Reparo. {hiatus}

25 24. Serpensortia.


Notas iniciais
Olá! Gente, está começando uma fase que eu honestamente acredito ser a melhor da fic, espero que vocês compartilhem essa visão também. Enfim, vou deixar que vocês leiam! Obrigada pelos comentários anteriores!

• Serpensortia.
Faz com que o usuário conjure uma cobra para atacar o alvo.

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— Foi o pai de Georgiana Johnson. — disse Augusta, fazendo os olhares de todas as meninas que se preparavam para dormir se voltarem para ela. — A menina que saiu chorando ontem, o nome dela é Georgiana Johnson, o pai dela morreu em um embate com os seguidores de Grindelwald na Itália. O pai dela era nascido trouxa e Auror.

Um silêncio sepulcral se instalou no dormitório, todas lamentavam a notícia de uma vez. Hermione levou a mão até os lábios com um profundo absurdo, ela sabia das consequências da guerra, mas até agora nunca havia chegado tão perto do sofrimento que ela trouxe.

— Pobre Georgie. — a voz pequena de Liu foi a primeira a falar.

— É horrível a forma como pessoas inocentes tem que sofrer graças a ignorância alheia. — Hermione falou revoltada. — Uma garota jovem ficou sem um pai por que Grindelwald e um bando de idiotas estão pregando sua visão destorcida do mundo.

Ela puxou sua colcha e bateu com força no travesseiro, as meninas prestaram a atenção nas palavras dela e a Granger mal sabia que tais palavras eram fortes demais para uma jovem mulher daquela época.

— Grindelwald com certeza pode ser considerado um segundo Hitler. — disse Anna Jackson, que pelo o que Hermione sabia, era nascida trouxa como ela.

— Hitler? O ditador alemão trouxa? — Deva Patil parecia curiosa. — Meus pais não nos deixam saber muito sobre a guerra trouxa, falam que não é assunto para uma garota.

Hermione bufou.

— E o que seria assunto para uma garota? Se não nos mantermos informadas sobre o mundo, os homens vão fazer questão de esfregar a falta dela na nossa própria cara.

— Você parece​ ter uma opinião bastante formada sobre isso, Hermione. — Elogiou Augusta, sentando na sua cama e pondo uma almofada no colo.

— Todas temos que ter, não se esqueça das ideias arcaicas de que precisamos nos casar ou vamos morrer sozinhas e miseráveis. — Hermione continuou empinando o nariz. — Meu pai nunca me obrigou a participar dessas ideologias antigas, temos que engordar com o nosso próprio suor e não permitir que essa estúpida maneira de pensar interfira em nossas vidas.

— É, mas também temos que entender nossas limitações. — Debateu Deva. — Pôr os pés no chão e saber que não somos homens, provavelmente não vão nos oferecer um emprego no Ministério da Magia assim que saímos de Hogwarts como oferecem à eles.

Hermione ergueu uma sobrancelha.

— Cabe à nós então não nos entregarmos à essa ideia, eu tive melhores NOM's do que bruxos da mesma idade que eu, se querem que eu desista de um emprego no Ministério por que sou mulher, vão ter que achar uma desculpa melhor.

Ninguém disse nada.

Era difícil para as garotas de sangue puro e até para algumas nascidas trouxa se pronunciarem sobre voltar-se contra as normas sobre casamento. A maioria das bruxas e trouxas se casavam muito cedo, e apesar da maioria não saber, Deva Patil inclusive já estava prometida à um bruxo mais velho e indiano como ela.

Havia certa inveja da paixão com que a Granger demonstrava sua opinião, era bonito e selvagem, ela tinha um jeito especial com as palavras que fizeram todas as garotas pensar nelas antes de adormecer.

No café da manhã, quando as mesas estavam cheias e a conversa era o maior barulho no Salão Principal, Hermione Granger estava quieta.

Ela pensava sobre coisas diferentes do normal, por quê até agora tudo em sua mente havia sido seus pesadelos, só que acontecia mais ao seu redor do que seus próprios problemas.

Georgiana Johnson tinha a sua idade e sua vida se encontrava alvoroçada tanto quanto a dela, agora a jovem tinha que lidar não somente com os maus olhares por causa do seu nascimento fora da sociedade bruxa, mas também com tristeza da morte de seu pai.

Hermione se pegou pensando em Tom Riddle, que não tinha uma opinião tão diferente de Grindelwald, ele tinha uma a visão que nunca foi bem explicada para ela de supremacia de sangue. Ele acreditava nisso, e ele seria capaz de abater qualquer um sem pensar duas vezes por suas crenças.

Ficou muito súbito perceber que o sentimento em seu peito por suas conclusões não era a raiva e o medo corriqueiros, e sim o mais inesperado:

Hermione sentiu tristeza.

Uma tristeza que fez seu peito doer.

— Hermione?

A voz de Septimus a tirou de seus devaneios, ele estava sentado na mesa da Corvinal, algumas meninas davam risinhos e cochichavam.

— Olá, Septimus. — cumprimentou depois de despertar completamente.

— Você está aérea, o que aconteceu?

O sorriso de Septimus tinha um efeito caloroso sobre ela, uma anestesia à dor que sentia outrora.

— Sim, eu estava apenas distraída.

Septimus deu de ombros, ele não era tão atento e preocupado como Charlus.

— Parece que finalmente Charlus vai sair com a Dorea.

Hermione sorriu largamente.

— É uma ótima notícia. — a Granger riu. — Eu não aguentava mais Charlus dizendo que não tinha coragem.

— Sim! Até que enfim eles desempacaram! E você, vai para Hogsmead?

Hermione negou.

— Vou fazer meu trabalho de Poções.

— Eu não deveria estar surpreso, rainha do tédio. — Revirou os olhos. — Viva mais, Granger, ou vai acabar como a velha Merrythought.

A Granger franziu o cenho.

— Eu vou azarar você.

Septimus ergueu as mãos em rendimento.

— Certo, não vou interromper seu trabalho de Poções super empolgante! — provocou. — Mas se mudar de ideia, eu, Charlus, Dorea e Cedrella temos uma carruagem com um lugar à mais.

Depois da informação sobre os pares, ela definitivamente não teve o menor ânimo de mudar de ideia.

— Obrigada pelo convite, mas vou recusar.

— Beleza, você quem sabe. — Septimus se levantou. — Te vejo em Transfiguração.

Acenando brevemente, viu o rapaz partir.

— Black e Potter? — Augusta debochou. — O mundo vai pegar fogo.

Segurou o riso.

— Parece que vai ser um encontro duplo.

— E Weasley veio chamar você? Ele é meio tapado, não?

Hermione fez um gesto de desdém com a mão.

— Septimus é um pouco lento, mas é só saber lidar com ele.

Augusta bufou.

— Haja paciência. — reclamou. — Não vai mesmo para Hogsmead?

— Não, preciso estudar.

— Por que eu não estou surpresa?

— Você não é a primeira a dizer isso. — levantou de seu assento. — Vamos para a aula?

Augusta continuou sentada.

— Eu vou esperar por Longbottom, ele disse que quer falar algo comigo.

Não era novidade do que se tratava, Ivan Longbottom já olhava para Augusta com olhos românticos há muito tempo, embora a garota parecesse alheia à isso.

— Tudo bem, até logo.

— Até.

Hermione andava tranquilamente para a sala devida, massageando seu ombro esquerdo e fechando os olhos brevemente pelo pouco alívio que o toque deu a tensão lá. Ao abrir, foi surpreendida por uma batida repentina, sua bolsa caiu no chão quando o indivíduo bateu o ombro no seu com o dobro da força da garota.

Risos, um se destacou entre eles.

Um riso grave que a Corvinal já tinha ouvido antes.

A olhando com veneno, Dolohov sorriu cruel para a sua figura caída no corredor.

Hermione sentiu que era uma garoa que indicava o começo de uma tempestade.

Notas finais
Obrigada por ler!