Reparo. {hiatus}

32 31. Expecto Patronum.


Notas iniciais
Olá meus lindos! Gente, mais um capítulo! Espero que gostem!

• Expecto Patronum.
Ser de luz que protege o bruxo de Dementadores e Mortalhas-Vivas.

| 31|


Hermione não tinha certeza do que estava acontecendo, mas tinha certeza de que algo estava acontecendo.

Sua estadia de dois longos e tediosos dias dentro da hospitalar de Hogwarts, estava sendo boa unicamente pelo fato de que as Poções para anemia, as calmantes, de Sono sem Sonhos, respectivamente em um horário do dia a deixava sem abertura para pesadelos à noite.

Ela dormia como pedra.

E acordava mentalmente renovada, apesar de sua aparência estar longe de ser a melhor.

Cadavérica, ela poderia dizer.

Nunca em toda a sua vida esteve tão magra; as vezes erguia a própria mão em frente ao olhos e sentia seu coração afundar ao ver que seus dedos estavam muito finos.

Madame Welch disse que a escola entraria em contato com seu pai, e quando o fizesse ela seria transferida para St. Mungos. Ficava frustrada em ter de interromper seu ano na escola, mas queria ver seu pai, se sentiria mais segura se estivesse junto dele.

Por falar em junto, Tom não a deixava sozinha quase em tempo integral.

Ele aparecia como um gato, muito silencioso e muitas vezes não dizia nada. Ele conseguiu os cadernos do sexto ano da Corvinal e a fez pensar quem o havia dado tal informação já que ele não era amigo de ninguém, muito menos de um Corvinal que lhe prestasse favores.

Ela bocejou, se sentando na cama e percebendo que haviam pergaminhos​ enrolados da mesa perto da cama.

Tom, provavelmente.

Ela pegou os pergaminhos, abrindo e vendo que eram os conteúdos das aulas de Aritimancia.

Começou a ler, tentando se sentir útil ainda que estivesse afastada das aulas por questões de problemas de saúde. Ninguém diria que ela estava errada por só dormir o dia todo — ela própria não se culparia, por que não dormir bem como agora desde que descobriu o que era dormir — entretanto estava na natureza de Hermione não ignorar um bom estudo num lugar silencioso como a ala hospitalar.

— Hermione?

Ela escutou a voz chamá-lo enquanto estava de cabeça baixa lendo o pergaminho, ao erguer os olhos se deparou com alguém que não esperava.

Liu Chang estava em sua frente de ombros encolhidos e um buquê de tulipas azuis em mãos, era certo que havia um tipo de culpa em seus olhos rasgados.

— Oi, Liu. — cumprimentou com um sorriso fechado, a menina arregalou os olhos parecendo surpresa.

E então, começou a chorar.

Seu choro foi inesperado também, Hermione não sabia o que fazer diante das lágrimas de Liu Chang. Ficou queira vendo ela terminar de chorar, a menina ainda soluçava quietamente como um esquilo (seria maldade comparar ela à um?) e o rosto gordinho estava vermelho como uma pimenta.

— H-H-Hermione, eu sinto muito! — disse ainda soluçando. — Eu não deveria ter deixado aquelas meninas te provocarem, nem deveria ter te ignorado! Fomos muito idiotas, eu sinto muito!

Uniu as sobrancelhas um pouco constrangida com a cena, Liu parecia muito alterada.

— Liu, eu acho melhor você se acalmar um pouco. — disse baixo. — Tem outros pacientes dormindo.

Ficou mais vermelha do que estava.

— Desculpe, Hermione, eu realmente sinto muito.

— Está tudo bem, eu entendo o lado de vocês. — disse gentilmente. — Não é bom ser vista com uma garota como eu, não é?

Liu ergueu as sobrancelhas.

— Mas não foi por causa disso! — exclamou. — Foi por que era Riddle, Charlus e Septimus ficaram muito chateados. Eles não gostam dele, você sabe, e nós também... Não.

— Se afastaram por que era Tom?

— É! Você parecia muito fria e distante quase o tempo todo, pensamos que você havia nos trocado.

Franziu o cenho.

— Vocês deveriam ter conversado comigo primeiro antes de me isolarem.

Liu desviou o olhar.

— Sim, agora eu sei disso. — suspirou. — Sabe, eu entreguei as atividades das aulas do sexto ano para Riddle, espero que isso possa pelo menos apagar metade da besteira que eu fiz.

Hermione revirou os olhos.

— Você está perdoada. — cruzou os braços. — Mas nunca mais chore desse jeito, me deixou assustada.

Liu riu, aquela risadinha pequena e fina que Hermione já estava acostumada a escutar e feliz ao saber que daqui pra frente a escutaria de novo.

— Cedrella e Dorea ainda estão chateadas, então Charlus e Septimus disseram não poder vir, mas pediram desculpas e mandaram isso. — ela estendeu o buquê e inclinou as mãos que o seguravam, os passando para Hermione que pegou as flores inspirando o cheiro. — Eles estão namorando, Cedrella com Septimus e Dorea com Charlus, na verdade... A Augusta também está namorando, com Ian Longbottom.

— Não é uma novidade.

— Com certeza que não é, todos sabiam que o Longbottom gostava dela desde o primeiro ano. — riram assentindo uma para outra. — Helique está procurando as meias, mas disse que assim que achá-las vem te visitar.

Colocou as flores na mesa ao lado da cama, Liu se sentou na cadeira que assim como a mesa de canto estava na lateral do leito.

— Isso é ótimo, sinto falta dele.

— Bem, todos estão namorando agora, e eu estou me sentindo um pouco sozinha. — ela acariciou o cotovelo com a mão esquerda, mostrando seu constrangimento. — Você e Tom Riddle parecem muito bem juntos, mas foi muito imprevisto o relacionamento de vocês. Como se conheceram?

Ok.

Ela não tinha uma história montada para explicar como conheceu Tom Riddle, ele a ameaçou, manipulou e atacou. Não era o tipo de história de relacionamento que as pessoas queriam ouvir.

— Ele me pediu ajuda com um feitiço e eu ajudei. — não era mentira, apesar de haver várias verdades ocultas.

— Oh! — Liu levou as duas mãos ao lábios. — Ele é o aluno mais inteligente do ano dele, acho que estava achando uma desculpa pra se aproximar de você.

Hermione sentiu que seu sorriso não condizia em nada com sua expressão.

— É... — não era nem mesmo uma situação que pudesse visualizar em sua mente.

— Eu sei que é uma pergunta meio íntima, mas... Como é o beijo dele? — Liu falava baixinho, e vendo o sorriso de Hermione se desmanchar, voltou atrás. — Não, deixa pra lá, me desculpe.

— Não tem problema. — negou com a cabeça encostando na cabeceira da cama.

Ela se lembrou.

Eles já haviam até mesmo se beijado.

Ah, Merlin.

Diante do seu êxtase de sonos profundos e normais, ela esqueceu de que seus lábios já haviam tocado os lábios de Tom Riddle.

E não era frio, ou nojento ou reptiliano como imaginou.

Eram quentes e macios.

Sentiu seu rosto quente como se estivesse perto de uma lareira.

— Hermione, você está bem?

— Hã? — engoliu seco. — Claro, claro... É só que eu estou um pouco cansada.

— Você quer descansar um pouco, não é?

— Não, você pode ficar aqui comigo um pouco, eu estou me sentindo sozinha ultimamente.

— Riddle não vem vê-la com frequência? — Liu perguntou.

Ruborizou mais com a menção do rapaz.

— E-Ele vem, mas é diferente, não somos amigos.

Dando um sorriso de compreensão, Liu assentiu.

"Não somos amigos", para Liu poderia significar que ela e ele eram mais que amigos. Para Hermione o significado parecia perdido, por que nem ela mesma sabia o que "não somos amigos" significaria.

Eles se beijaram, ela não gostava das atitudes, nem de seus ideais sombrios ou de sua postura em relação a muitas coisas, mas haviam aspectos nele que a fizeram se apaixonar por ele.

Era uma incerta, desconexa, imprecisa, turbulenta e caótica relação, e nada de bom poderia vir dela.

Seu coração não parecia medir o mesmo nível de nocividade que seu cérebro, por que continuava batendo como louco cada vez que a se cena passava em sua cabeça.

Notas finais
Gente, os favoritos pararam foi? Cadê a galera dos favoritos pra dar um upzinho? Obrigada por ler!