Reparo. {hiatus}
7 6. Pianto Duri.
Notas iniciais

• Pianto Duri.
Quando o adversário tenta penetrar no campo de força, ele dissolve.
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Hermione definitivamente estava encantada com a vastidão de livros que haviam na seção restrita da biblioteca de Hogwarts. Livros que ela jamais sonharia que existiam, sobre diversos assuntos que lhe pareciam muito complexos.
Havia alguns dias desde que Dumbledore tinha lhe dado a autorização para o acesso a seção privada. No começo, pensou se seria mesmo uma boa ideia dar tanta importância para alguns sonhos estranhos, mas depois uma noite correndo numa floresta que nunca esteve antes, correu para a biblioteca no horário da aula de Adivinhação.
Estava tentada por toda a quantidade de informações que poderiam ser muito úteis para sua pesquisa sobre magia sem varinha, ela tinha certeza que avançaria muito mais rápido se tivesse todo conhecimento em mãos.
Havia um livro sobre Alquimia que ela ficou bastante tentada a pegar no lugar daquele que disse a Dumbledore que pegaria, mas ela era Hermione Granger da Corvinal, e como honra por sua casa jamais seria capaz de trair alguém desta forma, ainda mais um professor.
E Dumbledore estava se arriscando seu próprio cargo dando permissão para que ela pesquisasse sobre assuntos pessoais na seção restrita, ela tinha ciência disso.
Respirou fundo, buscando força para não ultrapassar seus limites de desobediência, e seguiu para a letra R de Reencarnação.
Passou os dedos pelo relevo na lateral dos livros, procurando pelo tema que se encaixava melhor na situação que estava vivenciando.
Reencarnação: A verdade atrás do mito.
Reencarnação: Quem seria você na vida anterior à essa?
Reencarnação: Descubra como lidar se a pessoa que foi desagrada você.
Hermione reprimiu o gemido de frustração, ao perceber que nenhum dos títulos falavam sobre lembranças ou sonhos esquisitos.
— Se interessa por vida após a morte? — Ao ouvir a voz soando ao seu lado, Hermione não pôde deixar de saltar brevemente, arregalando os olhos antes de se virar e sentindo ondas de ameaça vindo da pessoa até ela. Com uma postura absolutamente perfeita, e um rosto não muito diferente de estátuas gregas, estava Tom Riddle da Sonserina. Seus olhos levemente rasgados de cílios longos e negros não olhavam para ela, e sim para a o livro que os dedos dela tocavam na estante da seção restrita. — Não vai achar nada de pertinente nesta categoria.
Hermione quis indagar como ele sabia sobre isso, mas então os olhos dele rolaram do livros para seu rosto, e ela só soube engolir seco.
— Tom Riddle. — ele se apresentou num tom cortês, ele estendeu a mão para ela.
Hermione não sabia ao certo o que deveria fazer, seu coração gritava em alarme para ela correr e ficar longe, mas sua mente sabia que ela estaria correndo um sério risco de ser lixada em algum corredor escuro pelo fã clube das garotas de sua própria casa por ser rude com o príncipe sonserino.
Ela estendeu sua mão para apertar a dele, mas para seu susto ele virou as costas de sua mão e depositou um beijo suave e frio nela.
Hermione supôs que deveria ser assim a sensação de tocar um réptil perigoso.
— Hermione Granger. — disse duramente, a voz saindo rouca e inflamada, Riddle pareceu notar sua rigidez.
— Suponho que essa seja sua primeira vez na seção restrita, senhorita Granger.
Hermione ergueu o queixo.
— Bem, e com que base você supõe isso?
Era a primeira vez que Hermione se sentiu tão corajosa.
Riddle não deixou cair sua postura, na verdade, Hermione viu um lapso muito parecido com diversão em seu olhar.
— Você está procurando por algo em uma categoria inútil, e desde que chegou está tirando o mesmo livro da prateleira ponderando se o leva, ou deixa. Provavelmente um livro que não faz parte da sua conduta, ou que colocaria alguém em problemas, mas que você não resiste ao fato de que ele está esperando para ser descoberto.
Definitivamente, Hermione não esperava uma análise sobre sua pessoa, não evitou ficar intrigada e surpresa.
— Você é bastante observador, Sr. Riddle. — disse hesitante. — Exceto o fato sobre minha conduta, ela não é tão importante assim para deixar de ler o que me interessa somente para protegê-la.
Mordeu a própria língua pela resposta arrogante, entretanto Riddle não parecia aborrecido com isso.
— Eu não diria isso, Srta. Granger, até por que não há sequer um bruxo nesse castelo que não a conheça. — Hermione que saber o porquê do rapaz estar tão insistente em relação à ela, ela se encolhe. — E sobre o livro que procura... — ele traçou os dedos longos pela categoria O fazendo Hermione arquear uma sobrancelha, ele tirou um livro de lá e estendeu para ela.
O começo da Ponte para a Vida.
Era um livro azul e simples, não parecia relacionado com o assunto, nada estava explícito logo no título como os outros livros de magia.
— Parece uma ficção. — murmurou num pensamento alto, alisando a capa de couro.
— A ficção imita a realidade. — ele disse cordialmente.
Ela estremeceu.
— Você parece bem familiarizado com todos esses livros. — disse ela, determinada a não deixar transparecer seu pavor de olhar nos olhos dele.
— Você faz por onde, e conquista recompensas, afinal a senhorita também está aqui agora.
Riddle passou alguns poucos segundos a analisando, mesmo que ele não mudasse sua expressão ou mostrasse que estava fazendo isso. Ela não podia negar o quanto sua presença a afetava, e não era de uma maneira boa, nas primeiras vezes que o viu de longe só quis manter distante, e até pensou algumas vezes que isso era somente nervosismo pela fama que ele tinha.
Mas agora, conversando assim de tão perto, Hermione concluiu que tinha um medo por aquele rapaz que ela não podia explicar.
E por que ele estava disposto à conversar com ela? Todos em Hogwarts sabiam que Hermione foi atacada por Lestrange, Nott, Dolohov e Yaxley que eram rapazes que andavam atrás de Riddle como cachorrinhos. Na lógica, ele nem deveria falar com ela, Sonserinos ignoravam Corvinais, só davam atenção para sua própria casa e para Grifinória que era sua rival desde os primórdios.
Não iria prolongar mais assunto com Tom Riddle.
— Obrigada pela ajuda, Sr. Riddle. — falou abaixando o olhar e ajeitando a bolsa em seu ombro.
— Foi um prazer. — Riddle sustentando seu tom cortês e Hermione passou por ele sem sentir necessidade de olhar para trás.
Andou pelos corredores mais depressa do que suas pernas aguentavam andar, alguma coisa em sua mente praticamente gritava para que ela ficasse longe de Tom Riddle, e ela não podia entender qual a ameaça que aquele rapaz poderia representar.
Ele parecia ser educado, inteligente e as garotas com quem dividia seu dormitório cochichavam sobre o quanto ele era bonito. Hermione tentava filtrar suas qualidades, mas o medo estava lá, ela sabia que havia algo de errado com ele, mas não podia dizer o que era.
Estaria ela ficando louca?
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