Reparo. {hiatus}
16 15. Depulso.
Notas iniciais

• Depulso.
É usado para arremessar objetos para longe.
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— Srta. Granger, há quanto tempo não dorme?
Hermione despertou do seu estado de dormir acordada e olhou de olhos arregalados para Alvo Dumbledore, que a observava ternamente, esperando por uma resposta.
Ela não conseguiu responder imediatamente, estava naquele conhecido estado quando te acordam de repente de um devaneio.
— Desculpe, professor. — pediu um pouco confusa. — Eu só...
— Tudo bem, Srta. Granger, acredito que seja devidos aos seus estranhos sonhos. Não encontrou nada que a ajudasse na biblioteca?
Algo que a ajudasse?
Bem.
Ela leu todo o livro que Riddle havia indicado, Hermione descobriu que havia pouca coisa nele que pudesse a ajudar. Conseguiu apenas ter uma certeza breve que seus sonhos eram lembranças, e apesar de haver muito mais sobre como a reencarnação estava ligada à imortalidade — poderia ver agora por que Tom Riddle se interessou pelo livro. — e ela só queria dar um fim ao seu tormento, ou pelo menos, um deles.
— Não senhor, eu ainda continuo tendo esses sonhos.
— Esses sonhos estão afetando seu rendimento, sinto falta das suas participações na aula, Srta. Granger. Acredito que já tenha buscado alguma Poção para ter uma noite de sono melhor?
— Sim. Estou tomando a Poção Sono sem Sonhos, ajuda um pouco, mas se eu não tomá-la os sonhos voltam. — disse honestamente.
— Eu vou pesquisar por algo que possa resolver seus problemas com o sono, quero novamente sua atenção às minhas aulas, Srta. Granger.
Hermione sorriu para a atenção do professor.
— Eu agradeceria, Senhor.
Arrumou suas coisas, deu um aceno ao professor e saiu da sala de Transfiguração.
Ela passou por Tom Riddle no corredor, ele passou tão perto dela que seus ombros quase se tocaram, entretanto enquanto ela se virou para olhar seu rosto, ele manteve seu olhar firmado no caminho como se não a conhecesse.
Ele pôs algo em sua mão, ela esperou estar mais a frente para finalmente desembrulhar o pequeno pedaço de pergaminho.
17:18
Reprimiu o gemido de frustração ao entender a informação.
Riddle não queria só seus supostos talentos, ele queria sua alma. Não havia nenhuma outra explicação para tamanha perseguição por alguém que mal conhecia.
Ela se sentia tão cansada.
Hermione era uma garota que não teve uma noite de sono sequer tranquila desde que nasceu, ela fechava os olhos para dormir e quando relaxava sua mente tudo que vinha em sua cabeça era gritos desesperados, pessoas chamando seu nome e um choro alto muito parecido com o seu próprio.
Fora as pessoas estranhas, os lugares estranhos, Merlin! Como queria acabar com aquilo que a consumia de dentro para fora de uma vez por todas!
Às 17:35, ela estava sentada em uma cadeira na sala precisa, tentando ler as páginas do Grimório.
— Riddle. — chamou o rapaz que desta vez escrevia em um papel sépia de pergaminho.
Ele não respondeu, continuou a escrever e ignorá-la.
— Riddle. — chamou novamente, desta vez levantando a cabeça para ver o que o fez não responder.
— Só diga o que quer, Granger. — respondeu finalmente.
Hermione pigarreou.
— O que fez você querer estar onde está agora?
Desde o dia em que conheceu Tom Riddle, essa foi a pergunta mais sincera que já o fez. Não houve sarcasmo no seu tom de voz, somente curiosidade.
Riddle pareceu notar isso, parou seu trabalho.
— Seja específica. — falou a encarando apático.
Hermione buscou esconder qualquer resquício de timidez, não timidez por causa de Riddle, mas timidez por ela mesma não controlar sua curiosidade sobre o rapaz.
Mas Riddle era muito quieto, e Hermione não gostava de quietude. Ela gostava de pessoas das quais pudesse ler com facilidade, e Riddle não era esse tipo de pessoa.
Ele era alguém que a incitava a perguntar sobre suas atitudes, pois muitas delas pareciam ter sentido apenas para ele.
— Você é inteligente, mais que a maioria, — começou direta, não havia modificação nenhuma no rosto do rapaz apesar do elogio. — E sua aparência é notavelmente acima do padrão socialmente aceito... — Desviou seu olhar e franziu a testa ao perceber que suas bochechas esquentavam, pigarreou de constrangimento, prosseguiu. — Poderia conseguir o que quisesse sem aderir a tudo isso, a toda essa... perversidade.
Um inclinação surgiu em seus lábios, ela pôde ver em seus olhos que ele parecia esperar por perguntas como a sua.
— O problema, Granger, é que eu quero tudo.
Hermione mudou sua postura, o instinto de fugir voltou forte e ela juntou os pés pronta para sair dali.
Ela enfrentou seu susto, repetindo para si mesma que ele não a mataria enquanto precisasse dela.
Contudo, ela não sabia se ele ainda precisava dela.
Por melhor bruxa que fosse, ela precisava de disposição, precisava de saúde física para enfrentar alguém em um duelo pela sua vida. E a Hermione assombrada por sonhos, a Hermione que ofegava de cansaço de noites mal dormidas apenas por subir uma escada não conseguiria enfrentar Tom Riddle.
— Tudo é demais para um homem só, Riddle. — disse puxando o ar para seus pulmões.
— Isso é singular de cada homem, Granger.
Ergueu as sobrancelhas.
— Mas e se, — engoliu seco. — E se não sair como você planeja? O que você faz é um risco muito grande, Riddle, e se chegar o dia em que você se cansar de tentar?
— Eu não vou me cansar, Granger. — disse áspero. — É uma causa, uma razão. Não um capricho como você pensa ser.
Não era menos verdadeiro que ela acreditava ser um capricho, mas Riddle já parecia estar no auge da paciência.
— Que triste. — sussurrou ela impressionada com a maldade escrita em suas feições. — Você vai se desgastar em uma coisa que não tem certeza se dará certo, que triste para você, Riddle.
Ele franziu o cenho, e Hermione se preparou para os insultos.
Que vieram.
— E eu devo ouvir a imunda opinião de uma sangue de lama como você? Certamente há algo de experiente na sua pobre e inútil existência. Deveria saber que não pode lutar contra forças que não entende, não esqueça de que não existe a presença dos seus pais patéticos ou da amizades sujas para te salvar se eu resolver cortá-la em pedaços.
Ela prendeu a respiração, seu coração martelando no peito com a alteração na voz doce do rapaz, cada palavra era um farpa afiada.
A carranca de Riddle não tinha se desmanchado, e Hermione se manteve na mesma posição de quando ele havia começado.
Até finalmente, decidir responder.
— Nada do que disser sobre mim mudará o fato de que você é digno da minha pena. — falou sobre sua respiração.
Foi tão rápido que ela mal teve tempo de piscar.
Em questão de segundos, os dedos de Riddle estavam ao redor de seu pescoço e a forma como ele o apertava era a prova que ela precisava para saber que ele tinha sede de matá-la desde sempre.
Ela estava caída em cima da mesa e as duas mãos do louvável monitor da Sonserina apertavam sua garganta, ela estava vermelha e não conseguia respirar, apertava os braços do outro com força e os olhos marejados de medo e dor.
O rosto belo de Riddle estava contorcido de ódio e ela poderia jurar que viu seus olhos claros escureceram.
Mas ela não desviou seu olhar do dele nem por um mísero segundo.
Hermione caiu no chão num baque surdo quando ele a jogou, tossindo e com as mãos tocando a área onde a marca dos dedos de Riddle ficaram em seu pescoço.
Riddle puxou impacientemente os fios de seu cabelo negro para trás, a olhando com absoluto asco.
— Puta de sangue-ruim. — insultou letal, a mirando de cima.
Ela o ouviu ofender e buscou forças para o fitar, e quando o fez foi ferozmente.
Hermione não soube que o pequeno sorriso lateral pretensioso nos seus lábios, que deveria ser para aborrecer o receptor fez com que despertasse um fascínio do qual Tom Riddle já há algum tempo forçava a adormecer.
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