Notas iniciais
Olá meus amores! Agradeço pelos comentários maravilhosos no capítulo passado, vocês são uns bombons! Às leitoras novas, um salve! Leiam as notas finais, tá? Tem coisas importantes lá. Aproveitem o capítulo!

• Obscuro.
Cega a pessoa a qual foi atingida pelo feitiço.

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Quando Hermione acordou, sentia um cheiro suave de camélias.

Tudo da noite anterior se passava em sua mente em flashes, lembrava da dor e lembrava do chão úmido.

Desespero, susto, raiva e medo.

Não conseguia lembrar de como chegou onde estava, mas era um quarto e tinha certeza que era, estava deitada sobre algo que podia ser uma cama por que era macio e ao abrir os olhos se deparou com lençóis verde escuro embaixo de si.

O quarto era cinza escuro, a cama era dorcel e grande.

Definitivamente não imaginava onde poderia estar.

Se sentou na cama, notando que ainda vestia as mesmas roupas, com exceção da blusa que era a coisa mais limpa. Sua saia que fazia parte das vestes de Hogwarts iam abaixo do joelho, cheias de sangue seco, uma mecha enrolada de seu cabelo caia em seu ombro e estava ensopada de sangue também.

O cheiro metálico invadiu seu nariz, e o cheiro suave de camélias se dissipou.

Houve um ruído, uma porta abriu.

— Você acordou, finalmente. — disse a voz conhecida se aproximando, Hermione sentiu sua cabeça doer e levou a mão até a lateral dela, fechando os olhos. — Beba.

Abriu os olhos e se deparou com a figura alta e pálida como uma vela, uma bela sombra escondendo a luz que entrava fraca pela janela do quarto desconhecido, Tom Riddle oferecia à ela um vidro com um líquido amarelo.

O olhou desconfiada.

— É para dor, foi difícil de conseguir, apenas beba de uma vez.

Hermione ergueu a mão e se sentiu tonta ao notar que sua pele estava coberta de vermelho.

Ela bebeu o líquido amarelo, era amargo forte e a fez tossir, obviamente era para dor por que reconheceu o gosto de quando não conseguia dormir e pedia remédios para dor de cabeça à Madame Welch.

Devolveu o frasco ao Riddle, observando como ele colocou o objeto em cima da pequena mesa perto da cama, e depois sentou-se numa poltrona cinza afastada parecendo cansado.

Quando Hermione falou, sua voz parecia rouca demais e algumas palavras não passaram de um sussurro.

— Onde eu estou?

O rapaz que massageava as têmporas e estava encostado no estofado, parou e olhou para ela.

— No dormitório do monitor chefe, ou sendo mais específico, meu quarto.

Hermione puxou suas pernas para mais perto, notando que usava somente meias nos pés.

— E por que estou aqui?

Riddle suspirou.

— Você realmente não se lembra? Se soubessem o que você fez com Dolohov, o Ministério da Magia não iria deixar passar, Dippet acionou aurores e Adrian será transferido para St. Mungos. — ele parou ao ver que ela não teve reação nenhuma. — Foi um belo feitiço, Granger.

— Sectumsempra!

Ficou quieta, seus olhos percorreram o quarto, os lábios juntos e crispados.

Percebeu que a camisa branca que usava não era sua, era maior e mais alva do que a sua estava na noite anterior, ela passou os dedos sujos pelo tecido e notou que o cheiro de camélias que sentia antes provinha dele.

— Você cheira a camélias. — Riddle ergueu uma sobrancelha, provavelmente tomando o que ela disse como um elogio que fora intempestivo e inapropriado para a situação. Hermione tratou de completar a sentença. — Sou alérgica a camélias.

Ele deu a garota um sorriso fechado no canto dos lábios.

— Está em choque. — deu seu veredito, Hermione prestou atenção nos detalhes do rosto e como suas pálpebras alargaram ao dizer a frase. — Seu frágil intelecto ainda não entendeu o que você é capaz de fazer, não é, Granger?

— Você quem disse para ele fazer o que fez? — ela perguntou calmamente.

— Eu não posso negar aos meus que façam o que querem fazer, não havia motivos para o impedir. — disse no mesmo tom.

— Ele me seguiu. — começou desviando seu olhar para a janela. — O engraçado foi que ele usou as próprias mãos de forma muito trouxa, deveria ser por quê ele estava com muita raiva creio eu, como se estivesse planejando isso à muito tempo. Ele é muito mais forte que eu, se fosse um duelo eu tenho certeza que não teria me machucado, mas ele me atingiu com muita força. Eu tentei pegar a minha varinha, ela tinha caído no primeiro golpe, e eu não tive escolha, foi um feitiço dos meus sonhos sabe, eu não tinha noção do que o feitiço poderia fazer.

Um calor se espalhava por seu corpo, estava anestesiada e tudo que aconteceu parecia ter acontecido à muito tempo ou parecia não ter acontecido com ela.

— Você queria matá-lo.

A voz de Riddle entoou vagarosa.

— Por um momento eu pensei que seria ótimo que pessoas como Dolohov não existissem no mundo, você não acha que é muito estranho que alguém odeie outro alguém somente por ser quem é? Parece cruel. — franziu a testa. — O pai de Georgiana Johnson deve ter pensado isso antes de morrer.

— E você ainda pensa que pessoas como Dolohov não deveriam existir?

Hermione encarou Riddle.

— Uma parte de mim ainda pensa isso, — pausou. — Mas a outra parte pensa que se essas pessoas vivessem para ver as pessoas que elas odeiam prevalecendo, parece muito pior que a morte.

A expressão de Riddle escureceu.

— Nada é pior que a morte.

— A morte é só a morte, Riddle. — disse. — Imagine viver sem amor, parece bem pior pra mim.

— Todos parecem valorizar demais esse sentimento, dizendo o quanto ele é poderoso, mas para mim não é diferente de medo ou qualquer outra razão que os seres humanos usam como motivo para justificar sua fraqueza. — bufou um riso. — Não existe tal coisa como amor, Granger, mas se você morre perde todas as chances de fazer o que poderia ter feito.

— E depois de fazer o que poderia ter feito, tudo o que você tem é a morte. Não pode-se fugir dela, eu não penso que gostaria, por que viver para sempre percebendo que todas as pessoas com quem você já se importou estão indo e você não, parece muito triste.

— Não se não houver ninguém com quem se importar.

Hermione limpou as lágrimas de sua bochecha sentindo uma dor aguda ao fazê-lo.

— Então eu vou te desejar a morte, por que agora eu sei que é o que você mais teme. — decretou impetuosa.

— É justo. — Disse Riddle nada abalado. — Será um prazer decepcionar você, Granger.

— Hermione. — corrigiu atônita. — É a segunda vez que eu quase morri graças a você, somos íntimos o suficiente.

Divertimento atravessou o olhar do rapaz.

— Como queira, Hermione.

— Tom é abreviação de Thomas, acredito.

— Sim. — respondeu parecendo repentinamente desgostoso​ com o rumo da conversa.

— Te chamarei de Thomas, então. — disse colocando as pernas para fora da cama. — Tom parece inofensivo demais para alguém como você.

Notas finais
Vamos lá: — A Hermione está claramente em choque e por isso agiu tão normalmente, acontece tá? Cada um reage a um trauma de uma maneira diferente. — Notem que o Tom está bem mais passivo, uma leitora inclusive notou que a cena toda da Hermione se defendendo tão brutalmente do Dolohov despertou a humanidade no Tom, e bem... Ele precisava de um gatilho para assumir o sentimento. — Por que Thomas? Vocês devem estar se perguntando, bom, uma vez eu li uma fic que a Hermione se referia ao Tom como Thomas e achei legal, o nome do avô do Tom era Thomas Riddle e eu acredito que "Tom" pareça mais um apelido que um nome. Dessa forma, pelo menos aqui nessa fic, o nome do Tom é Thomas Marvolo Riddle. Alguém aqui tava acompanhando Syniy Ptakh? A fic com o Bucky que eu estava escrevendo? Eu excluí ela e postei uma nova versão dessa fic chamada Pássaro Azul, se gostam da Marvel e gostam de super heróis, gostam dos Vingadores e do Bucky, eu agradeceria muito se pudessem dar uma olhada e dizer o que acham dela, tá lá no meu perfil! Enfim, obrigada por ler!