Resonantie

6 Problemen - Problemas


Passei pelos portões sem levantar suspeita alguma. Apeei do cavalo rapidamente, e o deixei junto de outros animais da cidade em uma área de pastagem verde e com muita comida e água. Logo mais a frente, um dos guardas perguntou meu nome, e rapidamente respondi o primeiro nome que me veio à cabeça:

- Isak.

Ele me encarou um pouco, e logo me entregou um mapa com todos os distritos da cidade, e em seguida disse:

- Você parece ser novo, muito cuidado para não se perder, e quando o sinal toca, todos os guardas reais devem tomar seus lugares.

- Obrigado!

Eu disse seguindo em frente, e assim entrando na cidade.

Lákia. Uma cidade enorme e linda, com muita luz e pessoas por toda parte. Já era noite, e eu fiz questão de andar por todos os cantos daquele lugar magnífico. Não era a toa que apenas os nobres moravam ali, tudo era majestoso e muito bem cuidado. Bem no meio da cidade ficava o castelo do Rei e da Rainha.

Ouvi um sinal agudo e bem alto, vi as pessoas felizes indo para suas casas, e os guardas reais tomando seus lugares. Droga! Tecnicamente, eu sou um guarda real pela minha armadura. Guardas reais passam a noite em claro protegendo o castelo. Não irei dormir, provavelmente no dia seguinte estarei semimorto de sono.

A noite foi longa, o sono consumia e a luz do sol parecia corroer meus olhos sonolentos. Minha expressão não era das melhores, e a armadura estava pesando muito pelo cansaço. Lembrei-me do plano, e rapidamente fui para perto dos portões, tomar meu cavalo e voltar para avisar a família de Nícola sobre a tragédia.

Tomei meu cavalo, e voltei para o local do acidente. Tudo estava como deixei, então eu segui para Regenshein novamente, e logo encontrei o senhor no mesmo lugar. Ele me olhou assustado, provavelmente por me ver vestindo suas mercadorias, estar com o cavalo da família e sem a companhia de seu filho. Eu rapidamente abri meu elmo, com uma expressão triste, o que aumentou o desespero do velho homem.

- Sofremos um acidente no caminho! Era noite, eu tive que ir sozinho para Lákia como um guarda, alimentar o cavalo cansado para conseguir voltar e trazer a notícia.

- Meu Deus... Não me diga...

- Sinto muito.

O velho me abraçou e chorou escandalosamente, chamando atenção de todos que passavam. Ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas, e me disse:

- Pequeno forasteiro, eu gostaria que me levasse até lá.

- Mas é claro...

Respondi gentilmente e tocado pela dor de um pai que acabara de perder seu jovem filho. O velho equipa o cavalo com outra carroça, e me pede para guiá-lo até o local. No meio do caminho, ele perguntou meu nome.

- Jovem forasteiro, eu posso saber o seu nome?

- Meu nome é Elliot, posso saber o seu?

- Sandor.

A conversa cessou ali. Em pouco mais de silenciosos 20 minutos estávamos lá, onde havia pedaços de madeira e o corpo de Nícola coberto com a lona como eu havia o deixado. O senhor desceu rapidamente e abraçou o corpo de seu filho.

Olho ao longe e avisto uma armada à cavalo vindo em nossa direção, me lembro que eu entrei em Lákia me passando por guarda, e que provavelmente haviam descoberto, pois não devem ter nenhum registro de algum Isak por lá. Eu ainda vestia a armadura pesada, e precisava fugir. Então eu avisei Sandor sobre o que estava acontecendo, tomei Nícola em minhas costas e com dificuldade consegui colocá-lo na carroça. Eles estavam se aproximando rapidamente, nos apressamos e eu dei a ordem para o cavalo correr. Seguíamos para Regenshein, enquanto eu explicava o que ocorria para Sandor, ele me disse que tinha um bom lugar para me esconder.