Reparo. {hiatus}

28 27. Priori Incantatem.


Notas iniciais
Olá meus amores! Como vocês estão? Vi umas varinhas novas por aqui, fiquei bem feliz! O capítulo passado teve uma repercussão boa, algumas pessoas favoritaram (brigada seus lindo) e os comentários foram maravilhosos! Trago notícias nas notas finais! Aproveitem ❤

• Priori Incantatem.
É um fenômeno raro que ocorre quando duas varinhas que compartilham do mesmo núcleo duelam.

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— Tom é inofensivo demais para alguém como você.

Não soube se deveria tomar suas palavras como elogio, mas ele supôs que eram verdadeiras. Tom foi uma forma prática que as mulheres do orfanato — Sra. Cole, especificamente — arranjaram para deixarem seu verdadeiro nome mais fácil. Thomas não era nem de longe o melhor nome, mas ninguém além dele mesmo já havia pronunciado esse nome em sua frente antes.

Até agora.

Sua reação ao que lhe aconteceu havia sido subitanêa, não parecia nervosa nem desesperada, apenas muito alheia a sua própria circunstância como se fosse algo que não deveria se preocupar quando em realidade era o maior de seus problemas.

Embora Tom tenha sido útil demais, ele que alterou as memórias​ de Prewett, ele quem a tirou da cena do acontecimento antes que Madame Welch chegasse e ele quem estava indo em seu favor, e ele quem a estava convencendo a fazer com que o resto do plano desse certo.

A Hermione que o chamava de Thomas estava trancada dentro do seu banheiro, e apesar da porta estar trancada ouvia os ruídos que ela fazia do outro lado.

Provavelmente já tinha visto o enorme hematoma nas costelas, e o corte parcialmente profundo no quadril. O número de machucados em seu corpo chamavam tanta atenção que seus hormônios masculinos não foram capazes de se manifestar quando esta o seguiu muito parecida com um morto-vivo pelos corredores até seu quarto e ele apenas trocou sua blusa pois estava totalmente suja com sangue fresco, e não desejava que seus lençóis limpos ficassem sujos.

Foi brutal, Dolohov a agrediu como um trouxa segundo as próprias palavras dela. Ele tentava visualizar toda a cena, mas parecia quase irreal que um corpo pequeno e magro como o de Hermione aguentasse tanto numa luta física com um corpo alto e forte como era o de Dolohov.

Costelas quebradas, hematomas, cortes e feridas.

Era como se um carro houvesse passado por cima dela, e ainda assim ela não reclamou de dor nenhuma vez.

Resistência.

Tom sabia o que era isso, ele cresceu em um orfanato e isso podia significar que você tem que aprender a não demonstrar a sua dor na frente do inimigo.

E por Circe, essa maldita garota o surpreendia a cada dia que passava.

Ela saiu do banheiro depois de praguejar antes de fechar a porta atrás de si. A grande juba estava presa e as roupas estavam limpas como novas, as feridas escondidas com o que deveria ser​ fruto de um feitiço.

— Vão haver aurores por toda parte, se não pode disfarçar seu ódio, sugiro que não frequente as aulas.

Ela bateu as mãos na saia e o encarou.

— Eu posso lidar com isso.

Não duvidava que pudesse.

— Não aceito reclamações futuras. — arrumou a gravata, pegando o livro de Aritimancia de cima da mesa de cabeceira e pondo na bolsa.

— Foi você o único que me colocou nesta situação, não vou reclamar, Thomas. — ela disse rudemente. — Estou tomando isso como sendo apenas você concertando uma coisa que você mesmo quebrou.

— Se pensar desta forma a consola, não vou tirar a sua alegria. — rebateu abrindo a porta do quarto.

— Oh, Não se preocupe, de maneira nenhuma há como essa situação me trazer alegria.

Saiu em sua frente, caminhando pelo corredor, Tom via de relance algumas pessoas os olhando e cochichando, não gostava de quando faziam isso, parecia extremamente grosseiro.

— Parecem aves de rapina. — murmurou para si mesmo ao ver um tanto considerável de meninas em bando sussurrando coisas entre si.

Hermione bufou.

— Você está irritado? A única pessoa com a conduta abalada sou eu, Thomas.

— Achei ter sido claro ao dizer que não aceito reclamações, Hermione.

— Não é uma reclamação. — disse propositalmente irritante. — Estou apenas constatando um fato.

— Se me lembro bem, você quem disse que sua conduta não era tão importante.

Ela revirou os olhos e bufou, entretanto não disse nada insultante como fazia de costume.

Para o descontentamento se ambos, a primeira pessoa a vir os cumprimentar foi Slughorn, o velho parecia mais agitado do que em dias normais, provavelmente seria a presença de aurores na frente da porta de cada sala.

— Tom e Srta. Granger! — apressou-se a falar o homem, recebendo de ambos os indivíduos um gentil sorriso falso.

— Bom dia, senhor.

— Bom dia, Professor.

— Que privilégio encontrar meus dois alunos favoritos nesse dia tão aterrador. — o velho sorriu. — Acredito que saibam sobre o Sr. Dolohov?

— Creio que ainda estamos desinformados, Senhor. — Tom mentiu crédulo, Hermione sorria de forma muito artificial do seu lado.

— O Sr. Dolohov foi atacado no banheiro feminino ontem à noite, haviam cortes profundos por todo o seu corpo e ele será transferido para St. Mungos por isso.

— Que notícia horrível. — Hermione desmanchando o sorriso num lamento igualmente artificial.

— Sim, aurores do Ministério foram acionados, é o terceiro incidente em Hogwarts depois de anos sem inconvenientes, como uma onda de má sorte. — murmurou Slughorn. — Mas é uma notícia que se espalhou como água, me pergunto como vocês não poderiam saber.

Uma troca de olhares, Hermione abaixou os olhos sem a capacidade de fingir constrangimento de maneira melhor que aquela​.

Tom entretanto, tinha a sua melhor expressão de timidez, e parecia quase com um rapaz normal ao fazê-la.

— Eu e Hermione nos atrasamos, senhor.

Slughorn leu a linguagem corporal dos jovens mais rápido do que imaginavam, erguendo as sobrancelhas com compressão rápida.

— Oh. Oh. Entendo. — riu com vontade. — Incrível como o amor jovem é realmente conturbado, bem, vou deixá-los agora. Tenham um bom dia, meu jovem casal!

Assim que Slughorn se foi, Hermione levantou a cabeça com um olhar de desprezo.

— Eu vou vomitar. — sussurrou lívida.

— O sentimento é mútuo. — adiantou o passo.

Pelo canto do olho, ele percebeu que Hermione não parecia mais tão firme, sua expressão era pensativa e ela brincava nervosamente com os próprios dedos. Se encolhia ao passar por um auror e desviava dos olhares de alunos que a encarava — pelo fato de estar novamente com ele em um corredor cheio de pessoas quando ninguém antes sabia sequer que se conheciam —, ela estava escondendo muito bem para uma pessoa que se podia ler com​ facilidade, provavelmente não veria traços de seu nervosismo se ele não fosse Tom Riddle e tivesse este dom natural.

Nas grandes portas do salão principal, havia um auror a frente de cada extremidade e ao ver os homens fitarem o casal com desconfiança, Tom esperou que Hermione estivesse próxima o suficiente para agarrar sua mão e entrelaçar seus dedos.

Hermione o encarou alarmada, ao perceber que a jovem fazia a menção de puxar a mão para si de volta, ele se curvou e encostou seu rosto ao lado do dela simplesmente para sussurrar em seu ouvido.

— Disse que podia lidar com isso.

Se ergueu sorrindo afável, na sua melhor atuação, e ela olhou para os aurores que desviavam sua atenção deles aos poucos.

A mão magra, úmida e trêmula envolveu os dedos longos dele gradativamente, ela puxar o ar antes de entrar no salão principal.

Notas finais
Gente, eu criei um ask! Não gosto de redes sociais, mas eu acredito que as vezes vocês podem vir a ter alguma dúvida sobre a história e querem me perguntar algo relacionado à ela, criei o ask por isso, então se quiserem podem começar a perguntar, não fiquem tímidos! Link: https://ask.fm/Liriozinhoflor