Reparo. {hiatus}
13 12. Accio.
Notas iniciais

• Accio.
Usado para chamar itens de longa distância para as mãos do bruxo.
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— Muito pontual, Granger, eu aprecio pontualidade.
A sala precisa estava modificada, Hermione notou assim que entrou nela. Estava menor, quase parecida com um pequeno escritório, Hermione lembrou-se do escritório de seu pai ao ver.
Riddle estava sentado à mesa, havia livros em cima dela e ele estava sentado de pernas cruzadas e um cotovelo apoiando o queixo, numa posição que indicava impaciência embora sua expressão fosse totalmente indiferente. Hermione engoliu seco e deu mais um passo para frente tentando parecer firme na presença intimidante do rapaz.
— Qual o seu maldito jogo, Riddle?
Ele continuou a encarar, Hermione não vacilou nem um segundo em sua postura.
— Eu já disse e não gosto de me repetir, Granger. — ele apontou para a outra cadeira posta à mesa. — Sente-se.
Foi uma ordem, ela não teve dúvidas.
— Estou bem como estou. — resistiu num tom arrogante.
— Seja inteligente, Granger, não vamos conseguir trabalhar se você não contribuir.
Ela hesitou.
Não poderia simplesmente abaixar sua cabeça para alguém como Tom Riddle, era tão difícil quando ela não estava acostumada a receber ordens, ainda mais de um assassino frio e instável como ele.
A pessoa que ela estava odiando desde que pôs seus olhos pela primeira vez, e agora mais do que nunca ela tinha certeza que o odiava.
Ela se sentiu ereta, desconfortável e olhando ao redor somente para não encará-lo.
— O que estamos fazendo aqui? — perguntou puxando a bolsa para o colo, os pés juntos e se sentindo insegura.
— Você tem um talento, e apesar de ser o que é, é impossível ignorar o que você é capaz de fazer. — ele molhou os lábios, ela não conseguia ficar satisfeita ou vaidosa com os elogios que vinham dele. — Mas você precisa de treinamento, Granger, não é bom ser inconsequente.
Ela ergueu as sobrancelhas.
— Está dizendo isso quando seu basilisco matou uma pessoa simplesmente por inconsequência sua?
— Estar sempre à um passo a frente é importante, — ele disse com veneno. — Se fosse mesmo inconsequência, você já teria me entregado, mas eu sabia sobre o seu erro e isso me deu uma vantagem.
— Que Sonserino de sua parte. — comentou ironicamente.
— Mas não muito Corvinal cometer um erro tão obtuso.
Hermione trincou os dentes.
— Expõe meus erros como se somente você estivesse certo. Até onde vai sua vaidade? — desafiou ela, erguendo o queixo com presunção.
— É uma questão de ponto de vista, Granger. — ele piscou lentamente seus longos cílios. — Difere aquilo que você e eu consideramos errado.
— Está dizendo que é certo matar uma pessoa? — ela deu ênfase em matar, encostando na cadeira, perplexa.
— Está dizendo que é certo praticar magia proibida?
A pergunta foi feita na mesma entonação, porém Riddle não mudou sua expressão nem por um segundo.
Ela se sentiu cansada.
— Vamos acabar com isso, Riddle.
Uma leve inclinação em seus lábios poderia indicar satisfação, mas Hermione não era perita em Riddle, então ela simplesmente supôs que ele estava satisfeito.
— Onde conseguiu o feitiço? — exigiu, trocando sua posição e pondo as mãos sobre o colo.
— Em um livro comum. — disse de má vontade, ele continuou a olhando como se quisesse mais do que sua resposta curta. — Nível iniciante de Magia sem varinha.
— É um livro inconsistente.
— É um bom livro. — ela discordou.
— É inconsistente. — ele permaneceu. — Acredito que tenha sido somente um teste, pelo nível do seu livro.
Ela suspirou fundo, buscando paciência.
— Sim.
— Já havia praticado magia sem varinha antes? E não estou falando em feitiços sem controle antes de Hogwarts.
— Desde que descobri que podia, nunca tive descontrole em realizar feitiços. — falou. — Não é normal ter controle sobre sua magia ainda que sem varinha?
Riddle estreitou os olhos.
— Não exatamente, é um particular para cada bruxo. — ele pareceu interessado. — Diga-me, Granger, o que fazia com sua magia antes de vir para Hogwarts?
Ela cruzou os braços.
— O que importa?
— Responda, Granger.
Era irritante quando ele era autoritário, tentando impor sobre ela um poder que ele pensava ter.
— Eu a usava para tarefas em casa. — respondeu simplesmente. — Dobrar roupas, guardar a louça, virar páginas de livros ou revistas.
Ele a encarava como se tudo valesse a pena em ser ouvido, ela não sabia como reagir ao ser alvo de interesse de uma pessoa como ele.
— E tinha muito controle no que fazia?
Hermione assentiu e deu de ombros.
— Não era difícil para mim.
Riddle parecia ponderar no que ela disse.
— É, Srta. Granger, você tem um talento, não há como negar isso. — disse enigmático. — Há algum tempo, eu recebi um presente pouco comum de um dos meus.
Era repugnante quando ele dizia "dos meus" se referindo aos seus lacaios, ele era verdadeiramente, vaidoso.
— Me pergunto o que esse presente teria haver comigo. — Hermione desvalorizou, tentando soar mais entediada possível.
— O presente em questão, é algo que seria útil para seu aprendizado.
Ele puxou um livro da mesa, abaixo do primeiro livro. O livro tinha um capa grossa e uma grande fivela, parecia de couro e também parecia antigo, Hermione se inclinou um pouco para ver mais.
Riddle colocou-o em sua frente e finalmente ela pôde ver o ramo que se entendia pela capa do livro grosso.
— Estes, Srta. Granger, é o Grimório de Morgana.
A Corvinal franziu a testa.
— O Grimório esquecido de Morgana?
— Não necessariamente esquecido, mas em posse de uma família que descende dela. — ele acariciou a capa. — Com a dosagem certa de palavras, você pode conseguir o que quiser.
Manipulador.
Mais um defeito para o currículo de Riddle.
— Está em runas, eu suponho. — disse Hermione, ficando curiosa e aborrecida ao mesmo tempo.
— Está, mas você não terá dificuldade com isso sendo a primeira aluna na classe de Runas Antigas.
Não ficou surpresa depois de tantas demonstrações de arrogância.
— Fico abismada com a sua capacidade de saber tanto sobre mim. — comentou.
— Como eu disse, a dosagem certa de palavras. — Riddle rebateu.
Hermione não sabia o que dizer.
Aquele rapaz era capaz de fazer tanto, Tom Riddle era inteligente e bonito, tinha fala suave e era educado. Tudo era uma farsa, ele era uma farsa.
Vivia numa eterna atuação, e já tinha uma mente absolutamente maligna com uma idade tão jovem. Ele era somente um ano mais velho que ela e já se comportava como um professor, ele certamente estudava muito.
Por quê sucumbir ao mal quando era bom em tantas coisas que poderiam se usadas para o bem?
— Como consegue dormir a noite? — perguntou, tentando entender como ele não podia demonstrar nem preocupação após ser a causa da morte de alguém.
Riddle não ignorou sua pergunta como ela imaginou que ele faria.
— Muito bem sabendo que estou alcançando meus objetivos. — respondeu prontamente. — E pelas suas olheiras, eu não diria o mesmo sobre você.
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