Respire fundo

6 A fantasia


Naquele dia eu sabia que algo iria acontecer, o clima estava diferente. Era o dia em que eu participaria de uma peça de teatro e eu estava encarregada do papel da empregada, usando aqueles vestidos preto e branco um tanto curtos, junto de uma meia fina preta e cinta liga, era muito sexy.

Antes da apresentação o camarim estava lotado, e eu não tinha onde me arrumar, foi então que tive duas grandes ideias. A primeira pensei em logo chama-la para me ajudar a me vestir, e a segunda de ir para o banheiro mais deserto que tinha naquela escola. Fui em sua procura, o pátio da escola estava agitado e foi quase impossível de encontra-la, até que a avistei sentada mexendo em seu celular com seus fones de ouvido, ela parecia não estar curtindo o evento. Me aproximei e puxei seus fones, ela me olhou com uma expressão de "O que foi?" e então fiz o pedido de ajuda.

Ela claramente aceitou e fomos em direção ao banheiro deserto, ele ficava nos corredores pouco frequentado. Quando entramos, tirei da bolsa o figurino, de inicio ela ficou corada mas em seguida riu, "Não é engraçado" disse com o rosto bravo. Ela parou e segurou as vestes dizendo "Vamos logo colocar essa roupa de empregada pornô". Mesmo o banheiro sendo pouco frequentado, entramos em uma cabine. Nossos olhares se cruzaram, era um pouco apertado. Ela lançou um olhar de "Pode começar" e eu simplesmente virei o rosto morrendo de vergonha, ela entendeu o recado e disse suavemente que iria me ajudar. Começou desabotoando minha calça e então tira-la, ergui os braços para que ela pudesse tirar minha blusa, pude perceber o jeito que ela olhava meu corpo enquanto fazia aquilo. No fim, eu estava só de roupas intimas me cobrindo com os braços. Percebi também um sorriso que dizia "Você é linda" e com isso, aos poucos, estiquei os braços, deixando que ela me visse por inteira.

Fechei os olhos, e logo senti seus dedos alisando minha barriga. Tive arrepios. Ela se aproximou mais de mim, ficando quase cara a cara, e enquanto sua palma tocava minhas curvas ela dizia baixinho "Você é... muito bonita". Abri os olhos totalmente corada, nossos olhares tornaram a se encontrar, meu coração pulava, e eu comecei a perder as forças.

Ela se afastou lentamente, com um ar de arrependimento e culpa, pude sentir a confusão de seus sentimentos, e os entendi perfeitamente pois muitas vezes eu me encontrava assim. Desviei o olhar focando nas roupas. Ela as pegou e me ajudou como eu havia pedido, depois que eu estava pronta ela me desejou boa sorte e saiu sem tocar mais no assunto, segui meu caminho até o palco do teatro, Respirando fundo.