Reparo. {hiatus}
11 10. Expelliarmus.
Notas iniciais

• Expelliarmos.
Feitiço que desarma o inimigo atingido, e que pode criar um impulso quando não atinge, jogando o inimigo para longe, derrubando-o.
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Ele a puxava pelo corredor, seus dedos apertando seu braço tão forte que ao redor se tornava vermelho. Hermione choramingava de medo, por que ela sabia que nem o feitiço de proteção de Morgana seria páreo para uma maldição de morte.
Não era possível saber o que se passava na mente atormentada de Tom Riddle, ela achava que ele a mataria na primeira curva escura que encontrasse, mas ele só estava a arrastando para algum lugar. Hermione não implorava por sua vida apesar do seu medo, ela só ia contra sua vontade fazendo o seu melhor para não irritar demais o rapaz a ponto de a matar ali mesmo.
Ela tinha que ser racional e inteligente, ele era instável e perigoso, fazê-lo perder a paciência poderia custar sua vida.
— Onde estamos indo, Riddle? — perguntou num fraco sussurro, mas ele não se dignou a responder.
Eles estavam indo em direção ao sétimo andar, ela olhou para trás percebendo que não havia mais ninguém pelos corredores, e mesmo se tivesse, seria difícil desmentir o monitor chefe da Sonserina e explicar como ela estava enjoada e foi para o banheiro feminino, viu uma garota morrer e uma cobra gigante matá-la.
Não uma simples cobra, era um basilisco, ela já tinha lido sobre o monstro antes.
Quando abriu uma porta na parede, ela foi empurrada para dentro de um lugar lotado de objetos de todos os tamanhos, um lugar que ela já havia visto antes, mas não importava por que ela tremia da cabeça aos pés.
Sala precisa, não sabia como sabia, mas sabia.
Ela poderia vomitar.
— Vai me matar? — perguntou em voz baixa, mas com coragem suficiente.
— Por ver o que não devia? Eu não sou assim tão cruel, Granger.
Ele disse com tanto sarcasmo, que ela teve certeza de que não era uma verdade absoluta.
— Vai me matar, não vai?
Riddle a cercava, como um predador, os olhos verdes estavam a lendo de tal modo que ela sentia suas mãos suarem de ansiedade.
— Olhe para você, Granger, veja como treme. — disse num tom de zombaria. — Eu confesso que adoraria matá-la, em outra ocasião é claro, que estivesse menos aterrorizada e disposta a me divertir com um bom duelo.
Quem olhasse para aquele rosto angelical, quem ouvisse a voz melodiosa e gentil, não diria que aquele mesmo rapaz era capaz de ser tão odioso.
Ele chegou perto e ela sentiu seu corpo ficar rígido.
— Você matou uma pessoa. — sussurrou sem encará-lo.
— Não, meu basilisco a matou, eu não perderia meu tempo gastando minha preciosa magia com algo que não me beneficiária em nada, Granger. — ele falou suave, Hemione estava ainda mais temerosa por sua calma. — A sua morte, no entanto, acabaria por me beneficiar, afinal de contas eu não iria precisar me preocupar com o que você viu.
Era doce, doce e amargo ao mesmo tempo, e ela detestava a contrariedade dele.
— Por que não acaba com isso, então? — disse duramente, já tendo aos poucos, o medo substituído pela raiva, olhando diretamente nos olhos verdes cheios de maldade. — Já deixou claro que é o que quer, eu aposto que demoraria muito até acharem meu corpo aqui e ninguém suspeitaria do perfeito monitor que me levou a enfermaria, então, Riddle, por que não acaba com isso?
Um pequeno sorriso se formou nos lábios vermelhos do Sonserino.
— Por que seria inútil te matar, quando há tanto para aprender sobre você, Srta. Granger. — disse por fim. — Não conheço muitas bruxas em Hogwarts que se arriscariam praticando a infame magia proibida de Morgana.
Os olhos castanhos de Hermione se arregalaram, e ela mudou sua postura, se sentindo exposta.
— Como você... — ela deu um hesitante passo para trás.
— Sinceramente, Granger, acha que alguém como eu não reconheceria algo quando me foi de tão bom grado narrado pelos meus caros amigos?
Yaxley, Dolohov, Nott e Lestrange. O dia do ataque.
Ela quase arfou.
— Você os mandou atacar nascidos trouxa.
Ele abaixou a cabeça num riso bonito.
— Obviamente que a bruxa mais inteligente do seu ano saberia disso.
Ela apertou as pregas da saia, engolindo a vontade de saltar contra ele e o sufocar.
— Você tem tudo que precisa, Riddle. — disse tentando manter a calma. — E eu com certeza não diria nada sobre a pessoa que sabe sobre mim.
— Eu estou ciente disso, mas entenda que entre os meus, não há ninguém que saiba praticar a magia de Morgana. Ainda mais para proteção, muitos bruxos fariam o impossível por um talento como o seu, Granger.
— O talento de uma nascida trouxa. — ela disse estreitando os olhos.
— Um fato que pode ser facilmente omitido. — o sorriso de Riddle cresceu. — Magia sem varinha é preciosa, Srta. Granger, e magia sem varinha realizando os feitiços de Morgana certamente não é algo para ser negligenciado.
— E você acredita que eu seria hipócrita o suficiente para usar das minhas habilidades para atacar os meus semelhantes?
Riddle estendeu a mão, tocando um cacho longo dos cabelos castanhos da jovem bruxa, que encarou sua mão com asco.
— Você não entendeu a sua situação, Granger? — ele chegou mais perto, enrolando o cacho em seu longo dedo, Hermione sentia seu corpo todo reagir ao ato, se controlando para não puxar sua varinha e começar uma coisa que ela sabia que estaria em desvantagem por falta de resistência física. — Você não tem escolha, ou pensa que somente por que o Ministério da Magia deixou de rastrear bruxos que usam magia proibida, ele deixou também de mandá-los para Azkaban?
Ela gelou.
— Você é nojento. — disse ríspida.
— Você também é. — ele sibilou como uma cobra, ficando mais parecido com uma de repente. — E como as criaturas nojentas que somos, vamos ajudar um ao outro, Certo, Granger?
Sua voz doce e tranquila que dizia coisas contrárias à ela, deixavam a jovem Granger em tamanha raiva, dor e desespero que ela não podia explicar.
Ela já tinha seus próprios problemas, sua saúde que estava agredida por pesadelos estranhos, sua luta diária contra a superioridade de sangue, sua resistência contra as garotas que a insultavam simplesmente por não saber conversar ou agir como elas.
E agora, Tom Riddle que sabia seu segredo tanto quanto ela sabia o dele.
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