Reparo. {hiatus}
23 22. Repellium.
Notas iniciais

• Repellium.
Proteção usada para repelir feitiços pequenos, voltando para quem o conjurou.
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— Então, vai para Hogsmead?
Hermione estava ocupada, mais do que nunca ultimamente. Com o começo das aulas vinham responsabilidades que ela estava fazendo de tudo para cumprir, e entre todas essas dificuldades estavam os seus deveres da classe de Poções.
— Preciso estudar para Poções. — disse apressada, colocou um pedaço de bolo na boca e juntou seus livros começando a andar depressa, Charlus a seguia tentando alcançar.
— Hermione, preciso de um favor seu.
Não parou para escutar o que ele dizia, apenas continuou andando e mastigando pelo corredor.
— Seja o que for, fale logo, se estiver ao meu alcance eu posso ajudar.
Virou outro corredor e entrou na biblioteca, Charlus a seguia como se a vida dependesse disso.
— Eu quero convidar Dorea para ir ao encontro.
Parou um instante, e olhou para o rapaz.
— Bem, parabéns por isso.
— Obrigado. — ele disse nervoso. — Mas preciso da sua ajuda, Hermione, eu preciso saber o que a Dorea pensa sobre mim antes de convidá-la.
Ela colocou os livros na mesa da biblioteca, e se sentou, abrindo o livro na página que havia parado. Charlus sentou-se ao lado dela.
— Eu não sei não, por que não pergunta pra ela você mesmo?
Charlus bufou.
— Hermione, eu não posso perguntar algo assim, ela pode se ofender com a minha ousadia.
— Ou ela pode estar esperando que você pergunte. — a menina deu de ombros, não se dando ao trabalho de encarar o rapaz Grifinório.
— Hermione, por favor...
— Charlus. — fechou os olhos buscando paciência. — Você não pode simplesmente convidá-la como um ser humano normal?
— Mas e se ela disser não?
— Aí você se conforma e continua a sua vida.
— Hermione!
— O quê? Você e a Dorea já são grandinhos, podem dar um jeito sem a minha intromissão.
Colocou um marcador de página afim de interromper seu momento de estudo e esperar o que o rapaz tinha a dizer de um vez.
— Hemione, escute, imagine se fosse você na minha situação. — ele pausou ao ver a menina erguer uma sobrancelha. — Estou falando sério! Imagine, você não iria querer saber se a pessoa em questão gosta de você?
Ao ver a Corvinal respirar fundo, Charlus se encolheu.
— Em primeiro lugar, eu não pretendo pedir à ninguém por um encontro, em segundo lugar, se eu o fizesse certamente iria me conformar se recebesse um não e em terceiro lugar, eu nunca incomodaria um amigo meu de estudar por puro capricho.
Charlus a fitava de olhos arregalados.
— Certo, eu entendi, eu sou mesmo um amigo horrível. — por alguns segundos ela levou mesmo sua declaração à sério. — Mas um amigo horrível que precisa muito, muito da sua ajuda!
— Charlus Potter. — ela disse seu nome inteiro e viu o garoto ficar calada e rígido. — Se você não me deixar estudar em paz, eu juro que conto para Druella Rosier quem foi que colocou um sapo na bolsa dela.
Quase sorriu ao vê-lo pálido.
— Você não faria!
— Teste-me, então.
Charlus enfim se levantou.
— Não acabou, Hermione!
Riu da expressão de ofensa do primogênito Potter.
— Boa sorte com a Dorea! — desejou voltando à sua leitura.
Retornou à sua leitura, se concentrando nela e não permitindo que as pessoas ao seu redor interferissem. Precisava se dedicar mais, toda a bagunça de sua vida a estava deixando desleixada e ela entendia esse aspecto.
Alguém se sentou ao seu lado, e acreditando que era Charlus, já estava pronta para expulsar o jovem Grifinório.
— Não quero saber da sua vida amorosa, já disse que não quero me intrometer.
— Ah, eu sinto muito por isso, então.
Congelou.
Não era voz de Charlus.
Devagar se pôs a se voltar ao sujeito e se tratava de Alphard Black, sorrindo divertido.
— Oh, Sr. Black. — disse surpresa e constrangida.
— É Alphard, Hermione. — corrigiu e ela corou.
— Sim, desculpe.
Ele riu.
— Tudo bem, escute, eu quero te fazer um convite especial.
Hermione desviou seu olhar, reconhecendo aquelas palavras de outra situação.
— Você tem certeza? Eu já mostrei não ser a melhor parceira para este tipo de coisa.
Alphard era o típico cavalheiro britânico, de olhos cinzentos e cabelos negros como o vácuo do espaço. Mas apesar das características semelhantes a boa aparência de Alphard não era como a de Tom Riddle, em que era nítido ver a malícia por trás das esferas verdes que eram seus olhos, Alphard tinha uma inocência doce e um sorriso gentil.
Ela não soube ao certo por que estava o comparando com Tom Riddle, mas não era menos verdadeiro que eram diferentes.
— Não se preocupe com isso, eu a achei uma excelente companhia, e eu entendo o quanto foi desconfortável a presença daquela senhora clarividente.
Hermione mordeu o lábio inferior, franzindo a testa.
— Foi sim. — admitiu.
— Minha proposta é um simples passeio por Hogsmead.
Hermione estava ciente do fato de que com o aviso sobre um passeio para Hogsmead, surgiam para as garotas vários convites de encontros com garotos. Foi assim desde o 4° ano e ela nunca havia sido convidada por ninguém antes e graças a isso, nunca se importou.
Por um motivo que para ela não era explícito, Alphard Black estava tentando se aproximar dela. Não que não gostasse de Alphard, mas tinha certeza de que não gostava dele da mesma maneira que ele gostava dela.
— Sr. Black, eu sinto muito. — disse tentando manter o controle, e não parecer nervosa para não confundi-lo. — Eu não sei se vou para Hogsmead, tenho que estudar para o trabalho de Poções.
— Estudando para Poções? Mas só temos atividades para entregar na próxima semana.
Esquecia que nem todos eram como ela.
— Eu comecei antes, por que eu acredito que me faça reter mais informações.
— Você é mesmo a bruxa mais inteligente de Hogwarts, não é?
Sentia o clima que ele lançava no ar.
Ele estava mesmo flertando, ela deixou seu tronco cair um pouco para trás no intuito de se afastar.
Abriu a boca, entretanto antes que pudesse falar, outro falou por ela.
— Alphard.
Tudo que ela precisava para fugir de um flerte de um Sonserino do bem, com certeza não era um Sonserino do mal.
— Olá, Tom. — Alphard deixou seu olhar ir de Hermione para Riddle.
— Eu interrompo algo?
Hermione queria se levantar e sair, mas para todos os efeitos, ela não era próxima de Riddle para simplesmente sair numa pirraça pela chegada dele.
— Eu estava perguntando à Srta. Granger aqui se ela gostaria de ir até Hogsmead comigo.
— E eu respondi para o Sr. Black que eu preciso estudar para Poções.
Riddle tinha uma expressão neutra, depois de algum tempo perto dele, já tinha costume de ver aquela expressão.
Se sentia crítica consigo mesma por entender isso sobre si.
— Ora, Alphard, é compreensível os motivos da Srta. Granger. E você deveria estar fazendo o mesmo?
— É uma sorte que eu não seja nenhum de vocês, estudantes de ouro, e nem pretendo ser.
— Eu já dei a minha resposta, Sr. Black, e pretendo mantê-la. — Hermione fechou seu livro e o colocou dentro da bolsa. — Espero que tenha um bom divertimento em Hogsmead.
Ela se voltou para Riddle.
— Sr. Riddle. — acenou breve, saindo do meio dos dois rapazes e se pondo a andar para fora da biblioteca.
Sentia que alguém a seguia, se virou para ver os olhos verdes quando era a primeira vez que eles se falavam em um corredor cheio de pessoas.
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