Notas iniciais
Oi! Como vão? Agradecendo à quem comentou e favoritou no capítulo anterior! Espero que gostem!

Bombarda.

Cria uma energia explosiva que ao tocar, ou ser lançada em um alvo o explode como se fosse uma bomba e desfaz um escudo.

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O Conceito.

Para entender sobre reencarnação é necessário saber primeiro o que ela significa. Sendo o ato de reencarnar, a ligação de uma porção do seu próprio ser à suscetíveis corpos na intenção de diminuição do carma ou para um determinado fim.

Muitos bruxos começaram a considerar que a seu ser tinha uma missão específica através de uma reencarnação, e assim, usaram da própria magia para desvendar o seu passado. Alguns até mesmo acreditaram que poderiam — com a ajuda da magia — guiar sua própria reencarnação e assim alcançar a ¹imortalidade.

Acredita-se que medos, manchas de nascença, costumes e sonhos com lugares ou pessoas desconhecidas podem ser lembranças da pessoa que você foi em uma vida anterior a que está vivendo. Embora haja pessoas muito mais sensíveis à este tipo de memórias do que outras

{Veja a correlação entre reencarnação e imortalidade na página 256.}

Hermione fechou o livro, franzindo a testa suavemente e refletindo sobre o que acabou de ler. Uma missão através de uma vida passada? E o fato de que talvez seus sonhos fossem realmente lembranças de algo que já havia vivido? Parecia muito vago, querendo ou não, sempre foi a favor da lógica e aquilo não era nada parecido com suas crenças.

Ligava automaticamente reencarnação à religião, e sua família não era muito religiosa. Seu pai era agnóstico, e sua avó frequentava a igreja presbiteriana somente aos domingos, seu avô não era religioso e segundo seu pai, sua mãe também frequentava muito pouco a igreja com a sua avó.

Hermione entretanto, não tinha uma opinião formada sobre o assunto. Se lhe perguntassem, diria que era agnóstica também por que foi assim que foi criada, porém sendo uma bruxa era difícil renunciar crenças, tudo foi expandido em dimensões muito maiores do que sua caixa de pensamentos precária.

Colocou a cabeça sob o encosto da almofada que pertencia a poltrona no salão comunal da Corvinal, olhando para o céu estrelado no teto do salão.

Religiões espíritas e o hindu eram conhecidas por Hermione como as religiões que aceitavam a reencarnação. Se perguntava se todos os reencarnados se sentiam como ela, como se estivessem usurpando a vida de outra pessoa ou como se sua própria vida não fosse sua; ela se sentia como uma penetra em uma festa que não foi convidada, se sentia em um lugar que não era para estar.

Tomou um susto quando ouviu vozes perto da Aldrava, provavelmente alguém estava entrando. Entrou então Myrtle Warren, uma menina do terceiro ano, Hermione sempre a via triste pelos cantos.

— Ah, é você, Granger. — ela disse aparecendo se assustar com a presença de Hermione.

— Sim, sou eu, Warren. — Hermione respondeu, um pouco ofendida pelo tom da garota.

— Por acaso, você viu se Olívia Horgborn já entrou?

Hermione pensou por alguns segundos.

— Acho que ela saiu com as outras garotas para o jantar. — falou sem certeza. — Quer que eu entregue algum recado?

Myrtle se encolheu, rodando a ponta de uma das suas marias-chiquinhas.

— Não diga à ela que me viu, ok?

Myrtle parecia quase sombria quando disse isso, olhando para os próprios sapatos e Hermione notou que seus ombros tremiam levemente.

Uma luz sobre o que acontecia passou pela cabeça de Hermione, e ela assentiu dando a garota um olhar acolhedor.

— Não digo.


— Hermione, você é, honestamente, a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci.

— Brilhante!

— Não importa o que aconteça, estamos juntos nisso, eu não vou deixar nada machucar vocês.

Era cedo quando Hermione acordou, ofegante e tentando puxar o ar para dentro de seus pulmões.

A angústia estava lá, novamente como se houvesse alguém espremendo seu coração, ela chorou debaixo da sua colcha até soluçar. Ela estava confusa e triste, não sabia quem era a voz que falava dela como se a conhecesse, parecia irreal demais e ela estava ficando pior a cada dia que passava.

Precisava dar um basta nisso, precisava encontrar uma resposta plausível para tudo o que acontecia.

Desceu as escadas em espirais da torre da Corvinal, os cabelos sempre cheios e soltos, estavam presos em uma trança para trás. Tinha ciência de que sua aparência não estava muito saudável, mas não queria faltar as aulas somente por um mal estar que provavelmente passaria em breve.

Mais uma vez, pulou uma refeição, e sentou-se na sacada de uma das grandes janelas de Hogwarts, começando a ler seu livro de onde tinha parado.

Hermione apertou as pálpebras de sono, movendo a cabeça de um lado para o outro na tentativa de amenizar o desconforto que sentia. Sentia um pouco de frio, fechou o livro em seu colo pondo o marcador na página onde havia parado, e cruzou os braços, encolhendo os ombros.

Ela decidiu por fim, ir para sua aula de Poções. Poções com a Sonserina, provavelmente Dorea e Cedrella estariam lá também — o consolo de ter aulas com a Sonserina era a presença delas — Hermione forçou suas pernas à caminharem no meio dos alunos, e foi em direção as masmorras tentando não cair no meio do caminho.

As masmorras de Hogwarts eram conhecidas por serem frias, e o fato de Hermione já estar sentindo frio fora delas a fez se arrepender de não trazer um casaco.

Estava se sentindo fraca, os olhos lacrimejando e os lábios repentinamente ficaram secos.

Ela ignorou as sensações, e continuou a andar em direção à sala de Poções.

— Ora! Veja só quem temos aqui, Senhorita Granger! — ao ouvir a voz de Slughorn, Hermione quis ignorá-lo, entretanto ele estaria em sua sala em pouco minutos e ela estaria lá também.

Por educação, ela se virou para saber o que seu professor queria, e quando percebeu quem estava junto a ele, ela pensou que seria melhor ter ignorado seu chamado.

Tom Riddle parecia estar conversando com o professor antes dele a chamar. Claro que como monitor da Sonserina ele estaria aqui tão cedo, conversando com um professor.

— Olá professor. — ela tentou dar ao homem um sorriso.

— Senhorita Granger, — ela voltou um pouco para chegar até ele. — Eu estava comentando com Tom o quão excepcionais são suas notas.

Hermione assentiu, tentando parecer entusiasmada quando mal conseguia ficar de pé.

— Está tudo bem, senhorita Granger? — Riddle perguntou, não parecendo realmente preocupado, mas notando que a garota mal conseguia sustentar o próprio corpo.

— Sim, eu estou... — Hermione disse um pouco aérea, respondendo a o rapaz e achando estar se dirigindo ao professor. — Estou apenas cansada.

— Senhorita Granger, você está pálida como um papel, criança. — Slughorn disse parecendo perceber finalmente que a corvinal não estava bem.

Hermione sentiu sua visão embaraçada, e piscou forte tentando fazer a sensação passar.

— Não, eu estou bem, professor. — forçou um sorriso gentil.

— Eu sugeriria que você fosse para enfermaria, Srta. Granger. — disse Slughorn. — Por que não a leva até a enfermaria, Tom? A Srta. Granger certamente não está em condições de assistir nenhuma aula hoje.

Riddle a avaliou, de cima a baixo, ela se limitou a dar um passo para trás.

Uma contração muito pequena nos lábios vermelhos de Riddle, e Hermione diria que ele sorria.

— Claro, professor. — disse em um tom neutro.

— Não é necessário. — disse firme ao professor e Riddle. — Eu estou bem.

— Senhorita Granger, não me obrigue a tirar pontos da Corvinal.

Ao ver a expressão repreensão do professor, ela concordou de má vontade.

Ela e Tom Riddle foram pelo caminho de saída das masmorras, Hermione andava próxima as paredes para ter certeza de se segurar nelas caso sentisse náuseas.

E assim foi, cambaleou quando sua visão escureceu.

— Como a aluna aplicada que é, Srta. Granger, deveria conhecer mais suas limitações. — a voz de Riddle era um pouco distante, ela soube que ele estava mais perto e quis se afastar instantâneamente.

Ele tocou seu braço, e ela sentiu um sentimento de puro medo.

Do tipo que ela nunca sentiu antes.


Não me toque!

Houve silêncio.


Hermione tremia e ofegava, sua expressão num misto de confusão e terror.

Tom Riddle tinha um maxilar trincado, uma sobrancelha arqueada e em seus olhos um lampejo de surpresa.

Alguns alunos pararam com o grito dela, cochichando entre si por que ela o havia feito, chamando a atenção para outros.

— Eu posso andar sozinha. — Hermione disse entre dentes, e retomou sua caminhada segurando nas paredes frias das masmorras.

Riddle estreitou os olhos e a seguiu, era impossível saber que pensamentos rondavam sua mente.

Notas finais
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