Notas iniciais
Oi! Como vão vocês? Gente, muito obrigada por ler, comentar e favoritar a fic, eu agradeço à quem fez o capítulo passado! Inclusive, quem puder dar aquele favorito maneiro e demonstrar sua opinião através dos comentários, seria muito bom. Eu preciso de comentários para saber o que vocês estão achando da história, se algo chamou a atenção ou se tem alguma mudança nos personagens que você possa ou não ter gostado, eu realmente quero saber da opinião de vocês por que me dá motivação para escrever mais. Ah, mudando de pau pra cacete, vocês notaram que a capa da história mudou pra muitas desde que começou. Gente, eu sou muito indecisa com essas coisas, então vão se acostumando à ver a fanfic trocar de capa como a gente troca de roupa heheh. Enfim, divirtam-se!

Confundus.

É um feitiço para confundir a mente da vitima de varias formas diferentes, o feitiço pode ser usado de inúmeras maneiras, seja para fazer alguém errar o que a dizer, ou se confundir durante um duelo, é um feitiço que envolve a confusão mental rápida de alguém.

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— Se mantenha acordada, Srta. Granger. — Madame Welch disse, colocando a mão na bochecha da garota e virando levemente seu rosto. — Consegue falar?

Hermione grunhiu antes de responder um "sim" arrastado.

Sua cabeça latejava e ela não lembrava muito bem o caminho até a enfermaria, entretanto estar lá já era o suficiente, e descansar suas pernas foi a boa sensação igual à estar no calor e beber um copo d'água gelado.

— Ótimo. — a medibruxa suspirou. — A senhorita está com uma anemia um pouco alta e provavelmente esgotamento físico. A senhorita tem se alimentado direito?

A garota assentiu constrangida por que sabia que não era verdade. Já fazia alguns dias que pulava os jantares e o café da manhã.

Se seu pai estivesse ali, ela com certeza estaria em maus lençóis. Sabia que deveria cuidar mais de si mesma, mas estando tão obcecada pelos sonhos estranhos e pelos estudos começou a se negligenciar.

— O que posso fazer por você é lhe transcrever uma poção para repor o ferro do seu sangue, e recomendar que a senhorita coma direito e tenha uma noite sadia de sono. Posso lhe transcrever uma poção Sono sem Sonhos, se quiser.

Uma noite sem sonhar com perseguições era seu maior desejo, estava cansava daqueles pesadelos, e pensou que eles fossem talvez o verdadeiro motivo de seu esgotamento físico.

— Parece bom pra mim. — disse fracamente, gostando de estar deitada, seu corpo estava confortável na enfermaria como não esteve à muito tempo. — Eu já posso ir?

Mas ela ainda sentia medo de adormecer e começar o turbilhão de pesadelos.

— Vou deixá-la em observação hoje, e vou liberá-la pela manhã.

Ela acordou completamente, e se apoiou nos cotovelos, tinha se lembrado a partir daí as atividades de Feitiços que ainda não tinha feito.

— Mas eu preciso fazer as minhas atividades... — tentou argumentar inutilmente.

— Srta. Granger, você está em observação, e ponto final. — ao receber um olhar repreensivo da medibruxa, Hermione deitou-se de novo, revoltada, mas sem muito o que fazer. — Oh, Tom, você ainda está aí?

Hermione ficou rígida ao ouvir o nome, ela pensava que ele já tinha ido depois de deixá-la na enfermaria, mas o dito se aproximou de sua cama como um fantasma de tão silencioso.

— Estou, Madame. Há algo em que eu possa ser útil?

Madame Welch olhou para Hermione, que continuava a encarar Riddle como um gato encara um cão.

— Fique com a senhorita Granger e não deixe que ela tente fugir ou fazer esforço, eu vou comunicar sobre seu repouso.

Tom Riddle deu um falso sorriso galante, e Madame Welch parecia uma adolescente quando ele o fazia, numa postura de príncipe que ela considerava fútil, Hermione semicerrou os olhos tentando ver a mesma segurança que a medibruxa via.

Quanto mais tempo olhava para ele, mais perigoso ele parecia, intimidante e falso.

Não podia entender por que o considerava tão ruim, mas considerava, havia alguma coisa apavorante na maneira como ele se comportava.

— Não se preocupe, vou me certificar que ela não saia de onde está.

Hermione uniu as sobrancelhas, sem ver a necessidade de ser vigiada como uma criança, e percebendo um pouco as intenções da enfermeira que provavelmente pensou estar fazendo uma boa coisa.

— Obrigada, querido.

Era ridículo como todos os administradores de Hogwarts pareciam cair aos pés de Tom Riddle. Será que somente ela via que tudo que ele fazia era teatral demais? Um bom teatro, mas um teatro.

Ela tentava entender de onde veio toda aquela revolta direcionada a alguém que ela mal conhecia.

Madame Welch saiu da enfermaria sem olhar para trás.

Ao ver o olhar do bruxo sobre ela, fez um pequeno esforço para mudar de lado apenas para evitar seu olhar.

— Não deveria se esforçar, Srta. Granger. — a voz dele vibrou dentro do peito da menina. — Para a bruxa mais inteligente do seu ano, você me parece muito...

Hermione farta, enviou ao rapaz um olhar de ameaça.

— Muito?

Riddle se moveu lentamente, parecendo mais se divertir do que se intimidar.

— Muito mais expressiva do que eu imaginava.

Hermione deu de ombros.

— Devo dizer, Sr. Riddle, que você é exatamente como eu imaginava. — sua voz saiu ríspida e baixa.

— Estava mesmo interessado em saber sua visão sobre mim.

A menina de cabelos expensos mordeu a própria língua, não seria nada sábio criar um atrito com o rapaz mais amado pelos professores e pela maioria dos alunos.

Na sua cabeça ainda queria saber como ele adquiriu tal respeito e admiração.

— Não precisa me vigiar, eu não vou fugir daqui. — olhou para o teto da enfermaria somente para não olhar para Riddle, mudando drasticamente de assunto.

— Eu não ousaria desobedecer uma pessoa tão gentil quanto a Madame Welch. — ele não insistiu em saber.

Seu tom de voz era quase irônico, mas tão bem desfaçado que Hermione não podia dizer se era realmente ironia.

— Certo. Faça como quiser. — disse afim de terminar a conversa alí.

Mas Riddle não parecia compartilhar a ideia.

— Achou o que precisava no livro?

Hermione ergueu uma sobrancelha.

— Sim, obrigada. — disse ríspida, tentando fazer o possível para parar de ouvir a voz irritante e melodiosa dele.

— É uma surpresa que se interesse por um assunto tão vago.

Ela perdeu a paciência, olhando para o rapaz que estava em pé esperando por uma resposta com seus olhos verdes de serpente cheios de cativação, ela franziu o cenho.

— Riddle, o que exatamente você quer de mim? — falou por fim, sem fazer questão da educação forçada. — O que você quer?

Queria desmanchar a expressão de agrado que ele tinha, era assustador, era como se ele esperasse por isso.

— O que eu quero? Bem, — ele deu um efêmero olhar ao nada, como se estivesse pensando, para depois voltar-se para ela. — Estou apenas curioso.

Hermione riu breve, incrédula.

— Curioso comigo?

— Sim.

— E por quê?

— Eu não tenho o direito?

Ela apertou a mandíbula.

— Eu não me sinto a vontade com isso. — revelou inflamada. — Não gosto de você, Riddle.

Para sua surpresa, ele riu. Breve e sinistro, mas riu.

— Como você pode ver, eu tenho motivos para estar curioso, Granger. — quase sibilou, num tom apenas um pouco mais alto que um sussurro.

Hermione estava furiosa, ela sentia isso nos seus ossos, por que nunca imaginou que um dia conheceria alguém que a deixasse daquela maneira. Sentou-se na cama sentindo seu coração acelerar de ódio, e ela puxaria sua varinha para ele com muito gosto se Madame Welch não entrasse pela porta, segurando frascos de e cantarolando alguma coisa.

— Pode ir, se quiser, Tom. — a mulher disse. — Posso vigiar a Srta. Granger agora.

Ele acenou com a cabeça.

— Melhoras, Srta. Granger.

Ela bufou.

Quando Tom Riddle saiu, ela deitou novamente, tentando relaxar e apaziguar um pouco aquele ódio fresco.

— Esse garoto Tom é um bom rapaz. — Madame Welch o gabou, Hermione tentou ignorar.

Notas finais
Comentários são lindo assim como vocês, não deixem de mostrar essa beleza.