Reparo. {hiatus}

2 1. Wingardium Leviosa.


Notas iniciais
Oi! Queria agradecer à todos aqueles que comentaram e acompanharam a história! Quero dizer inclusive que estou surpresa que tantas pessoas já a estejam acompanhando, peço à estas mesmas pessoas que favoritem e comentem se puderem. Favoritos dão destaque a fic, todo mundo quer ver o que tem de tão especial em uma fic tão favoritada e voir lá! Mais leitores! Vocês são maravilhosos! Muito obrigada!

Wingardium Leviosa.

Serve para levitar qualquer pessoa ou objeto.

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O primeiro ano de Hermione Granger em Hogwarts, foi um muito surpreendente e bastante conturbado.

Ela, por sua maneira muito tímida e possuir seu jeito sabe-tudo de ser, não era tão sociável. As crianças da Corvinal eram muito diferente das crianças trouxas (maneira como os bruxos chamavam os não bruxos, ela descobriu sozinha.), Eles costumavam ser independentes demais como a própria Hermione e assim, não pareciam necessitados de amigos, a não ser que já fossem conhecidos.

Como a menina era nova em Hogwarts, tudo que tinha de fazer fazia sozinha, como em casa. Hermione não tinha amigos na Corvinal, estudava nos horários em que as outras crianças estavam conversando entre si, e nos horários de almoço saía mais cedo simplesmente para se perder na enorme biblioteca.

Como todos os aspectos da sua vida, ficar sozinha não era uma novidade para si, na verdade em alguns momentos era até conveniente.

Em casa, seu pai trabalhava muito e sempre chegava cansado. A pequena garota esquentava água para seus pés, fazia massagem em seus ombros e passava um café fresco.

— Você é tão atenciosa quanto sua mãe. — seu pai passava sua mão quente em seus cabelos frisados, ela gostava de ser elogiada e comparada com a mãe que não conheceu.

Sentia falta do seu pai, e como ele ainda não conhecia o mecanismo das corujas, era difícil se comunicar direito com ele enquanto estava em Hogwarts.

Sentia falta da sua professora, madame Jean — que por acaso, tinha o nome igual ao seu nome do meio. — que sempre fazia o possível para deixar Hermione integrada com as outras crianças, ainda que isso fosse difícil. Os professores de Hogwarts não se envolviam com a vida pessoal de seus alunos, com tanto que as normas da escola fossem obedecidas, estava tudo bem ser somente mais um bruxo se formando sem fama ou glamour.

Hermione não deveria pensar em tudo isso com tão pouca idade, mas ela não podia evitar. Nada vinha fácil, e como a garota inteligente que era, podia entender que tudo tinha um preço, e estar em Hogwarts com todas as suas despesas pagas parecia um sonho alto demais para a filha de um dentista.

Mas em Hogwarts, havia muitos aspectos positivos que também necessitavam em ser notados. Como o fato de que ela podia participar e aprender sobre algo novo, ainda que aquela sensação de familiaridade estivesse lá, ela gostava das aulas de Poções e Transfiguração.

Inclusive, Alvo Dumbledore parecia o único professor entre todos que parecia se preocupar com a vida pessoal de seus alunos. Ele perguntava como estavam indo logo no começo da aula, e foi na sua aula que Hermione descobriu que se respondesse uma resposta correta poderia ganhar pontos para sua casa.

Ela levantava a mão para responder todas as vezes, arrancando suspiros e risadas de zombaria que embora a deixassem triste, ela preferia ignorar à confrontar.

Seguia para as aulas, sempre era a primeira a se sentar e começava uma revisão rápida sobre o assunto antes que o professor entrasse em sala.

Naquela tarde, Hermione estava encostada em uma das prateleiras da biblioteca lendo seus​ exemplares​ de Transfiguração para Iniciantes e Curso Médio, enquanto Hogwarts: Uma História e Teoria da Magia Defensiva flutuavam ao seu lado em ordem alfabética. Conseguia realizar coisas assim, ainda que sem varinha, afinal estava no seu primeiro ano e ela tinha usado magia assim desde que descobriu que podia, então a informação estava fresca em sua cabeça e ainda que não conseguisse realizar feitiços complexos, podia fazer o básico.

Numa hora como aquela, haviam muitos alunos da Corvinal na biblioteca, afinal de contas, eles eram sempre a maioria na biblioteca. Todos sentados com seus respectivos grupinhos de estudo, e Hermione permanecia totalmente vidrada nas páginas de seu livro, o seu cérebro de memória fotográfica era implacável a reter toda informação que lhe era pertinente — o que significa que eram todas, por que para ela nenhum conhecimento deveria ser desperdiçado. — e continuou a ler até seu pé direito, o qual se apoiava, ter câimbras.

Trocou de posição, com cuidado, não queria causar alvoroço e era o que faria se vissem seus livros flutuantes.

Os abaixou mais um pouco, para trás das prateleiras, desviando a atenção de seu livros pela primeira vez com a expressão de uma criança travessa.

Entretanto, quando estava pronta para voltar a ler, percebeu que havia algo errado. Sentia-se como se estivesse sendo observada, havia sim muitas pessoas ao seu redor, mas Hermione Granger sabia muito bem quando alguém a observava em especial.

Ela lentamente ergueu-se um pouco, e na ponta dos pés viu de relance olhos verdes destacados à observando do outro lado da prateleira.

Era um menino.

Hermione sentiu as bochechas esquentarem, e ficou sobre seus tornozelos novamente. Era estranho saber que alguém à observava, principalmente ela, que estava bem longe de ser o centro das atenções.

— Tom?

Quando ouviu a voz próxima, soube de cara que quem falava era Abraxas Malfoy, o garoto era parcialmente famoso, Hermione ouviu uma garota do terceiro ano dizer que ele era uma graça para sua idade. Particularmente, ela o achava intimidante como a maioria das crianças da Sonserina, onde até chegar perto poderia ser uma ameaça a sua rotina pacífica.

— Estou aqui.

Uma outra voz, aveludada e deveras baixa falou do outro lado da prateleira. Hermione soube que era a garoto que à pouco observava ela, Hermione apertou seu livro em frente ao peito depois de puxar o marcador para a página que lia, e fez os livros voadores flutuarem para seus devidos espaços na prateleira.

— Ah, aí está você. A professora Merrythought está procurando por você, ela disse algo sobre achar uma coisa que você queria. — o loiro de cabelos longos presos para trás deu de ombros e colocou as mãos dentro dos bolsos. — Enfim, ela está o procurando.

— Avise que já estou indo. — ele disse mais uma vez, agora um pouco mais alto e soando mais autoritário. Malfoy pareceu não se importar com a suposta ordem, e acenou com a cabeça antes de caminhar de volta para o lado oposto ao que estava.

Hermione esperou, estava intimidada com o fato de haver um Sonserino a observando, para ela isso significava que ele lhe faria algum comentário maldoso ou falaria de seus defeitos, ou da sua descendência trouxa.

Depois de alguns segundos de quietude do outro lado da prateleira, ela finalmente resolveu que teria de atravessar o corredor e sair.

Fechando os olhos e suspirando fundo, ela apertou mais o livro frente ao seu peito e abaixou a cabeça para sair do corredor.

Parou ao bater em alguma coisa dura, deu um passo para trás antes de levantar os olhos para ver o que havia se batido e encontrou olhos verdes enfeitando um rosto pálido como papel.

Hermione continuou a encarar o dito Tom com olhos arregalados, esperava por ofensas e gritaria, talvez ele devesse estar se preparando para limpar suas roupas numa forma de ofensa.

Não pôde deixar de notar o quanto o garoto era diferente dela fisicamente. Apesar de não parecer muito mais velho, era bem alto, os cabelos negros penteados com perfeição e traços aristocráticos demais para uma criança, muito pálido com cabelos muito negros.

Ela era baixa demais até para uma criança da sua idade, traços infantis que não mudaram desde que era menor, cabelos que não poderiam ser domados, olhos castanhos e pele com cor de oliva.

O garoto chamado Tom tombou a cabeça para o lado sem mudar sua expressão, Hermione já pensava que era uma questão de segundos até ele começar a bradar, mas ao invés disso, ele se abaixou do nada.

Hermione seguiu ele com seu olhar, e viu que o garoto estava com seu livro em mãos, que ela não havia notado que caiu no chão.

Ele tinha dedos longos, ela notou quando ele ergueu o livro para ela, eles ficaram avermelhados quando se flexionaram para agarrar o livro pesado.

Ela teve medo de pegar o livro, estendeu a mão cheia de hesitação e pegou de suas mãos.

Ele saiu sem olhar para trás depois disso.

Os joelhos de Hermione ficaram trêmulos, ela sentiu seu coração disparar.

No fundo dos olhos verdes daquele garoto, havia algo muito maligno, e ainda que não soubesse do que se tratava...

Hermione soube que deveria ficar longe dele.

Notas finais
Gente, os capítulos não serão grandes (serão no máximo 1000 palavras), e eu não estou planejando fazer a Hermione e o Tom interagirem já com um "olhar arrebatador" ou "nossa, nem conheço ela mas já quero", não vem com essa que não cola. O relacionamento deles vai ser progressivo, e eu quero que faça sentido por que no meio de tanta gente (mais de 1000 alunos) em Hogwarts, Tom Riddle vá se interessar justo por uma menina de nascida trouxa que é o que ele tanto detesta. Enfim, tenham paciência com o relacionamento deles. Até ❤