Reparo. {hiatus}
5 4. Salvio Hexia.
Notas iniciais

• Salvio Hexia.
Um feitiço de proteção semelhante a um campo de força.
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No terceiro ano, Hermione se inscreveu para quase todas as matérias não obrigatórias. Deixou fora da sua grade apenas adivinhação e as aulas de Comportamento para Bruxas, que era uma aula misógina e muito inútil, Hermione não precisava aprender a como se comportar na presença de um homem ou a fazer feitiços domésticos.
Nesse mesmo ano, as provocações dos garotos da Sonserina ficaram mais e mas frequentes, depois de se bater com Dolohov no segundo ano teve que aguentar todos os comentários racistas dele sobre ela e as chacotas de Yaxley, Nott e Rosier.
Hermione no começo do ano tomou uma decisão, e quando foi para o Beco Diagonal comprar seus livros da escola, trouxe alguns livros extras que com certeza ajudaria com questões de segurança.
Hermione era excepcional em magia sem varinha ainda mais para uma garota do terceiro ano, e sabendo de suas próprias qualidades, ela começou a estudar mais para a partir de seus estudos criar seus próprios feitiços sem varinha. Passava noites em claro estudando os novos métodos e descobriu que era usando suas próprias terminações nervosas como canal, que poderia usar seu corpo como sua própria varinha, apenas pensando nele como a sua varinha.
O problema era que isso era muito simples na teoria, mas na prática parecia impossível.
Aconteceu que, Hermione teve tantas tentativas frustradas que chegava a estourar de ódio e fazer objetos voarem em direção à parede. Notou a partir daí também, que sua magia se tornava muito mais intensa quando ficava triste, irritada ou nervosa.
Veio então o segundo passo, que era visualizar sua própria magia.
Hermione sentia sua magia, como todo bruxo sentia, mas ver a magia dentro dela era extremamente necessário para a magia sem varinha.
Via suas faíscas, mas segundo o livro "Nível iniciante de Magia sem Varinha" era necessário ver a magia como uma parte do corpo. Como se fosse sua própria alma e Hermione tinha certeza que sua alma não era um amontoado de faíscas.
Ainda que não fosse uma bruxa profissional de magia sem varinha, passou a acreditar que poderia realizar algum feitiço cujo o foco era magia sem varinha — que ela mesma comprovou — e procurando o tal, encontrou um simples e específico.
Morgana Le Fay era parte fada, todos os bruxos sabiam disso. Ela conseguia facilmente usar magia sem varinha e criou alguns feitiços duradouros a partir disso, não era necessário ser parte fada como ela para realizar seus feitiços, até um nascido trouxa poderia o fazer se conseguisse realizar seus feitiços sem varinha.
Hermione, nascida trouxa e desvalorizada pelo o que era, tinha bastante talento para magia sem varinha.
No livro "Nível iniciante de Magia sem varinha", havia dois feitiços de Morgana, o primeiro era de rastreamento e o segundo de proteção.
Havia uma aviso abaixo sobre a decisão do Ministério da Magia de proibir os feitiços de Morgana, por que eram instáveis e se tratava de uma maneira complexa de realizar magia. Segundo o livro, o ministério parou de rastrear bruxos que usavam o feitiço em 1929, por que o talento de usar magia sem varinha da forma que Morgana usava foi perdido com o passar dos anos.
Hermione resolveu tentar o último.
Caminhou em passos de gato em direção ao banheiro feminino à noite, tendo bastante cuidado para não ser vista quando corria pelos corredores do quinto andar com o coração na mão e correndo o risco de ser pega pelos monitores.
Entrou no banheiro segurando o livro, e entrou em uma das cabines fechando a porta e arfando.
— Tudo bem, Hermione. — murmurou em voz baixa para si mesma. — Ninguém viu você.
Sentou-se no vaso sanitário com a tampa abaixada e abriu a pequena caixa que carregava, dentro havia uma vela e um pedaço de papel com seu nome.
Fechou os olhos, e colocou o pedaço de papel em cima do fogo da vela, suspirou fundo antes de começar a sussurrar:
Septentrionalis dabant.
• Ao norte esconda.
Habet a meridie ne videas.
• Ao Sul não deixe ver.
Brevis orientalem.
• Ao leste suma.
Occidens protegat.
• Ao oeste proteja.
Et sigillum sigillum
• Sele e Sele
Mors enim non invenio.
• Para que a morte não encontre.
Repetiu as palavras três vezes em sequência, até o papel se tornar cinzas e uma brisa que não tinha vindo de nenhuma ventilação soprou suave em seus cabelos frisados, mas temeu que o feitiço talvez não houvesse funcionado, ela não era Morgana afinal, foi apenas uma experiência sem intenção real.
No dia seguinte, terminou seu almoço e caminhou para sua próxima aula que seria de Herbologia, Charlus e Septimus acenaram para ela da mesa da Grifinória e o rapaz Helique Lovegood se sentou ao seu lado, apesar de sua conversa ser sempre muito confusa, Hermione apreciava a companhia do rapaz estranho.
Quando terminou de almoçar, se levantou da mesa da Corvinal dando um breve bocejo.
Estava à caminho da aula de Runas quando percebeu que alguém a seguia num passo depressa, olhou por cima do ombro para dar de cara com Susana Stone, monitora chefe da Corvinal. A garota que a salvou de Dolohov no ano passado.
— Hermione! — ela chamou sorrindo e assentindo brevemente, chegando mais perto quando Hermione parou de andar.
— Olá, Susana. — cumprimentou sorrindo também. — Algum problema?
— Apenas estou avisando, mas não cause alarde. — Ela puxou Hermione para um canto mais afastado. — Hermione, está tendo um boato de alunos nascidos trouxas atacados e obliviados.
Hermione não pode evitar que seu queixo caísse.
— Obliviados? — perguntou sob a respiração.
— Sim, nós nascidos trouxas, temos que ficar em alerta, — ela olhou para os lados, antes de se inclinar para segredar. — Claro que todos tem sérias suspeitas de que seja a 'trindade do terror'.
A Granger já sabia que essa tal trindade se tratava de Nott, Yaxley e Dolohov.
— Obrigada por me avisar, Susana, terei cuidado a partir de agora.
— Não ande sozinha pelo castelo, principalmente à noite. — ela disse seriamente, pondo as mãos na cintura.
Hermione gostava de como a garota se comportava como uma irmã mais velha.
— Tudo bem, obrigada. — Hermione deu a ela um sorriso gentil.
Ela realmente continuou a se lembrar das palavras de Susana por algum tempo, afinal de contas, Hermione possuía uma memória fotográfica e ela se orgulhava disso.
Entretanto, ela estava fazendo várias aulas extracurriculares, e isso fazia com que ela sempre saísse à noite das salas de aula. Defesa contra as Artes das Trevas terminava quase às seis da tarde, e Hermione que geralmente não jantava à noite, começou a frequentar pois sentia muita fome pelo esforço que fazia.
Já estava no meio do ano quando aconteceu aquele incidente, Hermione estava atolada de livros que carregava da biblioteca para seu dormitório. Estava chegando na torre da Corvinal, quando sentiu que estava sendo seguida, efeito que o feitiço de proteção causava em si.
Apressou o passo, mas o peso dos livros a deixava mais lenta.
Ouviu risos, e percebeu que alguns alunos que caminhavam em sua frente começaram a evacuar o corredor.
— Veja só quem encontramos, a ratinha de sangue sujo passeando pelos corredores!
Hermione engoliu seco.
— Você é tão boa correndo quanto respondendo coisas, Granger?
De imediato, Hermione largou seus livros no chão e começou a correr em direção as escadas, fazendo o possível para chegar até lá e conseguir se livrar dos Sonserinos.
— Parece que não, Yaxley, nossa ratinha é horrível brincando de pique-esconde.
Hermione estava suando, se escondeu atrás de uma das colunas, cheia de horror pela situação que vivia.
Nunca pensou que seria perseguida dessa maneira.
Ratinha de sangue sujo.
Ela já ouviu aquilo antes, e se repreendeu por se sentir acostumada com a ofensa bruta.
— Vamos brincar, Granger! Aposto que acho você em um piscar de olhos!
Hermione que estava de costas para a coluna segurando sua varinha, tentando ver o que vinha até ela por cima do ombro, não esperava um ataque surpresa em sua frente.
Lestrange parecia estar amando o momento, ele apontou a varinha sorrindo de contentamento, antes de murmurar as palavras com maldade.
— Expelliarmus! — o garoto lançou, desarmando Hermione, que permaneceu quieta mesmo tendo a varinha tirada de si. — Nott, Dolohov, Yaxley! Eu achei a ratinha!
Eles chegaram logo depois, rindo e fazendo chacota, Hermione permaneceu imóvel.
— Vamos brincar um pouco com ela. — sugeriu Nott, sorrindo. — Que tal isso? Furunculos!
O feitiço tentou a atingir, mas a barreira invisível não deixou que ele chegasse até ela.
Hermione queria sorrir, o feitiço de Morgana estava dando certo!
— Você nem ao menos sabe lançar um feitiço! — zombou Yaxley. — Inflatus!
Ela não pôde evitar fechar os olhos, esperando inchar como um balão, mas nada aconteceu.
Ponto para o feitiço de proteção, de novo.
— Vocês são patéticos, — disse Lestrange. — Deixe que eu resolvo isso.
Ele levantou a varinha, mas então...
Hermione suspirou, buscando confiança, e lançou.
— Estupefaça! — disse com toda a coragem que nem imaginava ter, e sentiu uma estranha e forte eletricidade formigando por todo o seu corpo.
Sua magia.
Mal podia conter a excitação quando o rapaz Lestrange voou para o meio do lugar, gemendo de dor, aproveitou a surpresa dos outros dois e correu em direção à escada para a torre da Corvinal, antes que chegasse, percebeu a presença de alguém.
— Eu estou atrapalhando algo, senhores?
Hermione ficou satisfeita em ter sua varinha de volta, e ficou satisfeita também em saber que o professor Alvo Dumbledore — quem a tinha salvo — tirou 100 pontos da Sonserina, e deu castigos individuais para cada um dos garotos.
Entretanto, pensando no que faria se o ministério da magia descobrisse sua pequena travessura.
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