Reparo. {hiatus}
29 28. Imperius.
Notas iniciais

• Imperius.
Uma maldição imperdoável, Imperio permite que quem lançou o feitiço faça o que quiser com a pessoa enfeitiçada.
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Hermione não podia saber como a morte era, por que ela era um ser humano vivo e nunca a morte a tinha alcançado.
Mas nós últimos dias, ela podia igualar as sensações que sentia como estar morta por dentro.
Por que a cada instante ela se sentia mais afastada de sua realidade, ela se distanciava de seus amigos, ela se distanciava das situações a sua volta, e por uma semana inteira Hermione Granger estava totalmente ignorante do que estava acontecendo em Hogwarts.
Ela não ouvia as pessoas a sua volta, se sentia boiando em um bote no meio do oceano Pacífico, perdida e sem ter como sair dos perigos que enfrentaria.
Toda a sua fragilidade emocional a empurrou em direção à quem ela deveria estar o mais longe possível.
— Então, você quer me convencer de que com um regime totalitário estaríamos isentos de guerra? — ela colocou o queixo sobre o punho, e embora fosse um assunto critico, o sorriso no canto de seus lábios diziam que não levava a sério.
— O que eu quero que você entenda, Hermione, é o quão raro é que nasça um alguém capaz num mundo cheio de pessoas patéticas e influenciaveis, todos como gado, obedecendo contanto que estejam ganhando algo de valor momentâneo para suas vidas precárias. — ele se virou da prateleira onde empurrava um livro, para puxar outro e pôr sobre a mesa. — Paz é conformismo, guerra é movimento, nada é igual depois que uma guerra acaba.
Se Hermione fosse uma mente vazia e pronta para absorver como esponja, certamente iria crer em todas as palavras que eram ditas sem pensar duas vezes. Mas Hermione estava longe de ter uma mente vazia, e ela tinha suas opiniões próprias que eram protegidas para si com um muro de concreto.
Não podia explicar, mas a voz de Thomas se tornava mais morna quando ele falava sobre seus dogmas, era como se ele fosse um jovem estudante dizendo seus ideias e mostrando como poderia realizá-los.
Ela gostava de ouvir ele falar.
— A própria guerra é o seu plano?
Finalmente se virou totalmente, pensativo.
— Não tenho foco na guerra, mas até um asno saberia que planos que envolvem poder, terá opiniões contrárias. — seu pequeno sorriso fez aparecer curvas sutis em sua bochecha. — Você é o exemplo disto.
— Deveria saber que somente por que estamos nessa "paz armada", não significaria que eu me submeteria aos seus planos. — disse cruzando os braços. — Por que ainda que eu o ouça como estou ouvindo agora, se você conseguir ser o que quer, eu serei forçada a me subjulgar também.
Ele colocou ambas as mãos na mesa, se curvando para mais perto dela.
— Você, cara Hermione, é uma incógnita e eu certamente irei achar um lugar onde seus talentos não sejam desperdiçados.
— E isso quer dizer que eu não sou dispensável? — estreitou os olhos. — Não acha que seus seguidores ficarão insatisfeitos de ter uma... Qual foi mesmo o nome que você me chamou? Ah! Puta de sangue-ruim fazendo parte de seus propósitos?
— Oh? Deixamos de ser civis? — perguntou de maneira pueril inclinando a cabeça para o lado.
— Claro que não, Thomas, foi só uma pergunta simples. — disse da mesma maneira.
— Eu fui claro ao dizer quem estaria sendo comandado e quem estaria comandando. — sibilou.
— Bem, diga-me então como será se eles forem pedir sua permissão para torturar a mim, como fez Dolohov.
— Está dizendo que precisa de mim para protegê-la? — se ergueu, encostando-se na prateleira de livros e pondo as mãos nos bolsos.
— Não, estou dizendo que talvez seus planos para mim possam ter impedimentos demais para serem concretizados. — rebateu.
— Cabe a mim decidir isso, até hoje me pareceu bastante fácil.
— Quer dizer que inconscientemente eu já estou em seus planos? Não sabia que havia um objetivo em ser um brinquedo.
— Vamos dizer que você foi promovida à uma rival. — ergueu as sobrancelhas.
Ela ergueu as sobrancelhas
— Parece melhor para mim. — não parecia realmente satisfeita. — Mas não seja gentil comigo, me confunde quando o faz.
— O que eu posso fazer? É prazeroso confundir você.
— Onde está a criança perversa e Sonserina?
Ele finalmente caminhou para se sentar ao lado dela, imitando a posição que ela estava antes e apoiando o cotovelo na mesa, repousando o queixo sobre o punho.
— Você ainda acredita em bem e mal quando todos os seus amigos se distanciaram?
— Não vou mudar meus conceitos baseado numa situação como esta. — murmurou molhando os lábios. — Você é mau, Thomas, e se eu estivesse na posição dos meus amigos me distanciaria de mim também.
— Viu? Não posso tirar você dos meus planos quando você se mostra tão inflexível, imprevisível e leal, tais qualidades são extremamente atraentes.
Separou os lábios de surpresa pelo rumo que a conversa havia chegado.
— Se não fôssemos os rivais que diz que somos, eu apostaria minhas melhores meias que está flertando comigo.
Ele riu brevemente da declaração.
— Se não fôssemos os rivais que eu mesmo digo que somos, eu apostaria minhas melhores meias que você gostou.
Um calor involuntário subiu em seu rosto, a fazendo desviar o olhar e se levantar da cadeira na biblioteca.
— Eu falo sério quando digo para não ser gentil comigo, Thomas.
— E eu falo sério quando digo que é muito prazeroso confundir você, Hermione.
Era um ultraje.
Mas ela foi abandonada por seus amigos quando precisava deles, e doía ainda que não os culpasse. Foi obrigada a assumir um papel que não estava preparada, onde ela era a garota que cometeu a perturbação na sociedade feminina de Hogwarts ao dormir com um rapaz antes do matrimônio, e o pior de tudo, o rapaz em questão era Tom Riddle.
A verdade não era essa, ela simplesmente sangrou e realmente dormiu no sentido mais preciso da palavra no quarto dele, por que foi atacada por um de seus seguidores e não podia contar ao Ministério pois na mesma noite praticou uma maldição desconhecida que quase matou um garoto, fora os feitiços proibidos de Morgana que praticou sem a permissão jurídica do Ministério.
Tom era um inimigo, ele quem trazia tantos males para sua vida e foi ele quem a deixou na pior situação possível. Como Augusta disse antes de tudo acontecer, se quisesse ter paz em seu sexto ano Hermione deveria ficar longe dele.
Entretanto Thomas a puxava para ele, e não parecia consciente. Às vezes ela tinha a impressão que ele próprio já havia notado esse fato.
Hermione se sentia solitária, ignorada e contra a parede. Thomas era terrível, mas ele estava lá, e quando estava perto dele parecia ter a dor em seu peito causada pela solidão diminuída — estava sendo honesta, por mais absurdo que pudesse ser — ele era inteligente como o inferno e parecia ser o único que sabia todos os seus segredos.
Ele foi o único que sobrou, mesmo que fosse ele o autor de seu caos.
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