Reparo. {hiatus}

4 3. Finite Incantatem.


Notas iniciais
Oi! Como vocês estão? Mais um capítulo, e eu agradeço pelo apoio maravilhoso que todos têm me dado. Comecei essa fic sem muita esperança, e agora ela já está com 17 comentários em três capítulos, sem vocês isso não seria possível. Peço a quem chegou agora, que favorite a fic, ela está carente de favoritos e eu agradeço a quem favoritou no capítulo passado. Enfim, divirtam-se.

• Finite Incantatem.
Usado para acabar com o efeito de um feitiço usado numa pessoa ou numa coisa.

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— Hermione! Não, você não pode parar agora, você precisa correr!

Ela ofegou, sentia a lama até o meio de suas pernas, estava suja e parecia estar correndo há bastante tempo.

— Eu não... Eu não posso... — choramingou sentindo a presença mais perto de si. — Vá, vá sem mim...

Hermione acordou no meio da noite, suando e com medo de algo do qual ela nem sabia. Estava assustada, procurando ameaça no quarto escuro.

Não tinha nada lá, apenas escuridão.

Ela permaneceu de olhos arregalados, e se cobriu até a cabeça quando deitou novamente, ainda que não conseguisse dormir com a sensação de que havia alguma coisa errada, aquele sonho em que estava se escondendo do invisível.

Um pesadelo que deixou seu coração batendo forte como um tambor, ela tentava puxar o ar e não conseguia e a adrenalina de estar fugindo ainda fazia seu corpo todo tremer.

Fugindo de quê? Se perguntou num sussurro no escuro.

A luz acendeu, era seu Richard Granger, vestindo de seus pijamas e parecendo perturbado.

— Hermes? — ele a chamou, acendendo o abajur. — Hermes, você está bem?

Seu coração medroso se aqueceu ao ouvir sua voz, ela tirou a colcha da cabeça para vê-lo.

— P-Pai, eu tive um pesadelo. — sussurrou ainda tremendo.

— Um pesadelo? — seu pai sentou na beirada da sua cama. — Você quer me contar?

Ela pensou por alguns minutos.

— Não. — seu pai provavelmente não entenderia. — Só fique um pouco comigo.

Richard Granger não entendia sua filha, geralmente as outras crianças pediriam para ir para cama dos seus pais ou pediriam pra deixar a luz acessa. Ela apenas disse que ficaria bem, e não protestou quando ele apagou a luz e saiu do quarto fechando a porta.

Como pai, ele só tinha à se orgulhar, afinal de contas Hermione definitivamente era a melhor filha que alguém poderia querer. O problema é que o fato dela ser tão calada em relação aos seus sentimentos o fazia ficar confuso em como cuidar dela, ela estava crescendo depressa e isso o assustava.

Bem, ela se parecia com sua mãe, em questão de força feminina que parecia bem maior que a dele.

A noite passou devagar para Hermione, que cedo já estava fora da cama.

Era dia de pegar o trem para Hogwarts, ela não estava ansiosa, mas estava temerosa. Não tinha impressões boas para esse terceiro ano, por mais que estivesse animada para começar à estudar runas; um sonho como aquele logo antes de voltar das férias não parecia bom.

Seu pai a levou para a estação, reclamando sobre uma consulta que ele tinha naquele horário, Hermione permanecia quieta o caminho todo e quando ela estava prestes a descer do carro, virou para seu pai.

— Pai, eu posso ir sozinha.

Richard arregalou os olhos.

— Hermes, eu posso te levar, ainda tenho um tempo antes de voltar para o consultório.

— Não, eu posso ir sozinha, pode ir para sua consulta.

Hermione tinha noção de que as finanças de seu pai não estavam as melhores, e ele estava pegando turnos extras no consultório para conseguir dar a vida boa que sua esposa sonhou para sua filha. Uma menina é de um gasto grande afinal, e era somente ele para tudo em questão financeiras.

— Eu... Eu sinto muito, querida.

Ela se inclinou e beijou sua bochecha.

— Tchau, pai.

Atravessou a estação trouxa com seu malão, a pequena garota já andava entre eles ganhando olhares de estranheza. Passou pela parede para a plataforma 9 ¾, cheia de parentes se despedindo de seus filhos, Hermione passou por eles também para entrar no trem com o nariz empinado e uma expressão séria. Entrou no trem e passou por algumas cabines, e então uma mão a puxou de repente.

— Ah! — exclamou na defensiva. — Charlus! Você me assustou!

— Desculpe. — Charlus deu uma risada divertida. — Venha sentar na nossa cabine, Septimus estava me importunando sobre você estar demorando de chegar.

— Me pergunto à quanto tempo vocês estão aqui.

Charlus deu de ombros.

— Somos sempre os primeiros a chegar em tudo, venha, vamos logo!

Hermione riu e seguiu o amigo passando por mais três cabines antes de chegar na deles, onde não somente Septimus estava sentado, mas um garoto de cabelos brancos e uma menina de cabelos pretos azulados estavam sentados.

— Pessoal, essa é Hermione Granger. — Charlus a apresentou e Hermione sorriu timidamente. — Hermione, esses são Dorea e Helique, aliás, ele é também é da Corvinal.

— Oi. — Hermione cumprimentou sem saber direito o que dizer.

A menina Dorea estreitou os olhos.

— Você é a garota prodígio da Corvinal, não é? Todo mundo ouviu falar de você, disseram que você é a única garota da escola que levanta a mão para todas as perguntas.

— Sim, a Hermione é demais. — disse Septimus se empolgando e fazendo Hermione corar como um pimentão.

— Ela foi a maior participação para a Corvinal ficar atrás da Grifinória na copa das casas. — disse o menino Helique, piscando lentamente os olhos brilhantes e puxando alguns fios do próprio cabelo com as pontas dos dedos, de uma maneira muito... Peculiar, diga-se de passagem.


— Eu devo admitir, você fez um bom trabalho, queria que você estivesse no quarto ano, assim poderia dar um jeito em Riddle.

Só a menção do nome fez Hermione se encolher.

— Tom Riddle? — ela disse seu nome em voz baixa, como se fosse proibido.

— Sim, aquele fedelho arrogante. — Dorea bufou. — Ele tem aquele complexo terrível de superioridade, sempre com os idiotas o seguindo como cachorrinhos.

Hermione se sentou no canto da janela, ao lado de Helique.

— Eu vou voltar para a minha cabine, se não Cedrella vai começar a me gritar pelo trem.

A menina deu um aceno com a mão e saiu da cabine.

— Ela parece legal. — Hermione pensou em voz alta, vendo a menina sair.

— Sim, nem parece que ela é da Sonserina. — concordou Septimus.

Hermione se surpreendeu.

— Ela é da Sonserina? — perguntou.

— Sim, ela e a irmã dela, Cedrella. As duas são da família Black. — explicou Charlus. — Cedrella também é legal, só é mais barulhenta.

— Muito barulhenta. — brincou Septimus.

— Talvez seja os zonzóbulos na cabeça dela, por isso ela é tão descontrolada, eles devem ter feito uma bagunça. — o garoto Helique disse de repente.

Hermione tentou buscar uma explicação com os garotos, mas Septimus fez um pequeno círculo no ar perto da lateral da cabeça sibilando que o garoto era maluco, e Charlus fez um gesto de negação.

A viagem passou mais rápido quando conversava com seus amigos, eles compraram doces e falaram sobre coisas que tinham vivido nas férias, relembraram fatos do ano passado e riram. Hermione se lembrava de um tempo em que repetiu essas mesmas coisas.

Só não se lembrava que tempo era esse.

Na hora em que estavam descendo do trem, Hemione acabou por ser impressada pela multidão de alunos e seu ombro bateu do de alguém no corredor.

O garoto com quem se bateu a olhou com tanto nojo, que Hermione se sentiu suja.

— Saiba seu lugar, sangue-ruim. — o menino pronunciou as palavras com veneno.

Sangue-ruim.

Sangue-ruim...

Ela sentiu os olhos marejarem.

— Ei, Dolohov, sua sede por atenção é assim tão alta que tem que aterrorizar meninas nos corredores? — disse alguém de repente.

O garoto alto deu uma última má encarada em Hermione, antes de seguir caminho.

— Você está bem? — perguntou uma jovem parecendo mais velha do que Hermione, talvez do sétimo ou sexto ano, usando vestes da Corvinal. — Aquele sem cérebro do Dolohov...

— Estou sim, obrigada. — agradeceu sorrindo.

— Tudo bem, apenas não abaixe a guarda para esses Sonserinos.

Somente algumas horas, Hermione aprendeu que nem todos os Sonserinos eram ruins, e nem todas as meninas de sua casa eram antipáticas.

Notas finais
Sobre o Helique, ele é sim um Lovegood tá? Acho que ficou obvio, Helique é o nome de um satélite natural de Júpiter. Como a maioria dos nomes de bruxos sangue puro de Harry Potter estão ligados à constelações, achei que caberia bem. Por favor, favoritem e dêem sua opinião, comentários são maravilhosos e eu adoro.