já que fui aprovada só por ela. – Comentei irônica, mas rindo.

— Não se limite a isso, o fato de você ser linda também ajudou. – Disse se juntando a mim na risada.

***---***

— Boa noite Pipes. – Jason desejou quando paramos em frente da “minha” casa.

— Boa noite Jason.

Então houve um selinho de despedida para marcar o fim do melhor e mais imprevisível encontro ever.

Notas finais
Yeeeeap o/ Thalia como sempre sendo a melhor irmã kkkkk Agora Pipes já conhece o sogrão *--* Gente, tcho falar, haja inspiração para escrever um primeiro encontro perfeito viu? Espero muuuito que tenha dado certo, porque eu ficaria bem feliz no lugar da Piper u.u Agora, as famosas fotos pós sexo...não existem melhores né? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Fica no ar o que será que vai acontecer com Percabeth..... Comentem ai a parte que vocês mais gostaram e o que estão achando (^ω^) Obrigada por acompanhar sz Até o próximo sz Beijooos xD