Reparo. {hiatus}

26 25. Sectumsempra.


Notas iniciais
Olá! Gente, as cenas de violência abaixo, apenas avisando. Espero que gostem do capítulo, muitas reviravoltas acontecerão a partir daqui!

• Sectumsempra.
Faz com que a vítima sangre como se tivesse sido golpeada por uma espada.

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Tom Riddle não se lembrava exatamente quando foi que sonhou com situações felizes.

Quando era mais jovem, lembrava-se de sonhar com seus pais, eles não tinham rostos, porém era como nos livros ou rótulos de produtos domésticos. Sentados em uma mesa, podia dizer que estavam sorrindo, e ele estava entre eles.

Quando cresceu começou a ter outros tipos de sonhos, sonhos que ele fazia se tornar realidade, como quando matou o seu pai ou o animal asqueroso de Stubbs.

Era certo que ele nunca sonhou com situações felizes.

Mas essa noite em questão, um sonho que era o mais tolerável que podia ter, não foi ruim e não soube se poderia considerar como bom.

Era nítido e aleatório, como se estivesse olhando por uma janela.

Hermione Granger escrevia sobre algo, ele não pôde ver o que se tratava, por que não era uma imagem completa e sim um mosaico de cenas que apareciam gradativamente. As cenas se desdobravam uma de cada vez, primeiro fios cacheados de seus cabelos, depois a mão envolvida em uma pena arranhando o pergaminho, as bochechas que no sonho eram mais cheias do que na realidade, os olhos concentrados e uma curva pequena nos lábios muito parecida com um sorriso.

Não houve sentido, foi um sonho curto e inesperado. E quando acordou passou um tempo até notar que não havia acontecido realmente, que era somente um sonho.

O sonho o fez pensar demais.

Não podia esquecer seus objetivos, não podia se dar ao luxo de esquecer quem e o quê Hermione Granger era.

Uma maldita sangue-ruim​, que nunca teve valor ou influência em seus planos. Ela estava simplesmente ludibriando seus pensamentos, e ele tinha que prevalecer perante as investidas dela em tentar ser uma igual.

Não havia ninguém igual à ele, ele era único e sua singularidade não podia ser imitada por ninguém, ainda mais por uma sangue de lama estúpida.

— Tom, meu garoto, foi uma participação estupenda. — Slughorn elogiou ao jovem que segurava um sorriso apático.

— Obrigado, senhor.

— Eu sinto orgulho em viver o suficiente para acompanhar o progresso de um aluno como você, você tem um futuro brilhante, escute o que digo, rapaz. — caminhavam lado à lado no fim da aula de Poções pelas masmorras. — Irei fazer a primeira reunião do ano, não preciso dizer que solicito sua presença, preciso?

— Será uma honra, Professor.

— É triste ver que há tantos alunos que não compartilham a mesma dedicação, fico feliz que a Srta. Granger voltou a participar das aulas, ela era a única de seu ano que o fazia. — A menção do nome da garota o fez incomodado. — Perdoe-me pela intromissão, mas acredito que os boatos são verdadeiros?

— Não senhor, eu e a Srta. Granger somos somente colegas.

— Certo, Certo, mas é ótimo que você tenha uma amizade com a Srta. Granger, ela é uma menina esplêndida e muito diferente das demais. — Slughorn maneou a cabeça. — Quem desposar essa menina terá sucesso, pode ter certeza.

Foi difícil suportar a conversa, e era cansativo fingir o tempo todo, se ele pudesse ao menos mostrar àquele velho idiota que uma mulher suja como Granger não tinha o direito nem mesmo de beijar as solas de seus pés...

— Acredito que sim.

— É sempre um prazer conversar com meu melhor aluno, nos vemos na reunião, Tom?

— Claro, Professor.

Se afastou do homem irritante o mais rápido que pôde, entrando na biblioteca afim de colocar as tarefas em dia. Puxou os livros que desejava da prateleira, e sentou-se numa mesa vazia.

Antes que pudesse começar a escrever no pergaminho, a memória do sonho voltou o fazendo parar.

Amaldiçoou em voz baixa.

— Meu senhor. — Continuou escrevendo e ignorando a voz de Dolohov. — Meu s-

— Eu já disse que eu não atendo por esse termo em público, Adrian.

— Perdoe-me.

— Diga de um vez o que quer.

— Vou castigar alguém essa noite, se permitir.

Não parou o que fazia, mas entendia o que o rapaz queria dizer.

— E quem seria?

— A sangue-ruim Corvinal, senhor.

Oh.

— Granger, eu presumo.

— Sim.

— Faça como quiser, não me importa, apenas evite chamar atenção. Dumbledore desconfia de nós.

— Sim, senhor.

Não​ importava.

Não tinha com o quê se importar, ela era somente mais uma que não deveria estar aqui, que não merecia a posição que tinha.

Pessoas como ela não mereciam magia, ela não era diferente, não importava o quanto parecia ser.

Não se importava.

Era esse o propósito dela, o divertir com sua fraqueza,

Ou pelo menos, era isso que tentava se convencer.


Ao término do horário de aulas, Tom fazia a ronda como monitor. Não era seu trabalho preferido, mas enquanto andava por Hogwarts tinha silêncio o suficiente para pensar, a monitora chefe era uma garota da Grifinória, isso fazia o trabalho mais fácil por que ela não lhe dirigia a palavra por causa da rivalidade de casas.

Entendia que tal quietude se devia ao fato de que todos estavam cansados pelo o passeio em Hogsmead, era sempre a época do ano em que não se tinha o trabalho de tirar pontos de alunos que se recusavam à ir para o dormitório.

Um mar calmo antes do tsunami que estava para acontecer.

Primeiro, Tom ouviu um grito desesperado, Catherine Prewett corria pelos corredores até em direção à ele com os olhos arregalados.

Ela parou, ofegante.

— Riddle...Granger... Ela...

Específico, ele se lembrava de ser específico com Dolohov para ser discreto.

Sem mudar de expressão, seguiu Prewett que caminhava nervosa em passos largos para o andar do banheiro feminino.

Segundo, lá a situação era muito diferente do que ele imaginou que estaria.

As pias estavam quebradas, a água jorrava por todo o chão do banheiro, estava escuro, mas não escuro o suficiente para não ver que a partir de um ponto a água que jorrava se tornava vermelha sob seus pés.

Sangue.

Ele entrou atrás de Prewett vagarosamente, observando como a cena chegava ao seu clímax da maneira mais grotesca.

Dolohov tossia estirado no chão, havia profundos cortes em seu peito, braços e pescoço, subindo como arranhões profundos na pele.

E por último, afastada dele, encostada na parede abraçando seus joelhos e com a cabeça encostada neles escondendo o rosto, estava Granger. Havia sangue em seus braços junto com hematomas em suas pernas, o tecido da saia estava coberto de sangue que supôs ser de Dolohov.

— Chame por Madame Welch. — disse calmamente à Prewett que parecia não saber o que fazer, a menina assentiu e correu para fora do banheiro.

Tom se aproximou mais do corpo de Dolohov, puxando sua varinha e murmurando o feitiço para que qual fosse o feitiço lançado no Sonserino, terminasse.

Não surtiu efeito.

Ele deixou o corpo de Dolohov, e se aproximou de Granger, abaixou em frente à ela para chamar por seu nome, mas antes que abrisse a boca, ela o encarou.

Sua bochecha estava com um grande hematoma que se estendia da linha de seu queixo até abaixo dos olhos, o olho direito tinha uma mancha de sangue no globo ocular que provavelmente foi feito por uma pancada forte, um corte na testa e os lábios roxos.

Seu cabelo estava salpicado de sangue assim como seus braços.

— Ele morreu? — sussurrou, parecendo confusa.

— Não. — respondeu firmemente, analisando o rosto dela.

Riddle poderia esperar muitas coisas de Hermione Granger, por que ela sempre parecia boa para todos que a olhassem, não havia seriedade em suas ameaças e ela tinha aquela postura de que pularia na frente de um Avada Kedavra por qualquer pessoa.

Estava desprevenido para ouvir aquilo.

— Deveria ter morrido. — disse afiada como uma adaga.

Foi uma sensação incomum, ele nunca sentiu.

Uma criatura acordou dentro de si queimando como fogo, subia de seu estômago e se espalhava​ por seu peito de forma prazerosa, uma ferida aberta que não doía, só queimava e...Sim... Era horrível e primitivo...

Mas ele gostava, e Tom Riddle raramente gostava de alguma coisa.

— Riddle, Madame Welch está vindo!

Ele se levantou rapidamente, caminhando até a porta do banheiro feminino onde Catherine Prewett estava, ela parecia temerosa de entrar.

— Disse à ela do que se tratava?

Prewett negou veemente.

— Uma coisa dessas... Eu não sabia como explicar!

Tom sorriu, puxando a varinha.

Notas finais
Eu acredito que algumas pessoas vão começar a se perguntar se a Hermione vai mudar sua conduta depois desse capítulo, e a resposta é: não. Foi um momento de raiva, e a Hermione não vai para o lado negro da força e trair seus ideias por causa disso, ela continua sendo a defensora dos nascidos trouxas e não vai deixar de ser jamais nessa fic. Obrigada por ler!