Renascido nas trevas.

9 E começa a batalha.


Notas iniciais
Olá, peço perdão pelo sumiço. Digamos que a vida universitária é mais complicada do que eu imaginava. Boa leitura.

Aquela reunião não seria como as demais, Gunnar, Freya e Selina haviam ido até Konoha para conversar com o Hokage, nenhum deles gostava da idéia de agradar um humano qualquer, mas eles precisavam se desculpar por agir de forma tão desculpar por agirem de forma tão desrespeitosa sendo os anfitriões. Tinham que agir como tal e tratar seus visitantes com total respeito, mesmo que as intenções dele pudessem colocar em risco os planos que os iluminados tinham para seu líder e todo o continente Shinobi, mas isso não vinha ao caso agora, eles precisavam estar ali, o albino havia dado sua palavra.




Os humanos podiam agir como animais irracionais, mas eles eram completamente contra qualquer quebra de protocolo, o respeito sempre devia ser a prioridade, entre a sociedade vampírica agir de forma tão rude era motivo de piada, apenas os seres inferiores agiam de tal forma, e aqueles que não estavam prontos para respeitar isso não podia fazer parte dos filhos do sangue.




Isso sem contar que haviam recebido novas instruções de seu senhor e em breve novas mudanças seriam feitas, por isso era necessário manter suas atenções em Konoha para que o que o líder dos iluminados estava fazendo não fosse parado.




— Confesso que não esperava por isso… mesmo assim agradeço pela visita, tentarei não tomar muito de seu tempo. — Minato agradece, podia ver que seus visitantes queriam colaborar.




— Mais uma vez peço desculpas pela forma que me comportei, espero que sua adorável esposa esteja bem. — disse o albino sorrindo.




— Bom, como ver a nossa situação é complicada, precisamos falar com Naruto, ele merece saber que tem pais. — disse Minato aflito.




— Não é tão simples, acham que é só aparecer e ele vai se jogar em seus braços lhe chamando de pai? — questionou Selina.




— Mesmo assim… — tentou argumentar Kushina.




— Não duvido que ele saiba de suas origens, afinal de contas ele possui uma excelente relação com sua Bijuu. — disse Freya assustando os ninjas. — Não sei não certo como ele fez isso, mas se ele tem esse nível de confiança com a Kyuubi, não duvido que em algum momento ela tenha revelado a existência de vocês.




— Ele domina a Kyuubi? — pergunta Jiraya sem conseguir acreditar.




— Não, aquilo não é controle, é uma parceria, eles confiam um no outro de forma incrível, mas ele não se prende a isso. — respondeu Gunnar.




Aquilo assustou os sannins, Minami conseguia usar a segunda cauda, e isso correndo risco de perder o controle caso chegue na terceira, e ela até onde eles sabiam nunca teve contato com sua Bijuu. Talvez aquilo fosse influência da forma como ele cresceu, o risco constante de morrer nas mãos dos aldeões os obrigou a confiar um no outro para sobreviver.




Gunnar estava atento às emoções de seus convidados, ele sabia que era uma estratégia arriscada, mas não iria impedir que eles se aproximassem de Naruto, afinal de contas eles eram apenas servos, não podiam decidir nada pelo Kurayami, mas o albino sabia que tal aproximação seria em vão, mesmo assim ele estava curioso para ver a reação de seu senhor.




— Vamos falar com ele em breve… depois do exame chunnin. — disse Minato sério.




— Não irei intervir, desde que respeite a decisão dele caso sua resposta não lhe agrade. — concorda o albino.




Jiraya estava com uma pulga atrás da orelha, aquela aproximação repentina e boa vontade em falar com seu aluno era estranho, segundo sua fonte de espionagem nem mesmo o senhor do fogo recebia tanta atenção dos misteriosos senhores das montanhas, e agora eles estavam ali oferecendo ajuda como uma forma de se desculpar? O sannin dos sapos não engolia aquela história.




Ele sabia que nada nessa vida era de graça e quando vinha, muitas vezes vinha com muitas intenções ocultas, aqueles estranhos não pareciam altruístas o suficiente para ajudar seu aluno sem mais nem menos. Jiraya teria que dobrar sua atenção sobre eles.




— Ele participará do exame chunnin? — perguntou Tsunade.




— Essa decisão pertence a Kakumei, ela está responsável pela equipe onze, logo não tem como nós sabermos disso. — respondeu Selina.




— Não acharam perigoso permitir que ele se tornasse um ninja na atual condição em que se encontra? — perguntou a Uzumaki.




— Acredite, ele sabe perfeitamente como se portar em um campo de batalha. — respondeu Freya, não gostava quando subestimam seu senhor, mas sabia que precisava manter sua postura.




— Mas então porque ele usa uma bengala? — pergunta a sannin das lesmas. — Se ele é capaz de se guiar por outros sentidos, ele não precisaria dela?




— Pela mesma razão que você não anda com suas habilidades curativas totalmente ativadas por aí, não há necessidade de sobrecarregar a mente dele com um esforço desnecessário. — explicou Gunnar.




— Algo a mais que gostaram de saber? — perguntou a albina.




— A relação de vocês com Danzou? — perguntou Jiraya.




— Ele é integrante do conselho civil, como não somos ninjas achamos desnecessário entrar em contato com você, desde então ele vem sendo nossa ponte com o atual senhor feudal. — explicou Gunnar.




— Mas ele não é confiável. — disse o Hokage preocupado.




— Desde que não tente algo contra meu senhor ele pode fazer o que bem entender, afinal não é problema nosso. — respondeu Selina.




— Se quer nos convencer de qualquer coisa baseada em sua opinião pessoal dele está perdendo seu tempo, para nós ele é apenas um aliado útil, nada mais que isso, qualquer um poderia exercer o papel dele para nós. — disse Gunnar sério. — Mas suponho que sua preocupação é baseada em Naruto ser um Jinchuuriki, se isso o deixa preocupado saiba que Danzou nunca ousará chegar perto dele com más intenções.




— E como tem certeza disso? — questionou Tsunade, aquela conversa estava bastante estranha na opinião da Sannin.




— Acredite, vocês não irão gostar de estar no caminho da espada de nosso senhor, se Danzou for astuto como dizem ele pensará duas vezes antes de fazer qualquer estupidez. — respondeu Freya.




Isso era verdade, aqueles estranhos eram perigosos, Minato podia sentir isso, mas não sabia ao certo até onde ia o poder deles, e isso fazia o Hokage temer pela segurança de seu filho, mesmo assim ele não sabia o que era pior: ver Naruto ao alcance de Danzou ou sob os cuidados daqueles estranhos que possuem auras muito mais tenebrosas do que a própria Kyuubi.




— Naruto sabe dessa aliança com ele e da visão de Danzou sobre os Bijuus? — perguntou Kushina.




— Se ele for tão esperto como todos alegam ser, ele não vai tentar nada, da mesma forma que ele vem ganhando muito com nossa aliança ele pode perder tudo no momento em ela for quebrada. — disse o albino sorrindo.




— Vocês não o conhecem, não sabem como ele é perigoso. — avisou Tsunade.




— Agradecemos a preocupação, mas vamos ficar bem… caso haja necessidade entraremos em contato com você. — disse Selina sorrindo.




Minato apenas suspirou, sabia bem que não podia se dar ao luxo de confiar cegamente nas palavras daqueles estranhos, mas ou era isso ou não teria nenhuma chance de se reaproximar de seu filho, toda aquela situação estava tirando seu sono, mas ao menos agora eles tinham uma chance.




Já Kushina viu naquela pequena possibilidade uma pequena luz, uma esperança de poder se redimir com seus filhos. Mesmo assim era complicado ficar tranquila naquela situação, aqueles estranhos eram perigosos, muito mais perigosos que Danzou, ela podia sentir isso, mesmo assim não podia fazer nada a respeito.




— Se tudo der certo eles voltarão em breve, não creio que eles terão problemas com uma missão rank C. — comentou Minato.




— O mundo é muito vasto, nunca se sabe o que pode acontecer… principalmente quando se vai para outro país em um lugar onde não sabemos quem está lá e o que está acontecendo. — comentou Gunnar sorrindo.




— O que está insinuando? — pergunta Tsunade sem entender.




— Não é nada minha bela dama, apenas pensamentos falados. — o albino responde sorrindo.




— O exame chunnin ocorrerá dentro de três meses, em breve os jounins responsáveis serão convocados e eles irão decidir se seus alunos estão aptos, se considerem convidados para acompanhar a última parte. — disse o Hokage.




—Caso não possamos ir enviaremos um representante, mas como nosso senhor já estará de volta, é provável que nossa presença seja solicitada como seus representantes. — explica Freya.




— Entendo, mesmo assim o convite está feito, espero de coração que seu senhor possa se juntar a nós. — disse o atual Hokage sorrindo.




—"Mas ele estará lá, não da forma que esperam, mas estará." — diz Selina em seus pensamentos.




— Agradeço a visita e aos avisos no que diz respeito ao falcão de guerra, mas nossos olhos estão atentos a suas ações e estamos prontos para agir caso seja necessário. — disse o albino ficando de pé. — Espero que possamos nos ver outra vez, em um ambiente menos formal.




— Espero que não demore. — disse Minato sorrindo.




— Se não for pedir muito, gostaria de ver os relatórios médicos de Naruto, para saber se ele está bem. — pediu a Sannin das lesmas.




— Eles estão sob posse Kyron, nosso curandeiro… mas pode ser providenciado. — respondeu Gunnar sorrindo.




— Gostaria de estudar mais o caso, assim posso ver se não há algo que posso fazer por ele. — disse a loira estendendo a mão para Gunnar.




Mas diferente do que Tsunade esperava, em vez de apertar sua mão de volta, Gunnar a segurou, beijando sua mão da forma mais romântica que a sannin já tinha visto. Tal ato pegou os ninjas de surpresa, em especial Jiraya que não tinha gostado nada daquilo.




— Que tipo de cavalheiro eu seria se não tentasse satisfazer as vontades de uma bela dama? — disse o albino sorrindo.




Freya observava tudo em silêncio, sabia que seu irmão adorava se divertir com humanas, viu ele fazendo isso incontáveis vezes ao longo de suas vidas, e parecia que Gunnar havia encontrado um novo brinquedo para se divertir, talvez ela não fosse com as donzelas inocentes que seu irmão costumava usar, a aliança em sua mão mostrava isso. Mas o resultado será o mesmo que das outras vezes, afinal ela era apenas uma humana inferior, nada além disso.




Após isso o grupo de ninjas saiu, deixando os imortais sozinhos, aquela reunião foi bastante interessante, seria uma boa oportunidade de Naruto ser testado a respeito de suas emoções, mas eles já sabiam qual seria o resultado disso tudo, só queriam se certificar disso.




— Enviem algumas matilhas de cães do inferno para vigiar eles, mas deixem a princesa Senju comigo, eu mesmo cuidarei dela. — ordena Gunnar vendo suas companheiras concordarem com o seu plano.





{...}





— Está ciente do que está nos pedindo? — perguntou Shiva sem conseguir acreditar nas palavras de seu líder.




Naruto costumava mudar os planos de acordo com os acontecimentos, mas na visão da albina aquilo era completamente desnecessário, marionetes humanas eram descartáveis e não eram úteis contra seres sobrenaturais, então a única utilidade deles para a nobreza vampírica eram as de fantoche e alimento, mas o Kurayami queria mais uma peça entre seus peões, uma peça que iria exercer o mesmo papel de Danzou entre as marionetes.




— Digamos que quero uma segunda opção de antro caso seja necessário nos reunirmos fora do castelo. — explicou o loiro.




— De fato um posto avançado seria bem útil para seus servos, mas levando em consideração a geografia do país em questão creio que seja inviável usar essa aldeia como um segundo antro. — disse Kakumei tentando entender o raciocínio de seu mestre.




— Prefiro me referir a eles como um ponto de observação, um lugar isolado de onde podemos observar a movimentação inimiga que estará focada em nosso antro nas montanhas — respondeu Naruto. — Assim podemos até mesmo realizar ataques surpresa na retaguarda inimiga em caso de conflitos futuros.




Na verdade, as únicas intenções de Naruto era se livrar de Danzou o quanto antes, ele não fazia ideia de quem em Konoha poderia assumir o atual posto do Falcão de guerra entre seus servos. Por isso ele precisava adiantar seus planos em outra aldeia enquanto pensava nas hipóteses que ele tinha a seu favor.




— Devemos analisar em Konoha quem podemos trazer para nosso lado? — pergunta Kakumei.




— Vamos aguardar, não posso negar que mesmo sendo perigoso Danzou vem trabalhando bem, ele merece pelo menos o benefício da dúvida. — disse o Kurayami pensativo.




— Está bem, posso não concordar com seu plano, mas como é a vontade de meu senhor, assim será feito. — disse a mascarada.




— Faço das palavras de Kakumei as minhas. — disse Shiva, não estava gostando daquele plano, mas sabia que Naruto não dava um ponto sem nó, ele queria algo que só aqueles dois poderiam dar.




— Pra mim tanto faz, qualquer coisa só nos livramos deles e de Danzou também. — disse Ryko se espreguiçando.




— Isso mesmo, até lá sigam com essa missão patética, quero cuidar de tudo isso e voltar para as montanhas o quanto antes. — disse Naruto encerrando o assunto.




Não demorou muito para Kakashi chegar onde eles estavam, junto a ele estavam o construtor e a equipe sete, nada dia que passava a possibilidade de Zabuza atacar ficava cada vez maior, não que isso fosse um problema para Kakumei, mas lidar com alguém que estava apenas esperando uma forma mais rápida de lhe matar era uma situação bastante chata na visão da equipe onze.




— Tudo certo? — pergunta Kakashi.




— Sim, mas vamos deixar a conversa para outro momento, temos uma missão a cumprir. — disse Kakumei começando a andar.




— Até mais tarde. — disse Ryko seguindo sua sensei. — Tomem cuidado, hein.




— Fale por você. — disse o loiro suspirando.




— Se cuidem, voltamos ao anoitecer. — se despediu Kakashi.




— Até mais dobe. — disse Sasuke se despedindo.




— Tchau… — se despediu Sakura.




— Vamos entrar? — disse Minami segurando o braço de Naruto.




— Sim, é melhor. — concordou o Kurayami.




Desde que se entenderam, a Namikaze estava muito grudada no loiro, ajudava ele nos banhos e o levava e buscava no acampamento todos os dias, não que o loiro estivesse reclamando, mas aquilo estava sendo intenso demais na visão dele, quando concordou e deixar o que aconteceu esperava que ela agisse de forma mais receosa, mas o que aconteceu foi o oposto.




Ela sempre estava disposta a ajudá-lo, e isso estava começando a incomodar Shiva que era a responsável por isso, mesmo assim o Kurayami deixou as coisas seguirem seu curso. Talvez ele não ser mais tão influenciável por suas emoções ele não conseguia entender o comportamento de Minami, afinal de contas eles mal se conheciam e até pouco tempo quase cortaram qualquer tipo de contato.




Já Minami estava feliz, estava aproveitando cada segundo daquela missão para ficar ao lado de seu irmão, sabia que não o teria uma oportunidade como aquela tão cedo e tinha certeza que até mesmo ver o loiro seria algo difícil, então cabia a ela aproveitar tudo, desde de pequenos momentos como aquele em que ela apenas ajudava ele a entrar.




Ela se perguntava se haveria um dia em que ela ao menos poderia chamar o loiro de irmão, sabia que era quase impossível de que tudo que aconteceu entre ele e seus pais fosse superado, até mesmo ela tinha dificuldade de superar e não havia sofrido como o loiro. Tudo aquilo era muito complicado, e ela não sabia ao certo o que fazer.




Mas independente de qualquer coisa, a loira tinha uma única certeza, ela amava seu irmão com todo seu coração e não importava que talvez ele nunca viesse a descobrir sobre ela, apenas estar perto dele para saber que ele estava bem a deixava feliz.




— Se tudo der certo eles irão concluir a ponte dentro de dois meses. — comentou Minami.




— Sim, o que quer dizer que Gatou irá agir em breve. — disse Naruto sério.




— Qual o interesse dele em um lugar como esses? — se perguntava a Namikaze, era difícil acreditar que alguém poderoso no mundo do crime teria tanto interesse em um país pequeno sem nada de especial.




— Ele pode concentrar todas suas atividades ilegais aqui, enfraquecer o comércio marítimo foi a forma dele enfraquecer o país, assim a população não tem outra opção a não ser cooperar e se submeter a suas ordens. — expirou o Kurayami, aquilo era decadente na visão do loiro, mas não era problema dele.




— Então no fim das contas tudo é uma questão de poder. — disse Minami enojada com tal situação.




— A história mostra que os mais fortes sempre irão impor sua vontade aos mais fracos, como acha que as grandes nações elementares surgiram? — Naruto pergunta retoricamente.




A loira ajudou Naruto a entrar e a se sentar, a situação até então estava tranquila, mas a forma como o loiro agia e falava chamaram a atenção da loira. Tudo aquilo devia ser fruto da criação que seus atuais guardiões, a Namikaze, estava curiosa a respeito deles, afinal ela via como Kakumei e até mesmo seus companheiros de equipe o tratavam, se referindo a ele muito mais como um superior do que um companheiro de equipe.




— Tsunami está em seu quarto lendo, provavelmente seu filho deve ess com ela. — comenta Minami vendo o loiro tirar os óculos.




— Sim estão no quarto, isso é bom, é um local seguro em caso de emergência. — Naruto apenas coloca sua bengala ao seu lado.




— Sua audição me assusta, é mais sinistra que seu olfato. — comentou a loira rindo.




— Meu tato também é bastante apurado, em situações mais extremas de combate eu sempre tiro os sapatos. — explica o Kurayami.





— Me pergunto o que você considera uma situação extrema. — disse Minami colocando sua cabeça no colo do loiro.




Talvez ela estivesse sendo muito precipitada, mas não podia deixar aquela oportunidade passar, estar perto de Naruto era uma sensação que de alguma forma trazia paz e tranquilidade para a Namikaze, quase que um sentimento de proteção, por ela eles ficariam assim sempre que possível.




— Situações onde eu tenha que levar a sério, sem me segurar como fiz no treinamento. — explicou o loiro. — E o que pensa que está fazendo?




— Relaxando… — respondeu Minami sorrindo.




— Mas aí? — Naruto questiona, o loiro realmente não conseguia entender Minami.




— Você me deve depois daquela sessão de tortura que chama de treinamento. — responde a Namikaze sorrindo.




Essa era uma outra curiosidade da Namikaze, qual o nível de poder de Naruto? Ela não duvidava de que ele era mais forte do que ela e Suyen, mas até onde ia? O pouco que ela havia visto mostrou que ele era superior a ela fisicamente, tanto que durante o treino ele usou apenas Taijutsu e mesmo assim não precisou se esforçar muito para lidar com Sasuke e ela.




— Odeio acabar com sua folga, mas é hora de trabalhar. — disse o loiro chamando a atenção de Minami. — Estamos cercados…




— Quantos são? — pergunta a loira se levantando, aquele momento estava bom demais para ser verdade.




— Vinte, dez estão na parte de frente da casa e os outros estão nos fundos. — respondeu Naruto.




No fim a previsão da equipe onze estava correta, o que queria dizer que naquele momento Tazuna e os outros vão deviam estar sob ataque, a grande questão era saber se Zabuza ainda estava com Gatou ou se ele movido por sua arrogância havia dispensado os serviços do nukenin de Kiri, mas agora não era hora para pensar nisso.




— Vim fazer o almoço, o que vão querer hoje? — pergunta a filha de Tazuna entrando na sala.




— Não é hora para isso. — respondeu a Namikaze séria.




— Não precisa de tanto, faça tudo normalmente, só não se preocupe me servindo, não estou com fome. Mas os outros vão precisar repor as energias quando voltarem. — disse o loiro ficando de pé.




— O que está acontecendo? — pergunta Tsunami sem entender.




— Os homens de Gatou estão aqui, mas não se preocupe, cuidaremos deles. — respondeu Naruto tirando seu terno. — Vá e cuide dos dos fundos, eu irei receber nossos visitantes na frente.




— Certo. — disse a loira indo para os fundos.




— E senhora, se possível mantenha seu filho aqui e haja o que houver não vá para a entrada da frente, talvez não goste da cena que encontrará la. — disse Naruto tirando seu terno. — Vá e cuide dos dos fundos, eu irei receber nossos visitantes na frente.




— Certo. — disse a loira indo para os fundos.




— E senhora, se possível mantenha seu filho aqui e haja o que houver não vá para a entrada da frente, talvez não goste da cena que encontrará la. — disse Naruto tirando seu terno.




A filha de Tazuna apenas abriu a porta para Naruto sair, ela estava preocupada com o loiro, mas não sabia ao certo o que esperar em ver alguém na condição do loiro sendo ninja, já havia ouvido histórias de pessoas na mesma condição que a dele realizando feitos incríveis. A única coisa que ela podia fazer era confiar no Kurayami.




Naruto andava tranquilamente em direção a seus visitantes, ele estava ciente de que eles não iriam ser capazes de oferecer uma luta que ao menos o fizesse se esforçar, mas havia outras coisas que eles podiam oferecer ao loiro, coisas que deixavam ele salivando em expectativa, seus instintos de predador estavam ansiando por esse momento, e ele finalmente havia chegado.




— Isso só pode ser brincadeira. — disse um dos bandidos.




— Boa tarde cavalheiros, o que os trazem a essas bandas? — pergunta Naruto de forma educada.




— E essa bandana no pescoço, não vai dizer que é um ninja? — um outro bandido pergunta fazendo os outros rirem.




— Sim, estou responsável pela segurança da família do construtor. — respondeu o loiro sorrindo.




— Isso só pode ser uma piada, um ceguinho ninja. — fala um bandido rindo, enquanto se aproxima do loiro. — Olha ninguém aqui é tão baixo ao ponto de bater em um inválido, só vamos fazer nosso trabalho ok?




Ah a falsa moral humana, isso era algo que Naruto achava repugnante, o loiro tinha certeza que se ele fosse mulher eles fariam outra coisa, mas como ele era homem e estavam com pressa para receber seu dinheiro estavam com aquela conversa tentando se sentir humanos melhores, coisa que estavam longe de ser.




— Vamos seja um cego bonzinho e fique aqui ok? — disse o bandido de forma amigável.




— Sinto muito, mas isso não será possível, há algo que eu preciso muito e por isso estou aqui. — responde o loiro no mesmo tom cordial.




— E o que é? — pergunta o homem sem entender.




— A alma de vocês. — respondeu Naruto.




Antes que o homem pudesse fazer qualquer coisa, o braço do Kurayami atravessou o peito dele, segurando seu coração ainda batendo, a cena causou espanto e horror nos outros homens que não estavam conseguindo acreditar no que tinha acabado de acontecer, mas eles não estavam prontos para o que viria a seguir.




Naruto apenas jogou o corpo dos homem para o lado, e levou o coração do homem até sua boca, bebendo o sangue que jorrava abundantemente dali, ele havia passado um bom tempo sob o efeito das ervas sagradas para que pudesse se alimentar de comida normal, mas nem de longe a comida humana saciava sua fome, e ele estava faminto.




— Não há nada mais saboroso do que sangue fresco. — disse o loiro, maravilhado pelo sabor que não sentia desde que começou aquela missão.




— Ele é um demônio. — gritou um dos homens, desesperado.




— Calma cavalheiros, não há razões para agir de tal forma, prometo que isso não vai doer… muito. — disse Naruto retirando seus óculos, mostrando seus olhos completamente vermelhos.




Minami encarava os homens a sua frente, eles não eram grande coisa, o que mostrou que a teoria da equipe onze estava correta, Gatou iria apostar nos números uma vez que não tinha mais certeza na vitória de Zabuza.




— Olha que temos aqui, demos a sorte grande. — disse um bandido olhando as pernas trabalhadas da jovem kunoichi.




A loira não conteve sua expressão de nojo, ela nunca havia pensado em coisas como namoro e relacionamento, mas ela via como alguns homens mais velhos olhavam para ela mesmo sabendo de sua idade, e isso causava em Minami uma repulsa sem igual.




— Tudo bem, vocês conseguiram me irritar. — disse a Namikaze entrando em posição de combate.




Mas antes que ela pudesse avançar, os gritos de dor e desespero dos homens na entrada ecoaram por toda a área, isso assustou até mesmo a loira, afinal não sabia ao certo do que seu irmão era capaz. Mesmo assim ela sabia que o que importava era que ele estava bem e estava ensinando aos bandidos uma merecida lição.




— Eu nem quero saber, ele estando bem é o que importa. — disse a loira avançando contra os criminosos, ela lembrava das palavras que ouviu ele dizer para Tsunami antes de sair da casa.




— Vamos, peguem ela, vamos nos divertir e pegar a filha do construtor. — disse o bandido.




Em um movimento rápido a Namikaze socou um dos bandidos para longe, fazendo o mesmo quebrar várias árvores durante o processo, isso acabou assustando os bandidos que não esperavam por isso.




— Eu vou acabar com vocês, podem ter certeza disso. — disse a loira voltando para sua posição de combate.





(...)





— Bom, parece que a festa começou sem mim. — comentou a mascarada, decepcionada ao ver que alguém tinha matado os trabalhadores.




Os ninjas de Konoha estavam horrorizados com a cena, havia corpos multilados por todos os lados, o que havia sido cruel, parecia que ele queria que eles soubessem quem havia cometido tal barbárie.




— Fique calma, isso foi só a entrada. — disse Zabuza em pé em cima de uma pilha de entulhos, ele estava acompanhado do ninja que alegou ter matado ele.




— Sakura, Sasuke, sabem o que fazer. — disse Kakashi ordenando que sua equipe formasse um círculo em volta de Tazuna.




— Cuidem do mascarado, não precisam se conter. — disse Kakumei para seus alunos.





— Como se eu tivesse a intenção de me segurar. — disse a albina tirando a parte de baixo de seu quimono.




— Não se esquece que estou aqui. — disse Aiko sacando duas espadas curtas.




— Acha mesmo que seus alunos podem contra Haku? Ele pode ser jovem, mas é muito forte. — comentou o nukenin de Kiri.





— Veremos, não vai usar seu truque da névoa? — pergunta a mascarada.




— Sei que ele é inútil contra você, mas isso é bom, assim não precisarei me limitar a usar apenas técnicas de assassinato. — o assassino da névoa apenas levou sua espada. — Eu posso ir com tudo.




— Espero mesmo, faz tempo que não tenho uma boa luta, espero que ao menos seja capaz de me entreter. — a mascarada falou fazendo uma pequena sequência de selos, e logo em seguida surgiu uma katana em sua mão direita.




— Uma lâmina amaldiçoada, assim como aquele garoto loiro. — comenta Zabuza.




— Infelizmente minha divisora de céus nem chega perto da lâmina de meu senhor, mas ela é má boa espada. — respondeu Kakumei.





— Mostre o que é capaz de fazer, filha do sangue. — disse o nukenin de Kiri partindo para cima da mascarada.




Notas finais
Voltarei a postar com mais frequência.