Reparo. {hiatus}
20 19. Cistem Aperio.
Notas iniciais

• Cistem Aperio.
Feitiço que protege uma área determinada, impedindo que qualquer pessoa a veja de fora.
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Adalind Greengrass era fisicamente bonita.
Olhos azuis vibrantes e longos cabelos negros e lisos, pele alva quase imaculada e lábios rosados. Não havia ninguém que não apreciasse a beleza de uma garota como ela, e o fato principal de ser uma candidata a esposa de sangue puro faziam com que a maioria das famílias bruxas a tomassem como um ícone de perfeição que os seus filhos poderiam exibir para outrem.
Com todos esses dotes e sendo ela tão desejada, não era surpresa para nenhum aluno da Sonserina que ela escolhesse justo Riddle para lhe acompanhar à festa de Slughorn.
Ambos juntos eram deslumbrantes.
Adalind não podia estar mais feliz em exibir um parceiro como Tom Riddle numa festa, ela sentia o olhar de inveja de suas amigas sobre si, ela via a vontade de cada uma delas de estar no lugar dela. Seus cabelos lisos e negros soltos em suas costas, o vestido verde escuro a fazia parecer mais Sonserina do que nos dias comuns, sua altura e postura eram as de uma dama como deveria ser.
E ao seu lado, com seus cabelos sem nem mesmo um fio de cabelo fora do lugar, Tom era com certeza o ser humano mais gracioso que Adalind já havia visto. Suas roupas sociais e totalmente negras, o olhar tão frio que poderia congelar o ambiente inteiro, e os lábios... Ah, se ela pudesse ter a oportunidade de beijá-los não desprezaria.
Era surreal ver todos os olhares nela, mais do que nunca adorava a sensação de pessoas à admirando, e o prazer de ver a raiva nos olhares de suas rivais.
— Srta. Granger! — Slughorn recepcionou o casal na porta. — Você está absolutamente adorável!
Adalind ouviu o nome da garota nascida trouxa, mas não se deu ao trabalho de virar para olhar a sua chegada.
— Obrigada, professor.
Adalind somente obteve o desejo de olhar para trás quando percebeu que seu parceiro na festa procurou por algo. Ergueu um pouco a cabeça para ver o rosto dele e se virou para a mesma direção.
A garota nascida trouxa.
Ela estava... Diferente.
Seu vestido era branco como algodão e se estendia até abaixo dos joelhos, a parte inferior parecia macia e brilhante como se fosse feito de neve ao invés de tecido, a parte superior era composta por flocos de neve que se estendiam da cintura para acima dos seios e sumiam dando lugar à um tecido transparente, esse tecido fazia parte de uma manga que descia para seus pulsos, os flocos eram em menor quantidade em seus braços fazendo parecer que era parte de sua pele, era visualmente fabuloso.
O vestido branco parecia inteiramente feito de gelo e se destacava no tom mais escuro de sua pele, seus cabelos pareciam mais macios e repousavam em cachos suaves em cima de seus ombros.
Não havia nenhuma cor que se relacionasse as suas casas de Hogwarts, como a maioria das garotas faziam, ela só parecia uma anjo de neve.
Alphard Black tinha a o braço dela em volta do seu, e parecia um tanto vaidoso de tê-la sendo admirada ao lado dele. Ela, no entanto, não parecia a vontade de forma nenhuma com toda a atenção voltada para ela.
Mas, apesar de bonita como ela aparentava, ela era nascida trouxa, certo? Então não tinha com o quê se preocupar, o olhar de Tom sobre ela era apenas por que todos também à olhavam.
Certo?
Bem, desde que a notou ela sempre capturava sua atenção.
Ela era uma nojenta sangue-ruim, um brinquedo que não representava mais nada e já tinha cumprido seu objetivo.
Mas ele se sentia estranhamente incomodado.
Não conseguia explicar o porquê desse incômodo, ele estava satisfeito com o fato de ter Adalind o acompanhando — ainda que ela fosse entediante de várias maneiras — e estava satisfeito por tudo o que planejou estar acontecendo exatamente como queria.
Entretanto, a presença de Hermione Granger no mesmo lugar que a dele o deixava incomodado.
Ela estava lá, parecendo uma versão diferente do que era no cotidiano, uma versão tão mais bela de si mesma que parecia ser resultado de magia. Alphard Black a exibia e ela parecia quase tímida ao invés do ciclone de ventos devastadores que andava pelos corredores parecendo pronta para derrubar tudo que via pela frente que sempre era na presença dele.
Hermione o olhou parecendo mais distante do que realmente estava, seus longos cílios piscaram para ele e franzindo o cenho se voltou para Alphard novamente.
— Poderíamos dançar, Tom? — perguntou Adalind, parecendo mais interessada em chamar sua atenção do que dançar realmente.
Seria fácil só ignorar a presença da jovem acompanhante, por que por alguns segundos esqueceu que ela estava lá.
— Seria um prazer. — disse cortês o suficiente para fazer as bochechas de Adalind ficarem rosadas como uma maçã.
Ao pegar a mão enluvada da garota e começar uma dança lenta de algum instrumento clássico que se tocava sozinho, ele tentou desviar sua mente de onde Hermione estava e tentou ignorar o fato de ela estar rindo de algo que Alphard dizia.
Mas era difícil, e ele detestava o quão difícil era.
Não suportava a ideia de não conseguir controlar sua própria mente quando sempre teve um controle melhor que qualquer um sobre tal.
Apesar de seus pensamentos estarem altos, ele sorria e assentia para as coisas que Adalind falava como se fossem as únicas coisas que o importassem no momento.
— Srta. Granger, você está muito bonita essa noite. — disse o professor Dumbledore, chegando perto da jovem que conversava sobre coisas triviais com Alphard Black.
— Ah, olá senhor, Obrigada. — disse ela sorrindo timidamente.
— Podemos conversar por um instante? Eu gostaria de apresentar à você uma pessoa.
— Só um momento, professor.
Ela caminhou até Alphard, que conversava agora com Abraxas Malfoy, cujo os olhos claros a olhavam com um desprezo velado e por um motivo oculto não disse nada ofensivo.
— Sr. Black, o professor Dumbledore está me chamando, eu volto logo.
— Hã, tudo bem. — o rapaz sorriu. — Mas não demore muito, quero a próxima dança.
Hermione assentiu sorrindo e saiu de perto dos rapazes, não se incomodando em cumprimentar Malfoy já sabendo que ele não à responderia.
Dumbledore estava em outro canto da sala, ele a chamou com uma mão e ela foi até o professor de Transfiguração. Ao lado dele, uma mulher de meia idade de cabelos curtos e tão loiros como os de Malfoy lhe oferecia um sorriso elegante.
O tipo raro de beleza muito parecido com o de uma Veela.
— Srta. Granger, eu quero que conheça a Sra. Twindle, ela é mestre em adivinhação e trabalha em St. Mungos, sua área é estados dos sonhos.
Estados dos sonhos...
O professor se lembrava de sua situação.
— É um prazer, Sra. Twindle. — disse Hermione ficando corada pela maneira como a mulher a encarava.
— O prazer é meu, querida. E pode me chamar de Cora. — ela parecia séria com seu sotaque francês, ergueu a mão e Hermione a pegou na intenção de selar um cumprimento, mas ao invés do que esperava ela virou sua mão e passou o dedo indicador pela sua palma.
Hermione resistiu ao o impulso de puxar sua mão ao ver o olhar tranquilizador de Dumbledore, porém afastou-se com o susto.
— Eu vejo um futuro conturbado, escondido num passado invalidado, vejo dor e perdas escondidas atrás de um ideal que foi vítima de um fracasso não esperado, vejo fuga e o uma medida desesperada à ser tomada! — disse a mulher ficando com os olhos vidrados e opacos. — Vejo um monstro de olhos vermelhos e dois destinos emaranhados, vejo três jovens e posso ver o buraco no espaço-tempo causado pela vida que foi perdida!
Antes de terminar a declaração, Hermione Granger já havia se soltado e saído como um furacão pela porta por onde entrou, enquanto todos os convidados estavam parados e assustados com a cena que acabara de acontecer.
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