Reparo. {hiatus}

6 5. Specialis Revelio.


Notas iniciais
Olá gente! Tudo bem? Gente, depois do capítulo passado pode ter vindo na cabeça de vocês que a habilidade de Hermione praticar magia sem varinha pode significar que ela venha de uma linhagem especial ou que secretamente seja sangue puro e todas essas coisas. Deixo claro aqui que eu não tenho intenção de modificar a Hermione mais do que já está. Ou seja, ela é nascida trouxa e vai continuar sendo a nossa nascida trouxa super inteligente e maravilhosa exatamente do jeitinho que é. O fato da Hermione praticar magia sem varinha é algo verídico, ela o faz quando confunde o Córmaco no teste de Quadribol, nesta fic isso é apenas mais superestimado do que nos livros e filme. E a Hermione não tem absolutamente nenhuma relação de parentesco com a Morgana, certo? Ela só é inteligente o bastante para praticar os feitiços feitos por ela. Espero que gostem do capítulo, e agradeço por todo apoio do capítulo passado!

• Specialis Revelio.

Usado para revelar se o objeto é verdadeiro.

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Hermione? — ouviu a voz nítida de alguém perto do seu ouvido, como um sussurro. — Hermione, acorde.

Ela acordou, assustada.

Seu coração batia como louco dentro do peito, e a sensação de estar fugindo que a assolava estava dentro da sua mente. Ela fechou os olhos apertando as pálpebras com força, os cabelos grudados na testa e uma angústia tão forte que fez seus olhos encherem de lágrimas.

Ela arfou, segurando o peito e começou a chorar em voz baixa para não acordar suas colegas. As lágrimas caíam em sua colcha azul, e seus lábios estavam vermelhos e trêmulos como o resto do seu corpo.

— Hermione.

— Cale a boca. — sussurrou para o nada.

— Hermione, acorde.

— Cale a boca, por favor. — pediu já transtornada. — Me deixe em paz, Ronald...

Ronald?

Hermione tinha certeza absoluta que não conhecia nenhum Ronald.

O que estava acontecendo?

Quando amanheceu, ela desceu a torre da sala comunal da Corvinal. Seu primeiro horário era Aritimancia, e ela passou por seus colegas de casa como um furacão por que seus terrores noturnos a fizerem dormir demais e acabar por se atrasar.

Apesar de atrasada, hoje era um dia em que sua aparência não estava tão ruim. Os cabelos sempre cheios estavam numa trança embutida na altura da cintura — ela já pensara em cortar, entretanto achava que ele fica melhor do jeito que estava — e suas vestes bem passadas, por que tinha dado um jeito nelas também, na noite anterior à o primeiro dia de aula.

— Bom dia, Hermione. — saudou uma voz alegre, Hermione soube sem olhar que se tratava de Helique Lovegood.

— Ah, Bom dia, Helique. — cumprimentou.

— Por que a pressa?

— Temos aula de Aritimancia, Helique, e estamos atrasados, por falar nisso.

— Oh, é verdade, bem, eu não posso ir para sala de qualquer forma.

Hermione o olhou confusa.

— Por quê?

— Esconderam o meu sapato.

Hermione olhou para seus pés, percebendo que o garoto usava sapatos de pares diferentes.

— A-Acho melhor procurar o seu sapato, Helique.

Ele assentiu.

— Até mais tarde, Hermione.

Ele acenou com a mão e se virou para direção oposta, Hermione viu quando ele virou de costas que seus cabelos estavam cheios de pequenas mechas presas com laços de fitas azuis.

Lovegood não tinha juízo nenhum, Hermione concluiu franzindo as sobrancelhas.

E quase correu para chegar na aula de Aritimancia.

A aula foi com a Sonserina, e para a sorte de Hermione que era odiada por todos os Sonserinos já que foi ela a causadora da retirada de 100 pontos e esse fato fez com que a Sonserina perdesse a copa das casas pelo segundo ano consecutivo.

Claro que existiam pessoas sensatas, como Cedrella e Dorea que entendiam que isso não era culpa de Hermione.

— Oi, Granger. — cumprimentou Cedrella sentando na carteira da frente, enquanto Dorea sentava na carteira do fundo. — Como foram as férias?

— Eu e meu pai fomos para o interior, passar uns dias com a minha avó materna. — disse sinceramente.

— A gente também passou as férias com a família, mas a família em questão foram os Malfoy. — Dorea franziu o cenho, enquanto Cedrella soltava um muxoxo. — Já pode esperar que não tivemos uma noite de jantar pacífica.

— É, e agora o pai do Abraxas o proibiu de andar com a gente.

— Isso parece terrível. — Hermione disse sem saber se era o certo a se dizer.

— Pode ser, mas o Abraxas é um chato, então não faz muita diferença. — Cedrella zombou, colocando o livro na mesa com certa rispidez.

— O que importa aqui é essa desfeita. — Dorea reclamou erguendo uma sobrancelha.

— Sim, dizer ao filho dele para parar de andar com a gente apenas por que andamos com nascidos trouxas... — Cedrella bufou novamente. — Sempre ridículos, esses Malfoy.

Hermione quase deixou escapar um sorrisinho com a declaração de Cedrella, aquelas garotas, mesmo que quase nunca mostrassem isso, tinham um grande coração.

Quando o professor Ganímedes chegou para começar a dar sua aula, apesar da conversa e indiferença da Sonserina, Corvinal em contrapartida começavam​ a responder com dedicação todas as questões das atividades sem nem questionar o tamanho das perguntas.

A garota Granger, no entanto, apesar de seus esforços para se concentrar não conseguia parar de pensar no sonho que teve. A lembrança ainda estava nítida em sua mente, e por alguns segundos ela achou que estava em outro lugar e não no dormitório das garotas.

Um lugar parecido com uma barraca.

Era como se sua alma estivesse no corpo de outros pessoa, e Hermione ainda não conseguia entender a sensação.

Quando a aula terminou, juntou suas coisas para seguir em direção ao sétimo andar, teria aula de Astronomia e caminhou em passos largos para que pudesse chegar e se sentar logo.

Estava se sentindo estranha, mas ignorou por que estava quase chegando até sua sala.

— Hermione?

Quando a voz profunda e baixa a chamou, ela teve que parar, seu ar faltou de seus pulmões.

Era uma voz diferente da que a chamava na madrugada, era mais nítida e mais urgente a também, seu corpo começou a tremer.

— Srta. Granger?

Alvo Dumbledore lhe encarava visivelmente preocupado.

— Hermione!

Ela agarrou o braço do professor para evitar uma queda.

— O S-Senhor... Pode, — ela tentou puxar o ar. — Pode me tirar daqui?

— Vou levá-la para enfermaria...

— Não, — Hermione negou com a cabeça, afoita. — Só quero um lugar... Onde eu possa me sentar.

Dumbledore a encarou por alguns segundos.

— Vamos até meu gabinete.

Hermione quase não viu o caminho ao seu redor enquanto passava pelas pessoas à sua volta, Dumbledore a guiou para dentro do gabinete, e quando estava sentada colocou em frente a mesa uma xícara de chá.

Hermione encarava a xícara, pensando na voz em sua mente, tremendo como uma vara verde e tentando limpar aquilo das suas lembranças.

— Srta. Granger, está se sentindo melhor?

Ela assentiu.

— Sim, obrigada.

— O que a senhorita sentiu?

Fechou os olhos.

— Apenas uma sensação ruim, como se eu fosse desmaiar... Eu não posso explicar muito bem.

Dumbledore assentiu lentamente, se sentando do outro lado da mesa.

— A senhorita talvez esteja exagerando em seus estudos, há tempo para todas as coisas, senhorita Granger. — disse-lhe docemente. — Acredito que ir mais devagar, não a tornaria menos inteligente.

Hermione quis desmentir, mas talvez o homem estivesse certo.

Dumbledore era um homem muito sábio.

— Professor, eu ando tendo alguns sonhos, e eles estão me perturbando muito. — Confessou cansada de guardar o fato.

Dumbledore estreitou os olhos.

— Sonhos?

— Mais como... Pesadelos, — respirou fundo. — Sobre lugares que eu nunca estive, e sobre pessoas que eu nunca conheci.

— Hm. — ele pareceu pensativo. — Diga-me, senhorita Granger, esses sonhos são nítidos?

Ela tentou se lembrar.

— Alguns. — falou em voz baixa.

— E a senhorita acreditaria em vidas passadas?

Hermione franziu a testa.

— Vidas passadas? — pensou por um instante. — O senhor acha que esses sonhos podem ser lembranças?

— Senhorita, a biblioteca de Hogwarts é vasta em informações, reencarnação é uma delas. A seção restrita certamente terá algo que a ajude em relação aos seus sonhos.

Ela arregalou os olhos.

— Mas senhor, é permitido dar acesso a um estudante apenas por questões pessoais? Não quero colocá-lo em problemas.

O professor deu a ela um olhar cúmplice.

— Obrigado por sua preocupação, senhorita Granger. Mas não acredito que terei problemas em dar uma assistência a aluna mais dedicada que tenho.

Hermione corou, mas não segurou seu sorriso.

Notas finais
Obrigada por ler! Comentários e favoritos são muito bem vindo! Até ❤