Renascido nas trevas.
10 Batalha na ponte.
Notas iniciais
Shiva avança na frente com Aiko vindo logo atrás, ela sabia que como estava enfrentando um ninja especialista em assassinatos, o que queria dizer que o combate direto não era seu forte, e essa era a especialidade da dupla, mesmo com o ruivo sendo muito bom em emboscadas e ataques de longa distância e a albina contando com seus instintos para perseguição e abate.
O problema era que se seu oponente era especialista em assassinatos, isso queria dizer que ele não precisava de muitos ataques para matar alguém, o que deixava tudo perigoso, ambos sabiam que mesmo sendo superiores fisicamente, não seriam capazes de sobreviver a um ataque em um ponto vital, eles tinham que tomar cuidado.
— Formação três. — disse a albina.
Aiko entendeu o recado, e ele já esperava por isso, contra um inimigo cujo a única certeza que se tinha sobre suas habilidades era que ele conseguia te matar sem muito esforço. Uma postura mais cuidadosa era a melhor escolha naquele momento, mesmo que isso acabasse deixando Shiva exposta a qualquer ataque surpresa do inimigo.
O mascarado tentou atacar a albina com agulhas, mas a mesma pulou para cima escapando do ataque, fazendo eles irem na direção de Aiko que não teve dificuldade em se defender com a suas espadas, uma coisa que ele havia esquecido daquela formação era em como havia a possibilidade dele ficar exposto caso Shiva fizesse alguma coisa diferente do que ela mandava, exatamente como aconteceu agora.
Shiva caiu pronta para esmagar seu inimigo com seu punho, mas o mascarado conseguiu se esquivar sem muito esforço, o que a albina não gostou nada, odiava errar seus ataques, principalmente contra humanos inferiores a ela em todos os aspectos.
O companheiro de Zabuza até tentou contratar, mas foi obrigado a se esquivar de um corte vertical de Aiko que chegou até mesmo a arranhar sua máscara, por muito pouco ele não foi pego de surpresa pelo repentino aumento de velocidade do ruivo.
— Essa foi por pouco. — comentou Aiko sorrindo.
— Imprecionante, imagino que ambos tenham o estilo de luta parecido, por isso trabalham tão bem em dupla. — comentou o mascarado.
— Não ouse me comparar com ele. — respondeu Shiva deixando o ruivo com uma gota na cabeça.
— Que cruel, mas respondendo sua pergunta, minha boa amiga destrói tudo que esta no meu caminho, eu sou um pouco mais sofisticado, eu não preciso de muito para atacar, apenas que meu inimigo ouse me desafiar. — responde Aiko guardando suas espadas e tirando uma pequena caixa de seu kit ninja.
A albina apenas fez careta, sabia que seu amigo era um ninja excelente, mas um caçador ainda melhor, e ela sabia bem o que havia naquela pequena caixa, afinal de contas como companheiros responsáveis pela segurança de seu mestre, o ruivo havia lhe ensinado muita coisa sobre armas, armadilhas e o que fazer quando fosse enfrentar alguém que soubesse como matar um youkai.
Aiko apenas abriu a caixa, mostrando que era um chicote esverdeado, ele soltava um liquido meio branco, aquilo não passou despercebido pelo mascarado, que não sabia ao certo que tipo de arma era aquela, ele sabia que não podia baixar a guarda contra aqueles dois, estava mais do que claro que não se tratavam de ninjas normais e que eles eram muito mais perigosos que mostravam ser.
— Vamos inverter, quero ver se minhas habilidades de captura ainda estão em dia, vai ser bom para testar sua pontaria. — disse o ruivo se preparando para atacar.
— Levando em conta nossas ordens, escolheu bem que arma usar, só não exagera, essas coisas de chumbo machucam e isso pode ser um problema se você pegar pesado. — disse a albina mostrando suas garras.
— Então vamos apenas garantir a eficiência do ataque. — disse o ruivo pegando outro chicote.
Aiko começa a atacar o mascarado que não mostra muita dificuldade de escapar do ataque, ele podia perfeitamente acelerar o ritmo, mas como suas ordens não estavam dizendo para matar os dois, ele tinha que se conter atacando apenas em pontos que não colocassem a vida do mascarado em perigo de forma desnecessária.
O companheiro de Zabuza sacou duas agulhas e jogou em Aiko, que usou seus chicotes para interceptar o ataque, quando ele pensou em atacar de novo é obrigado a se esquivar de duas grandes garras feitas de chakra, mais uma vez ele quase foi pego de surpresa pela investida da dupla.
— Pense bem antes de atacar, não se esqueça que não está em um combate mano a mano. — disse Shiva animada, estava começando a aquecer.
— Então vai ser isso, um vai atacar e o outro vai aguardar uma oportunidade de brecha? — pergunta o mascarado.
— É isso, mas se quiser podemos mudar para a formação um, o que acha Shiva? — pergunta o ruivo sorrindo.
— É o melhor, confesso que mesmo que esteja começando a me animar, não quero passar o resto do dia aqui nesse lugar. — respondeu a albina, concordando com seu companheiro de equipe.
Diferente das outras vezes, os dois avançam contra o mascarado ao mesmo tempo, mas dessa vez eles estavam atacando com muito mais velocidade e força do que no início, o companheiro de Zabuza não tinha outra opção a não ser se defender, as coisas estavam começando a ficar complicadas para ele.
Um chute frontal de Shiva joga o companheiro de Zabuza para longe, o que o pegou de surpresa, não esperava que a albina fosse tão forte fisicamente, porém ainda no ar ele saca uma kunai e se defende de várias adagas lançadas por Aiko, aquilo estava começando a ficar perigoso.
— Não tão rápido. — disse a albina surgindo na frente do mascarado.
Shiva apenas revela suas garras e causa um corte diagonal no peito do companheiro de Zabuza, que não deve nenhuma outra reação a não ser rolar para trás. Porém ele é obrigado a se defender de um golpe de chicote de Aiko, que estava pronto para lhe aplicar um golpe mortal no pescoço.
Porém no momento em que o chicote do ruivo se enrola em seu braço, o companheiro de Zabuza sente uma forte queimação na área atingida, era como se aquele chicote estivesse cheio de alguma substância estranha, porém não demora muito para aquela mesma sensação começar a surgir no ferimento sem peito.
— Alguém aqui está com os reflexos em dia, mesmo em total desvantagem. — disse o ruivo sorrindo.
— Vocês caçadores conseguiram até mesmo recriar o veneno que levamos em nossas garras, isso é bizarro. — comenta Shiva.
— É apenas uma cópia barata, comparado ao original não é nada, mas isso não vem ao caso agora. — disse Aiko olhando sua arma.
Shiva avançou com tudo contra seu alvo, ela sabia quais eram as ordens de seu senhor, mas em nenhum momento Naruto havia dito que eles tinham que estar completamente inteiros. O que era excelente na opinião da albina.
Ela começa a aplicar uma forte sequência de socos e chutes contra o companheiro de Zabuza, que mal conseguia se defender, a substância do chicote de Aiko e nas garras de Shiva estavam causando uma dor que ficava cada vez mais forte e estava deixando as coisas difíceis para o mascarado, que se via em uma situação que não esperava.
— Nós lobos do norte somos meio sádicos, gostamos de torturar nossas presas para depois finalizar o serviço, e para sua sorte ou azar não podemos te matar, ou seja, só vamos te torturar. — disse a albina mandando o mascarado para longe.
— Vê se não mata ele, nossas ordens é deixá-los vivos para nosso mestre. — Aiko avisa preocupado, sabia que teriam problemas se sua companheira de equipe acabasse matando o alvo.
O companheiro de Zabuza se levanta com dificuldade, o golpe havia quebrado sua máscara, os poucos ferimentos que ele havia sofrido haviam feito um belo estrago, mesmo assim ele sabia que não podia desistir, seu mestre precisava que ele vencesse aquela luta, não importa o que precisasse fazer.
Mas sua descoberta era algo alarmante, eles estavam ali não apenas como ninjas de Konoha, mas a mando de alguém que tinha interesse em Zabuza e nele, isso era mal, se os inimigos do nukenin de Kiri estavam ali eles tinham que deixar o país das ondas imediato, a situação estava ficando cada vez mais perigosa.
— Uma garota? — pergunta Shiva, seu nariz havia se enganado pelo visto.
— Não, é um cara que parece uma garota, ele não tem seios que nem você olha. — disse o ruivo apontando para o kimono rasgado do seu alvo. — Deve ser um Crossdressing, e pior que ele ficou uma gata, quem diria que o demônio da névoa oculta curtia uma trap.
— Cara sua mente é muito perturbada, a pornografia tá corroendo seu cérebro. — disse a albina suspirando.
— Foi só um comentário, vai dizer que eu estou mentindo? — pergunta o ruivo, sem entender sua amiga. — Não é muito diferente daqueles seus mangás de BL que você tanto gosta.
— Não me arrasta pra esse assunto estranho não, vamos logo acabar com esse cara. — disse Shiva suspirando, aquela conversa não iria sair da sua cabeça tão cedo. — E não compare meus romances com esse lixo que você consome.
O companheiro de Zabuza sabia que não estava em uma situação fácil e que seja o que aqueles dois estivessem planejando eles iriam conseguir, o veneno não iria lhe matar, mas estava causando uma dor que ficava pior conforme o tempo passava, era como se alguém estivesse lhe cortando com uma lâmina em brasa.
Sem muita escolha, ele apenas fez uma rápida sequência de selos, usar aquela técnica em uma batalha simples era um desperdício, mas contra aqueles dois ele não tinha muita escolha, estava claro que eles ainda não tinham mostrado tudo o que podiam fazer.
Vários espelhos de gelo começaram a surgir em volta, isso pegou os dois de surpresa, sabiam que o nukenin de Kiri não iria se aliar a qualquer um, mas ter alguém com tal talento como aliado poderia ser um problema, mas não era nada que eles não poderiam lidar.
— Gelo? Um usuário do elemento gelo, isso é bastante raro. — disse Aiko admirado.
— Não sabia que os humanos tinham tal capacidade, pensei que dominassem apenas as habilidades básicas da manipulação elementar e que nosso senhor fosse uma exceção por ser um imortal. — comenta a albina, realmente ainda havia muitas coisas que ela precisava aprender sobre os humanos.
— Não, entre os humanos há aqueles que levam suas habilidades herdadas de seus antepassados, é algo raro de se ver. — disse o ruivo guardando seu chicote.
Infelizmente Aiko não tinha nenhuma arma que o ajudasse naquela ocasião, isso era algo que ele ainda estava trabalhando, mas sabia que o veneno no ferimento de seu oponente iria limitar suas ações, o que permitia que o ruivo pudesse usar sua vantagem física.
— Devemos nos preocupar? — a albina pergunta, atenta aos movimentos do inimigo.
— Isso depende, nas mãos de alguém habilidoso, até um palito de dente pode virar uma arma mortal. Mas eu sou o melhor caçador da nova geração, quero ver o que ele está planejando. — respondeu o ruivo guardando seu chicote e pegando uma adaga.
O companheiro de Zabuza apenas entrou em um dos espelhos de gelo, os youkais sabiam que aquela não era uma habilidade que deveria ser subestimada, eles tinham que estar atentos a tudo o que fosse acontecer dali pra frente, mas sem esquecer do real objetivo da missão.
Várias imagens do ninja de Kiri surgem nos demais espelhos, Shiva e Aiko apenas são as costas um para o outro, tentando impedir qualquer chance que o inimigo os atacasse pela retaguarda. Eles sabiam que mesmo não podendo matar seu alvo, estava na hora de levar a luta mais a sério.
Enquanto isso, Zabuza encarava sua oponente com cuidado, ele sabia que estava em total desvantagem, afinal de contas ela também possuía uma das sete espadas amaldiçoadas, algo que muitos acreditavam ser uma lenda e que inclusive deu origem aos sete espadachins da névoa, armas de poder imensurável, que receberam tal alcunha depois de serem banhadas do sangue de anjos e demônios.
— Não vai usar sua névoa? — pergunta a mascarada encarando o nukenin.
— Seria o mesmo que banhar de sangue e me jogar aos tubarões, sei que não depende de sua visão para me achar, o que torna a névoa completamente inútil. Sem contar que isso tiraria a única vantagem que tenho sobre você. — disse Zabuza se preparando para o combate.
Kakumei apenas sorriu por debaixo da máscara, ver que seu inimigo não só sabia o que ela era como mesmo assim ainda estava disposto a enfrentá-la a deixava animada, não havia nada mais interessante para um predador do que uma pressa que sabe que não tem chances e mesmo assim quer ser caçada. De uma coisa ela tinha certeza, ela ia gostar daquele combate.
Desembainhar sua espada com um mero humano era um desperdício, mas ela estava curiosa para saber como o homem à sua frente havia se preparado para aquela luta, afinal de contas ele sabia quem estava enfrentando, humanos normais não faziam isso sem saber exatamente o que fazer.
— Vamos ver se você pode ao menos me entreter, humano. — disse a mascarada sorrindo.
Zabuza avança com tudo contra sua oponente, como não sabia ao certo com o que iria lidar, a melhor escolha era atacar e se adaptando conforme o combate avançasse, ele sabia que estava em total desvantagem física, sua melhor chance era naquilo em que ele era um especialista, nas técnicas de assassinato.
O nukenin de Kiri tentou um golpe lateral, visando partir o corpo da mascarada ao meio. Mas se assustou ao ver ela simplesmente pular sem nem precisar se esforçar, ficando quase planando no ar, como ele esperava sua oponente tinha total vantagem física, ele tinha que ficar atento.
Porém, por puro instinto, Zabuza se jogou para trás, vendo a espada da mascarada passar a poucos centímetros de seu pescoço, ele nem sequer foi capaz de ver o momento em que ela desembainhou sua espada. Na visão do demônio da névoa oculta aquilo era assustador.
— Ao menos você possui bons reflexos, talvez essa luta não seja uma total perda de tempo. — disse Kakumei sorrindo por debaixo da máscara.
A mascarada começou a aplicar uma série de golpes em diversas direções diferentes, obrigando o espadachim da névoa a recuar enquanto procurava uma brecha para contra atacar, porém em um movimento que pegou Zabuza de surpresa a mascarada gira seu corpo, lhe aplicando um forte chute rodado que quase joga o nukenin para fora da ponte, era difícil acreditar que ela havia colocado tanta força em um golpe tão simples.
— Bem, confesso que acabei exagerando, não quero que nossa brincadeira acabe tão rápido. — comentou Kakumei encarando o nukenin de Kiri.
Zabuza se levanta com um pouco de dificuldade, aquele golpe havia quebrado algumas de suas costelas. O nukenin da névoa sabia que ele estava em total desvantagem contra a mascarada, mas não esperava que a diferença física entre os dois fosse tão grande.
De longe Kakashi observava tudo, ele sabia desde o primeiro confronto que Kakumei não era uma ninja normal, mas ver como ela lutava sem fazer nenhum esforço contra um oponente como Zabuza era assustador. Ele sabia mais do que nunca que teria muita coisa para relatar quando eles voltassem para Konoha.
Sua maior dúvida era em que nível Naruto se encontrava, ele sabia que o loiro estava muito acima dos membros da sua equipe e de seus alunos, isso levando em consideração que Sasuke era um verdadeiro prodígio e Minami havia sido ensinada por dois sannins lendários. Ver alguém na condição dele ter tanto poder era assustador, mas isso não era algo que ele precisava se preocupar agora.
— Ela é muito forte. — disse Sakura sem conseguir acreditar.
— Levando em conta o nível do Dobe já era de se esperar, o que me assusta é como aqueles dois trabalham bem em equipe mesmo não se dando bem. — comenta o Uchiha — Me pergunto que tipo de treinamento ele deve ter feito durante o período que passou nas montanhas.
— É difícil dizer, tudo em volta deles é um mistério, muitos de lá usam roupas como as dela, a diferença é que usam nas cores vermelhas e cinzas, até onde eu vi apenas ela usa roupas pretas. — comenta Kakashi. — Talvez seja uma forma de mostrar que o status dela é diferente dos demais guerreiros que protegem as montanhas.
— O senhor já foi até lá? — pergunta a Haruno surpresa.
— Não, é uma área totalmente protegida, tanto por uma quantidade assustadora de guerreiros como por leis assinadas pelo próprio senhor do fogo. — o jounin explica. — Mas já visitei os arredores, é uma fortaleza em formato de vila, sem brechas para espionagem nem nada do tipo. Os senhores daquelas terras aparentam querer uma distância segura apenas para observar, é difícil dizer quais são suas reais intenções.
— Bom, duvido muito que vamos saber mais sobre eles em outra oportunidade. Naruto disse que assim que a missão acabar eles irão voltar para lá por uns três dias para resolver alguns assuntos. — conta Sasuke chamando a atenção de Hatake.
— Havia me esquecido que vocês são amigos. — disse o jounin de Konoha.
— Sim, ele ficou de visitar a sede do clã Uchiha depois disso, as meninas estão loucas para ver ele. — disse o moreno sorrindo.
— Vocês têm a mesma idade, ele estudou com vocês não foi? — pergunta Tazuna.
— Ele saiu da academia logo depois do incidente que o deixou cego, ele não tinha muitos amigos na academia. — respondeu Sakura. — Viemos ter notícias dele outra vez quando o nome dele saiu como integrante da equipe onze junto com aqueles dois, eles não chegaram a estudar na academia, e mesmo assim são muito fortes.
Aquilo incomodava o Uchiha, como eles tinham a mesma idade e tinham um nível tão distante dos demais? Sasuke se dedicou ao máximo nos últimos anos e a equipe onze fazia ele parecer um gennin comum, e isso deixava o moreno frustrado. Principalmente quando ele queria buscar vingança por tudo que havia acontecido no passado.
— Entendo, eu estranhei o fato dele manter contato apenas com Sasuke. — comentou o construtor.
— Crescemos juntos, muitas vezes ele dormia lá em casa junto com minha irmã e minha prima, ou íamos até o apartamento dele para brincar. Ele sempre foi um bom amigo, sempre animou a todos ao seu redor, mas ele mudou. — respondeu o Uchiha.
Sasuke sentia falta do jeito alegre e divertido de seu amigo, mas ele conseguia entender tal mudança. Naruto havia passado por muita coisa, sofrido muita coisa, ele foi obrigado a amadurecer sozinho para sobreviver. Seu irmão tentou proteger ele como podia, mas Sasuke sabia que como líder de um esquadrão Anbu inteiro era difícil ele manter os olhos no loiro e em suas obrigações.
Itachi havia tentado descobrir o paradeiro do loiro logo quando ele saiu do hospital, mas estranhamente o conselho de Konoha começou a afastar ele de tudo que dizia respeito a Naruto. Não só ele como os clãs Nara, Akimichi e Inuzuka foram barrados pelas mesmas razões, porém a pressão deles obrigou que o conselho contasse o paradeiro do loiro, mas não adiantou nada. Eles estavam proibidos por lei de chegar perto das montanhas, e aos poucos Naruto foi deixado de lado.
— Talvez ele aceite falar mais depois da missão. — disse a Haruno sorrindo.
— É, quem sabe. — concordou Sasuke.
A mascarada apenas começa a arrastar sua espada no chão enquanto caminhava até seu alvo, ela não estava com nenhuma pressa e sabia que não podia matar Zabuza, mas seu senhor não havia dito nada a respeito de tortura-lo um pouco para se divertir. Sem contar que ela precisava passar realismo naquela luta.
— Espero que ainda tenha forças, pois eu ainda nem comecei. — disse Kakumei de forma sádica.
O Nukenin se levantou com dificuldade, parecia que mesmo tendo passado os últimos dias apenas se preparando para aquele confronto não havia sido o suficiente. O inimigo era poderoso, como todos os filhos de sangue costumam ser, ao menos aqueles com que ele já havia se encontrado.
Zabuza pensava nas possibilidades, sua única vantagem era a luz do sol e aquela roupa permitia que sua oponente andasse normalmente durante o dia, técnicas de assassinato eram em vão contra um inimigo superior a ele em todos os aspectos e sua névoa era inútil contra alguém que não dependia de seus olhos para se guiar no campo de batalha.
Ele estava encurralado, e Zabuza sabia que nem mesmo fugir era uma opção, pois ela o alcançaria sem nenhuma dificuldade. Seu trunfo era seu pupilo que não estava em uma situação melhor que a dele e também não tinha a opção de recuar, tudo estava contra o nukenin de Kiri.
— Bem, chega de brincar. — disse a mascarada se preparando para atacar.
Por puro instinto o nukenin de Kiri apenas se jogou para o lado vendo uma lâmina de ar passar pelo seu lado, ele nem sequer viu o momento em que sua oponente armou o ataque, mas não foi isso que o assustou.
O poder do corte de Kakumei foi tanto que as nuvens haviam se dividido e o mar abaixo da ponte havia se aberto. Ninguém estava acreditando naquela cena, era impossível alguém ter tanto poder. Mesmo assim ali estavam eles diante de algo nunca visto antes, imaginar que aquilo não era nada comparado ao que ela realmente podia fazer se levasse a luta mais a sério era assustador.
— Kakashi-sensei… — disse Sakura sem conseguir acreditar.
— Eu sei, em toda minha vida nunca vi nada assim. — disse o jounin de Konoha.
O albino sabia que sua companheira de missão era poderosa, mas nem em seus piores pesadelos ele imaginou que ela podia ser capaz de tal coisa. Ele sabia que talvez nem mesmo seu sensei estaria no mesmo nível que ela, o que deixava tudo ainda mais assustador.
— Parabéns, seus reflexos estão em dia. Mas… — disse a mascarada sorrindo de forma sádica.
— Eu nunca tive chances, não é? — pergunta o nukenin.
— Bem, isso sempre foi muito óbvio. — disse a mascarada erguendo sua espada.
Zabuza vê seu pupilo ser arremessado em sua direção, parecia que ele não foi o único que havia sido derrotado sem muito esforço ali. E no que parecia a mascarada estava pronta dar o golpe final, e não havia nada que o Nukenin pudesse fazer diante disso.
— Que decepção, achei que suas técnicas secretas tornaria as coisas mais interessantes. — disse Shiva desanimada.
— Bem, ao menos esses jutsus estranhos me deram muitas idéias para criar novas armas. — disse Aiko animado. — Quem vai finalizar?
— Deixe comigo, afinal eu mal consegui fazer alguma coisa durante minha luta. — respondeu Kakumei.
Com um único movimento, a mascarada cria outra rajada de vento que provoca vários cortes nos nukenins de Kiri antes de os jogar no mar. No fim todo o cuidado que eles tiveram nos últimos dias não foi útil, mas ao menos agora seu trabalho estava cumprido.
Kakumei apenas andou até a borda da ponte, havia a possibilidade dela ter exagerado e ter matado os dois. Mas talvez aquilo não fosse ruim, ela não conseguia enxergar qual utilidade seu mestre tinha visto naqueles dois. Eram apenas dois humanos patéticos e sem valor nenhum até mesmo entre os demais humanos, eles não eram ninguém para receber a honra de servir um senhor da noite.
— E então? — pergunta o ruivo olhando para a água.
Dois pares de olhos vermelhos brilhavam no meio das ondas, dando um sinal silencioso que apenas os iluminados podiam ver e entender. No fim tudo saiu de acordo com as ordens de Naruto, isso evitaria que o loiro precisasse fazer alterações desnecessárias em tudo o que estava planejando.
— Está feito. — disse a mascarada guardando sua espada.
— Vocês se saíram muito bem. — parabenizou Kakashi.
— Obrigado, pena que ainda não acabou. — disse a mascarada sem tirar os olhos do mar.
Sem dúvidas o Hatake sabia que havia muita coisa que seu sensei, a grande questão era saber porque pessoas tão poderosas haviam resgatado e protegido Naruto. Eles não podiam ignorar que o loiro era um Jinchuuriki e que estava correndo perigo nas mãos dos estranhos governantes das montanhas.
— Isso é patético, o temido demônio da névoa oculta derrotado por uma ninja fantasiada. — disse uma voz chamando a atenção de todos.
Todos olharam aquela cena chocados, Gatou havia reunido um exército de mercenários como Naruto havia previsto. O que queria dizer que a casa de Tazuna também havia sido atacada.
— Que bom que está aqui, poupou meu tempo. — disse a mascarada sacando sua espada outra vez.
Em um movimento rápido, Kakumei usou sua espada contra o mafioso e seus lacaios, despedaçando todos de uma única vez. Tal cena causou horror nos ninjas de Konoha que não esperavam tamanha brutalidade. Sakura chegou até mesmo a desmaiar diante de tal cena enquanto Sasuke vomitou.
— Fracotes. — desdenhou Aiko.
— Vamos indo, é provável que Naruto e Minami também já tenham terminado as coisas lá. — disse a mascarada começando a andar.
— Está bem. — disse Shiva seguindo sua sensei junto ao ruivo.
A missão havia sido cumprida, não só a de Konoha como a que eles realmente estavam fazendo. Agora eles precisavam aguardar para descobrir o que Naruto estava planejando.
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