Reparo. {hiatus}
24 23. Riddikulus.
Notas iniciais

• Riddikulus.
Feitiço usado contra bichos-papões, fazendo sua forma se tornar ridiculamente engraçada.
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— Granger, é realmente impressionante o quanto a sua inteligência atraí pretendentes.
Ela olhava para o lados como uma criminosa, tentando entender o tom mordaz de suas palavras.
— Eu achei que não gostaria de conversar comigo aqui, Riddle. — cruzou os braços. — Eu não sou o seu segredinho sujo?
Percebeu que ele prendia um sorriso.
— Eu tenho segredos mais sujos do que a sua companhia, cara Granger.
Não era novidade, pensou Hermione, as vezes ela esquecia que esse rapaz com rosto de querubim já havia matado antes.
— Eu aposto que sim. — Hermione assentiu para si mesma. — Me diga o que fez você estar a procura da sangue-ruim que você tanto detesta.
O falso tom de ofensa circulava suas palavras quando ele disse em uma entonação mais alta do que falava frequentemente.
— Mas Srta. Granger, eu não a detesto, devo dizer que a considero uma amiga próxima.
Hermione recebeu olhares de ódio por parte de algumas garotas que passavam por eles no momento.
— O quê está fazendo? — se inclinou falando em voz baixa. — Não tem graça, Riddle.
Ele se inclinou junto, e ela pôde ver os cílios longos quando Riddle se encontrava tão próximo de seu rosto.
— Para você talvez não. — disse no mesmo tom.
— Eu não deveria esperar menos de você. — acusou pasmada.
— Minha presença não a agrada mais, Granger?
As mãos frias dele tocaram os dela, subindo a mão magra e pequena da jovem garota e depositando um beijo nos nós de seus dedos.
Hermione sentiu o impulso de esbofeteá-lo, mas tudo que fez foi bufar e puxar a mão brutalmente, ainda assim o sorriso cínico do Sonserino se manteve firme.
— O que diabos você pensa que está fazendo? — sussurrou sentindo mais raiva de si mesma do que dele, pelas reações do seu corpo ao toque incomum.
— Acreditei por suas recentes ações, que fosse você quem quisesse trégua, Granger.
— Trégua? Eu estava tentando ser civil. — fechou as mãos em punho. — Você foi o único que me machucou e chantageou em primeiro lugar!
Controlou sua voz para que seu sussurro não se transformasse em um escândalo.
— Não seja ridícula. — zombou. — Você que provocou suas próprias adversidades, em primeiro lugar.
— Por Merlin, será que é tão difícil me deixar em paz?
— Hm, não difícil, mas menos divertido. — seu sorriso aumentou minimamente.
Era tão irritante conversar com alguém que usava de sarcasmo o tempo todo. Hermione poderia dizer que alguns atos civis vindos da parte dele a espantaram, só que hoje em especial ela parecia estar mais irritante do que nos outros dias.
O que em nome de Merlin o deixou assim?
— Eu não vou perder meu tempo com você, Riddle. — murmurou baixo, ao ver as garotas que tanto o veneravam passar por perto, elas mais pareciam aves de rapina à espreita.
— Isso é uma pena, Granger, eu estava apreciando tanto perder meu tempo com você.
Oh, maldito.
— O que há com essa atitude?
Ele chegou mais perto, segurando o pulso fino de Hermione a impedindo de se afastar.
— Estou apenas lembrando a você que não é mais que um brinquedo para mim. — sibilou.
Ela entendeu.
Apertou mais seu pulso quando ela forçou para que ele soltasse.
— Eu não esqueci, Riddle.
Estava com medo.
Medo do jeito que ele a olhava; tocava, falava.
Estava apavorada, e estremeceu como se houvesse acabado de sair da água fria no inverno com a aproximação violenta dele.
— Boa menina. — sussurrou na intenção de aterrorizá-la.
— Vá à merda. — ela ofendeu, e ele sorriu sem se importar.
Soltou seu pulso que se mostrava avermelhado pelo aperto, Hermione segurou o lugar arfando.
Com um último olhar incrédulo, se afastou do rapaz e começou a caminhar em direção à classe de Runas Antigas.
Ele não a seguiu, preferindo dar a ela um último sorriso desdenhoso por cima do ombro e sair em direção oposta.
Hermione sabia o porquê daquilo.
Era pelas noites em que eles conversaram como amigos, e pelos aspectos que pareciam iguais. Riddle não queria isso, ele não a queria o considerando nada além de um monstro, uma força para temer, um de seus pesadelos.
Ele estava a incitando a ter medo dele, era o que ele queria.
Ele era cego demais, e ela era orgulhosa o suficiente para prometer que não podia mais abaixar sua guarda diante dele.
A humanidade que ela viu parecia borrada depois desse evento.
A aula de Runas seguiu sem problemas, Hermione voltou à ativa, respondendo à todas as questões no ritmo que fazia antes. Libertou seus pensamentos de Riddle, de Alphard Black ou dos seus pesadelos e estudou com toda a máxima dedicação que podia.
Quando o horário acabou, A professora Edith sorriu para ela com satisfação.
— Apreciei muito a sua participação nas aulas, Srta. Granger, senti a falta dela.
Um alívio pelo elogio brotou dentro da jovem aluna, já havia certo tempo que não recebia elogios de seus professores.
— Obrigada, Professora, prometo me dedicar mais de agora em diante.
Num aceno educado, ela se retirou da sala, sorrindo entusiasmada. Não podia deixar que todos os acontecimentos abaterem-na como acontecia, precisava se levantar de novo.
A fome não veio ao meio-dia, entretanto ela não se importou e foi para a mesa da Corvinal no Salão Principal. Sentando-se entre Helique e Liu.
— Hemione, que honra ver que você está aqui. — disse Helique enrolando uma mecha do cabelo com o dedo. — Eu pensei que você não comia mais.
— Helique, claro que ela come. — disse Liu olhando feio para o garoto. — Hermione, como está?
Sorriu para os colegas de casa.
— Estou bem, obrigada.
Liu retribuiu o sorriso.
O almoço estava tranquilo, falavam sobre coisas banais e riam da forma aérea de Helique se comportar. Foi então que uma coruja chegou atravessando o salão, o animal pousou em frente à uma menina que Hermione lembrava de ver nas aulas ainda que não gravasse no nome dela.
A menina loira abriu a carta, e após uns segundos de leitura, deixou o papel cair e todos viram seus olhos arregalados cheios de lágrimas.
Ela se levantou da mesa, fungando e saiu correndo.
Hermione e Liu se encararam.
— O que será que houve? — perguntou a Granger em voz baixa, se preocupando com o estado da garota.
Liu deu de ombros com as sobrancelhas erguidas.
Repentinamente, Augusta veio em passos largos e ficou atrás de Helique, o rapaz Lovegood a encarou e com um aceno de cabeça da garota, ele se levantou de sua própria cadeira e deu seu assento para ela.
— Tudo bem, Granger, pode dizer. — rigidamente disse Augusta.
Hermione tombou a cabeça para o lado, confusa.
— Dizer o quê?
Augusta franziu o cenho.
— Margareth, Marty e Emma viram você e Riddle conversando intimamente no corredor.
Merlin.
Era só o que faltava.
— O quê?
— Você estava conversando com Riddle? — Liu se pronunciou.
Hermione sentiu suas bochechas queimarem ao perceber que todos os olhos da mesa da Corvinal estavam nela.
Logo houve um burburinho, ela escorregou um pouco em sua cadeira propositalmente tentando em vão se livrar da atenção.
— E o que tem demais conversar com Riddle? — Perguntou Helique, que ainda estava de pé.
— Não é que tenha algo de errado. — Liu explicou. — É que... Riddle é um Sonserino e ele é estranho.
— Sim, ele é estranho. — concordou Augusta. — Eu ainda me lembro de como ele costumava ser no primeiro ano.
— Ele é um Sonserino arrogante, mesmo que seja bonito como o pecado. — Disse uma menina mais nova, entrando na conversa e fazendo tanto Hermione quanto Liu e Augusto a encararam. — O que foi? Eu tenho olhos.
— Enfim, Granger, te aconselhamos à ficar longe de Riddle. Principalmente por causa das fãs dele, a maioria das garotas da Sonserina querem te matar. — disse Augusta.
— Fora as amigas da Adalind Greengrass, que juram que ele e ela são um casal perfeito só por que foram juntos à festa de Slughorn.
— Escutem, eu sei que estão preocupadas, e eu agradeço, mas eu definitivamente não tenho nada com Riddle. — Tentou, por mais que soubesse que era impossível tirar a ideia da mente delas.
— É Sério, Granger. — avisou Augusta mais uma vez. — Se quiser ter paz nesse sexto ano, fique longe do Riddle.
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