Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo :3 Obrigada pelos comentários maravilhosos do capítulo passado!

• Reducto.
Usado para explodir objetos.

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— Estava muito difícil? Eu imagino que os de DCAT ter as piores perguntas, a professora Merrythought disse que não daria nenhuma colher de chá. — passou a divagar consigo mesma. — Eu não deveria estar preocupada, você com certeza vai ter as melhores notas como sempre, mas você não se desconcentrou, não é? Acontece com as melhores mentes, você conseguiu fazer Aritimancia em paz? Sempre tem aquela pessoa irritante que fica fazendo um barulho maldito com a pena e faz você se desconcentrar...

— Hermione, — Tom a chamou, segurando seus braços e focando seus olhos claros nos dela. — Se controle.

Estavam na sala precisa, Tom havia terminado de fazer seus NIEMs, mas parecia que quem havia feito foi Hermione de tão nervosa que estava a garota. Ela se preocupava com ele, o que significava que iria se preocupar com todas as áreas possíveis — inclusive na educacional. Ela mais parecia uma mãe e sabia que parecia, mas não se importava, era a primeira vez de Tom fazendo uma prova que era o que decidiria a carreira dele! É claro que estava preocupada!

A sala precisa não estava elaborada, ao redor deles havia uma tremenda bagunça e um sofá de estofado verde escuro que ficava bem no centro dela. Hermione estava com os pés no sofá, sentada em cima de suas próprias panturrilhas olhando para direção de Tom, que repousava suas costas no encosto do móvel, parecendo mais cansado do que geralmente estava.

Hermione tinha certeza de que foram o NIEMs, e sua preocupação só aumentava.

— Talvez você deva ir para a ala hospitalar.

— Eu estou bem, você é a criança doente de nós dois, não eu. — disse fechando os olhos, encostando também a cabeça no sofá. — E eu sempre tive uma ótima saúde, não precisa ficar preocupada.

— Não me chame de criança doente, e eu nem estou mais doente. Foram os NIEMs, não é?

Ele murmurou um "Hm" muito baixo.

— Thomas, você não está dormindo, não é?

— Não estou dormindo.

— Então me conte como foram as questões dos NIEMs.

— Achei que estava preocupada com o meu bem estar.

— E você disse que sua saúde sempre foi ótima, sendo assim eu não devo mais me preocupar. — rebateu inteligente. — Ou você estava mentindo sobre sua saúde?

Ele abriu os olhos.

— Aritimancia e DCAT estavam consideravelmente mais elaboradas que as outras. — falou com sua voz baixa arrastada.

— Eu sabia. — ela assentiu animada. — E Herbologia?

— Herbologia estava pateticamente simples, e Transfiguração também. — disse suspirando em seguida. — Você não vai querer saber sobre Advinhação.

— Não acredito que você fez Advinhação, é a pior matéria já existente.

— Apenas por que você não se entende com a matéria, não significa que ela seja ruim.

— É ruim, Thomas.

— Eu quero ter um currículo impecável, e eu não faço Estudo dos Trouxas, desta forma só me resta Advinhação.

— Está admitindo que é uma matéria ruim?

Ele bufou.

— Trato das Criaturas Mágicas foi simples, Feitiços, Poções e História da Magia também. — ele bocejou pondo a mão em frente a boca antes de continuar. — Todas estavam fáceis.

— Está admitindo que é uma matéria ruim.

— Eu não admito nada. — ela viu seus olhos lacrimejando de sono.

— Você está cansado, Thomas. — Hermione colocou as pernas para fora do sofá, e juntou seus pés, batendo no colo na sugestão de que ele se deitasse.

Sorriu preguiçosamente, e deitou a cabeça no colo dela, fechando os olhos enquanto ela continuava a falar.

— Papai disse que quer que eu passe as férias em casa, mas estou querendo ficar com Hogwarts esse ano. — os dedos finos começaram a acariciar os fios negros de seus cabelos, tirando alguns fios de frente de seu rosto e bagunçado um pouco. — As férias estão próximas e é seu último ano em Hogwarts, vamos ficar bastante tempo sem nos vermos quando o ano letivo acabar. Podíamos passar o natal juntos, vai ser estranho não ter você me perseguindo o ano inteiro, mas podemos mandar cartas...

Hermione nunca o viu dormir.

Parecia tranquilo, ele era bonito como um quadro surrealista, do nariz fino e empinado às bochechas altas. Parecia o padrão europeu completo, suas mãos estavam postas em frente ao abdômen enquanto ele respirava suave, parecia muito inocente quando dormia ainda que na realidade ela soubesse que era diferente.

Os professores diziam que eles eram brilhantes juntos, mais de uma vez a disseram isso. Menos Dumbledore que foi o único a perguntar se ela estava bem, se Tom a estava tratando bem e se ela precisava contar alguma coisa.

Ela respondeu que não.

Os erros que eles cometiam pareciam quase interligados agora, ela costumava pensar que era melhor que ele por muitas vezes; parecia presunção demais de sua parte, ela parecia muito Grifinória quando fazia isso.

Ficava pensando o que seria deles no mundo mágico.

Tom era órfão e ainda que mestiço, não tinha parentes vivos ou amigos aqui. Ela tinha seu pai, em contra partida era nascida trouxa e não era influente também.

Talvez o Ministério o enxergasse depois da formatura, ele não falava sobre a ideia de "dominação mundial" há muito tempo, o que poderia significar que ele estava mudando. Hermione queria saber o que ele faria quando saísse de Hogwarts, mas ele sempre parecia muito evasivo sobre seus objetivos agora.

Talvez eles estivessem juntos aqui, e amanhã poderia ser que voltassem a ser inimigos declarados. Hermione com Tom sempre tinha a sensação de estar pisando em ovos, ele parecia uma bomba que ela esperava explodir a qualquer momento.

Tentou fazer aquele sentimento de culpa e insegurança passar, mas a cada dia ficava maior.

— Podemos passar o natal juntos. — ele disse a fazendo afastar sua mão de seus cabelos.

— E está tudo bem pra você? Não precisamos comemorar o Natal, sei que não acredita nessas coisas.

— Eu realmente não acredito, mas vai ser minha despedida de Hogwarts. — abriu os olhos. — Não vai haver ninguém além de você nela.

Ela se curvou para dar um beijo casto em seus lábios, os cabelos longos e cacheados caindo como uma cortina em frente a cena. Ela se ergueu novamente.

— Eu não sei se vamos ficar bem. — confessou. — Isso tudo aconteceu muito rápido, você não sente como se pudesse acabar a qualquer momento?

— Não. — murmurou ele sério. — Eu não deixaria que acabasse.

— E se não for algo que possamos controlar?

— Eu não acredito que existam coisas, pessoas ou situações que não se possa controlar. — disse. — Somos mágicos, Hermione, e isso significa ser e fazer o que quisermos que seja feito.

Notas finais
Obrigada por ler!