Notas iniciais
Olá! Então gente, como cês tão? Eu agradeço muito aos comentários do capítulo passado, é ótimo saber que vocês estão gostando do Tom bipolar que é essa minha versão do Tom, ele é um personagem gostoso de escrever e também muito complexo. Enfim, divirtam-se!

Evanesco.

Faz coisas menores se desintegrarem.

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— Foi a Myrtle. — disse Liu Chang num tom quase sepulcral. — Todos estão comentando, parece que a família dela está arrasada. Foi uma verdadeira tragédia.

Hermione ouvia tudo que a garota falava, ficando mais pálida a cada palavra. Ela presenciou a morte de Myrtle Warren simplesmente por que foi ao banheiro feminino e estava no lugar errado e hora errada, e ainda por cima sofreu chantagem de Riddle e estava correndo o sério risco de passar o resto da vida em Azkaban.

Sua única escolha agora era contribuir com o ideal assassino do rapaz em atormentar nascidos trouxa.

— Foi horrível. — Hermione disse concordando​, embora sua mente estivesse na noite passada.

— Você está bem, Hermione? Parece cansada. — perguntou Helique piscando seus enormes olhos azuis.

— Estou um pouco cansada. — falou sorrindo falsamente. — Nossa próxima aula é História da Magia, acho melhor irmos.

Hermione disse no plural, mas se apressou e saiu sem se atrever a olhar para a mesa da Sonserina.

Estava se sentindo culpada, ainda que soubesse que não​ foi sua culpa. Uma pessoa morreu, uma garota da sua casa que também era nascida trouxa e ela sabia quem era o culpado, e ela não podia fazer nada para que o culpado pagasse pelo o que fez.

Quando viu a garota gritar, não imaginou que fosse Myrtle, que há um ano ela própria ajudou.

E ela morreu por nada.

Entrou no sala de História da Magia, com a Grifinória, Septimus acenou para que ela viesse se sentar perto dele. Ela encolheu seus ombros, não se sentiu digna de ir se sentar com pessoas tão amáveis quanto Septimus e Charlus quando foi idiota o suficiente para não enfrentar Riddle quando deveria.

Ela foi, de qualquer forma, eles eram seus amigos afinal.

— Hermione, você soube do que aconteceu com Myrtle Warren? Ela era da Corvinal também, não era? — Perguntou Septimus.

Hermione assentiu, se sentando em uma cadeira no meio de Charlus e Septimus.

— Que fatalidade, meus pais estão achando Hogwarts insegura agora. — Charlus disse parecendo preocupado. — O pior de tudo é que está tendo um boato sobre fechar a escola.

Hermione sentiu seu coração pesar.

— Fechar Hogwarts? Isso é um absurdo. — falou indignada. — Não podem fechar Hogwarts pelos erros de...

Parou por um momento, olhando os rostos interrogativos de seus colegas Grifinórios.

— Outras pessoas. — completou.

— Myrtle tinha só 14 anos, quem teria feito algo assim com ela? — Charlus colocou o caderno em cima da carteira com um pouco de revolta. — Algumas pessoas estão comentando que o fato dela ser nascida trouxa pode ter influenciado.

E estão corretas. Pensou Hermione, mexendo em sua pena tentando não demonstrar seu nervosismo.

— É, eu também acho, pra falar a verdade, — falou Septimus num tom de voz baixo. — Não querendo te assustar, Mione, mas não é bom ficar sozinha nesses corredores enquanto isso não for resolvido.

— Obrigada, Septimus. — sorriu gentilmente.

A aula ocorreu silenciosa, a maioria das conversas paralelas eram falando sobre a morte de Myrtle, Hermione tentava não se distrair com seus altos pensamentos, mas quanto mais se concentrava em livrá-los de suas mente, mais altos ficavam. Ela andava no meio de Septimus e Charlus quando a aula acabou, ela concordava e sorria para as coisas que eles diziam, mas sua mente estava longe demais.

— Escutem, alguns estão pensando que pode ser culpa do trio do horror. — Dorea chegou do nada, os olhos escuros mostrando atrevimento e um sorrisinho escondido. — Cedrella acha que eles podem ser os culpados pela morte da garota Warren.

Charlus discordou.

— Não, não acho que eles teriam sido capazes de tanto, será mesmo que foi um aluno?

Hermione só queria ter a oportunidade de dar uma pista, ela mordeu o interior da bochecha.

— Pode ter sido uma criatura. — sugeriu Septimus.

Dorea riu sarcaz.

— Dentro do castelo? Por Merlin, Weasley, você tem mesmo diabretes na cabeça.

Oh, Merlin. Septimus estava certo, eles estavam acertando nas suas conclusões e nem sabiam, e ela ainda não podia dizer.

Septimus franziu o cenho.

— Por que não volta pra masmorra de onde você saiu, Dorea?

Ela bufou.

— E você, Granger? Quem acha que foi?

Hermione evitou o olhar da menina, ela não sabia mentir bem.

— Pode ter sido qualquer coisa, prefiro não fazer suposições. — murmurou. — Uma pessoa morreu, já é terrível o suficiente.

Dorea deixou a expressão risonha cair.

— Ah, ela era da sua casa, não era? Sinto muito.

Ela fez um gesto de negação com a cabeça, estava sendo hipócrita e sabia que estava.

Mas o que fazer numa situação como aquela?

Estavam até mesmo falando em fechar Hogwarts, por causa da inconsequência de Riddle ela poderia deixar de frequentar o único lugar no mundo que se sentia feliz em estar ainda que com suas dificuldades. Sua raiva por ele só aumentava à cada coisa desagradável que acontecia por causa dele.

Pensou em falar com alguém sobre o que acontecia, poderia dizer a Dumbledore, que de longe era o professor que parecia mais indiferente aos talentos de Riddle. Entretanto, Hermione nunca teve a oportunidade de conversar com o professor sobre o rapaz para saber se ele era realmente confiável.

E ela errou, errou muito ao praticar a maldita magia proibida de Morgana somente para se defender de paspalhos.

Se ela pudesse voltar no tempo...

Depois de se despedir de seus amigos, fez seu caminho para a biblioteca afim de pesquisar sobre a atividade que foi passada na aula de História da Magia, estudar estava distraindo sua mente e a deixando menos preocupada.

Que turbulento quinto ano.

A biblioteca estava muito mais vazia do que nos dias normais, havia pessoas de sua casa e alguns lufanos. Ela suspirou antes de entrar, passando por um corredor antes de encostar numa prateleira.

Abriu seu livro, e antes que lesse o primeiro parágrafo, uma voz a interrompeu.

A última voz que gostaria de ouvir no momento.

— Eu não poderia esperar encontrá-la em outro lugar, não é mesmo, Granger?

Fechou os olhos, antes de olhar para o lado e se deparar com Tom Riddle, seu olhar no livro que ela abria, os braços cruzados e encostado na prateleira.

— Riddle. — disse num tom neutro.

— Não é um bom livro para História da Magia.

— Tenho certeza que isso não é do seu interesse.

Ele sorriu, era mais corriqueiro do que imaginou.

— É claro que é, Srta. Granger. Eu me preocupo com os meus.

Hermione apertou o livro com força.

— Eu não sou um dos seus. — ela disse com firmeza e raiva. — Não ouse dizer que sou um dos seus.

O sorriso dele não se desmanchou.

— Não seja tola, Srta. Granger, achei que tínhamos conversado sobre isso.

Desviou seu olhar do dele.

— O que você quer, Riddle?

Ele se inclinou para ela, e ela ergueu seu tronco para se afastar.

— A mesma sala, no horário de Comportamento para Bruxas, sei que não frequenta. — falou calmamente. — Não se atrase, seja a aluna modelo que sempre é.

Ajustando sua postura e fechando o sorriso, ele se virou e saiu.

Hermione engoliu seco e fechou o livro.

Notas finais
Aí, aí, pobre Hermione tsk, tsk. Comentem, deixem sua opinião sobre a história!